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Internet é opção para aprender línguas do mundo todo

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Pagos ou gratuitos, cursos ensinam idiomas online; aluno investe no currículo e pode conhecer novas culturas

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Publicado em O Estadão

Jean Gonçalves estudou inglês dos 12 aos 18 anos no Senac de Florianópolis. Em 2009, decidiu aprender mandarim e seguiu o mesmo caminho. Começou as aulas, mas a turma acabou. “O online foi a alternativa para continuar”, conta o desenvolvedor de software, de 25 anos, que concluiu o curso em 2013. “Pude ver os dois lados. No presencial, o professor está ali ajudando, tirando dúvida. No online, com o programa, a gente vai cumprindo lições.”

Mandarim foi a primeira língua que ele estudou a distância. “Fiz o curso todo em um ano, senão a licença expirava.” Com 40 minutos diários, é possível acabar nesse prazo, segundo o Senac. A motivação do programador veio da viagem à China, realizada em 2014. “Lá as pessoas me entenderam. Às vezes com alguma dificuldade, por causa dos quatro tons do mandarim que mudam o sentido da palavra conforme a pronúncia.” Com o Rosetta Stone, sistema usado pelo Senac, ele diz que exercitou bem “o falar e o escutar”. A cada término de fase, tinha de agendar uma avaliação com professor nativo. “É como se fosse um chat, em que ele aparece com voz e vídeo, e a gente só por voz.”

A parceria do Senac com a empresa Rosetta Stone começou em 2011. “Era um mercado novo, tínhamos projetos locais para o ensino a distância. Mas, como os cursos estavam na internet, alunos de outros Estados também se inscreveram”, lembra Anderson Malgueiro, diretor do Senac EAD em Santa Catarina, responsável pela área de idiomas online da instituição em todo o Brasil.

Atualmente, o Senac oferece 24 cursos de língua a distância. De 800 alunos em 2013, chegou hoje a 3,2 mil, com a expectativa de alcançar 4 mil até o fim do ano. Segundo Malgueiro, chama a atenção o interesse, ainda que pequeno, por idiomas como filipino e sueco. Já o mandarim vem crescendo no ranking dos mais procurados: responde por 10% dos alunos, mesmo porcentual do inglês britânico. Francês, alemão e espanhol vêm em seguida, com 6% cada. No topo da lista está o inglês americano, com 58%.

Principal idioma. Na internet, é mesmo o inglês que domina os cursos. Muitos ensinam exclusivamente a língua. É o caso do EF Englishtown, líder do segmento. Com 50 anos de experiência, a escola online viu sua base de alunos no Brasil pular de 30 mil em 2011 para os cerca de 130 mil atuais. “Esse crescimento tem a ver com acesso das pessoas à internet. Elas estão interagindo mais com a rede, usando como ferramenta”, explica André Marques, diretor-geral da EF Englishtown.

Uma divisão da EF Education First, empresa mundial especializada em educação, a Englishtown atua no Brasil desde 2001 e acompanhou a expansão e a transformação do mercado de ensino de inglês online no País. “Em 2010 havia três escolas. No fim de 2013 já eram 22. Hoje, comparado a outros países, o Brasil é o que tem a concorrência mais agressiva”, afirma o diretor, que calcula que o mercado de inglês tenha agora 15 escolas online.

Marques ressalta que existem vários modelos disponíveis e que “muitas empresas surgiram nesses anos com ferramentas de tradutores, um conteúdo que acaba não prendendo a atenção do estudante”. “A Englishtown é uma plataforma de educação, uma escola dentro da internet. Segue todos os parâmetros, apenas se utiliza da tecnologia para ter acesso ao aluno.” Segundo ele, em média, com uma hora de estudo por dia, é possível acabar o curso em um ano e meio.

Outra escola mundial de inglês online que atua por aqui é a Open English. Fundada em 2007 pelo venezuelano Andrés Moreno, a empresa conquistou o mercado latino e investe no Brasil há dois anos. Presente em 40 países, tem 100 mil pessoas matriculadas. A empresa informa que quem dedicar pelo menos três horas por semana ao curso se torna fluente em até um ano e meio.

Lançado em 2007 pelo grupo Pearson, uma das empresas mundiais especializadas em educação, o Meuinglês também está na disputa por estudantes de inglês a distância no Brasil. Atualmente o site tem 4 mil usuários no País. Se o aluno estudar duas horas por semana, a estimativa é que saia de iniciante a fluente em dois anos. O curso dá direito a certificado a cada etapa vencida.

Ritmo ajustável. O tempo de conclusão dos cursos online depende do aluno. Essa flexibilidade é a principal vantagem apontada por especialistas e alunos. “O diferencial é poder fazer quando quiser. Antes, se eu não podia ir, faltava aquela aula. No online, não”, diz Daniel Ferreira, servidor público da prefeitura do Rio, que fez parte do curso de inglês a distância do BLC4u.

“Recebi a oferta de um site de venda coletiva para um pacote de seis meses pelo preço de um, achei atrativo. Como eu já tinha feito o básico numa escola física de inglês, comprei o nível intermediário.” Ele aprovou o método: “O conteúdo deu sequência ao que eu tinha aprendido. Acho que funcionei como autodidata”.

Nos cursos pagos, em geral, o aluno pode definir o ritmo e, dependendo do modelo, até a área a ser enfatizada (gramática ou conversação) e os assuntos de maior interesse. Situações do dia a dia são temas bem explorados nos métodos online em geral, pagos ou gratuitos. Recursos tecnológicos também não faltam: vídeos, podcasts, atividades interativas e textos de blogs sobre atualidades. Além disso, vários cursos oferecem a chance de estudar pelo computador ou por meio de aplicativos no tablet ou no celular. O sistema salva as tarefas cumpridas numa plataforma, e o estudante pode dar continuidade em outra.

Com cerca de 50 milhões de inscritos, o site gratuito Busuu é um dos que oferecem versão online e aplicativo para Android e iOS. Tem no cardápio 12 idiomas para o aprendizado. Vão desde os mais procurados (como inglês, espanhol e francês) até turco, japonês e russo.

A página Duolingo também tem ambiente online e aplicativo. É possível aprender inglês, espanhol e francês com o método em que as lições são como etapas de um jogo. Depois do mandarim, o programador Jean Gonçalves resolveu se aventurar em outra língua pela internet usando esse recurso. “Estou aprendendo espanhol no Duolingo. É escutar e repetir, mas é uma alternativa para quem não puder pagar.”

Eles vão como voluntários e voltam cheios de histórias

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Cresce a procura por experiências humanitárias em outros países; trabalho enriquece o currículo e pode ajudar a treinar novo idioma

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Publicado em Estadão

As férias de Isabella Cino poderiam ser de compras em Nova York, como o pai sugeriu. Ao contrário, a empresária, de 24 anos, decidiu fazer um roteiro pouco comum: 15 dias de trabalho voluntário com crianças de favelas na África do Sul e outros 15 em um orfanato no Nepal, país atingido em maio por um terremoto. “Não custa sair do conforto da minha cama para ajudar pessoas que nem cama têm”, defende Isabella, acostumada a trabalhos voluntários no Brasil. No Nepal, ela acredita que encontrará um cenário de destruição. “Até terei dias de folga, mas nem sei que turismo vai ser possível fazer lá.”

A procura por oportunidades de intercâmbio para trabalho voluntário cresce entre jovens brasileiros, ansiosos por fazer a diferença e conhecer novas realidades. A experiência, além de ajudar quem precisa, enriquece o currículo e pode valer para treinar outro idioma.

Para a estudante Flávia Ferreira, de 18 anos, que embarcou neste mês para a Cidade do Cabo, na África do Sul, a viagem será um teste para a carreira que pretende seguir. Com o sonho de trabalhar no Médicos sem Fronteiras – organização humanitária internacional -, Flávia faz cursinho atrás de uma vaga em Medicina. No país, trabalhará como voluntária em um hospital infantil por duas semanas. “Espero ver alguns procedimentos médicos e entrar em contato com pacientes.”

A África do Sul é o país mais procurado para esse tipo de intercâmbio e chega a representar até 70% das vendas das agências ouvidas pelo Estado. A região tem projetos diversos, como trabalho voluntário com crianças em creches e hospitais e com animais selvagens em reservas. A possibilidade de ficar afiado no idioma também é um atrativo . “Meu inglês não está tão bom. Acho que consigo me virar, mas será uma boa chance de melhorar”, diz a estudante.

Pela Ásia. Atrás de experiências ainda mais exóticas, os viajantes também buscam países asiáticos. “A Índia chama a atenção pela cultura e a grande quantidade de pessoas que vivem em situação de pobreza”, explica Rosana Lippi, gerente de Produto na Student Travel Bureau (STB), que começou a oferecer pacotes de intercâmbio social neste ano. Segundo ela, localidades que passaram por catástrofes também atraem voluntários.

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or oito semanas, o estudante de Administração Renan Gothard, de 21 anos, trocou a sala na Universidade de São Paulo (USP) por uma em Taiwan. Os papéis também se inverteram: de aluno, passou a professor. Ensinou inglês e português para crianças de 6 a 12 anos e, em troca, teve “aulas” de mandarim. Interessados na cultura brasileira, os pequenos aprenderam dribles do futebol e conheceram o brigadeiro.

“Logo que voltei, recebi mais ou menos 500 bilhetinhos das crianças. Muitas falavam que ganharam a vontade de aprender inglês e conhecer o mundo.” O estudante viveu em casas de três famílias taiwanesas: da dona da escola, da diretora e de uma professora. “Me puseram nessas três classes sociais para que eu conhecesse mais a cultura.”

Para ele, a experiência valoriza a formação profissional. “Precisava desenvolver algumas competências relacionadas à comunicação. Quando voltei, percebi que as empresas davam mais atenção para mim por ter um intercâmbio voluntário no currículo.”

Para a presidente da Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais (Belta), Maura Leão, o contato com pessoas de diferentes países é uma das vantagens desse tipo de viagem social. “Multinacionais valorizam quem está disposto a conhecer o novo. Isso torna as pessoas mais resilientes e preparadas para mudanças.” Em época de crise, saber lidar com situações extremas também é uma habilidade exigida. “Saem ganhando pessoas que quebram paradigmas e atravessam barreiras.”

Antes de Taiwan, Gothard já havia feito intercâmbio na Alemanha e nos Estados Unidos. Jovens entre 20 e 25 anos que já tiveram alguma experiência internacional são os que mais procuram esse tipo de viagem humanitária.

Para aproveitar a experiência, o intercambista precisa estar disposto a ajudar. “As acomodações são rústicas, e as tarefas, determinadas pelo projeto local”, explica a diretora da agência Roda Mundo, Roberta Gutschow.

Em menor número, pessoas mais velhas e famílias também já se aventuram no voluntariado. “Estamos atendendo uma mãe que quer ir com um filho de 10 anos”, exemplifica Eduardo Frigo, gerente de produtos da CI – Intercâmbio e Viagem. A agência calcula aumento de 20% a 30% nas vendas de intercâmbio social no último ano.

Pacotes de até um mês atraem quem tem menos tempo para viajar. Um intercâmbio de 15 dias na África do Sul, com acomodações e refeições, custa a partir de R$ 3 mil. As passagens aéreas não estão incluídas. Em algumas agências, é possível aliar o trabalho voluntário a cursos de idiomas.

 

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Multicultural. Quando esteve em Medellín, na Colômbia, Marcella Sales, de 21 anos, conheceu muito mais do que um país. Cerca de 40 estrangeiros também atuavam como voluntários em organizações não governamentais e orfanatos da cidade. Nos fins de semana, viajavam juntos. “Conheci um menino da Arábia Saudita. É uma realidade totalmente diferente da nossa”, conta ela, que estuda Ciências Contábeis e foi pela Aiesec, organização estudantil que faz intercâmbios.

No intercâmbio, Marcella teve a chance de ajudar meninas que foram violentadas. “Nunca imaginaria me apegar a pessoas que não conhecia.” A estudante mantém a vontade de voltar a viajar pela América Latina e estudar o espanhol. “Agora tenho um encantamento muito grande pelo idioma.”

Construção e compreensão de identidades por meio da literatura

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Franco Caldas Fuchs no site Educacional

Como a leitura de obras literárias influencia na construção e na compreensão de identidades? Quem explica é a professora de Letras Janice Cristine Thiel, doutora em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná. Para a especialista, a literatura aponta caminhos “para a percepção do outro” e “do próprio indivíduo”, assim como é capaz de promover aproximações culturais.

Na entrevista a seguir, Thiel dá orientações sobre como pais e educadores podem promover a leitura entre os jovens. Também, trata do papel dos clássicos literários na formação identitária e analisa como determinadas obras ajudam a construir uma identidade nacional.  Confira!

 

 

De que forma a construção da nossa identidade é influenciada pela literatura?

Quando falamos sobre a construção de identidade, tratamos, na verdade, de identidades – no plural –, pois construímos muitas identidades ao longo de nossas vidas. Elas são escritas e lidas no encontro com o outro, na passagem do tempo, em função de nossa localização e de nossos deslocamentos. Nossas identidades estão em processo. São construídas pelas nossas experiências de vida e pelas nossas leituras.
Nesse sentido, a literatura pode complementar a construção de identidades pela reflexão que promove. Quando temos acesso a textos literários provenientes das mais variadas culturas, percebemos o valor das palavras, o valor da expressão da individualidade e do pensamento pela palavra.
Os livros que compõem nosso repertório pessoal são fruto de escolhas que fazemos, e essas escolhas podem revelar preferências por certos temas, estilos, gêneros literários e autores. Contudo, é importante estarmos dispostos a agregar novas leituras, de forma a acrescentar ao nosso repertório textos que possam ser transformadores, questionadores e que nos façam repensar conceitos estabelecidos.

 

 

Por meio dos livros, é possível traçar uma espécie de “árvore genealógica intelectual” de cada leitor? É possível irmanar e até opor pessoas por suas afinidades de leitura?

Pelas escolhas de obras literárias, é possível traçar os interesses do leitor por certos temas ou autores. As bibliotecas pessoais revelam escolhas feitas por determinadas áreas de pesquisa ou de formação. Há livros que são lidos na infância e adolescência como forma de entretenimento e que permanecem compondo a biblioteca pessoal, pois são relidos na idade adulta por um novo olhar, mais crítico.
Há comunidades que encontram afinidades de leitura. Esses grupos de leitores elegem seus autores favoritos e dedicam tempo e estudo para a discussão de suas obras. Existem também grupos de estudo formados por apaixonados pela literatura, a fim de compartilhar leituras e discutir sentidos de um texto.
A literatura não separa nem opõe as pessoas, mas aponta caminhos para a percepção do outro, podendo promover inserções culturais e sociais.

 

 

O poder formador da literatura se dá por quais de suas características? Em relação a outros produtos culturais, de que forma ela se destaca e se diferencia?


Literatura é a arte da palavra, e a palavra diz o mundo. Ela diz os seres que nele habitam e diz sua história, suas relações, seus encontros, seus conflitos, suas buscas e seus questionamentos. Quando alguém lê uma narrativa, pode fazê-lo não só para acompanhar a história, mas também para perceber como a história é contada. A forma como uma história é contada é tão importante quanto o que é narrado.

Muitas conexões podem ser estabelecidas entre saberes por meio da literatura, envolvendo língua, história, sociologia, ética, filosofia, entre outros conhecimentos e expressões artísticas.
Nesse diálogo, a literatura se destaca pela ênfase na palavra e na forma como ela pode ser, por exemplo, deslocada de seu uso cotidiano para ser renovada e provocar novas construções de sentido. Ou, ainda, a literatura pode mostrar como as linguagens de diferentes grupos sociais podem compor um universo, retratar formas de ver, compreender e questionar o mundo.

 

O fato de que clássicos da literatura, muito antigos, continuam formando identidades até hoje prova que a essência do homem pouco muda?


Os clássicos da literatura não são os livros antigos, embora essa associação aconteça. Os clássicos são os livros cujas leituras não se esgotam, pois os leitores continuam construindo sentidos e relações desses textos com outros. Os clássicos são os livros que lemos e relemos, que provocam questionamentos e não fornecem simplesmente respostas.
Os conflitos, anseios e questionamentos humanos expressos pelos personagens de obras de Homero, Cervantes, Shakespeare, Goethe, Melville e Machado de Assis, entre tantos outros, permanecem.

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A revolução de Gutenberg e as reformas brasileiras

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Roberto Luis Troster no Observatório da Imprenssa

Amanhã [terça-feira, 23/4] é comemorada uma das criações mais importantes da humanidade: o livro. A festa foi oficializada em 1930, em homenagem a Miguel de Cervantes e a William Shakespeare, que coincidentemente passaram para a imortalidade em abril de 1616. Entretanto, o maior mérito por sua popularização foi de um não escritor: Johannes Gutenberg.

Até o século 15, os livros eram caros, copiados a mão, feitos por encomenda e com muitos erros e diferenças de transcrição – alguns textos de Aristóteles chegam a ter oito versões diferentes. Havia uma seleção conveniente do que deveria ser produzido e muitas das reproduções eram alteradas. Serviam para preservar sistemas de poder e evitar mudanças nas relações sociais.

A inovação do uso de tipos móveis de impressão por Gutenberg objetivava apenas baratear os livros: estima-se que conseguiu um preço final 30 vezes menor que o do exemplar copiado a mão, além de oferecer um produto de melhor qualidade. Mas a inovação fez muito mais do que isso.

O uso da imprensa pode ser considerado como o marco de início do mundo moderno. O acesso a mais informação com livros mais baratos aumentou exponencialmente a alfabetização da classe média europeia e fez com que novas ideias se propagassem pelo mundo. Uma análise estritamente quantitativa mostra uma elevação considerável e sustentada das taxas de crescimento econômico mundial a partir de então.

Capital humano

Os livros impressos quebraram o monopólio da aristocracia e da igreja na difusão do conhecimento. Dessa forma, detonaram uma série de revoluções no mundo: econômicas, políticas, religiosas e científicas. Decretaram o fim do geocentrismo e do absolutismo e o início da rotação de culturas na agricultura e das grandes navegações. Foram fundamentais para a transição entre a Idade Média e o mundo moderno.

Outra mudança radical provocada pela inovação de Gutenberg foi a Reforma Protestante. Ao conseguir imprimir milhares de cópias de suas 95 teses e distribuí-las por toda a Europa, Lutero difundiu sua mensagem e granjeou seguidores.

As revoluções políticas na Europa e na América e a industrial na Inglaterra ilustram a força transformadora das ideias. Coincidentemente, os países que se ajustaram mais rapidamente foram os que mais cresceram. Há muitos paralelos entre a revolução de Gutenberg e o momento atual.

A transformação radical em razão da tecnologia e da globalização antecipa uma economia baseada no conhecimento e em cadeias produtivas globais. A questão central é a adequação das pessoas, empresas e países. Alguns, como a China, estão levando vantagem.

No Brasil, observa-se um crescimento menor do PIB e um encolhimento maior do setor industrial em relação ao resto da América Latina e do mundo. As explicações incluem a política educacional capenga, o protecionismo, reservas de mercado e o foco nos lucros de curto prazo. Vive-se uma realidade que exige um novo paradigma, com outras noções de tecnologia, tributação, logística, políticas macroeconômicas, velocidade de adaptação e de acesso ao conhecimento.

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