Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged curso de engenharia

Faxineiro e filha são aprovados juntos em universidade federal

0

(foto: Arquivo Pessoal)

Ambos estudavam juntos até meia-noite, tentando entender dúvidas que surgiam na sala de aula

Publicado no Correio Braziliense

Décadas afastado dos estudos não impediram que o estudante João Monte Rodrigues conseguisse entrar na Universidade Federal do Ceará (UFC). Foram exatos 34 anos longe da sala de aula até que, desempregado, ele decidiu voltar à escola em 2012.

Completando o ensino médio em colégios públicos, Rodrigues participou do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e conquistou a sonhada vaga no curso de Engenharia de Petróleo. Para completar, o novo aluno da UFC também terá a companhia da filha, Ester Rodrigues, de 17 anos, aprovada na mesma universidade, mas no curso de engenharia ambiental. A família vive na comunidade indígena dos Tapeba, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Em entrevista ao jornal cearense O Povo, Rodrigues afirma que, apesar do desejo, já não pensava mais em faculdade. “Queria o ensino médio para entrar no mercado de trabalho, porque é o que as empresas pedem”, contou.

João, hoje funcionário de serviços gerais em uma repartição pública, também conta que durante a infância as possibilidades eram limitadas, sobretudo por ter de conciliar os estudos com o trabalho na roça ou em outras atividades como faxina. As dificuldades também se estenderam à filha Ester. Ambos estudavam juntos até meia-noite, tentando entender dúvidas que surgiam na sala de aula. “Nessa idade, é mais cansativo, mais difícil, mas conseguimos e terminamos juntos”, contou o estudante.

Apesar das boas notícias, João teme ter que largar os estudos caso não consiga assistência estudantil, já que o curso de engenharia de petróleo tem frequência integral, o impedindo de trabalhar. Para tentar conseguir finalizar a graduação, João agora espera conseguir uma Bolsa Permanência do Ministério da Educação. Além de quilombolas e indígenas, o auxílio também se aplica a estudantes de instituições federais de ensino superior em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

* Via CuriosaMente.

Com apenas 15 anos, potiguar é aprovado no vestibular do ITA

0

alunovestib

Publicado em UOL

Aos 15 anos, o jovem potiguar Victor Ranyere será, a partir do primeiro semestre de 2016, o novo aluno do curso de engenharia mecânica aeronáutica do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). A lista de aprovados foi divulgada nesta quarta-feira (30).

Esse sempre foi o sonho de Ranyere desde criança. O jovem era um aluno diferenciado na escola. “Ele fazia perguntas tão atípicas que um dia chamei ele e disse: ‘se quiser perguntar, pode, mas vamos evitar durante a aula porque complica para os outros alunos. Chame depois da aula, que a gente fica e tira a dúvida'”, contou o professor de física e diretor do Over Curso e Colégio (onde Ranyer se formou no ensino médio), Caros André Cavalcante.

“É, tinha isso [risos]. Eu procurava então estudar e buscar a resposta só e procurava confirmar com o professor, mas só depois da aula”, brincou o estudante, ao lembrar a “reclamação” que levou do professor.

Formado no ensino médio este ano, a história de intimidade de Ranyere com o aprendizado já vem de longe. “Aos três ele já lia algumas coisas, era muito bom em cálculo. Ele sempre foi aluno destaque por onde passou”, conta o orgulhoso pai, o assessor jurídico Volney Teixeira de Holanda, 52.

Quando estava no 8º ano do ensino fundamental, Ranyere foi aprovado no IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte). O pai decidiu entrar então na justiça, e o menor de 12 anos fez uma prova equivalência e foi aprovado, ganhando o direito de pular o 9º ano e entrar no ensino médio.

Foi quando Ranyere foi matriculado na escola onde se formou. A partir dali, a rotina de estudos sempre foi puxada.

“Quando a gente recebeu ele, o pai chegou falando que era um aluno muito bom. Só que a gente recebe alunos que muitos pais chegam contando histórias parecidas. Temos então um filtro para evitar criar expectativa. Mas desde pequeno ele já sabia o que queria, e como ele estava muito focado, colocamos ele numa turma de curso preparatório de medicina. Era um teste para ver se ele podia entrar no curso que temos para área militar”, lembra Carlos André.

Em pouco tempo, Ranyere mostrou que era diferenciado e chamou a atenção em sala. “Ele estava abaixo da faixa etária, e quando entrou na sala virou até motivo de brincadeiras pelo tamanho. Só que depois de duas semanas ele já tirava dúvidas de pessoas mais velhas. Depois de seis meses colocamos ele no curso de preparação para [concursos] militares”, disse.

Viagem marcada

Ranyere já está arrumando as malas para ir morar em São Paulo. No dia 17 de janeiro, terá de se apresentar para cursar e realizar o sonho que sempre teve. Apesar de sempre tirar boas notas e ir bem em todas as provas, o jovem não esconde que temia uma não aprovação. “Sempre tem uma dúvida enquanto não sai o resultado”, contou.

Para passar no ITA, o aluno estudou sempre os três horários –pela manhã tinha aulas do ensino médio e à tarde e início da noite fazia curso preparatório ou estudava em casa.

Nos dois últimos meses antes da prova, diz que parava os estudos apenas para comer e dormir. “Para passar no ITA tem que estudar pra caramba. Nos dois meses finais dei um gás e estudava até às 21h20”, contou.

Para ele o segredo da aprovação responde por uma palavra: dedicação. “Tem se dedicar muito. O que já ouvi muito no pessoal que passou é que, faltando um, dois meses mês para o teste, começar a fazer provas anteriores para pegar prática com as questões que costumam cair. Pode ser que defina a aprovação, também é importante”, disse.

Além disso, o pai de Raynere lembra que, por diversas vezes, teve que esperar o filho um pouco mais na escola “Ele sempre era o último aluno a sair, tirando dúvida com o professor. E como professor gosta de aluno estudioso, sempre davam atenção a ele”, afirmou.

O professor Carlos André lembra também que Ranyere sempre tirava notas altas na escola. “Nesse período aqui ele foi campeão de olimpíadas. Foram três anos de preparação, e ao longo do tempo ele sempre se destacou, muito focado e estudioso”, pontuou.

Refugiado da Síria é aprovado para engenharia elétrica na Unicamp

0

Kamel Zinou, de 20 anos, conseguiu entrar pelo programa de transferência.
Estudante e família fugiram da guerra civil que país enfrenta há 5 anos.

kamel-zinou-estudo

Publicado no G1

O estudante e refugiado sírio Kamel Zinou, de 20 anos, conseguiu ingressar no curso de Engenheria Elétrica na Unicamp, após mais de um ano em que ele e sua famíla desembarcaram em Campinas (SP). A aprovação aconteceu na sexta-feira (31), após a realização de uma prova de transferência.

O estudante teve que interromper a graduação para fugir da guerra civil que o seu país natal enfrenta há cinco anos. O número de refugiados daquele país chega a 4 milhões no mundo, segundo a ONU.Kamel e sua família chegaram em Campinas em abril do ano passado, sem falar português, eles abriram um restaurante de comida árabe e tentam retomar os planos que foram adiados.

Kamel se preparou durante três meses para a prova de transferência. O universitário contava com o auxílio de três doutorandos da Unicamp, nas disciplinas de física e matemática. Além dessas aulas, Kamel estuda português desde agosto do passado.

“Quando iniciar as aulas, continuarei a estudar português no Centro de Ensino de Línguas da Unicamp”, afirma o universitário. O curso de engenharia elétrica na estadual de Campinas é bem conceituado e no vestibular de 2015 tinha 20,9 candidatos por vaga no período integral. E 15,9 para no período noturno.

O processo de transferência começou em julho do ano passado. “Foi demorado, e somente em janeiro desde ano a universidade me respondeu e pediu para que fizesse a prova em março. Expliquei que precisava de mais tempo e então fiz a prova em julho”, explica Kamel.

Email de aprovação

A resposta da prova de transferência sairia no dia 7 de agosto, mas para surpresa de Kamel e da família, a aprovação foi confirmada no mesmo dia do exame.

“Estava no restaurante com a minha família, quando recebi um email do cordenador do curso de engenharia elétrica. A notícia de que fui aprovado deixou toda a minha família feliz e orgulhosa”, diz Kamel.

Em uma rede social a família agradeceu o apoio e felicitou o universitário. “Depois de todos esses anos de sofrimento,[…] hoje nos temos um grande razão para ficar feliz”, relata a postagem.

Família Zinou
A família vivia na cidade de Aleppo, segunda maior cidade da Síria, localizada a 350 km da capital Damasco.

O pai de Kamel, M.Suhib Zinou, de 59 anos, e sua esposa Chaza Alturkman, de 51 anos, abriram o restaurante batizado de Castelo – uma referência ao Castelo de Aleppo, um dos mais antigos do mundo.

No restaurante trabalham além de Kamel, suas duas irmãs Bana, de 31 anos, e Ayla, de 26 anos.

Ayla é a mais fluente na língua portuguesa da família, tem a intenção de ingressar no programa “Mais Médicos” do governo federal – que abre a possibilidade para profissionais estrangeiros atuarem no Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, contou, estuda diariamente e pretende fazer residência.

img_8526

Festa para calouros anuncia tequila grátis para mulher que usar minissaia

0
Material de divulgação promovia open bar de tequila para mulhers com roupas curtas (Foto: Reprodução)

Material de divulgação promovia open bar de tequila para mulhers com roupas curtas (Foto: Reprodução)

Caso gerou polêmica nas redes sociais e material publicitário foi retirado.
‘Intenção não era parecer machista’, diz organização do evento em Goiânia.

Luisa Gomes, no G1

Uma promoção no material de divulgação de uma festa universitária dos cursos de engenharia da Universidade Federal de Goiás (UFG) está gerando polêmica nas redes sociais. O anúncio impresso da festa informa que mulheres “de sainha/vestinho” têm direito a tomar doses de tequila gratuitas, no sistema conhecido por open bar. A “Calourada” está marcada para ocorrer no dia 10 de abril em um clube de Goiânia.

Nas redes sociais, as opiniões se dividem. Há aqueles que criticam a promoção, classificando-a como um ato de machismo. “Esse tipo de propaganda apenas perpetua a violência sexual contra a mulher e dissemina a objetificação feminina”, diz uma das mensagens. Outro usuário da rede postou: “Que nojo cara. Até quando vai rolar essa cultura de embebedar mulher pra tirar proveito”.

Por outro lado, também houve quem considerasse a polêmica exagerada. Uma garota declarou que pretende ir à festa de mini saia. “Não estou pedindo para ser estuprada, apenas me visto do jeito que eu me sinto bem”, afirma na mensagem postada na rede social. Outra jovem declara que não se sentiu ofendida com a promoção: “Como as engenharias têm muito mais homens que mulheres, é uma maneira boa de atrair as amantes de tequila e/ou open bar pro evento”.

Um dos integrantes da comissão organizadora da festa afirmou ao G1 que a situação foi “um mal entendido” e o material publicitário foi retirado de circulação.

“É uma promoção que a gente faz desde a primeira edição da calourada, há seis anos. Quem promove eventos sabe que as mulheres são um público que atrai mais público. A intenção não era parecer machista, era só uma estratégia de marketing”, disse o jovem de 21 anos que pediu à reportagem para não ser identificado.

Ele também afirmou que esse tipo de prática acontece em outros eventos e em casas de shows da capital, mas acredita que depois desta polêmica esse tipo de promoção deve mudar. “A gente já pensa em uma estratégia para promover uma campanha contra o machismo”, diz.

A assessoria de imprensa da Universidade Federal de Goiás informou que não compactua com a promoção e marcou para sexta-feira (27) uma reunião com os organizadores do evento. Além disso, a universidade ressaltou que o evento não tem ligação com a UFG, que tem seu nome utilizado de forma incorreta.

A instituição alerta que apoia a calourada promovida pelo Diretório Central de Estudantes (DCE), com palestras e outras atividades que serão realizadas nos primeiros dias de aula do ano letivo.

Go to Top