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Canadá é o país mais barato para graduação no exterior, diz estudo

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Valor médio de uma faculdade de quatro anos na nação da América do Norte é de U$ 109.314, 34% menor do que nos Estados Unidos

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Isabela Palhares, em Estadão

O Canadá é o país com o menor custo estudantes brasileiros que querem cursas a graduação em outro país, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira, 9, pelo banco HSBC. Cursar uma faculdade de quatro anos no Canadá custa, em média, U$ 109.314, o valor é 34% menor do que o custo médio de uma graduação nos Estados Unidos, de U$ 165.231.

O valor calculado na pesquisa inclui os custos com os estudos e o custo de vida no país (moradia, alimentação e transporte). Depois dos Estados Unidos, os países com custo médio de graduação mais caros são os Emirados Árabes (U$ 148.788), Hong Kong (U$ 139.756) e Austrália (U$ 133.272).

O estudo apontou ainda que o Canadá é o país com o maior índice de empregabilidade. O dado foi calculado com base nas universidades que oferecem melhores perspectivas de emprego considerando onde estudaram os CEOs (diretores executivos) das 2 mil maiores empresas públicas do mundo. Os Estados Unidos são o segundo colocado neste índice, seguido por Singapura e Reino Unido.

O estudo faz parte da pesquisa “O valor da Educação” realizada pelo HSBC entre os meses de março e abril deste ano. No total, foram entrevistados 5.550 pais em 16 países.

A pesquisa mostrou ainda que 76% dos entrevistados consideram enviar seus filhos para estudar no exterior. No Brasil, os pais disseram que estão dispostos a pagar 28% a mais do que gastariam no Brasil para pagar os estudos dos filhos fora do país. A média global foi de 36%.

Paris é a melhor cidade do mundo para estudantes; confira o top 10

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Publicado em UOL

Paris é a melhor cidade para estudantes pelo terceiro ano consecutivo, segundo o QS Quacquarelli Symonds University Rankings. Entre os quesitos avaliados estão qualidade das universidades, acessibilidade econômica, estilo de vida, perspectivas do mercado e a comunidade estudantil.

Para ser considerada, a cidade deve ter mais de 250 mil habitantes e pelo menos duas instituições de ensino superior no ranking de melhores universidades do mundo. Dessa forma, apenas 116 cidades foram avaliadas. Nenhuma cidade brasileira aparece no ranking. Confira a seguir a seguir as dez melhores cidades para os estudantes:

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10 Seul (Coreia do Sul)
A melhoria contínua da cidade no ranking vem de suas pontuações altas em indicadores importantes, como a categoria “atividade empregadora”, que reflete a reputação das universidades de Seul entre os empregadores locais e internacionais. A cidade conta ainda com 14 universidades no ranking QS das melhores do mundo do biênio 2014-2015 — a Universidade Nacional de Seul está na 31ª posição

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9 Toronto (Canadá)
A maior cidade do Canadá combina o que o país tem de melhor a oferecer: uma população multiétnica, uma cena cultural vibrante, belezas naturais e universidades privilegiadas. A Universidade de Toronto, por exemplo, aparece na 20ª posição das melhores do mundo no raking QS

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8 Montreal (Canadá)

Montreal possui a 21ª melhor universidade do mundo pelo ranking da QS (a McGill University). Como uma cidade de língua francesa num país de língua inglesa que teve uma intensa experiência de imigração nas últimas décadas, Montreal é multicultural. Ela dispõe de uma cena musical indie de renome mundial e é o local de grandes festivais internacionais

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7 Tóquio (Japão)

Para aqueles que querem estudar no meio da agitação da cidade grande, Tóquio é uma boa opção já que garante imersão total na cultura local, em vez de viver em uma “bolha estudante”. A cidade subiu dez posições entre as melhores para estudantes com a ajuda da sua boa performance na categoria “conveniência”, que considera fatores como segurança, qualidade de vida, tolerância e transparência

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6 Boston (EUA)
A boa posição de Boston é amparada pelas universidades na região metropolitana, como a cidade vizinha de Cambridge, onde estão localizados o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e a Universidade Harvard, que constantemente aparecem no top 5 das melhores do mundo. A cidade combina a agitação das metrópoles e uma efervescente cena cultural com a abundância de espaços verdes

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5 Hong Kong (China)
Hong Kong subiu duas posições nesta edição do ranking. A boa colocação se deve à sua comunidade estudantil diversa e à categoria que avalia fatores como segurança, qualidade de vida, tolerância e transparência. A Universidade de Hong Kong, a Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong e a Universidade Chinesa de Hong Kong aparecem no top 50 das melhores do mundo

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4 Sydney (Austrália)
A posição de Sydney no ranking foi garantida pelas boas pontuações nas categorias que avaliam diversidade de alunos, inclusão social e tolerência, qualidade de vida e perspectivas do mercado. O único fator com baixa pontuação foi o de acessibilidade, por conta das altas taxas de ensino e custo de vida

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3 Londres (Reino Unido)
Londres é um dos centros culturais e criativos mais importantes do mundo. Além do Imperial College London aparecer em 2º lugar ao lado da Universidade de Cambridge nas melhores do mundo da QS, há toda uma série de institutos de prestígio especializados, como a Escola de Economia e Ciência Política de Londres, que aparece na 2ª posição do mundo na categoria de ciências sociais

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2 Melbourne (Austrália)
Sete universidades de Melbourne aparecem entre as melhores do mundo do ranking da QS. Além disso, por causa do seu bom padrão de vida e incrível cenário natural, ela já foi eleita diversas vezes uma das melhores do mundo para se viver. Melbourne teve ainda a maior pontuação na categoria que avalia a diversidade de estudantes, a inclusão social e a tolerância

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1 Paris (França)
No topo da lista de melhores cidades para estudantes pelo terceiro ano consecutivo, Paris tem 17 universidades no raking QS das melhores do mundo. Por suas taxas educacionais relativamente baixas, a cidade se torna muito mais acessível. A elite das instituições parienses produziu alguns dos mais importantes filósofos, teóricos, cientistas, políticos e matemáticos dos últimos 100 anos

Por que as universidades custam tão caro nos EUA?

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O que leva estudantes a se endividar por décadas e desembolsar R$ 140 mil por ano pelo diploma de uma boa instituição americana?

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Publicado no G1

Cursar uma universidade nos Estados Unidos é mais caro do que em qualquer outro lugar do mundo.

Uma matrícula anual pode custar US$ 50 mil (R$ 141 mil) em algumas universidades privadas americanas. Isso sem contar acomodação, alimentação e material didático.

Mas será que um diploma de uma universidade dos Estados Unidos vale tudo isso? O que explica que seja tão caro?

Uma das faculdades americanas mais caras do país fica perto do escritório da BBC em Washington. A George Washington, ou GW, como é conhecida, dobrou o preço de sua matrícula na última década.

O presidente da universidade na época, Stephen Trachtenberg, investiu em dormitórios sofisticados, instalações esportivas caras e aulas com a mais avançada tecnologia, em uma estratégia para tornar a faculdade mais atraente.

Funcionou: quanto mais se gastou, mais as matrículas aumentaram e mais jovens quiseram estudar ali.

Trachtenberg não se arrepende da inflação no custo das matrículas. Ele argumenta que isso tem colocado os alunos nos melhores empregos.

Se um estudante encontra um emprego logo depois da graduação, ele diz, “então a universidade cumpriu seu objetivo e o objetivo que a sociedade queria. Se eles podem pagar a dívida, isso não é um problema”, disse o ex-presidente da GW.

Mas se o aluno não vem de uma família rica, essas dívidas podem ser enormes. O alto custo das matrículas cria uma clara divisão entre os estudantes que têm e os que não têm dinheiro.

Sobrevivendo
Conversando com estudantes da GW, é possível notar a dificuldade que eles têm para pagar as matrículas universitárias. Cada um trabalha pelo menos meio período e ainda assim eles estão acumulando dívidas.

Cindy Zhang cursa Relações Internacionais e trabalha em dois empregos. Seus pais ajudam um pouco, mas ela ainda têm prestações a pagar que somam US$ 10 mil (R$ 28 mil) por ano.

Shanil Jiwani atualmente deve US$ 60 mil (R$ 169 mil) e acredita que esse valor dobrará até sua graduação.

Os dias de Silvia Zenteno como universitária estão prestes a acabar. Mesmo tendo recebido a ajuda máxima da universidade e trabalhando 30 horas por semana, a estudante vai se formar com uma dívida de US$ 40 mil (R$ 112 mil).

Por que sacrificar todo esse tempo e dinheiro para bancar uma universidade nos Estados Unidos? Talvez porque os estudantes não tenham muitas alternativas em terras americanas.

Emprego
“Quando estamos falando de carreira, de quanto dinheiro você vai ganhar, seu custo com universidade é como um investimento”, disse Anthony Carnevale, diretor do Centro de Educação e Força de Trabalho na Universidade de Georgetown.

Segundo ele, o fato de os americanos não contarem com a ajuda de programas de proteção social, como muitos países da Europa, faz com que os diplomas universitários dos Estados Unidos sejam mais “valiosos” que os de outros países.

Dessa forma, paga-se muito pelo diploma de uma boa universidade que possa resultar em um bom emprego e um salário suficiente para amortecer a dívida contraída durante a universidade.

O ciclo vicioso de inflação não dá sinais de esgotamento. A GW acaba de publicar o preço da matrícula para o próximo ano: US$ 50.367 (R$ 142 mil), um aumento de 3,4% em relação ao ano passado.

O que poderia limitar a alta dos custos é uma instituição maravilhosamente igualitária: a internet. Cada vez mais universidades americanas estão oferecendo cursos virtuais gratuitos. Com eles, os alunos não têm acesso físico às salas de aula nem aos campus modernos, mas ainda é possível obter uma boa educação.

Se os custos das matrículas continuarem a subir na velocidade atual, pode chegar o dia em que os estudantes americanos olhem para os cursos online e achem que são um bom negócio.

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