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Como transformar um livro em um belo esconderijo

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Publicado originalmente no HypeScience

Ladrões dificilmente roubam livros quando invadem casas. A princípio, ladrão algum vai se interessar por seus romances e trilogias ou por suas enciclopédias. Suas prateleiras podem ser os últimos lugares em que ele vai mexer. Por isso mesmo é que os livros são esconderijos perfeitos.

Se quiser guardar pertences valiosos em casa e, ao mesmo tempo, parecer inteligente, faça isso. Mas vai doer: você precisará cortar uma área vertical do capítulo 2 ao capítulo 15. Só resta decidir qual será o livro-vítima.

Materiais e ferramentas necessárias

  • um livro de capa dura
  • uma cola branca
  • uma pequena vasilha ou pote
  • um rolo de filme plástico para embalar alimentos
  • uma lâmina afiada (de preferência uma faca)
  • um pincel
  • um lápis e uma régua
  • uma furadeira
  • um objeto pesado e mais largo que a capa do livro

Dificuldade e custos
Em uma escala de 1 a 10, essa tarefa tem um nível 4 de dificuldade. E os custos giram em torno de R$ 10 a 30. Para reduzir os gastos, não use primeiras-edições, livros raros ou autografados. Fica a dica. Avisar nunca é demais!

Construindo seu esconderijo
Pegue o livro: quanto maior, melhor. Dê preferência para livros que tenham pelo menos 300 páginas e que tenham capa dura. Isso facilitará o trabalho.

Misture a cola: faça uma solução de cola branca com um pouco de água – uma parte de cola para duas partes de água – em uma vasilha. A aparência final deve ficar semelhante à viscosidade de tinta acrílica.

Isole as páginas: agrupe as primeiras 20 páginas do livro com o plástico e se certifique de que estejam bem emboladas de todos os lados. Repita o processo para as últimas 20 páginas.

Passe cola: cubra os três lados das páginas restantes com a mistura de cola. Feche o livro, coloque o objeto pesado em cima e espere secar.

Corte: depois de seco, abra o livro e as páginas revestidas pelo plástico. Utilizando a régua e o lapis, marque a primeira página – daquelas que você passou cola nas laterais – com as margens que você desejar. Coloque o livro sobre uma superfície firme, segure e utilize a furadeira para furar as intersecções do seu desenho das margens. Pare antes de atingir as páginas plastificadas.

Cave: a ideia aqui é utilizar os buracos para que sirvam de pontos de entrada para a lâmina, que tirará o volume do livro. Cave e tenha cuidado para não estragar as partes das páginas que não devem ser retiradas. Se quiser, pode utilizar uma serrinha.
Limpe e cole: termine de limpar as páginas da cavidade e pinte-as com a mistura de cola. Feche o livro, coloque o peso em cima e espere secar.

Adicione uma última camada: uma vez que esteja seco, pinte mais uma vez as páginas e as laterais com a mistura de cola. Feche o livro e espere secar.

Esconda: quando tudo estiver seco, remova os plásticos e coloque o que desejar no espaço interno, como joias, dinheiro e o que mais for possível. Agora é só pôr na prateleira.

Profeta Gentileza pode se tornar ‘patrimônio afetivo’ no Rio

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Profeta Gentileza, José Datrino, conhecido pela frase: “gentileza gera gentileza”.
Divulgação

Heloisa Aruth Sturm, no Estadão.com

Talvez poucos conheçam José Datrino. Mas não há, no Rio, quem já não tenha ouvido falar, ao menos uma vez, no profeta Gentileza. Ele já foi tema de filme, livro, música. Agora, recebe homenagem da Companhia Crescer e Viver de Circo, que transformou sua história em show circense. Se “existe amor em São Paulo”, no Rio o que estampa camisetas e adesivos é “Gentileza gera Gentileza”.

Passados mais de 15 anos de sua morte, a figura de túnica branca e longas barbas e cabelos continua no imaginário carioca. Para que não se perca, organizadores de Universo Gentileza querem que ele vire “patrimônio afetivo do Rio”. Na pré-estreia do espetáculo, no início do mês, fizeram o pedido a Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.

Fajardo disse que essa categoria de patrimônio ainda não consta na lei municipal e prometeu estudar o assunto. A peça mostra a trajetória do homem nascido em Cafelândia, interior paulista, que se mudou ainda jovem para o Rio e teve a vida transformada em 1961, após o incêndio criminoso no Gran Circus Norte-Americano, em Niterói, que deixou centenas de mortos. Datrino abandonou empresa, mulher e filhos e foi montar um jardim sobre cinzas do circo. Considerado louco por uns e poeta por outros, viveu anos como andarilho, fazendo pregações pela cidade, distribuindo flores e deixando mensagens de amor e solidariedade nas pilastras do Viaduto do Gasômetro, no centro do Rio. Apesar de o governo planejar a remodelação da área, com o fim da Perimetral, todas as pilastras com escritos serão preservadas.

Segundo um dos coordenadores da companhia circense, Vinícius Daumas, a ideia da montagem foi inspirada na leitura do livro UNIVVVERRSSO GENTILEZA, de Leonardo Guelman. “A gente hoje faz com o circo aquilo que ele fez durante muitos anos sozinho, tentando passar mensagem de gentileza, de amor. Parece um ciclo que se fecha, é a volta do profeta ao circo, mas não um circo queimado, e sim vivo”, disse Daumas. Trata-se da segunda montagem da peça, encenada pela primeira vez em 2008.

Vida. No palco, 15 artistas fazem referência a esses e outros episódios do “profeta”, como internação em hospitais psiquiátricos e restauro de seus escritos após a Companhia de Limpeza Urbana “limpar” o viaduto em 1997. Muitos dos jovens artistas são provenientes de comunidades carentes da capital e litoral fluminense que participam do Programa de Formação do Artista de Circo, da Crescer e Viver.

Wanderléa e Thaeme avaliam best-seller erótico ’50 tons de cinza’

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Cantora Wanderléa reprova o best-seller britânico
por achar o livro ‘careta’ (Foto: Arquivo pessoal)


Publicado originalmente no G1

Ao ler um dos capítulos mais ousados de “50 tons de cinza” a convite do G1, a cantora Wanderléa, de 66 anos, não teve como não espezinhar: “Que coisa mais careta! Uma descrição de sensualidade muito antiga.” O livro britânico descreve a perda da virgindade da estudante Anastasia Steele e o início das relações sexuais sadomasoquistas com o misterioso Christian Grey.

Durante a leitura do best-seller, a cantora que lançou os primeiros sucessos aos 16 anos, na década de 60, se lembrou dos livros de sua adolescência. Para ela, foram mais excitantes e originais. “’O cortiço’, de Aluísio de Azevedo foi para mim de grande impacto. Obras como as de Jorge Amado nos trazem deliciosos momentos de exercícios da nossa tímida libido juvenil”, exemplifica a Ternurinha.

O rótulo de “pornô para mães” dado a “50 tons de cinza”, para a cantora, não é adequado. “As mães brasileiras da minha geração já não são assim, tão sem cor. Sua sensualidade já é mais exuberante e colorida”, opina. No casamento de mais de 30 anos com o guitarrista Lallo Correia, ela optou por morarem em casas separadas. O livro erótico nem passou pela pauta de conversas dos dois. “Não comentei com o meu marido, pois ele também não se interessaria”, explica.

A cantora tem duas filhas com idades próximas à da personagem Anastasia, de 21 anos. Mas Wanderléa acredita que nem elas se interessariam pelo livro. “As moças de hoje são bem informadas e experimentam o sexo sem culpa e não priorizam apenas o erotismo numa relação, mas sim o encontro amoroso, pois acreditam ainda que o sexo com amor é melhor”, opina a cantora.

Thaeme aprova

Cantora sertaneja Thaeme aprova a mistura de
romance e erotismo da escritora Erika L. James
(Foto: Arquivo pessoal)


Quadro décadas mais nova que a Ternurinha, a sertaneja Thaeme Mariôto, parceira de Thiago em canções como “Ai que dó” e “Tcha tcha tcha”, curtiu os capítulos indicados pelo G1. Quis ler mais. Ela deve adquirir os outros dois volumes, que completam a trilogia da autora britânica Erika L. James. Thaeme gostou, viu graça e boas lições no enredo.

“Pretendo ler os três livros. Não só pelo lado erótico”, diz ela. “E quero reler quando eu for mais velha. Achei a escritora muito criativa. As pessoas poderiam achar pesado, mas a autora deixou leve. Os pensamentos da personagem são puros, e achei muito cômico o livro.”

O sexo sempre foi tratado como um tabu na educação da jovem. Nascida e criada em Jaguapitã, interior do Paraná, Thaeme explica que nunca conversou abertamente sobre o assunto. Mas viu no livro uma espécie de “manual de dicas para mulheres casadas”, e recomendou a leitura às irmãs e até mesmo à matriarca da família. Ela concorda com um dos rótulos que a obra adquiriu após o lançamento mundial: pornô para mães. “Toda mulher deveria ler para não deixar o casamento entrar na rotina. Acho que agrega muito.”

Aos 26 anos, ela revela que se identificou com inúmeros pensamentos e dúvidas da protagonista de “50 tons de cinza”. Foi a primeira vez que a cantora teve contato com a literatura erótica. Recatada, ela comenta que ficou corada ao acompanhar as peripécias sexuais do casal Grey e Anastasia. “Foi engraçado ler um livro que expõe detalhes. Eu ficava com vergonha junto com ela.”

Solteira, Thaeme acredita que a mulher deva deixar os fetiches para realizar apenas com o marido. Para ela, as transas dos protagonistas em lugares públicos podem servir de inspiração e evitar matrimônios mornos. “No elevador, em cima do piano, lugares perigosos que eu nunca pensei antes. Mas de alguma forma, o proibido pode ser gostoso. Mas você só pode se comprometer se for casada.“

O sadomasoquismo e a dominação presentes no conto, entretanto, provocaram mais estranheza do que curiosidade em Thaeme. “Já pensava em usar algemas depois do casamento. Sabia que eu ia ter que inovar. Cabe ao homem e a mulher não deixar cair na rotina. São coisas simples, algema, amarrar a gravata no pulso – nem acho tão diferente assim. Mas as punições eu não gosto, não concordo e não faria. Ai já foge do prazer.”

Quixadá inaugura estátua da escritora Rachel de Queiroz

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Gladson Martins, Hidário Matos e Clébio Viriato ao lado da estátua que homenageia a escritora que projetou a vida sertaneja pelo mundo da literatura, se tornando imortal da Academia Brasileira de Letras FOTO: ALEX PIMENTEL


Alex Pimentel, no Diário do Nordeste

Após uma semana de expectativa, admiradores da cultura e da literatura nacional participaram da festa de aniversário da escritora Rachel de Queiroz na Praça da Cultura, no Centro de Quixadá. Era o encerramento da I Semana Rachel de Queiroz. Na abertura da noite comemorativa, os presidentes da Associação de Cinema e Vídeo de Quixadá (ACVQ), Gladson Martins e da Rede de Atenção Cego Aderaldo (RACA), Hidário Matos, e ainda o idealizador e um dos produtores do projeto, o cineasta e escritor Clébio Viriato Ribeiro, entregaram à cidade a escultura de bronze da ilustre escritora.

Na solenidade, além de “vivas” para a aniversariante, uma chuva de papel laminado abrilhantou ainda mais o entrono do Chalé da Pedra, atualmente Memorial da “imortal” da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Sobrinhos e amigos pessoais de Rachel de Queiroz foram convidados a descerrar a estátua de bronze, sentada em banco de praça, obra do escultor Murilo Sá Toledo. O sobrinho da escritora, economista Manuel de Queiroz Salec, viajou do Rio de Janeiro a Quixadá para representar a família. Uma caravana de moradores partiu da Fazenda Não me deixes à Praça da Cultura para render homenagens.

Um deles foi o vaqueiro Francisco José Dias, hoje com 74 anos de idade. Ele disse ter convivido por mais de 30 anos com a escritora, no seu recanto predileto. “Uma patroa simpática e de vida simples. Ela adorava acordar com o canto da passarada e acompanhar o por do sol do alpendre da fazenda, sentadinha desse jeito aqui, com elegância”, recordou Dias apontado para a estátua da escritora.

Os três promotores da Semana Cultural pretendem incluir o evento no calendário cultural de Quixadá. O futuro prefeito, o comerciante João Hudson Bezerra, participou da festa e acenou para a continuidade da proposta cultural. No próximo ano, no mesmo período, todos já estarão familiarizados com o conjunto de obras da personagem histórica. Conforme o representante da RACA, Hidário Matos, a proposta inicial era acomodar a escultura de bronze no patamar de acesso ao Chalé, junto à escadaria, ao lado do benjamim, uma das flores prediletas da escritora.

Especial

Todavia, o escultor convenceu os organizadores a instalar a estátua no jardim, mais abaixo, com vista para a porta do Centro Cultural. “Seria apenas mais uma obra dentro do Chalé, mas fora, é um monumento, muito especial”, argumentou o escultor tendo seu pedido atendido.

No local onde foi instalado, em breve, o banquinho da escritora será uma das principais atrações turísticas da cidade. Receberá a mesma atenção da existente na Praça dos Leões, em Fortaleza. Hidário Matos disse ter acompanhado a reação do público ao lado da replica da escultura da escritora, na Capital.

“A reação das pessoas é interessante. Alguns fazem carinho, outros rezam, também aparece gente pra conversar e até para xingar, mas não é com Rachel de Queiroz não. A revolta é com quem se mete a ser escritor mas acaba com a gramática brasileira”, disse. E mal bastou a ilustre escritora “sentar” no banco da Praça da Cultura, em Quixadá, para o público começar a fazer fila para ficar ao lado dela. Alguns, para dar os parabéns.

A festa de aniversário dela continuou com o lançamento do livro “A filha do sertão”, de Clébio Ribeiro e Gladson Martins, também assinado por um leque de escritores, dentre eles a irmã Maria Luiza de Queiroz, Vania Dummar, Aurora Duarte, Francis Vale, Caio Quinderé, Cecília Cunha, Miriane Peregrino, Angélica Nogueira, ainda a jovem escritora Bruna Borges e o cordelista e poeta popular Miguel Peixoto, in memoria. O exemplar trás fragmentos do convívio e de homenagens, alguns em formato poético e de cordel. No texto é relembrada a data de nascimento, 17 de novembro. N último sábado, completaria 102 anos .

Os grupos culturais Xique-Xique, de Canindé, da Fundação Cultural Francisco Fonseca Lopes, de Caridade, e os shows “Aboios, o som do sertão” com a Mestre da Cultura Diná Martins e os Vaqueiros, de Canindé, ainda a banda Dona Zefinha, de Itapipoca, encararam a programação cultural. O público adorou. Queriam mais.

Conforme Clébio Ribeiro, se depender dos organizadores, na semana de aniversário de Rachel de Queiroz, mais uma vez serão realizados seminários, mesas redondas, mostra cinematográfica e espetáculos em tributo a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, quixadaense do coração.

“A literatura é um jogo” é o tema da Fliporto 2013

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Publicado originalmente no Jornal do Commercio

Em coletiva de imprensa neste domingo, na Casa do Livro e da Literatura Infantil, em Olinda, Antônio Campos, curador da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), avaliou a edição de 2012 como positiva, destacando a importância da proximidade do público com o evento. Como de praxe, o curador também anunciou o tema da Fliporto 2013: “A literatura é um jogo”.

Em 2013, a festa vai fazer um diálogo entre a literatura, os games e os esportes, tendo em vista os eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. O objetivo da organização do evento é expandir a relação com a tecnologia também.

BALANÇO

Em 2012, a Fliporto teve um publico médio de 90 mil pessoas, segundo os dados da Polícia Militar. Um total de R$ 20 milhões foi movimentado nestes quatro dias de eventos, no Estado, de acordo com a Secretaria de Turismo de Pernambuco.

A equipe da Fliporto destacou o sucesso da terceira Feira do Livro, onde aconteceram mesas de autógrafos, como a com o moçambicano Mia Couto, que assinou cerca de 400 livro, em três horas, na sexta-feira. “Outro destaque também foi a abertura com Maria Bethânia, que lotou o auditório”, completou Antônio Campos.

Alguma mudanças também vão ser repensadas no próximo ano, a exemplo do espaço Solar da Marquesa. “Lá não vão mais poder acontecer lançamentos”, disse o curador. Para Antônio, houve desencontro na programação.

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