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9 autores que odeiam a versão dos seus livros para o cinema

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Máquina de escrever
Rafael Aloi, na Exame.com

Adaptações

São Paulo – Walter Salles lança no dia 13 de julho o filme “Na Estrada”, baseado em um dos livros mais cultuados nos Estados Unidos: “On the Road” (“Pé na Estrada” em português).

O livro foi escrito em 1960 e levou 52 anos até que algum diretor tivesse a coragem de adaptá-lo para os cinemas. Como todo livro que possui muitos fãs, pode acontecer de o filme de Salles receber muitas críticas por parte deles. Mas, pelo menos, ele não terá que lidar com a opinião de Jack Kerouac, autor do livro, que faleceu em 1969.

Outros diretores não tiveram a mesma sorte. Clique nas imagens acima para conferir alguns autores que não gostara das adaptações para o cinema de suas obras.

O Iluminado

O Iluminado
O aclamado filme de Stanley Kubrick, lançado em 1980 e considerado uma das obras-primas do suspense, é um terror para Stephen King, que escreveu o livro em 1977.

Segundo o New York Daily News, King disse não gostar de Jack Nicholson como Jack Torrance, personagem pelo qual o ator é sempre lembrado. Segundo o escritor, Nicholson já interpretava um louco mesmo antes do protagonista se tornar um.

Para King, Stanley Kubrick fez um filme visualmente bonito, mas que não tem nada a ver com o terror e os aspectos sobrenaturais que ele narrou em seu livro. Em entrevista à revista Writers Digest, o autor disse que assistir a um formigueiro por 3 horas é mais emocionante do que o filme de Kubrick e que esta é a única adaptação de seus livros que ele se lembra de ter odiado.

Em 1997, o escritor coproduziu e escreveu uma versão de “O Iluminado” para TV, que foi transmitido pela rede ABC, mas que não chegou aos pés do sucesso do filme de Kubrick.

Watchmen
O quadrinista Alan Moore criou diversos personagens, entre eles os heróis de Watchmen que foram levados para o cinema em 2009. Moore odiou o filme. Em entrevista para o Los Angeles Times, antes de o filme ser lançado ele afirmou que estava colocando uma praga sobre o filme.

Na verdade, Moore odeia Hollywood. Ele considera os milhões de dólares gastos nas superproduções como dinheiro jogado fora e que seria muito melhor aplicar a grana para recuperar o Haiti. Para Moore, os filmes nunca chegarão perto do poder de qualquer livro existente.

Outras obras de Alan Moore já foram adaptadas para o cinema (e todas ele odeia), como “A Liga Extraordinária” e “V de Vingança”. Este último ele pediu para ter seu nome retirado dos créditos.

Forrest Gump
O filme de 1994 ganhou seis estatuetas do Oscar, incluindo os de melhor filme e melhor ator. Mas o autor do livro Winston Groom não ficou muito satisfeito com o resultado final.

Groom não gosta da interpretação de Tom Hanks e, segundo o New York Times, preferia que o ator John Goodman interpretasse Forrest nos cinemas. O autor ainda disse que a adaptação poliu o personagem, retirando as partes mais profanas do livro para deixá-lo mais aceitável aos olhos do público.

Em 1995, Groom escreveu a continuação do livro Gump & Co. A primeira frase desta segunda obra é: “Nunca deixe alguém fazer um filme sobre a sua história”.

Mary Poppins
O clássico da Disney que mistura animação e atores reais ganhou dois Oscars em 1965: melhor atriz (Julie Andrews) e melhor direção de arte. Mas o que poucas pessoas sabem é que Pamela Travers, a autora da série sobre Mary Poppins, chorava de decepção na première do filme.

Segundo o jornal britânico Telegraph, durante a produção do filme, Pamela pediu várias alterações no roteiro. Ela odiava as sequências de animação e queria que fossem retiradas.

A autora considerava Julie Andrews muito bonita para interpretar Poppins e disse também que a atriz tinha toda a capacidade para fazer o papel, mas foi completamente mal dirigida.

Segundo o jornal, Walt Disney não convidou Pamela para a première do filme, mas ela conseguiu um ingresso e foi do mesmo jeito. Ela disse que sua personagem foi completamente traída por Walt Disney e que o “filme trazia muita fantasia e pouca mágica”.

Eu Sou a Lenda
O livro de Richard Matheson lançado em 1954 já foi adaptado três vezes para o cinema. E nenhuma delas foi de seu agrado.

O primeiro filme, de 1964, foi chamado de “Mortos que Matam” no Brasil e foi coescrito pelo próprio Matheson. Porém o autor não gostou do resultado final e pediu para que seu nome fosse retirado dos créditos. No lugar, entrou seu pseudônimo, Logan Swanson.

O último filme foi lançado em 2007 com Will Smith no papel principal e, diferente do livro, a história se passa em Nova York e não mais em Los Angeles.

Segundo a revista Mental Floss, Matheson disse na época do lançamento do filme que não entendia porque Hollywood ainda era fascinada com o seu livro já que “eles nunca se importaram em filmá-lo da maneira como foi escrito.”

Cena do filme Bússola de Ouro com Nicole Kidman e Dakota Blue Richards

Bússola de Ouro
Impulsionado pelo grande sucesso da série Harry Potter e da trilogia do Senhor dos Anéis, em 2007, foi lançado o primeiro filme da trilogia Fronteiras do Universo escrita por Philip Pullman.

No começo, Pullman ficou feliz de saber que seus livros seriam transformados em filmes, mas após o lançamento do primeiro filme, veio a decepção. O filme se encerra antes de muitos eventos importantes do livro. Em uma entrevista para o Guardian, o escritor afirmou que os produtores o informaram que usariam as cenas que faltaram no primeiro filme como o começo do segundo.

Aí veio mais uma decepção para o autor. “A Faca Sutil” e “A Luneta Ambar”, segundo e terceiros livros respectivamente, não tem previsão de produção.

A produtora diz que não sabe se será possível continuar a série devido ao boicote da comunidade cristã americana ao primeiro filme, o que fez com que a bilheteria dentro do país fosse baixa. A Liga Católica dos EUA acusa a série de Philip Pullman de atrair as crianças para o ateísmo.

A Fantástica Fábrica de Chocolate
Roald Dahl, o autor da história de Charlie e Willy Wonka, chegou a escrever partes do roteiro para o primeiro filme lançado em 1971. Mas o escritor não gostou nem um pouco da versão final.

Segundo a BBC, Dahl não gostou que o foco da história passou para Willy Wonka ao invés do garoto Charlie, o verdadeiro protagonista do livro. Até o título original do filme foi alterado de “Charlie and the Chocolate Factory” para “Willy Wonka and the Chocolate Factory”.

Segundo a BBC, o filme foi patrocinado pela Quaker que estava lançando os chocolates Wonka na época.

A decepção de Dahl foi tão grande que ele não deixou que a continuação da história, “Charlie e o Grande Elevador de Vidro”, virasse outro filme. O autor também proibiu outras versões da Fantástica Fábrica de Chocolate. Somente após sua morte, em 1990, é que começaram as negociações para um novo filme, que foi lançado em 2005 e produzido por Tim Burton.

Laranja Mecânica
Stanley Kubrick parece não ter uma relação amigável com os autores dos livros que adapta para o cinema. Anthony Burgess que escreveu o livro “Laranja Mecânica” também não ficou nada satisfeito com o filme feito pelo diretor em 1971.

Segundo a revista Mental Floss, Burgess disse o seguinte sobre o filme: “O livro pelo qual eu sou mais conhecido, ou conhecido apenas por ele, foi reduzido a uma glorificação da violência e do sexo. O filme tornou fácil para as pessoas não entenderem sobre o que o livro se trata, e este mal-entendido vai me perseguir até a minha morte”.

Solaris
O livro de Stanislaw Lem já foi adaptado duas vezes para o cinema. A primeira foi em 1972 e a segunda em 2002.

Lem não ficou satisfeito com nenhuma das duas versões . Para ele, nenhuma conseguiu reproduzir de forma decente a história sobre uma inteligência alienígena tão grande que chega a ser classificada como um planeta.

Em seu site oficial, Lem fez algumas críticas sobre a última versão nos cinemas, ele disse que: “Não se lembra do livro ser sobre problemas sexuais de pessoas no espaço sideral” e que o único objetivo com o seu livro era “criar um encontro humano com alguma outra forma de vida que realmente existe, mas que não pode ser reduzida a conceitos humanos, imagens ou formas. Por isso o livro se chama Solaris e não Amor no Espaço Sideral”.

Os 11 mais vendidos da Flip

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Fotógrafo: Divulgação/PublishNews

Publicado originalmente no PublishNews

Durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), não foi um livro o item mais vendido na unidade da Livraria da Vila montada na cidade especialmente para os cinco dias do evento. O maior sucesso de vendas foi o DVD “Uma palavra depois da outra: a arte da escrita”, que celebra os dez anos da Flip com material das apresentações de cem autores que passaram por ela desde 2002. A Vila aproveita e lança hoje o DVD em São Paulo, na unidade da Lorena (Al. Lorena, 1731, Jardins), a partir das 18h30.

Mas isso não tira o brilho do livro mais procurado pelos leitores em Paraty entre 4 e 8 de julho. E o mérito é de Zuenir Ventura e sua Sagrada família (Alfaguara), obra lançada durante a festa, que também esteve em evidência na programação principal da Flip, no sábado à tarde, quando o autor debateu com Dulce Maria Cardoso e João Anzanello Carrascoza o tema “Em família”.

O segundo lugar da lista de livros ficou com o breve e elogiado Bonsai (Cosac Naify), do chileno Alejandro Zambra. Carlos Drummond de Andrade, o homenageado da 10ª Flip, foi o terceiro autor mais vendido, mas, ao invés das novas edições de seus livros pela Companhia das Letras, o público preferiu mesmo a caixa que reuniu 23 livros de poemas em três volumes organizada pela parceria exclusiva da Vila com o selo Best Bolso, da Record, a antiga casa do poeta.

Serena (Companhia das Letras), de Ian McEwan, e A visita cruel do tempo (Intrínseca), de Jennifer Egan, apareceram em quarto e quinto lugares. E Le Clézio, mesmo sem ir à Flip, conquistou o sexto lugar com O africano (Cosac Portátil). O prêmio Nobel cancelou a ida a Paraty por motivos de saúde e foi substituído na programação do sábado à noite por Enrique Vila-Matas.

O sétimo lugar foi conquistado pela edição número 9 da Granta, . Depois da divulgação oficial na Flip, a revista será lançada hoje, em São Paulo, às 19h, na Livraria da Vila que fica na Rua Fradique Coutinho, 915.

O retorno (Tinta da China), de Dulce Maria Cardoso, e Bombaim – Cidade máxima (Companhia das Letras), de Sukethu Matha, vêm em seguida na lista.

E quem conquistou o décimo lugar foi Angeli com Toda Rê Bordosa (Quadrinhos na Cia). O livro que traz de volta a personagem icônica criada em 1984 fecha a lista com humor e um climinha de ressaca – tudo a ver com a Flip.

Veja os livros mais vendidos na 10ª edição da Flip:

1-Sagrada família, Zuenir Ventura (Alfaguara, 232 pp., R$ 36,90)
2-Bonsai, Alejandro Zambra (Cosac Naify, 64 pp., R$ 23)
3-Box Drummond, Carlos Drummond de Andrade (Best Bolso, R$ 39,90)
4-Serena, Ian McEwan (Companhia das Letras, 384 pp., R$ 39)
5-A visita cruel do tempo, Jennifer Egan (Intrínseca, 336 pp., R$ 29,90)
6-O africano, J.M.G Le Clézio (Cosac Portátil, 128 pp., R$ 21,90)
7-Granta 9 – Os melhores jovens escritores brasileiros, Vários (Objetiva, 288 pp., R$ 34,90)
8- O retorno, Dulce Maria Cardoso (Tinta da China, 272 pp., R$ 39)
9-Bombaim – Cidade máxima (Companhia das Letras, 512 pp., R$ 58)
10-Toda Rê Bordosa (Quadrinhos na Cia, 220 pp., R$ 64)

Último livro de ‘Jogos Vorazes’ será dividido em dois filmes

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Jennifer Lawrence é a estrela de  Jogos Vorazes. Foto: Divulgação

Jennifer Lawrence é a estrela de Jogos Vorazes
Foto: Divulgação

Publicado originalmente no Terra.com

O terceiro livro da série Jogos Vorazes será dividido em dois filmes, cujos lançamentos acontecerão em 21 de novembro de 2014 e 20 de novembro de 2015. No entanto, ainda não se sabe quem será o diretor dos longas, depois de Francis Lawrence ter pego o lugar de Gary Ross no segundo filme da série, Jogos Vorazes: Em Chamas.

O último livro da trilogia de Suzanne Collins vê Katniss – interpretada por Jennifer Lawrence – levando um empurrão contra o governo do país inventado e está previsto para ser lançado em 22 de novembro de 2013.

O primeiro filme arrecadou US$ 678,2 milhões em todo o mundo. Philip Seymour Hoffman estará no segundo filme, como Plutarco Heavensbee, o líder de uma rebelião no subsolo do Distrito 13.

Jennifer voltará a interpretar Katniss, enquanto Josh Hutcherson e Liam Hemsworth também vão repetir os papéis de Peeta Mellark e Gale Hawthorne, respectivamente.

Mulher lê mais que homem, aponta pesquisa nacional

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Imagem Google

Publicado originalmente na Folha de S.Paulo

As mulheres lêem mais que os homens, diz a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que será divulgada hoje, em Brasília.

O estudo, elaborado pelo Instituto Pró-Livro, mostra que população está acostumada a dedicar muito pouco –ou quase nenhum– tempo aos livros. Do total dos leitores, 55% são do sexo feminino, público maior em quase todos os gêneros da literatura -os homens lêem mais apenas sobre história, política e ciências sociais.

Segundo a pesquisa, a Bíblia é o livro mais lido pela população brasileira –43 milhões de pessoas já a leram, dos quais 45% afirmaram fazê-lo com freqüência.

O segundo colocado é o livro “O Sítio do Picapau Amarelo”, de Monteiro Lobato, apontado como o escritor mais lido no Brasil. A lista dos escritores brasileiros mais lidos inclui ainda, pela ordem, além de Lobato, Paulo Coelho, Jorge Amado e Machado de Assis.

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