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Abrem nesta terça inscrições para curso gratuito da USP sobre Harry Potter

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Publicado no Metro Jornal

A fim de aprender sobre literatura e ainda discutir a saga do bruxinho mais famoso do mundo? Agora, você pode. A Universidade de São Paulo abre nesta terça-feira (26) as inscrições para o curso “Harry Potter: caminhos interpretativos”, que acontece aos sábados na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

O curso é totalmente gratuito, e é oferecido por alunos da pós-graduação em Teoria Literária. As aulas ocorrem entre 6 de abril e 1 de junho, aos sábados, das 9h30 às 12h. Para participar, é preciso ser maior de 18 anos, e é recomendável ter lido todos os livros da saga.

Quem obtiver 75% de frequência ou mais terá direito a um certificado de participação. Esta é a segunda edição do curso, que foi oferecido também em 2018.

As inscrições ficam abertas até a meia-noite de segunda-feira, 1 de abril. Mas não bobeie: são apenas 60 vagas.

Da Inglaterra, professora cria curso de inglês de graça para crianças e adultos do Alemão, no Rio

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Turmas para crianças também estão disponíveis em curso gratuito de inglês no Alemão (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Com boa vontade, algum dinheiro e ajuda das redes sociais, professora brasileira mobilizou voluntários, conseguiu doações e montou curso que já tem 5 turmas funcionando.

Bruno Albernaz e Carlos Brito, no G1

ara tirar do papel um projeto social que ensina inglês, de graça, para moradores do Complexo do Alemão, no Rio, a professora carioca Cláudia Bellizzi precisou basicamente de três coisas: boa vontade (que ela e muitos voluntários parecem ter de sobra), algum dinheiro e redes sociais.

Lá da Inglaterra, onde mora há cinco anos, ela criou um curso batizado de The English Club Alemão. As aulas começaram em fevereiro com três turmas de 15 alunos cada uma – duas de crianças e uma de adultos. Neste sábado (14), tiveram início mais duas novas turmas, cada uma com mais 20 crianças da comunidade, que fica na Zona Norte do Rio. Tudo é gratuito, incluindo o material didático.

“Desde que me mudei para a Inglaterra, passei a ter uma visão ainda mais crítica sobre os problemas sociais do Brasil. A vontade de contribuir de alguma maneira, mesmo de longe, era grande. Fiquei triste ao ver quantas pessoas perdiam oportunidades de crescer profissionalmente por não serem fluentes em inglês”, conta ao G1 a criadora do curso, que é professora de inglês há mais de 20 anos.

“Aí, pensei: vou dar um jeito de oferecer aulas de inglês gratuitas e de qualidade para os moradores de alguma comunidade.”

O curso começou na cabeça e no bolso de Cláudia, mas ela foi logo encontrando parceiros e voluntários. “É muito recompensador ver que uma ideia bacana que eu tive e que está dando supercerto, está tendo uma resposta muito boa da comunidade, está também provocando outras ondas positivas”, diz.

Professora da comunidade

Cláudia Bellizzi diz que foi pela internet que estreitou laços com moradores do Alemão, especialmente através de Renê Silva, criador do jornal “Voz das Comunidades”. Ele a ajudou a montar o curso e acabou, inclusive, virando aluno.

Claudia Bellizzi criou curso de inglês para ajudar moradores carentes do Alemão (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Também do Alemão é a estudante de letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Nathalia Nascimento, contratada para dar as aulas no curso – é Cláudia quem banca os salários da professora.

“A escolha de Nathalia foi feita dentro do conceito que norteou o projeto desde o início: dar vez a pessoas que tenham laços com a comunidade. A Nathalia tem raízes na comunidade, tem enorme carinho pelo Alemão”, diz a criadora do curso.

Lá da Inglaterra, Cláudia treinou Nathália no conceito pedagógico e, com ela, acompanha à distância as aulas e os alunos.

“Eu me sinto extremamente feliz e realizada em participar desse projeto. Eu e Cláudia temos reuniões semanais via Skype e nos falamos diariamente pelo WhatsApp. Além de discutir questões administrativas, nós preparamos, juntas, as aulas de todas as turmas, e avaliamos continuamente como está sendo o andamento do curso”, diz Nathália.

Para quem faz o curso, como a esteticista Géssica Maria Machado, de 28 anos, o projeto é uma maneira de motivar os moradores da comunidade.

“Tudo isso é uma forma de incentivo para as pessoas não deixarem de acreditar que é possível a gente alcançar nossos sonhos – e que está tendo oportunidades para isso.”

“Já há muito tempo é fundamental que qualquer profissional, seja lá de que área for, tenha um conhecimento razoável da língua inglesa. O curso é importante demais e o fato de ser muito voltado à conversação torna a experiência ainda mais rica”, diz Géssica.

A aluna comemora: “Recebemos a visita de americanos e ingleses e ficamos felizes quando percebemos que podíamos conversar no idioma deles. De certa forma, isso muda nossas vidas”.

Material didático da Inglaterra

Para as primeiras turmas do curso, quem bancou o material didático, todo vindo da Inglaterra, foi a própria Cláudia. Mas a “onda positiva” que, como diz Cláudia, vai se espalhando, trouxe uma parceria ao projeto, a Cambridge University Press, editora voltada a projetos educacionais, que já começou a fornecer livros e cadernos. O curso também tem recebido doações de cadernos, lápis, canetinhas e outros materiais. As aulas são dadas em uma sala cedida pela Igreja Batista Filha de Sião.

Crianças recebem livros didáticos comprados pela professora radicada na Inglaterra (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

“Para mim, os projetos sociais são extremamente relevantes, pois ajudam a mudar a realidade, muitas vezes precária, de um conjunto de pessoas. Criam uma grande onda do bem e ajudam a espalhar esse sentimento por vários lugares”, diz Nathália.

Professora voluntária

A iniciativa tomada por Cláudia do outro lado do Atlântico acabou motivando também gente de fora da comunidade do Alemão, como a professora Elvira Souza, que ficou sabendo do curso por uma reportagem de jornal.

“Não sei bem explicar o motivo, mas aquilo mexeu comigo. Tive certeza de que precisava participar daquele iniciativa”, relembra. Veterana de outros programas sociais, decidiu naquele mesmo dia procurar por Cláudia para se oferecer como voluntária. Depois de encontrá-la nas redes sociais, de longas conversas e de um treinamento, tornou-se professora do curso.

O resultado do empenho começou a ser visto neste sábado, quando Elvira assumiu duas turmas do English Club Alemão – ao todo serão 35 alunos, cujas idades variam entre 9 e 12 anos. Um número que, segundo ela, poderá aumentar em pouco tempo.

Moradores do Complexo do Alemão recebem as primeiras aulas de inglês dentro da comunidade (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

“Quando traziam os filhos para serem matriculados no curso, as pessoas da comunidade perguntavam se não poderiam estudar também. Para mim, é bem claro que elas querem aprender, crescer. Conhecer um outro idioma, sobretudo o inglês, faz uma diferença imensa na vida de qualquer pessoa”, afirma Elvira, feliz ao já ser chamada de “teacher Vivi” pelos alunos.

Professor gringo

O americano Timothy Cunningham, o Tim, tem um canal no YouTube em que ensina inglês. Amigo de Renê Silva (“conheci no churrasco”, diz), ele soube do English Club Alemão, recebeu um convite para visitar a comunidade e acabou dando uma aula.

“Ele me deu um tour no complexo. Dei aula para as crianças, foi muito legal. Acho que era o primeiro gringo que a maioria conheceu. Fui com meu irmão, que não fala português. Eles são muito interessados”, lembra Tim, que mora em Nova Jersey, nos EUA, e diz ter aprendido português com amigos brasileiros.

“Pode mudar sua vida se você falar um inglês fluente. Sei que só era uma aula, mas só com uma aula você mudar o caminho da sua vida, ficar muito mais interessado. É uma coisa que, mesmo sendo pequena, eu posso ajudar pessoas que não têm tantas oportunidades.”

Imagina as oportunidades

Cláudia e Renê Silva notaram que muitos moradores do Alemão já sabiam um pouquinho da língua e queriam avançar. “Percebemos juntos que a maior necessidade das pessoas adultas era de um nível intermediário em vez de iniciante. Geralmente estudamos na escola ou já fizemos algum outro cursinho, então vimos que era importante ter uma continuação para avançar no inglês dessa galera”, explica Renê.

“A Géssica é um exemplo dessa situação. Ela já tinha um conhecimento básico do idioma e agora poderá ir mais longe. Imagine quantas oportunidades profissionais irão surgir para ela e todos que participam do curso. Não dá nem para medir o quanto de benefícios essa iniciativa já começou a trazer para o Alemão”, conclui.

Serviço

O curso é voltado para alunos da comunidade. Quem quiser saber mais sobre a iniciativa – para ajudar ou tentar participar de eventuais classes futuras – deve acessar a página do ‘The English Club Alemão’ no Facebook.

Cursinho gratuito no Rio prepara travestis e transexuais para o Enem

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Publicado em UOL Educação

imageAlunas do curso preparatório “Prepara, NEM” assistem aula em casa no centro do Rio

A aula é de sociologia e o assunto da vez é etnocentrismo. Reunidos em uma casa na Lapa, no centro do Rio de Janeiro, o professor e as alunas conversam sobre discriminação e contam histórias das próprias vidas. “Um dia desses o meu ex-marido, que é negro, estava falando comigo sobre o preconceito que ele sofre todos os dias só por causa da cor da pele dele. Aí eu falei que sempre ouvi que transexual só serve para trabalhar como prostituta ou cabeleireira”, diz uma das estudantes.

Lara Lincoln Milanês Ricardo tem 29 anos e é uma das alunas mais empolgadas do “Prepara, NEM!”, curso gratuito preparatório para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) direcionado para travestis, transexuais, transgêneros e outras pessoas em situação de vulnerabilidade social e preconceito de gênero, iniciado há um mês. Transexual, ela atua como profissional autônoma de estética e beleza e sonha em quebrar a barreira do preconceito e entrar na universidade para cursar direito.

“Estou muito esperançosa. É uma oportunidade única porque a expectativa para as pessoas trans é sempre a marginalidade e esse projeto veio justamente para mostrar o contrário”, declara Lara, que conseguiu, com dificuldades, concluir o ensino médio.

Ela é exceção entre os alunos do “Prepara” –há um homem trans entre os matriculados. De acordo com um dos criadores do curso, o ativista Thiago Bassi, gestor do site de mapeamento da LGBTfobia “Tem Local”, que apoia o projeto, a maioria dos 20 estudantes matriculados não tem o 2º grau completo. “Não acho que se faz inclusão no mercado de trabalho ensinando a ter postura ou a fazer maquiagem. Isso é um incentivo ao subemprego. Por isso nos dispusemos a prepará-los para o Enem”, afirma Thiago.

Todos os professores e professoras do curso são voluntários. As aulas acontecem atualmente em quatro locais diferentes, todos no centro da cidade, entre eles dois sindicatos (de jornalistas e dos petroleiros). A ideia da ocupação de lugares diferentes foi da ativista Indianara Alves Siqueira, presidente do coletivo Transrevolução. O objetivo é fazer com que as pessoas se acostumem aos espaços e os espaços se acostumem a elas. “Fazemos um acolhimento para que essas pessoas se sintam pertencentes à sociedade que tanto as exclui”, comenta Bassi.

O número de voluntários chega a 120 pessoas. O professor de sociologia Thales Santos, 27, que também trabalha em um colégio na Gávea, na zona sul do Rio, soube do projeto quando foi “marcado” por amigo em um evento no Facebook. “Na hora que eu vi a proposta, achei fantástica, maravilhosa, e quis participar”, conta o professor.

“É claro que isso não é o ideal e que o melhor seria se elas estivessem em um cursinho, com todos os públicos, mas estamos esperando isso há muito tempo. É uma ação afirmativa para colocá-las na universidade”, argumenta.

Luciana Vasconcelos, 36, é travesti e se prostitui desde os 17 anos. Natural de Belo Horizonte, chegou no Rio em dezembro para passar o réveillon na cidade e acabou ficando. A intenção era deixar a prostituição após quase duas décadas no ofício, mas não conseguiu emprego em outra área. “O mercado de trabalho fecha as portas para quem é travesti”, diz Luciana, que mora em um abrigo da prefeitura e trabalha à noite na Lapa e em Copacabana.

Quando soube do “Prepara, NEM”, viu no curso uma oportunidade de “resgatar a vida de cidadã normal”. “Eu só estudei até o 1º ano do ensino médio. Na escola tradicional, as pessoas têm preconceito até de sentar do seu lado. Quero estudar agora para fazer um supletivo e procurar um emprego legal”, conta Luciana.

Dificuldades
No dia em que a reportagem acompanhou as aulas, uma segunda-feira, havia cinco alunas no local. Segundo as próprias estudantes, os outros inscritos têm dificuldades financeiras para pagar as passagens e se deslocarem até os locais do curso.

Para tentar evitar a evasão, os voluntários do “Prepara” foram às ruas tentar arrecadar dinheiro. Venderam comida, buscaram apoio de uma ONG e conseguiram garantir algumas semanas de passagens para algumas alunas. No momento em que recebeu a primeira verba para o transporte, a cabeleireira e maquiadora Tyfany Stacy, 31, se dispôs a cortar cabelos no local da aula e reverter o valor pago pelo serviço para o curso.

O Enem acontece nos dias 24 e 25 de outubro e nem todos os alunos do “Prepara” conseguiram se inscrever a tempo. Mas o objetivo do projeto é ir além do exame. “A ideia é que depois do Enem continuemos dando aula de idiomas e de computação básica, por exemplo. Não queremos parar por aqui”, declara Thiago.

image2As aulas acontecem em quatro espaços no centro do Rio, entre eles uma casa alternativa ocupada por artistas

USP lança curso online gratuito de administração

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USP lança curso online gratuito de administração

Publicado no Porvir

Faculdade de Economia e Administração da Usp, em parceria com a Fundação Lemann e o Veduca, lançou hoje um Mooc (Cursos On-line Abertos Massivos, na sigla em inglês) Fundamentos de Administração, , o primeiro curso da instituição a ser oferecido nesse formato.

O curso é para aqueles que tem interesse em conhecer conceitos de administração e as principais tendências práticas e teóricas no campo da gestão e ampliar o alcance de conhecimentos na área para diversos alunos de dentro e de fora da instituição.

O curso é gratuito e pode ser realizado por qualquer pessoa que esteja interessada – estudantes de graduação e de cursos que envolvem abordagem gerencial e empreendedores que desejam ampliar os seus conhecimentos no tema.

O curso possui 17 etapas, divididas em tópicos como: visão sistêmica, planejamento, organização, controle, burocracia e funções do administrador. As aulas são ministradas pelo professor Hélio Janny Teixeira, da FEA-USP. Ele também indica referências bibliográficas para ajudar o aluno a se aprofundar nos temas.

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