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Preso, ex-vereador alega que leu 173 livros em 8 meses e juiz suspeita de fraude

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João Emanuel é ex-vereador e foi condenado a 18 anos de prisão (Foto: Otmar Oliveira/Secom Câmara de Cuiabá)

João Emanuel é ex-vereador e foi condenado a 18 anos de prisão (Foto: Otmar Oliveira/Secom Câmara de Cuiabá)

 

João Emanuel Moreira foi presidente da Câmara de Cuiabá e preso por desvio de dinheiro e pediu remição de pena. Justiça determinou que as declarações do ex-parlamentar sejam apuradas.

André Souza, no G1

O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da 2ª Vara Criminal, determinou a instauração de um procedimento para apurar eventual fraude em declarações do ex-presidente da Câmara de Cuiabá, João Emanuel Moreira Lima, em um pedido de remição de pena. No documento, João Emanuel afirma que leu 173 livros em oito meses. O ex-parlamentar está preso no Centro de Custódia da Capital (CCC) e foi condenado a 18 anos de prisão por desvio de dinheiro.

No pedido, a defesa de João Emanuel requereu a concessão de 693 dias de remição da pena, alegando a atividade de leitura do acusado. O G1 tentou, mas não conseguiu contato com os advogados do acusado.

Entretanto, de acordo com o magistrado, não há comprovação da existência de um projeto específico de remição de pena por leitura na unidade prisional onde o ex-vereador está detido.

Além disso, como consta na decisão, não há amparo legal no pedido, pois o limite máximo da remição seria de 32 dias, tendo em vista os oito meses de cárcere de João Emanuel.

O juiz argumenta ainda, que não existe avaliação por parte de uma comissão das resenhas apresentadas pelo ex-vereador, um dos quesitos para a obtenção do benefício. Segundo as normas, o reeducando tem o prazo de 21 a 30 dias para ler a obra literária e, apresentar ao final desse prazo, uma resenha de próprio punho sobre o assunto do livro.

De acordo com a decisão, “são fortes os indícios de fraude nas declarações de leituras que instruíram o pedido de remição, o que constitui, em tese, o crime previsto no artigo 299 do Código Penal.

Na justificativa para negar a remição, o magistrado alega que, segundo João Emanuel, foram lidas 173 obras, o que resultaria em 48.235 páginas em oito meses. “Isso corresponde à leitura de praticamente um livro por dia de privação de liberdade ou 201 páginas lidas a cada dia, ininterruptamente”, como consta na decisão.

Por fim, o juiz determina que a autoridade administrativa da unidade prisional recolha provas de que os livros apontados pelo ex-vereador deram entrada na unidade e se os agentes presenciaram a rotina de leitura de João Emanuel.

Casal transforma Fusca em sebo para vender discos e livros em Cuiabá

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Casal já usava Fusca para atividades diárias (Foto: Arquivo pessoal/ Thiago Sinohara)

Casal já usava Fusca para atividades diárias (Foto: Arquivo pessoal/ Thiago Sinohara)

 

Jornalista e arquiteto vendem discos de vinil e livros, alguns de acervo próprio.
Com Fusca, ano 69, eles chamam a atenção por onde passam.

Publicado no G1

O fusca, ano 1969, parece pequeno para tanta arte. São dezenas de livros, vinis, fitas cassetes, e obras de arte. Quando as portas do veículo se abrem, o sentimento de estar no passado é inevitável. Não é à toa que o sebo itinerante do casal Thiago Sinohara e Marília Bonna se chama ‘Rua Antiga’. Na vitrola, sempre toca um disco antigo. Com o sonho de levar cultura e arte a todos os públicos, eles rodam as ruas de Cuiabá com o veículo.

O que move o casal é o gosto pela arte. Ele é arquiteto por formação e aquarelista por paixão e, ela, jornalista e escritora. Há dois meses, o casal percorre as ruas e bairros de Cuiabá vendendo a baixo custo vinis antigos, livros e artigos de arte. “A proposta é que a arte faça parte do cotidiano, cada vez mais acelerado da cidade”, explica Thiago.

A ideia surgiu há algum tempo, mas tomou forma agora. No começo, a intenção era abrir uma galeria de arte com um espaço físico que misturasse tudo relacionado à arte. Não deu certo, mas a vontade foi maior.

O carro pintado de vermelho – que chama atenção por onde passa – já era usado para as atividades diárias do casal. O primeiro acervo de livros e vinis também era do casal, que resolveu se desfazer das próprias coleções para incentivar a leitura e o gosto pela arte.

Casal retira as mercadorias e expõe ao público (Foto: Arquivo pessoal/ Thiago Sinohara)

Casal retira as mercadorias e expõe ao público (Foto: Arquivo pessoal/ Thiago Sinohara)

 

O intuito não é comercial. Os itens expostos são vendidos à baixo custo. O sebo é um lugar para reunir as pessoas em volta das coisas que ficaram esquecidas na pressa do dia a dia e na rotina de cada um. “A gente quer que as pessoas deem um tempo para ouvir uma boa música, ler um poema ou só para bater um papo”, disse Thiago.

Depois de passar uma temporada no Rio de Janeiro, Marília iria se desfazer dos livros e vinis que deixou no outro estado. Até que a ideia do sebo itinerante tomou forma. “Nós demos um jeito de trazer todos os itens para começarmos nosso projeto”, conta.

Fusca de Thiago Sinohara e Marília Bonn virou sebo itinerante (Foto: Arquivo pessoal/ Thiago Sinohara)

Fusca de Thiago Sinohara e Marília Bonn virou sebo itinerante (Foto: Arquivo pessoal/ Thiago Sinohara)

 

Não há um dia certo, nem um ponto fixo para esse pedaço do passado estacione. Os pontos mais frequentes são em museus, em pontos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e praças. Hoje, o casal participa mais de eventos de arte e feiras de cultura.

Já com dois meses na estrada o acervo cresceu e paixão pela arte também aumentou. E além de vender, o sebo faz troca dos itens e recebe doação para manter o projeto. O número de vinis, livros é rotativo. Porém, atualmente o casal possui em torno de 100 discos, 40 fitas cassetes e 100 livros.

Apesar de colocarem a própria coleção à venda, Thiago e Marília têm artigos dos quais não se desfazem. Um vinil do segundo álbum do cantor e compositor Cartola é um deles. “Esse não sai de casa”, afirmou.

Incêndio destrói cinco mil livros de projeto de inclusão literária em Cuiabá

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Fogo consumiu obras no depósito do projeto itinerante Inclusão Literária.
Coordenador do projeto já começa a receber doações de novos livros.

Publicado no G1

Biblioteca móvel faz parte do projeto Inclusão Literária (Foto: Marcelo Ferraz/G1)

Biblioteca móvel faz parte do projeto
Inclusão Literária (Foto: Marcelo Ferraz/G1)

Um incêndio atingiu o depósito do projeto itinerante Inclusão Literária, em Cuiabá, e destruiu cerca de cinco mil livros na manhã desta quarta-feira (30). De acordo com o coordenador do projeto, o historiador Clóvis Matos, o depósito, localizado no bairro Bosque da Saúde, contava com um acerco entre sete e oito mil livros, dos quais apenas uma pequena parte poderá ser recuperada. Cerca de outros mil livros estavam fora do depósito e estão intactos.

A casa que serve de depósito para os livros, na Rua da Saudade, estava vazia na manhã desta quarta-feira, motivo pelo qual o coordenador acredita que a causa do incêndio tenha sido algum curto-circuito na rede elétrica do imóvel.

“Foi destruidor, foi terrível. A estrutura da casa está bem, o prejuízo foi literário. São cinco mil livros que vão deixar de ir para as mãos das pessoas”, contou Clóvis Matos. Ele já está aceitando doações para recuperar parte da estrutura e do mobiliário do depósito e do acervo de livros, revistas, jornais e outros materiais de leitura usados que podem ser utilizados no projeto. Mais informações sobre doações podem ser obtidas pelo telefone (65) 8135 1176.

Iniciado em 2005, o projeto Inclusão Literária – Leitura e Cidadania percorre ruas de Cuiabá e municípios de Mato Grosso promovendo o contato gratuito e contínuo da população com a literatura, com revistas, jornais e atividades lúdicas de estímulo intelectual e educativas.

Todo o acervo utilizado é fruto de doações ou adquirido pelo coordenador do projeto. Além de montar bibliotecas em praças e estar presente em eventos onde os livros podem ser manuseados, o projeto distribui parte do material gratuitamente.

O idealizador Clóvis Matos também atua como Papai Noel há dez anos e, no último Natal, percorreu comunidades ribeirinhas da região do Pantanal para distribuir brinquedos e livros infantis para as crianças.

‘Crianças precisam ler’, diz menino de MT que arrecadou mais de 2 mil livros

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Jefferson Gabriel da Silva Melo, de 12 anos, sentado na pilha de livros arrecadados (Foto: Maria Anffe/GcomMT)

Jefferson Gabriel da Silva Melo, de 12 anos, sentado na pilha de livros arrecadados (Foto: Maria Anffe/GcomMT)

 

Criança de 12 anos quer montar biblioteca para a comunidade onde mora.
Ele também já ganhou um computador e materiais para construir o local.

Denise Soares, no G1

Desde que teve a ideia de construir uma biblioteca comunitária, Jefferson Gabriel da Silva Melo, de 12 anos, já conseguiu arrecadar mais de dois mil livros. O garoto mora com os pais no Distrito de Bonsucesso na cidade de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. No começo deste ano Jefferson começou a arrecadar os livros para permitir que as crianças e moradores da comunidade possam ter acesso à leitura, já que a única escola da região não tem biblioteca.

No Dia das Crianças, comemorado nesta segunda-feira (12), Jefferson vai participar de atividades com outras crianças e eventos em comemoração ao Dia de Nossa Senhora Aparecida, na comunidade onde mora.

“As crianças precisam ter alguma atividade, precisam ler”, comentou o garoto. Todos os livros que Jefferson ganhou ficam estocados na casa e na área da residência da família. Segundo o ele, não há mais espaço na área para colocar os livros, que não param de chegar na casa.

Jefferson sonha em construir uma biblioteca para a comunidade onde mora (Foto: Maria Anffe/GcomMT)

Jefferson sonha em construir uma biblioteca para a comunidade onde mora (Foto: Maria Anffe/GcomMT)

 

Pessoas que souberam da iniciativa de Jefferson se comoveram e decidiram doar materiais para a construção da biblioteca. A ideia é aproveitar o espaço de um centro comunitário e construir a biblioteca no mesmo local. Um empresário decidiu doar um computador para a futura biblioteca de Jefferson.

“Na minha casa não tem mais espaço. A área está cheia de livros. Ganhei um computador e vou usá-lo na biblioteca que vamos construir. Continuo juntando os livros até conseguirmos o local”, disse.

A casa de Jefferson está cheia de livros didáticos, enciclopédias, atlas, gibis, dicionários e romances. Enquanto a biblioteca não começa a funcionar, os moradores e estudantes visitam a casa do adolescente para consultar os livros.

Exemplo
A família ajuda o menino a conseguir mais livros e materiais que serão usados na biblioteca.

“Estamos correndo atrás. Conseguimos pessoas que vão doar os materiais e reformar o centro comunitário. Várias pessoas doaram livros, uma estudante de Santa Catarina veio visitar a mãe em Cuiabá e deixou diversos livros do curso de direito e livros de concursos para estudo”, lembrou a mãe de Jefferson, Janice Ferreira da Silva.

O adolescente cursa o 6º ano do ensino fundamental no período da manhã na Escola Maria Barbosa Martins. A ideia do menino é que a futura biblioteca funcione à tarde, para que ele possa ajudar a cuidar do local após os estudos.

Menino de 12 anos arrecada livros para construir biblioteca em Mato Grosso

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 Reprodução/TVCA

Reprodução/TVCA

Jovem arrecada livros para construir biblioteca comunitária em distrito. A única escola da região onde o menino mora não tem uma biblioteca.

Publicado no CenárioMT

“Construir uma biblioteca comunitária onde todos possam ler e fazer pesquisas escolares”. Este é o sonho de Jefferson Gabriel da Silva Melo, de 12 anos, que mora no Distrito de Bonsucesso na cidade de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Ele quer montar uma biblioteca para atender aos moradores e estudantes do distrito. O menino já conseguiu arrecadar mais de 1,6 mil livros desde que teve a iniciativa, no início deste ano.

Segundo Jefferson, a ideia de construir uma biblioteca na comunidade é para oferecer uma oportunidade de estudo e também aproximar os jovens da leitura, pois a única escola do distrito não possui biblioteca.

O adolescente cursa o 6º ano do ensino fundamental na Escola Maria Barbosa Martins. Em poucos meses de arrecadação já reúne livros didáticos, enciclopédias, atlas, gibis, dicionários e romances. “Aqui em casa já não cabe mais livros, as prateleiras que ganhei já estão lotadas. Além dos livros eu preciso de locais para armazená-los”, destacou o jovem.

Toda a família de Jefferson está empenhada na realização do sonho do garoto. A avó doou o terreno onde deve ser construída a biblioteca e a madrinha ajuda na arrecadação dos livros. “Eu quero fazer uma maquete de como será a biblioteca. Ela deve funcionar a tarde para que eu possa cuidar dela depois da aula”, comentou o menino.

A mãe do estudante, Janice Ferreira da Silva, disse que filho está determinado a construir a biblioteca e não mede esforços para arrecadar os livros. “Sempre ele divulga que está arrecadando livros e já chegou a ir buscar em casas de pessoas aqui na comunidade”, relatou.

Ainda segundo Janice, o filho precisa, além de livros, de uma bibliotecária para catalogar os exemplares, de materiais para a construção da biblioteca e também mais estantes para guardar os livros.

Jefferson diz que grande parte dos adolescentes da idade dele não gosta de ler. Ele acredita que com a construção da biblioteca a situação poderá mudar, além de auxiliar os alunos nos estudos e pesquisas escolares. Entre jogar futebol ou ler um livro o adolescente garante que escolhe a companhia de um livro.

Atualmente os livros que Jefferson arrecadou estão armazenados na casa dele. Frequentemente as pessoas e colegas de turma que precisam de livros vão até o local para fazer consultas.

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