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Universitária vende balas no ônibus para pagar faculdade e ajudar a família

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Alessandra com o gancho de doces que pesa 60 quilos Foto: Cíntia Cruz / Extra

Alessandra com o gancho de doces que pesa 60 quilos Foto: Cíntia Cruz / Extra

Cintia Cruz, no Extra

“Qualquer saco de doce por apenas R$1! Come ele, come ela, come até minha avó que é banguela!”. É com esse bom humor que a vendedora ambulante Alessandra Murilo Batista, de 24 anos, divulga os doces que vende diariamente em algumas linhas de ônibus em Nova Iguaçu. E também é com humor que ela enfrenta a rotina pesada de trabalhar nove horas por dia na rua, carregando um gancho de 60 quilos. Todo esse sacrifício tem uma finalidade. Além de sustentar a casa onde mora com os pais, no bairro Nova Aurora, Alessandra paga o curso de Logística no Centro Universitário Uniabeu, em Belford Roxo. Depois da maratona de vendas, ela é universitária do último período no turno da noite.

— Comecei a trabalhar com 7 anos. Meu pai limpava valão pela prefeitura, mas se acidentou e ficou encostado sem receber. Vi que a situação apertou e comecei a catar ferro velho para vender. À tarde, ia para a escola — lembra a jovem.

Depois disso, ela trabalhou em lojas, lanchonete e em quiosque na praia. Até que decidiu trabalhar por conta própria. Com a mãe, vendia água e doces nas ruas de Nova Iguaçu. Mas nunca parou de estudar:

— Sempre quis ser marinheira. Fiz a prova três vezes e quase passei na última. Vi na Logística uma forma de entrar para a Marinha. Mas quando comecei a faculdade, me apaixonei pelo curso. A Logística sempre esteve na minha vida, porque eu me organizo, faço planilhas e vejo quanto tempo o estoque de doces vai durar, por exemplo.

Alessandra na biblioteca da faculdade, onde costuma estudar antes da aula Foto: Cíntia Cruz / Extra

Alessandra na biblioteca da faculdade, onde costuma estudar antes da aula Foto: Cíntia Cruz / Extra

O início do curso foi difícil. Vencida pelo cansaço, ela chegava a cochilar nas aulas, que iam até as 22h, mas depois se adaptou à rotina. Passou a gravar as aulas e ouvir nos ônibus, enquanto vendia. Hoje, os planos de Alessandra são outros: trabalhar como despachante aduaneira.

Por enquanto, ela tenta intensificar suas vendas, que diminuíram porque os motoristas foram proibidos de levar ambulantes. Ela divide o ponto de vendas com outros 11. Mas apenas três motoristas têm levado os vendedores.

Alessandra em visita técnica da turma da faculdade ao Porto do Rio Foto: Divulgação / Uniabeu

Alessandra em visita técnica da turma da faculdade ao Porto do Rio Foto: Divulgação / Uniabeu

Sem revelar quanto lucra, ela prefere falar em número de saquinhos vendidos:

— Minha meta é vender 50 saquinhos de bala por dia. Aos sábados, começo às 8h, sem hora de parar. Depois, vou comprar mais doces na Central.

Alessandra confessa que vai sentir saudades quando parar de trabalhar na rua.

— É um trabalho como outro qualquer. Não é legalizado, mas é organizado. Às vezes, sirvo até como psicóloga para as amigas motoristas — brinca.

Universidade dinamarquesa oferece curso sobre ‘Beyoncé, gênero e raça’

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Beyoncé (Foto: Reprodução/Youtube)

Beyoncé (Foto: Reprodução/Youtube)

Publicado na Galileu

Estudantes, let’s get in formation: a Universidade de Copenhague, na Dinamarca, oferecerá um curso com base nas performances, músicas e clipes da Beyoncé. A ideia foi tão bem recebida pelos alunos da instituição que todas as vagas da disciplina já foram preenchidas.

Chamada de “Beyoncé, Gênero e Raça”, a aula terá como objetivo analisar gênero, sexualidade e raça. “Vamos analisar as músicas e clipes dela”, explicou o professor responsável pela aula, Erik Steinskog, em entrevista à emissora TV2. “Um dos objetivos é apresentar o pensamento do feminismo negro, que não é muito conhecido na Escandinávia.”

Segundo o professor do Departamento de Artes e Estudos Culturais da universidade, a cantora é uma das principais artistas do momento. Ele ressalta o fato de ela apresentar discussões sobre feminismo e raça em seus trabalhos, que são consumidos pelo grande público.

Na música “Flawless”, do disco Beyoncé (2013), a cantora fala sobre autoestima e toca uma parte do discurso da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi-Adichie sobre feminismo. “Feminista, a pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica dos sexos”, diz.

Já o disco mais recente da artista, Lemonade (2016), explora a experiência de ser uma mulher negra nos Estados Unidos.

“Ela é uma feminista controversa, o que é crucial. Beyoncé nos faz considerar o que significa ser feminista — ou o que pode significar, mas o feminismo dela é apresentado para uma plateia que não é acadêmica”, refletiu. “É difícil não se impressionar. Ela é extremamente boa no que faz. A vida é curta demais para trabalhar com músicas das quais não gosto.”

 

Saiba mais sobre o curso aqui.

Universidade de Nantes oferece curso de francês online e gratuito

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Imagens © Divulgação/StockSnap

Imagens © Divulgação/StockSnap

Publicado no Nômades Digitais

A Universidade de Nantes, localizada a sudoeste de Paris, na França, disponibilizou em seu site um curso online de francês totalmente gratuito.

A escola pública, fundada oficialmente em 1961, abriu recentemente as inscrições para o módulo 3, dedicado a estudantes de nível intermediário. As aulas começam em outubro, e são destinadas ao público que já tem alguma noção do idioma.

A duração é de 6 semanas, e todos os alunos recebem um atestado de participação no final do curso, após serem avaliados por professores especializados.

Harry Potter é tema de curso de história na Unicamp para público da terceira idade

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Harry Potter (Foto: Divulgação)

Harry Potter (Foto: Divulgação)

Obra literária da escritora britânica J. K. Rowling é destaque em oficina do programa UniversIDADE, gratuito e aberto a pessoas com mais de 50 anos.

Fernando Evans, no G1

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) oferece, a partir de agosto, um curso de história cujo tema é o clássico literário Harry Potter, da escritora britânica J. K. Rowling. A oficina faz parte do programa UniversIDADE, que desenvolve atividades de extensão gratuita para o público acima dos 50 anos.

Instrutor da oficina, Victor Henrique da Silva Menezes, de 25 anos, conta que foram alunos do curso que ministrou no primeiro semestre deste ano os responsáveis pela incursão no universo de Harry Potter.

“Dei aulas sobre a Roma antiga no cinema, comentando referências históricas nas produções, e alguma vezes usei o Harry Potter como exemplo, para falar da influência na literatura. Para minha surpresa, boa parte da sala conhecia a história e eles sugeriram a obra como tema.”

Aluno do curso de mestrado em história no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, Menezes é fã da série, e acompanha os livros desde os 11 anos de idade. Apesar disso, apronfundou-se nas pesquisas para preparar 17 aulas sobre o tema.

“O Harry Potter é como um fio condutor do curso. Vamos partir da obra, discutir os livros e a história, mas também questões que aparecem ali. Estou desde maio preparando o curso. Tenho lido bastante sobre história contemporânea, da Inglaterra e Europa, livros sobre cultura inglesa. Vamos ler o livro tentando entender o nosso mundo contemporâneo”, explica Menezes.

Para todas as idades

O instrutor lembra que um dos maiores erros de quem não conhece a obra de J. K. Rowling é imaginá-la como literatura infantil. “Há uma ideia de que é um livro para crianças, e não é. Temas importantes são abordados, como o papel da mulher, sexualidade.”

A força dos personagens também é destaque na oficina, que conta com alunos da chamada “melhor idade”.

Sem preconceito

Trabalhar com questões de gênero e sexualidade com um público acima dos 50 anos deixou o instrutor um pouco receoso, mas a reação dos alunos ajudou a quebrar paradigmas e serviu de lição para Menezes.

Para o historiador, a abertura encontrada com o grupo de alunos, com idades entre 51 e 85 anos, serviu para mostrar que o preconceito não tem relação com as visões de diferentes gerações.

“Fiquei um pouco com medo de como seria a reação, e logo na primeira aula do outro curso eles falaram tranquilamente sobre sexualidade, gênero. Às vezes, achamos que determinado público não terá interesse em debater determinado tema. Numa sala de aula, tudo pode ser falado. Esse curso demonstrou bastante isso.”

Entre os temas que Harry Potter levará às salas do UniversIDADE é a homosexualidade. “Nos últimos livros da J. K. Rowling, havia indício que o personagem Dumbledore seria gay. A autora confirmou isso depois. O bacana que isso não precisa ser um rótulo. Ele é importante na história, é o tutor do Harry Potter, e o fato de ser gay não muda nada na história”, comenta.

Entre os personagens de Harry Potter, também haverá destaque para a força da mulher. “É uma característica da autora criar personagens muito fortes, protagonistas”, destaca o instrutor.

Inscrições

O programa UniversIDADE, mantido pela reitoria da Unicamp, oferece cursos de extensão em quatro diferentes áreas para o público que tem acima de 50 anos. “O programa tem um caráter social e é aberto a toda a comunidade da universidade e moradores de Campinas e região”, destaca Katia Stancato, coordenadora do UniversIDADE.

As oficinas estão separadas em quatros áreas: Arte e Cultura, Esportes e Lazer, Saúde física e mental, e Sociocultural e Geração de renda. As inscrições podem ser feitas no site do programa, e funcionarão em duas etapas:

Dias 24 e 25 de julho – Inscrições nas oficinas para os alunos inscritos no programa
Dias 26, 27 e 28 de julho – Inscrições de novos alunos

O curso “Harry Potter: História, Cultura e Relações de Gênero no Mundo Mágico de J. K. Rowling” começa no dia 15 de agosto e vai até 5 de dezembro, com aulas às terças, das 14h às 17h.

Harvard terá curso de história baseado em Game of Thrones

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João Abbade, no Jovem Nerd

Agora você pode aprofundar seus conhecimentos no mundo de Westeros na própria universidade de Harvard. O curso será chamado “O Verdadeiro Game of Thrones: Dos mitos modernos aos modelos medievais” começará a ser lecionado nos meses finais de 2017.

O curso vai se basear na forma como o folclore dos livros e da série adapta a cultura medieval da Eurasia, além de se apoiar em arquétipos usados como “o rei”, “a boa esposa”, “o segundo filho” e “o aventureiro”, para fazer analogias históricas com literatura, história, lendas e religião. De acordo com a revista TIME, os professores do curso serão Sean Gilsdorf, que é historiador medieval, e Racha Kirakosian, que se especializa no estudo das religiões.

Gilsdorf diz que “Game of Thrones dramatiza muito bem algumas coisas do campo medieval” e destaca as intrigas entre a rainha e as mulheres que se casaram com seus filhos. Já Kirakosian exemplifica as ligações do curso dizendo que o arquétipo de “rainha vingativa” pode ser visto tanto em Cersei, quanto em Kriemhild, personagem do livro Canção dos Nibelungos que dá uma ideia das rivalidades entre as famílias.

O curso está sendo classificado como de um nível introdutório e os estudiosos esperam que ele sirva como uma “ferramenta de recrutamento” para os estudos medievais.

A professora diz que quando explicava algum conceito ouvia ouvia seus alunos dizerem: “Então era igual Game of Thrones” e decidiu unir o útil ao agradável.

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