Posts tagged Cursos

Fundação Carolina oferece 540 bolsas de estudo na Espanha para latino-americanos

0
ThinkStock

ThinkStock

Publicado por Brasil Post

A Fundação Carolina abriu nesta quinta-feira (4), as inscrições para 540 bolsas de estudo nas universidades espanholas. Os cursos são dirigidos exclusivamente a estudantes de países latino-americanos, nas áreas de humanas, exatas e biológicas.

São 323 bolsas para mestrado, 93 de doutorado e pós-doutorado, 29 bolsas para docentes de universidades, 50 para cursos de especialização na Escola de Verão Complutense, 15 bolsas para o curso de empreendedorismo e 30 para estudos de relações institucionais.

Os cursos oferecidos são de instituições espanholas públicas e privadas com excelência acadêmica, como Universidade de Zaragoza, Universidade de Navarra, Universidade de La Laguna e Universidade de Granada.

Cada universidade tem seu próprio sistema de seleção, que inclui etapas que vão desde a análise dos documentos até entrevistas pessoais ou por webconferência. Os processos seletivos duram, em média, seis meses.

As inscrições para as bolsas de estudo na Escola de Verão Complutense ficarão abertas até o dia 10 de fevereiro. Para os cursos de pós-graduação e estudos institucionais o candidato deve se inscrever até o dia 4 de março. E as inscrições para as bolsas de doutorado e cursos para docentes vão até o dia 9 de abril.

Os candidatos podem encontrar todas as informações no site da Fundação Carolina.

Ciência sem Fronteiras tem 13,8% de bolsistas em universidades ‘top’ 100

0

Programa tem brasileiros em 92 das 100 melhores do ranking Times Higher.
Cerca de 72% destes alunos são de cursos de graduação-sanduíche.

Cauê Fabiano, Ana Carolina Moreno e Paulo Guilherme no G1

1Entre as 100 melhores universidades do mundo, de acordo com o ranking Times Higher Education, divulgado no início de outubro, há 5.425 estudantes brasileiros que obtiveram bolsa pelo programa Ciência sem Fronteiras. O número representa 13,8% dos 39.091 brasileiros, de graduandos a pesquisadores realizando pós-doutorado, que estão atualmente em universidades do exterior por meio do programa do governo.

O resultado vem de um levantamento realizado pelo G1, com as bolsas vigentes e aprovadas até o dia 20 de outubro, a partir de dados disponibilizados pelo próprio programa.
São 3.953 alunos de graduação-sanduíche (ou seja, realizada parte no exterior e parte no Brasil), o que representa 72% dos brasileiros nas instituições “top 100”, mais 854 inscritos em doutorado e 401 bolsistas de pós-doutorado (veja tabela completa).

No total, são 2.733 universidades no exterior que recebem bolsistas do Ciência sem Fronteiras, oriundos de 850 instituições brasileiras, conforme dados informados pelo Ministério da Educação (MEC).

Para o secretário executivo do MEC, Luiz Claudio Costa, a presença de mais de 5 mil alunos do Programa entre as 100 melhores instituições de ensino superior do planeta é bastante significativa. “Desde o início do programa, foi uma determinação que nós trabalhássemos alocando os estudantes nas melhores universidades do mundo, então esse número que nós temos de 13,8% dos alunos entre as 100 melhores é extremamente importante”, avaliou.

No Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), dos Estados Unidos, eleito pela quarta vez a melhor universidade do mundo, há apenas um brasileiro estudando por meio do Ciência sem Fronteiras, ao realizar uma pesquisa de doutorado. De acordo com a instituição, há um total de cinco estudantes do Brasil atualmente matriculados.

Já na Universidade Harvard, segunda do ranking, estão 87 brasileiros do programa atualmente, sendo 19 de graduação, 25 de doutorado e 37 de pós-doutorado. Em Oxford, na Inglaterra, terceira do ranking, são 37 brasileiros. Stanford, a quarta colocada, tem 17. E Cambridge, quinta do ranking, conta atualmente com 47 bolsistas do Ciências sem Fronteiras.

1

Ausência de brasileiros

Ao todo, das 100 universidades mais bem colocadas do ranking, 92 têm ao menos um brasileiro bolsista do programa. As oito universidades que não têm brasileiros do Ciências sem Fronteiras no momento são: três no Reino Unido (University College London, London School of Economics and Political Science e King’s College London), quatro na China (University of Hong Kong, Peking University, Tsinghua University e Hong Kong University of Science and Technology) e uma na Turquia, a Middle East Technical University.

Para o secretário-executivo do MEC, a maioria dessas ausências ocorre porque as instituições não se enquadram nas áreas contempladas pelo CsF, e que algumas instituições, mesmo não listadas no ranking, são as melhores em determinados campos do conhecimento. “[O ranking] pega a universidade como um todo, não em áreas específicas. É preciso estar entre as melhores do mundo, e em áreas específicas também”, argumentou.

Em nível internacional, algumas universidades podem não ter a mesma fama de Harvard”
Jefferson Brown, secretário-assistente de diplomacia pública

Partilhando da mesma opinião, o fato de só 13% das bolsas estarem nas 100 melhores universidades, de acordo com o ranking, não quer dizer que a maioria dos estudantes estão em universidades de baixa qualidade, segundo Jefferson Brown, secretário-assistente de diplomacia pública do Escritório de Negócios Ocidentais do governo americano.

Em visita recente ao Brasil, o diplomata contou ao G1 que os bolsistas brasileiros do CSF são alocados em universidades americanas de acordo com o currículo de seus cursos, que podem ser mais ou menos compatível com as instituições dos Estados Unidos.

“Sobre os rankings, precisamos olhar mais de perto. Se você quer estudar agricultura, você não vai para [a Universidade] Yale, você talvez vá para a [Universidade] Purdue [que fica no estado de Indiana]. Você precisa olhar as áreas de estudo. Em nível internacional, algumas universidades podem não ter a mesma fama de Harvard”, explicou ele.

“Nós vemos que as pessoas conhecem um número de universidades famosas, mas pode ser que haja uma da qual eles nunca ouviram falar, mas que é perfeita para eles.” Segundo Brown, dentro dos Estados Unidos há institutos que produzem rankings das universidades do país de acordo com as diferentes áreas de estudo.

O coordenador do Núcleo de Estudos do Futuro da Universidade de Brasília (UnB), o professor Isaac Roitman, também avalia o posicionamento dos estudantes brasileiros entre as melhores universidades do mundo como positivo, mesmo que, para ela, sejam necessárias mudanças no programa. “O índice é bom, considerando que nenhuma universidade brasileira foi ranqueada como a melhores do planeta”, frisou Roitman.

Contudo, Isaac destacou medidas que considera importantes para o “aperfeiçoamento do Programa”, com destaque para definição de tutores no Brasil que façam acompahamento do andamento dos estudos do bolsista, além de apoio emocional dos alunos.

“[É necessária a] adequação das metas nas próximas edições de forma que possamos mandar para o exterior estudantes que apresentem potencial cognitivo e maturidade, iImplantação de um sistema de avaliação continuo nos egressos do programa após o retorno ao país e introduzir monitoramento do aprendizado acadêmico e de distúrbios emocionais”, enumerou o professor.

Graduandos, mestres e doutores

Apenas em instituições dos EUA, qualificadas no Top 100, existem alunos realizando dissertações de mestrado: 203 brasileiros entre bolsistas vigentes fazem a pesquisa em 26 universidades norte-americanas. A melhor colocada entre elas, a Universidade da Califórnia em Berkeley, que ocupa a 8ª posição no ranking, possui apenas um estudante dessa modalidade.

Já as universidades que mais recebem brasileiros inscritos no programa do governo, a Universidade de Toronto (21ª colocada do ranking) lidera com 648 estudantes, 95,2% desse total fazendo graduação. A escola canadense é seguida por duas universidades australianas: Universidade Monash (443 alunos) e a Universidade de Queensland, contando com 439 bolsistas brasileiros. Em ambos esses casos, a maioria é majoritariamente formada por alunos de graduação: 98,1% e 94,7%, respectivamente.

O Brasil deu um passo estratégico no sentido da internacionalização”
Luiz Claudio Costa, secretário-executivo do MEC

Por outro lado, há cinco entre as 100 melhores universidades que possuem apenas um bolsista brasileiro do programa no quadro de alunos. Além do Caltech, nos EUA, as universidades de Kyoto, no Japão, Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura, a Scuola Normale Superiore di Pisa, na Itália e a Universidade Vanderbilt, nos EUA, possuem um único brasileiro pesquisador.

Internacionalização

Para Luiz Claudio Costa, os resultados parciais do programa mostram que o país caminha para uma troca mais produtiva no ponto de vista acadêmico, a partir do contato que os estudantes têm com o aprendizado no exterior. “O Brasil deu um passo estratégico no sentido da internacionalização”, avaliou Costa, frisando que o CSF atraiu a atenção de universidades estrangeiras.

“O programa hoje tem um reconhecimento mundial, vários países têm procurado o brasil para fazer conosco parcerias”, destacou o secretário-executivo, apontando que o projeto conseguiu aliar a qualidade das insituições de ensino em outras nações com os padrões de exigência da CAPES e CNPq, para que essas universidades figurem entre as instituições que podem oferecer bolsas a brasileiros.

“Isso vai trazer para as instituições brasileiras um avanço muito grande, e em pouco tempo. E mais: temos vários estudantes que já estão fazendo intercâmbio, e isso já está gerando intercâmbio de pesquisas”, concluiu.

Falta de proficiência

Desde julho de 2011, quando foi criado, o Programa Ciência sem Fronteiras já implementou 71.478 bolsas, conforme dados do Painel de Controle do programa. A meta, de acordo com o governo, é implementar 101 mil bolsas em até 2015. Depois de aprovado, o aluno tem direito a uma série de benefícios enquanto estiver realizando a pesquisa ou a graduação no país escolhido. Ao total, são 18 áreas de conhecimento contempladas pelo programa e que permitem a inscrição para bolsas de estudo, incluindo engenharia, nanotecnologia, biologia, ciências exatas, entre outras.

Os auxílios incluem mensalidade, adicional de localidade, acréscimo por dependentes, seguro saúde, auxílio instalação, ajuda para aquisição de material didático e auxílio de deslocamento. Todos os valores dependem da modalidade de bolsa (de graduação a pós-doutorado) e o país escolhido para a pesquisa.

Um dos principais problemas encontrados no Ciência sem Fronteiras foi a falta de proficiência em inglês de muitos estudantes. Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (12) aponta que o Brasil ocupa a 38ª posição no ranking mundial de proficiência em inglês.

No início, muitos optaram por estudar em universidades de Portugal, por causa da facilidade com o idioma. No ano passado, o governo decidiu excluir Portugal do programa para estimular a aprendizagem de outras línguas pelos estudantes. E ainda promoveu um programa de aprendizado em inglês de seis meses. Em abril deste ano, mais de 9 mil alunos que estavam em Portugal foram transferidos para outros países. Destes, 110 estudantes foram excluídos porque não obtiveram a proficiência em inglês.

9 livros que todo profissional de TI precisa ler

0
(Foto: Reprodução)

(Foto: Reprodução)

Leonardo Pereira, no Olhar Digital

Quem quer se dar bem na indústria de tecnologia não pode se conformar apenas com o que
aprende nos cursos especializados, também é necessário ter uma bagagem cultural que apoie tudo o que é visto em salas de aula e no mercado.

Uma boa forma de fazer isso é através da leitura, mas isso não significa que você tenha de
comprar apenas livros sobre tecnologia. Na visão de executivos e professores consultados
pelo Olhar Digital, o profissional pode ir atrás de conteúdo mais variado, mas que no fim
acaba ajudando na sua formação.

Confira algumas sugestões:

Sidney Sossai, executivo de Social Business da IBM Brasil

Quem disse que os elefantes não dançam?, de Louis V. Gerstner

“Em 1995 eu estava cursando faculdade de Tecnologia da Informação, e já tinha iniciando
minha carreira na área de tecnologia. Nessa época fui convidado a participar de um processo
de seleção na IBM – Windows, computação distribuída, Internet, mobilidade ainda eram
sonhos e futurologia. Deixei meu emprego de carteira assinada, e apostei no estágio da IBM
em um momento de muita transformação. Essa decisão praticamente transformou minha vida profissional, pois foi quando eu desenvolvi minha carreira, aprendi a lidar com a complexidade de uma grande empresa.

A mensagem que o livro me traz é que temos de estar sempre preparados para as
transformações, sejam elas profissionais ou pessoais. A única certeza que temos é que elas
irão acontecer, o desafio é estar preparados para quando elas virão.”

Ernesto Haberkorn, sócio-fundador da TOTVs, diretor da TI Educacional e criador do Circuito NETAS

Contabilidade Tributária, de Gustavo Oliveira

“O melhor livro que já li é Contabilidade Tributária, do professor Gustavo Oliveira. Como trabalho com programação de sistemas ERP, sempre tive muita dificuldade em entender nossa complexa legislação tributária. E este livro apresenta, de forma clara e objetiva, os principais tributos a serem pagos por uma empresa. Desde o Imposto de Renda até o ICMS, passando pelo PIS, COFINS, ISS, IPI, CSLL, INSS e ISS. Tenho indicado esse livro aos meus colaboradores, justamente porque quase todos os livros que tratam desta matéria não são muito esclarecedores. Este explica os porquês de cada lei de forma clara e objetiva. É uma obra que contribui muito com os profissionais.”

Silvio Celestino, especialista em carreira e sócio-fundador da Alliance Coaching

O poder dos quietos, de Susan Cain

“O mundo é formado tanto por pessoas introvertidas quanto extrovertidas e ambos possuem dificuldades inerentes à sua natureza no mercado de trabalho. Conhecer essas características e como utilizá-las de forma a diminuir seus gaps e potencializar suas qualidades é um fator de sucesso. O livro fala sobre essas características e como cada tipo pode aprimorar-se, estabelecer relacionamentos apropriados e, acima de tudo, agir para realizar a vida que deseja e atingir os resultados desejados.”

Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés

“Durante a carreira no mundo empresarial, a pessoa pode ter de enfrentar situações que se parecem com a sobrevivência em uma selva: defender-se de predadores, abandonar ideias passadas e amadurecer. Esse percurso deve ser feito com cuidados que são essenciais a todos, mas, especialmente, à mulher, que sofre mais barreiras e dificuldades para se impor na profissão. O livro é um excelente alerta e chamado à realidade e mostra como o amadurecimento é um caminho a ser trilhado de maneira cuidadosa, mas firme, para a vida.”

Agesandro Scarpioni, coordenador do curso de Sistemas de Informação da FIAP

Engenharia de Software – Uma Abordagem Profissional, de Roger S. Pressman

“Eu tenho como sugestão e até como um livro de cabeceira para quem é da área de TI. É o livro do Roger Pressman, que já está na 7º Edição, eu uso desde a minha época da especialização em engenharia de software no ano de 2000, é atualizado com frequência e serve tanto para alunos de graduação quanto para profissionais de TI.

Seu nome é Engenharia de Software – Uma Abordagem Profissional, é um livro em que diversos assuntos relacionados a TI são abordados de forma simples, possibilitando ao leitor conhecer as várias etapas do processo de engenharia de software, passando por modelagem e arquitetura, gestão de projetos e gestão da qualidade, incluindo os conceitos iniciais de UML e orientação a objetos.”

Almir Meira Alves, coordenador dos cursos de Engenharia da Computação e Engenharia de Produção 2.0. da FIAP

A Startup Enxuta – Como Os Empreendedores Atuais Utilizam a Inovação, de Eric Ries; Novos Negócios Inovadores de Crescimento Empreendedor No Brasil, de Silvio Meira; Project Management Body of Knowledge, do Instituto PMI; Gerenciamento Ágil de Projetos – Aplicação em Produtos Inovadores, de Daniel Capaldo Amaral

“Os dois primeiros livros são indicados para os profissionais com perfil empreendedor, que desejam empreender como empresários ou como empreendedores internos em empresas de tecnologia. Os dois livros ensinam como empreender com rapidez, planejamento e baixo investimento inicial.

Os dois últimos livros falam sobre a arte do gerenciamento de projetos. Todo profissional de TI deve entender seu trabalho como uma sucessão de projetos, em que ele deve conhecer, além da parte técnica, das áreas mais gerais do conhecimento em projetos, como RISCOS, CUSTOS, TEMPO, RH E COMUNICAÇÕES, entre outras áreas.

Eu diria que estes 4 livros podem ajudar o profissional de TI a ter uma visão estratégica do negócio e entender como a TI pode atender os objetivos principais do negócio, aproximando-se das áreas chaves de tomada de decisão.”

Cursos de português preparam turistas para ‘armadilhas’ da língua na Copa

0

A chegada da Copa do Mundo tem estimulado muitos latino-americanos a aprenderem o português para visitar o Brasil, segundo professores de países vizinhos consultados pela BBC Brasil.

Crescem cursos com frases e palavras que envolvem a Copa do Mundo

Crescem cursos com frases e palavras que envolvem a Copa do Mundo

Marcia Carmo, na BBC Brasil

Em países como Colômbia, Argentina, Chile e Uruguai, crescem os cursos online ou intensivos com frases e palavras específicas que envolvem as partidas e o Mundial.

Eles também dão orientações básicas a turistas, como pedir informação no hotel, a pronúncia correta das palavras e os chamados “falsos cognatos” – aqueles termos que parecem ter o mesmo significado em espanhol e português, mas significam coisas bem diferentes.

A professora argentina María Marta Santa Maria, que morou no Rio e ensina português, aproveitou o clima de futebol para criar um curso chamado “Portugués para el Mundial”, com um capítulo para cada cidade-sede da Copa.

Em um deles, ela inventou uma cena em que argentinos estão em Fortaleza e precisam trocar o pneu do carro alugado. “Um brasileiro pergunta se eles precisam de uma ‘borracharia’, e eles respondem que não estão ‘borrachos’ (bêbados). É um típico exemplo dos ‘falsos amigos’ nos nossos idiomas”, diz ela. “A palavra ‘borracharia’ é muito parecida com ‘borrachera’ (bebedeira).”

Os “falsos amigos” fazem, por exemplo, com que um brasileiro chegue em Buenos Aires pedindo uma “taza” (xícara) de vinho. Outro hábito frequente entre viajantes brasileiros nos países vizinhos é pedir para pagar em “cartón de crédito”, quando o correto é “tarjeta de crédito”. Mas alguns comerciantes argentinos e chilenos já estão até habituados e perguntam se o cliente brasileiro quer pagar com “cartón” – palavra que em espanhol, na verdade, significa papelão.

Como os dois idiomas são parecidos e ante a forte rivalidade em campo entre uruguaios, brasileiros e argentinos, professores ouvidos pela BBC Brasil disseram que as aulas costumam ter momentos “divertidos”.

1

“Os alunos argentinos se divertem muito com os anúncios publicitários que exploram a rivalidade entre brasileiros e argentinos. A sensação que tenho é que os brasileiros consideram muito mais os argentinos como rivais do que vice-versa”, disse a gaúcha Gabriela Holtz Falcão, que mora em Buenos Aires há 18 anos e trabalha como assessora no curso de idiomas Verde e Amarelo, na capital argentina.

‘Maracanazo’

De Montevidéu, o professor gaúcho Rafael Lopez disse que nas aulas ou fora delas os uruguaios “adoram falar sobre o ‘Maracanazo'” – referência à vitória do Uruguai contra o Brasil na Copa de 1950, no Maracanã.

Um anúncio publicitário recente deu força à rivalidade, ao mostrar um fantasma vestido de azul celeste – a cor da camisa uruguaia – assombrando a seleção brasileira. O assunto é tão forte para os uruguaios que a estreia de um documentário sobre o assunto, Maracaná, la película (“Maracanã, o filme”), em março deste ano, reuniu cerca de 10 mil espectadores no maior estádio do país, o Centenário.

Lopez, que mora há nove anos na capital uruguaia e trabalha no Instituto de Cultura Uruguai-Brasileiro, contou que o objetivo do curso “Prepárate para el Mundial” (“Prepare-se para o Mundial”) é “facilitar” a vida do torcedor que viajará para assistir aos jogos da Copa.

Nas 30 horas de aula, conta, eles aprendem sobre a comunicação básica no aeroporto e na estrada (muitos planejam viajar de carro até o Brasil), além de palavras relacionadas ao futebol.

“Nós mostramos reportagens da TV brasileira sobre a Copa e explicamos as diferenças no idioma. Por exemplo, ‘exquisito’ é para eles ‘gostoso’ e para nós (‘esquisito’) é algo estranho. Nos estádios, o que para nós é ‘arquibancada’ para eles é ‘tribuna’. Que gol é gol mesmo, mas que a trave é para eles ‘arco’ e o que eles chamam de ‘arquero’ é para nós goleiro.”

No curso da Verde e Amarelo também são ensinadas palavras específicas sobre o futebol. “Ensinamos palavras por exemplo vinculadas a escanteio e outras regras do futebol”, diz Falcão.

O mesmo ocorre no curso “Sem Fronteira”, de Santiago, como contou por telefone o diretor Hugo Haye, cujas aulas incluem perguntas como “Onde fica o estádio?”, “Quanto tempo a gente demora do hotel até o estádio?” e dicas na hora de gritar gol.

“Chi chi chi, le le le é como grita a torcida organizada chilena, mas ensinamos (que no Brasil) na hora do gol é Gooool!”, diz uma professora do curso.

Em Barranquilla, na Colômbia, a rádio Bluradio noticiou recentemente o lançamento de um curso de português especialmente para turistas da Copa. E os apresentadores do programa admitiram que sabem poucas palavras de português e brincaram com a pronúncia brasileira, ao dizer que o torneio disputado seria de “futibol”.

Cursos rápidos são opções para as férias

0

Algumas das principais faculdades de São Paulo oferecem alternativas para quem busca treinamento profissional de curta duração

Bárbara Ferreira Santos, no Estadão

Cursos de férias oferecidos por algumas das principais faculdades de São Paulo vêm surgindo com formatos cada vez mais compactos, de pouquíssimos dias e módulos intensos. Tudo isso para otimizar o tempo do aluno, focar em temas específicos e atrair estudantes de outras regiões do País.

Sergio Castro/Estadão Ailton Mesquita veio de Brasília e, em 7 dias, fez 2 cusos

Sergio Castro/Estadão
Ailton Mesquita veio de Brasília e, em 7 dias, fez 2 cusos

Essa proposta de curso agradou ao brasiliense Ailton Mesquita, de 27 anos. No começo do ano, o analista de mídia social veio a São Paulo para fazer um curso de Comunicação de poucos dias na ESPM. Gostou tanto que, na semana passada, voltou à cidade. Em sete dias, fez dois cursos: um novamente na ESPM e outro na São Paulo Digital School.

“São Paulo é o polo para alguns cursos, principalmente nessa área de comunicação e inovação. Já Brasília nem sempre tem os cursos mais atualizados. Se for um curso maior, tenho de fazer na minha cidade. Se for um curso de pouca duração, consigo sair e vir para cá”, explica.

Para a coach de carreira Dayse Gomes, essa oferta de cursos em um período curto é positiva para o aluno. “É uma maneira de a pessoa fazer uma imersão nos estudos e trocar conhecimentos”, explica Dayse. “As férias de fim e começo de ano são um período em que as pessoas têm mais disponibilidade para viajar e fazer cursos. É também um momento favorável no quesito financeiro, porque há as bonificações de fim de ano.”

O coordenador acadêmico de educação executiva do Insper, Rodrigo Amantea, concorda com Dayse. “Esse é um formato que funciona bem e é adotado pela maioria das universidades fora do Brasil.” Ele explica que os executivos estão entre os que mais procuram essa modalidade. “Como eles têm uma agenda menos previsível, só podem acompanhar a turma com menos dias de aulas.” Mas ele faz um alerta: “Quem se matricular precisa ter disponibilidade nesses dias. Um dia de aula perdido compromete todo o curso”.

1

Go to Top