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Diretora é acusada de chamar professores de gorilas nos EUA

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Funcionários negros dizem que atitude racista da dirigente prejudicou trabalho na escola de ensino médio em Nova York

Minerva Zanca, diretora de escola no Queens, em Nova York Reprodução da web

Minerva Zanca, diretora de escola no Queens, em Nova York Reprodução da web

Publicado em O Globo

RIO – A diretora de uma escola de ensino médio em Nova York está sendo acusada de racista pela comunidade do colégio. Dois professores negros demitidos afirmam terem sido vítimas de assédio moral. Eles dizem que seus trabalhos em sala de aula foram prejudicados pela discriminação racial. O assistente da diretoria, Anthony Riccardo, confirma as denúncias ao alegar que Minerva chamou professores de gorilas, fazendo ainda comentários sobre seus “lábios grossos” e “narizes grandes”. As informações são do “Huffington Post”.

Pais de alunos da Pan American International High School, que fica na região do Queens, protestaram esta semana em frente ao Departamento de Educação de Nova York, exigindo uma investigação a respeito. Além disso, um abaixo asinado no site “Change.org”, com mais de mil assinaturas, exige a demissão de Minerva do cargo de dietora. O Departamento de Educação informou que o assunto está sendo investigado. De acordo com o órgão, não há registros de reclamações anteriores sobre a diretora.

Segundo informações, a escola atende a alunos imigrantes que estão no país há menos de quatro anos. “Nós éramos os únicos professores afro-americanos, e nós três saímos. Isso significa que não há mais professores afro-americanos na escola, enquanto metade da população de estudantes se parecem conosco”, diz a professora Lisa-Erika James, que pediu demissão, ao canal de TV Americano “CBS”. “Nós queremos que ela seja responsabilizada por suas ações”, queixa-se John Flanagan, que foi demitido.

MEC planeja dar acesso ao livro digital a alunos da rede pública nos próximos anos

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Imagem: Google

Imagem: Google

Publicado por Estadão

Ministério já distribuiu 382.317 tablets a professores; está prevista a distribuição de conteúdos de domínio público e também da Khan Academy

Em 2013, a estudante Beatriz Aguiar ingressou no 1.º ano do ensino médio em uma escola particular de Brasília. Além de todas as mudanças já esperadas para o período, mais uma: o material escolar agora não ocupa mais do que o espaço de um tablet na mochila. Por quatro parcelas de R$ 277 ela comprou as obras que serão usadas e atualizadas durante o período letivo. O Ministério da Educação (MEC), planeja, para os próximos anos, dar acesso a esse material aos alunos da rede pública.

Consta no edital para os livros a serem distribuídas em 2015 pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) a inscrição de obras multimídia, que reúnam livro impresso e digital. Eles deverão ter vídeos, áudios, animações, infográficos, mapas interativos, páginas da web e outros objetos que complementarão as informações contidas nos textos escritos. “Além de termos acesso aos textos, temos outros recursos para ajudar no aprendizado, eu estou gostando muito”, diz Beatriz. Nesta quart-feira, 27, é comemorado o Dia Nacional do Livro Didático. A Agência Brasil procurou a opinião de especialistas sobre as tendências nessa área da educação.

Segundo a pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Priscilla Tavares, a digitalização do material didático apresenta pontos favoráveis como a aproximação dos alunos por meio de um material mais atrativo. “Avaliações do ensino reportam que os alunos não frequentam a biblioteca por falta de interesse pela leitura. Por outro lado, além de atrair, essas obras têm alcance restrito: o aluno, em casa, pode não ter computador ou internet”. Dados do Ibope Media mostram que no terceiro trimestre de 2012, 94,2 milhões de brasileiros, menos da metade (47,5%) tinham acesso à internet.

Priscilla afirma também que os meios digitais podem ajudar no desempenho dos estudantes ou atrapalhar. Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) de 2007 concluiu que as escolas com acesso à internet têm maior eficiência, que se reflete no desempenho dos estudantes. O mesmo estudo mostrou que os laboratórios podem ser mal utilizados, levando ao pior desempenho por “alocar equivocadamente” o tempo dos estudantes. “Os alunos estão adaptados, têm maior convívio com os meios digitais, mas muitos professores não têm esse conhecimento. O recurso audiovisual é bom quando se sabe usar”, diz a pesquisadora.

Para melhorar o acesso, o Ministério da Educação (MEC) já distribuiu 382.317 tablets. A meta é chegar a 600 mil até o final deste ano. Na primeira etapa, os equipamentos serão destinados a professores de escolas de ensino médio. Apenas o Amapá e o Maranhão não aderiram ao programa. Estão previstos conteúdos de domínio público, outros disponibilizados pelo MEC e pela Khan Academy. Por ano, o ministério investe cerca de R$ 1 bilhão pelo PNLD.

De acordo com o presidente Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), o setor busca o aperfeiçoamento na área para atender à demanda cada vez maior. Ele explica no entanto, que os preços não devem sofrer muitas alterações: “É possível que fique mais barato com a eliminação da cadeia de custo do papel. No entanto, surge outra cadeia, que envolve hospedar a obra em algum servidor para acessá-la pela internet entre outros. No fim, trocam-se alguns custos por outros”.

O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara defende um modelo já adotado nos Estados Unidos, o chamado Recursos Educacionais Abertos (REA), por meio do qual o governo compra os direitos autorais das obras. Isso permitiria que os professores tivessem acesso facilitado não apenas a uma obra por disciplina (como ocorre pelo PNLD), mas a todas as disponibilizadas pelo MEC. “O professor pode usar 20, 30 obras, variando em cada aula como achar melhor”. O REA consta no Projeto de Lei 1513/2011, em tramitação na Câmara dos Deputados. A Abrelivros adianta que caso o modelo passe a vigorar, deverá ser cobrado um valor adequado à disponibilização do conteúdo.

Cerveja para jornalistas desempregados é lançada nos EUA

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cerveja_unemployed Nova bebida foi criada por um repórter americano após ser demitido de um semanário no estado de Connecticut.

Publicado no Jornalistas da Web

Uma cerveja preta “tão obscura quanto o futuro do jornalismo americano”. É como o próprio criador define a Unemployed Reporter Porter (Repórter Desempregado), uma cerveja criada especialmente para jornalistas desempregados. A bebida foi lançada por Jon Campbell, um jornalista americano (desempregado, diga-se de passagem) que decidiu se dedicar à produção da nova cerveja, em vez de tentar seguir carreira em algum veículo.

Campbell passou sete meses trabalhando no Hartford Advocate, um semanário de Connecticut, antes de ser demitido em uma leva de cortes de pessoal, em 2011. Agora, o mesmo veículo publicou uma nota divulgando o produto, que traz no rótulo um jornalista chorando diante de uma máquina de escrever. O lema escrito na garrafa é tão tragicômico quanto: “A primeira cerveja feita por um jornalista de papel para jornalistas de papel”.

As ironias não param por aí. Segundo o criador da nova bebida, Porter foi uma cerveja escura muito popular entre os marinheiros do século XIX. Logo, a Unemployed Reporter Porter é, ainda de acordo com o rótulo, “feita à mão, na mesma antiga tradição, em homenagem a uma profissão igualmente condenada ao declínio e à irrelevância”, fazendo uma referência ao jornalismo impresso. JW.

Via Clases de Periodismo, CT.com.

dica do Tom Fernandes

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