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Americana de 87 anos se forma na faculdade sete décadas depois de largar estudos

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Após criar cinco filhas, Jean Kops se matriculou no curso de Artes da University of Nebraska-Lincoln

americana

Publicado em O Globo

O último sábado foi uma data especial para Jean Kops. Aos 87 anos, ela finalmente pode receber seu diploma de graduação em Artes pela na University of Nebraska-Lincoln, nos Estados Unidos. Um feito que ela aguardou por 70 anos.

Kops entrou na faculdade em 1945, mas saiu dois anos depois para se casar com Lyle Kops e começar uma família perto de Bassett, sua cidade natal em Nebraska.

– Estava um pouco cansada – disse ela ao site da universidade, explicando sua decisão de desistir. – Não havia muitas opções para as mulheres. Estava matriculada na faculdade de educação. E acho que nunca quis ser professora.

Jean contou que ela e o marido tiveram cinco filhas e uma boa vida, mas sempre comentavam sobre a volta à faculdade.Quando Lyle morreu após uma doença em 2011, Jean começou a pensar que talvez fosse bom momento para realizar esse antigo desejo.

E assim foi. Encorajada pela família, ela se matriculou em disciplinas on-line e, depois, começou a frequentar as turmas presenciais. Nessa fase, ela precisou se mudar para Lincoln para frequentar o curso.

Mesmo com dificuldade em algumas matérias, ela fez questão de ir até o fim. Jean disse que, há cerca de um ano, podia enxergar o fim da linha. Então, decidiu assumir uma carga relativamente pesada de três disciplinas neste verão. O resultado de toda essa experiência, segundo ela, é motivador:

– É uma mistura de sentimentos – disse. – É um alívio, mas me senti um pouco triste também em saber que não terei mais aulas.

Agora, ao contrário dos colegas de turma, ela não sofrerá a pressão de descobrir o que fazer após a faculdade ou sair enviando currículos. Jean pretende viajar, ver a família e voltar a ler por lazer, já que não sobrava muito tempo em meio à rotina acadêmica.

Outra certeza é que seu diploma será pendurado em um lugar de destaque na parede de casa:

– Isso é o que provavelmente vou fazer: sentar e olhar para o meu diploma.

Menino de 14 anos que passou em federal de medicina dá palestras sobre Enem

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Paulo Rolemberg, no UOL

A vida do sergipano José Victor Menezes Teles mudou quando no início deste ano obteve nota no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) suficiente para ser calouro do curso de medicina da UFS (Universidade Federal de Sergipe) com apenas 14 anos. O adolescente do município de Itabaiana (SE), a 52 km da capital, agora com 15 anos, tem utilizado as horas de folga, antes do início das aulas na universidade, para ministrar palestras em Sergipe e alguns Estados brasileiros, com dicas para estudar e resolver as questões nas provas do Enem.

“Depois de toda a repercussão midiática, indiscutivelmente, houve várias mudanças em minha vida, passei a ministrar palestras. Nelas converso desde a questão da maturidade até resolução de questões do Enem”, revelou José Victor, ao lembrar que o tema das palestras é: “O meu desempenho para alcançar o sucesso”. O adolescente fez questão de ressaltar que esta exposição na mídia mudou a conduta pública dele, inclusive nas redes sociais, nas quais tem sido vigiado, constantemente, pelo uso formal da língua portuguesa. “Neste ambiente virtual que tendemos a nos portar informalmente, sou cobrado para o lado formal da língua, que, de qualquer maneira, não deixa de ser construtivo”, salientou.

O adolescente disse que tem cobrado pelas apresentações, mas não quis revelar o valor. No entanto fez questão de frisar que também tem feito palestras para alunos em escolas públicas de forma gratuita. “Na maioria das instituições, que foram particulares, fui orientado a estabelecer um preço em um tempo específico. Entretanto, nas instituições públicas, que fui convidado pelos meus pais e ex-professores, ministrei filantropicamente’, contou ele, que já esteve em municípios do interior do Espírito Santo e em Campo Grande (MS), com uma média de três palestras por cidade.

Segundo José Victor, esta nova atividade na vida dele deverá durar até o início das aulas no curso de medicina que ainda não tem data prevista para o início devido a greve dos professores na UFS. Porém não descartou continuar ministrando palestras. “Estão em segundo plano é só as realizo quando não estou em períodos escolares, atualmente a UFS está em greve, o que me disponibiliza tempo”, avisou.

Questionado sobre os estudantes que nas férias ficaram longe dos livros, José Victor, como tem feito nas palestras, deu dicas. “Quando se está de férias, realmente, há uma tendência natural de acomodar-se mais, pois não haveria aquela cobrança rotineira exercida pelo colégio. Entretanto, digo isso por experiência própria, que cada vez que for utilizar uma rede social, fazer uma pesquisa na internet, ou algo do tipo, resolva ao menos uma questão, de preferência que tenha gabarito para poder nivelar-se”, orientou.

Para José Victor, aplicativos e as redes sociais devem ser utilizadas como aliados nos estudos. “Torna-se interessante ter algum “app” no celular ou tablet, para poder estar resolvendo casualmente os exercícios, pois dessa forma não se tornaria cansativo e, simultaneamente, muito produtivo”, afirmou ele, ao descartar o rótulo de “gênio”. “Os resultados que atribuem a genialidade, na verdade, são frutos das pequenas ações que todos deveriam praticar, como por exemplo resolver questões nas férias”, frisou.

Livro

E a mente do garoto franzino do interior de Sergipe não para de ter ideias. Em breve poderemos ter o escritor José Victor. Está nos planos dele, escrever um livro sobre a sua trajetória de estudo até alcançar a vaga no curso de medicina. “Uma frase que o descreve é: a inovadora performance que pais compromissados e estudantes conscientes precisam conhecer”, finalizou.

Fora da área

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Maioria dos brasileiros com nível superior trabalha em ocupações que nada têm a ver com seu curso de formação

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Antônio Gois, em O Globo

Há um descompasso entre a formação que os jovens estão recebendo nas universidades e a realidade do mercado de trabalho. Esta é uma das constatações que podem ser feitas a partir de um estudo inédito dos pesquisadores Maurício Cortez Reis, do Ipea, e Danielle Carusi Machado, da UFF. Os dois analisaram, a partir do Censo de 2010 do IBGE, uma série de características dos trabalhadores com nível superior, relacionando rendimento e ocupação com a área de formação.

Uma das conclusões é que apenas um terço (33%) dos trabalhadores com nível superior no país estão ocupados em funções diretamente relacionadas ao seu diploma universitário. Considerando também aqueles que exercem funções ao menos parcialmente relacionadas com a formação, este percentual sobe para 48%, o que significa que a maioria desses brasileiros de mais alta qualificação hoje atua em setores que nada têm a ver com seu curso.

O grau de compatibilidade entre formação e trabalho, porém, varia muito de acordo com o curso universitário. Em saúde, por exemplo, a maioria (59%) dos formados atua em trabalhos totalmente relacionados com sua área. O menor percentual foi verificado nas áreas de humanidade e artes, onde apenas 12% trabalham hoje numa profissão totalmente relacionada ao seu curso universitário.

Como a classificação oficial das ocupações muda constantemente, não é possível comparar esses percentuais com estudos feitos em censos anteriores. Mas pode-se constatar que esse descompasso não é de hoje. Com base no censo demográfico de 2000, Edson Nunes e Márcia de Carvalho, do Observatório Universitário, identificaram que 53% dos formados em nível superior estavam em áreas distintas de sua formação. Reynaldo Fernandes (USP-Ribeirão Preto) e Renata Narita (USP) encontraram para 1991 e 1980, respectivamente, percentuais de 62% e 56% de ocupados em áreas diferentes de sua formação.

O trabalho de Maurício Reis e Danielle Machado traz outras conclusões relevantes. Uma delas é que 31% dos trabalhadores com diploma universitário em 2010 estavam em atividades que não exigiam um nível tão alto de qualificação. Como era de se esperar, isso tem um custo, e esses ocupados em setores menos qualificados recebiam, em média, 29% menos em comparação com os que estavam em ocupações de maior qualificação. Estar atuando em área diferente de seu curso de formação, mesmo que em setor também exigente de profissional com superior completo, também afeta negativamente os salários, que ficam, em média, 11% menores.

Outra conclusão é tristemente já conhecida dos professores. Os profissionais formados na área de educação eram os que recebiam, em média, os menores salários entre as dez grandes áreas de formação comparadas. Em seguida aparecem os que concluíram cursos de humanidades e artes. Os melhores rendimentos estavam em engenharia, direito, saúde, agricultura e veterinária.

Sob qualquer aspecto, ter um diploma universitário no Brasil continua sendo um ótimo negócio. Isto é óbvio quando se comparam médias salariais de quem chegou lá com aqueles que pararam no ensino médio ou antes. O estudo, porém, reforça o argumento dos que defendem um ensino superior menos voltado para a formação de trabalhadores para exercer uma ocupação específica, e mais preocupado em dar uma base sólida, que permitirá ao jovem se adaptar melhor no futuro às constantes mudanças no mercado de trabalho.

Estudante que vendia bombons no ônibus se gradua em medicina

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Jessé Soares conquistou registro profissional na quarta-feira (20).
Médico conseguiu trabalho em hospital do interior do Pará.

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Publicado no G1

“A senhora pode ficar tranquila, tome este remédio que o bebê está bem”, recomenda o médico Jessé Soares a uma paciente que procurou atendimento no hospital de Limoeiro do Ajuru, onde o jovem trabalha há cerca de um mês. “Ela está grávida e caiu, mas vai ficar tudo bem”, explica.

Assim como sua paciente, a trajetória do médico também teve momentos em que foi preciso levantar para ver tudo ficar bem: o jovem que vendia bombons nos ônibus de Belém para pagar as despesas com material da faculdade de medicina da Universidade do Estado do Pará (UEPA) concluiu o curso e conseguiu seu registro profissional na última quarta-feira (20).

“Foram vários momentos em que batia uma angústia de querer estudar e não ter condições, mas sempre vinha um sentimento de que, quando eu terminasse, as coisas seriam melhores. E estão melhorando”, comemora.

Casado e pai de duas meninas, Soares diz que espera receber o primeiro salário para poder comemorar a conquista com amigos e a família. “A cerimônia na universidade foi simples, agora aguardo o fim do mês para receber e fazer uma comemoração com os amigos”, disse.

Segundo Soares, o próximo desafio é escolher uma área de especialização, que pode ser oncologia ou neurocirurgia. “Estou estabilizando minha vida para fazer residência. Eu quero oncologia ou neuro, que são áreas que exigem bastante dedicação e estudo. Ainda não decidi se vou fazer as provas no final do ano ou em 2016”, relata.

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Determinação
Soares nasceu em Limoeiro do Ajuru, cidade com 25 mil habitantes localizada no nordeste do Pará, perto da ilha do Marajó. Ele conta que passou mais da metade dos seus 25 anos no município, completando o ensino médio graças ao esforço da mãe, agente comunitária de saúde, e do pai, carpinteiro. Como outros ribeirinhos, Soares aprendeu a pescar, colocar armadilhas no rio para capturar camarões, subir no açaizeiro, e as técnicas da marcenaria para produzir móveis e utilitários.

Sua primeira aprovação no ensino superior foi no curso de licenciatura em física, mas a pontuação obtida pelo então calouro garantiria vagas em cursos mais concorridos – foi daí que ele decidiu, em 2009, tentar cursar medicina.

O jovem foi aprovado e se mudou para um quitinete no bairro do Guamá, em Belém. No mesmo ano, a namorada dos tempos de cursinho ficou grávida da primeira filha do casal. Com isso, aumentaram os gastos, e o jovem precisou completar a renda vendendo bombons por R$ 0,50 nos coletivos da capital.

Porém, o tempo que o jovem gastava nos coletivos limitava as horas disponíveis para o estudo. Para conseguir se graduar, Jessé fez uma campanha nas redes sociais em 2013, arrecadando dinheiro suficiente para se manter até o final do curso.

Segundo Soares, sua dificuldade serviu de motivação para garantir o futuro das filhas Ewelyn e Ana Clara. “Eu vou investir na educação delas, para que não aconteça com elas o que aconteça comigo. A minha história é legal porque terminou bem, mas não desejo o que eu passei para ninguém. Espero que elas tenham uma vida mais fácil”, disse.

Universidade lança curso sobre Game of Thrones, nos Estados Unidos

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Game of Thrones (Reprodução HBO)

Game of Thrones (Reprodução HBO)

A Northern Illinois University abriu um curso sobre a série Game of Thrones, da HBO, para discutir a Idade Média e as relações humanas

Publicado na Caras

A série Game of Thrones, que está na sua quinta temporada na HBO, agora é tema de um curso na Northern Illinois University, nos Estados Unidos. As aulas do programa chamado Game of Thrones, Television and Medieval History vão discutir a Idade Média e as relações humanas da forma que são mostradas na televisão.

“A série representa aspectos da Idade Média de um jeito muito mais realista do que qualquer outra produção da mídia”, argumentou o co-professor Valerie Garver. “Se destaca porque ela comenta a condição humana de um jeito que parece real para as pessoas. É um ótimo exemplo de um pedaço da cultura moderna que desenha como o passado impacta no presente”, completou.

Game of Thrones é baseada nos livros George R.R. Martin. Os alunos terão que ler os livros e assistir aos episódios da série, na tentativa de fazer um relato da história contada com a cultura moderna. Se tudo der certo, o curso irá continuar na grade no próximo semestre.

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