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Posts tagged CurríCulo Escolar

Turquia retira teoria da evolução do currículo escolar

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Ativistas acusam o governo de do presidente Recep Tayyip Erdoğan de crescente ‘islamização’ - Kayhan Ozer / AP

Ativistas acusam o governo de do presidente Recep Tayyip Erdoğan de crescente ‘islamização’ – Kayhan Ozer / AP

 

ONGs e cientistas pedem apoio para reverter alteração no currículo

Publicado em O Globo

ANCARA — Em mais um sinal de que o governo do presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, está se aproximando do islamismo, o Ministério da Educação daquele país decidiu retirar a teoria da evolução do currículo escolar. A proposta foi apresentada em meados de janeiro, e deve ser implementada no início do próximo ano letivo, em setembro, mas ainda pode ser alterada. O currículo final será apresentado no próximo dia 20.

Em artigo publicado na última edição da revista “Nature”, Cagatay Tavsanoglu, presidente da Sociedade Turca de Ecologia e Biologia Evolucionária, escreveu artigo denunciando a alteração e pedindo à comunidade científica internacional apoio para o retorno da disciplina ao currículo das escolas turcas. De acordo com a proposta do ministério, o módulo “O início da vida e evolução” que era apresentado no ensino secundário, será totalmente retirado.

“A estratégia proclamada da Turquia de alcançar excelência nas ciências biológicas e médicas deve ser apoiada por um forte programa educacional em biologia evolucionária”, escreveu Tavsanoglu. “O entendimento da teoria evolucionária é crucial para resolver desafios contemporâneos, como a perda da biodiversidade. Princípios evolucionários abasteceram avanços em muitos campos, incluindo agricultura, medicina, farmácia e nanotecnologia”.

De acordo com o jornal local “Hurriyet”, a proposta curricular foi apresentada pelo Ministério da Educação no dia 13 de janeiro, e aberta para consulta pública até a sexta-feira passada. Ao todo, foram recebidas 184.042 sugestões, a maioria pedindo o retorno da teoria da evolução para os estudantes secundaristas e a reintrodução de classes sobre Mustafa Kemal Atatürk, fundador da Turquia moderna e secular, que aparentemente o governo de Erdogan pretende apagar da História.

‘ARCAICA E REFUTADA’

Mesmo com as sugestões, é provável que a teoria de Charles Darwin fique fora das escolas turcas. O Ministério da Educação tem até o dia 20 para apresentar a versão final do currículo. Após a apresentação do rascunho, o vice-primeiro-ministro, Numan Kurtulmuş, foi à imprensa para defender as alterações.

— Cientificamente, a teoria de evolução já é arcaica e refutada. Não existe uma regra dizendo que essa teoria deve ser ensinada — disse Kurtulmuş, à CNN no dia 29 de janeiro. — A opinião de que aqueles que acreditam e sabem sobre a teoria da evolução são pessoas modernas e progressitas, enquanto aqueles que se opõem são reacionários, é na verdade uma opinião ultrapassada. A teoria da evolução é uma das opiniões discutidas na história antiga, então eu não considero discussões sobre ela corretas.

Em comunicado, a ONG Impact-se, que monitora e analiza a educação de acordo com padrões internacionais derivados das resoluções da Unesco, classifica as mudanças como ”retrógradas”.

“As mundaças reportadas no currículo turco representam um aumento da islamização”, disse a ONG.

Educação: Reforma do ensino médio permite aulas de profissionais sem licenciatura

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Publicado no Amo direito

A medida provisória também trouxe uma mudança que chamou a atenção: um dos artigos incluídos na LDB autoriza profissionais de outras áreas e especialistas “com notório saber” a darem aulas nas escolas do país. Segundo o governo, a medida ajudará a preencher lacunas na educação básica. O texto enviado ao Congresso determina que essa atuação deve ser “reconhecida pelos respectivos sistemas de ensino” e restrita à formação técnica e profissional. Hoje, o ensino técnico é iniciado após a conclusão do ensino médio, mas a MP permite que as formações aconteçam simultaneamente.

Segundo Rossieli, a medida não interfere nas disciplinas convencionais e não vai prejudicar professores que se especializaram em áreas como português, matemática, geografia e história. A intenção da mudança, segundo ele, é introduzir outros conteúdos para complementar a formação. “Você não tem, por exemplo, cursos de licenciatura em direito. Tem um caso aqui no Distrito Federal, de uma escola que colocou direito no currículo. Se não existe licenciatura em direito, como que você faz? Eles têm um problema”, diz Silva. Neste caso, a MP prevê que um bacharel em direito comande a aula.

Se aprovada pelo Congresso, a nova regra também permitirá que o “conhecimento popular”, sem diploma formal, seja repassado em sala de aula. Como exemplo, o secretário de Educação Básica cita as “especialidades” desenvolvidas em determinadas regiões do país.

“Lá no Amazonas, quando eu era secretário, o estado tentou fomentar um polo naval, havia gente de fora que queria investir no estado. A primeira coisa que perguntaram foi: cadê as pessoas qualificadas? O estado do Amazonas tem uma grande tradição em construção de barcos, especialmente em navegação de rio, mas essas pessoas não têm formação adequada. Os grandes especialistas que têm lá, que poderiam dar aula para esse tema porque têm uma experiência de vida sem igual, não podem”, diz.

Nestes casos, caberá à secretaria de educação de cada estado definir o que é “notório saber” e quem estará autorizado a lecionar no ensino médio. “Para aula de matemática, de educação física, de sociologia, de filosofia, licenciatura plena é requisito legal e continua sendo requisito legal”, garante.
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Para aula de matemática, de educação física, de sociologia, de filosofia, licenciatura plena é requisito legal e continua sendo requisito legal.
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Novo ensino médio
A medida provisória foi apresentada pelo presidente Michel Temer nesta quinta (22). As mudanças afetam conteúdo e formato das aulas, e também a elaboração dos vestibulares e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A previsão do Ministério da Educação (MEC) é que turmas iniciadas em 2018 já possam se beneficiar das mudanças. Até lá, as redes estaduais poderão fazer adaptações preliminares, já que o Ministério da Educação condiciona a implementação de pontos da reforma à conclusão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O ministro disse que a BNCC só deve ser concluída em “meados” de 2017.

Pela MP, apenas português e matemática terão que ser lecionados obrigatoriamente durante os três anos do ensino médio. A estrutura proposta prevê que, dos 36 meses letivos, apenas metade siga o currículo tradicional. No restante do tempo, o aluno poderá “focar” seu aprendizado na área em que pretende seguir carreira – ciências exatas, linguagens ou biologia, por exemplo.

A reforma também prevê o aumento da carga horária, com a expansão do ensino integral. Na escola “tradicional”, os alunos têm quatro horas-aula por dia. No ensino integral, são sete horas. Quanto maior o tempo dentro da escola, maior a diversidade de atividades que podem ser desenvolvidas, segundo o MEC.

Para isso, o ministério anunciou que vai investir R$ 1,5 bilhão até 2018. A meta é atender 500 mil jovens no ensino integral. A adesão e a lista de escolas contempladas serão definidas pelas secretarias estaduais, até o fim do ano. Segundo o MEC, esse modelo pode começar a ser implementado já em fevereiro de 2017 onde as adaptações forem mais fáceis.

antes-depoisPor Mateus Rodrigues
Fonte: G1

Cinema agora faz parte do currículo de escolas infantis da Argentina

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Children at a 3-D Movie

Ana Beatriz Rosa, no Brasil Post

Escola Vai Ao Cinema.

Esse é o nome do novo programa de educação do país hermano que muita gente invejaria e que é inspirado em uma política semelhante França. Agora, os filmes fazem parte do currículo da educação infantil do país.

O projeto é resultado de um acordo feito entre o presidente francês, François Hollande, durante sua visita à Argentina e que teve o aval do INCAA Film, o instituto de cinema do país, da agência de filme CNC, da França, e do Instituto Francês.

A ideia é fazer um esforço para aumentar as audiências nos cinemas locais e incentivar o mercado de filmes argentino.

Especialistas franceses visitaram Buenos Aires e se reuniram com os profissionais argentinos para estudar uma forma viável de replicar o programa francês de sucesso École au Cinema.

Agora, alunos de sete entre 24 províncias argentinas serão levados às salas de cinema para assistir às obras nacionais e terão aulas sobre o histórico e a crítica da produção do país, de acordo com informações da Variety.

“As crianças vão muito pouco ao cinema, e, do que viram, poucos são os filmes argentinos. E os filmes que se assistem são normalmente vistos on-line”, argumentou Alejandro Calcetta, presidente da INCAA. “Nós fizemos um programa de longo prazo que esperamos intensificar ao longo do tempo para que se torne parte da política do governo.”

A expectativa dos envolvidos é que o impacto da ação seja tão positivo quanto foi na França – lá, o programa nas escolas foi lançado em 1989 e hoje o país tem um dos maiores mercados nacionais de qualquer cinema europeu, de acordo com estatísticas da CNC.

“O trabalho tem que ser agora na distribuição e exibição. Se nós só produzirmos, mas não mostrarmos os nossos filmes, seremos um cemitério cinema”, argumentou Calcetta.

Escola do interior do Ceará adota respeito à diversidade como disciplina em sala de aula

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A Escola Estadual Júlia Catunda, em Santa Quitéria, foi credenciada pelo MEC como instituição que promoveu criatividade na grade curricular

Publicado na Tribuna do Ceará

Escola Estadual Júlia Catunda, em Santa Quitéria (FOTO: Divulgação)

Escola Estadual Júlia Catunda, em Santa Quitéria (FOTO: Divulgação)

 

De acordo com a Constituição Federal Brasileira, a educação é um direito de todos. É nessa perspectiva que há dois anos a Escola Estadual Júlia Catunda, em Santa Quitéria, a 220 km de Fortaleza, inseriu em sua grade curricular o respeito à diversidade como disciplina fundamental para os alunos do ensino médio da instituição.

Ensinar adolescentes sobre diversidade sexual, cultural e religiosa pode ser sim uma alternativa para melhorar o convívio social. Mesmo que para alguns abordar o tema na escola ainda seja inadequado, a ideia vem dando certo e garantindo o bom relacionamento entre os alunos.

Segundo a diretora do colégio Edna Torres, a intenção é preparar o jovem para além do vestibular. “Desde 2014 estamos trabalhando esta questão de diversidade dentro e fora da sala de aula. Semanalmente nós realizamos projetos de inclusão como forma de preparar os jovens para as diversidades que eles vão encontrar na vida”, diz a diretora.

O projeto, intitulado como Desenvolvimento Pessoal e Social (DPS), permite um melhor convívio entre os adolescentes. Nesse conceito, os alunos são incentivados a apresentar trabalhos sobre as diversas religiões e falar sobre o tema dentro de sala de aula. “Independente da escolha sexual ou religiosa todos nós temos que entender que são pessoas comuns. Então, debatemos críticas sociais de forma a educar pais, alunos, professores e moradores do município a terem um melhor convívio. Os alunos perderam a vergonha de mostrar realmente que são”, afirmou Edna Torres.

Para a aluna Ana Beatriz, do 3º ano do ensino médio, a ideia aproximou todos aqueles que frequentam a escola. “Começamos a nos conhecer melhor, a nos relacionar melhor e aprender mais um com o outro. E isso foi importante para o desenvolvimento de todos os alunos. Com esse projeto, não vemos mais casos de bullying ou falta de respeito entre os alunos. Sabemos que somos todos iguais”, ressalta a estudante, que pretende ser professora de português.

Além das aulas preparatórias para o vestibular, os alunos são condicionados a discutirem assuntos relacionados ao respeito fora de sala de aula. Pelo menos uma vez por semana, os jovens vão em comunidades próximas à escola para difundir um tema abordado pelos professores.

“Semanalmente um tema é escolhido para ser debatido fora da escola. Por exemplo, na última semana escolhemos amizade como tema. A partir disso, os alunos colhem leituras, vídeos, imagens e todo tipo de material que fale sobre isso e vão ensinar à comunidade próxima as maneiras que eles devem adotar para conseguir um bom relacionamento tomando como base a amizade”, conclui Edna.

Reconhecimento

Para ingressar o novo conteúdo, professores e coordenadores se reuniram durante todo o ano de 2013 para elaborar formas de explorar a disciplina. Mesmo com pouco tempo de funcionamento, a novidade já causou interesse. No ano passado, a escola foi selecionada pelo Ministério da Educação como uma das 178 instituições que promoveram a invenção e criatividade na grade curricular. Ao todo, 600 escolas de todos os municípios do Brasil concorrem a esse incentivo.

Para a Edna Torres, o projeto atingiu até os pais dos alunos. “O projeto foi bem aceito tanto pelos próprios alunos quanto pelos pais. Os pais dos jovens incentivam o resto da comunidade a respeitar mais, a ser mais sociável e adquirir um bom convívio entre todos. Então, foi um projeto pequeno que está ganhando um bom crescimento”.

Rovio vai lançar plataforma educativa baseada em “Angry Birds” na China

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Publicado por Folha de S.Paulo

A Rovio, desenvolvedora da franquia “Angry Birds”, está levando o universo de sua popular série de games para as salas de aulas da China.

Em parceria com a Universidade de Helsinque, na Finlândia, o estúdio criou o “Angry Birds Playground”, um conjunto de materiais educacionais baseado no currículo escolar finlandês e estrelado por personagens dos jogos.

Voltado para alunos do jardim de infância, o projeto foi revelado na semana passada, na China, e será lançado numa escola em Xangai. O material –formado por livros, pôsteres, um instrumento de cinco cordas, jogos físicos e conteúdo digital– cobre temas como linguagem, matemática, artes, música e educação física.

Desenvolvedora finlandesa Rovio vai levar sua série de games "Angry Birds" para as salas de aula / Divulgação

Desenvolvedora finlandesa Rovio vai levar sua série de games “Angry Birds” para as salas de aula / Divulgação

“Não estamos falando de games apenas: é uma abordagem de aprendizado completa, da qual os jogos fazem parte”, disse ao jornal britânico “The Guardian” Sanna Lukander, vice-presidente do setor de ensino e publicação de livros da Rovio.

“Não é aprender sentado e brincando com um aparelho eletrônico. Há um fundamento real nisso, e um equilíbrio saudável entre descanso, brincadeira e trabalho”, complementou.

Como aponta o veículo, o “Angry Birds Playground” é muito mais do que dar um viés educativo para a série: o projeto é sobre exportar “a filosofia e o expertise educacional” da Finlândia para o resto de mundo através de uma marca popular.

A Rovio já trabalhou com organizações como NASA, National Geographic e CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, na sigla em francês), a fim de produzir material educativo. Mas “Angry Birds Playground” seria algo muito mais “ambicioso”.

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