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Escutar música durante estudo melhora aprendizado, aponta pesquisa

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Publicado por UOL

Segundo pesquisa britânica, escutar música durante o estudo pode melhorar o desempenho dos alunos. Para atingir bons resultados, o estilo de música deve ser selecionado conforme a disciplina a ser estudada.

A pesquisa mostra que os estudantes que escutaram música clássica durante seus estudos tiveram um desempenho em média 12% melhor em suas provas de matemática. O estudo foi financiado pelo serviço de música online Spotify.

“A melodia e a escala tonal em músicas clássicas, como ‘Fur Elise’ de Beethoven (60-70 batidas por minuto), ajudou os alunos a estudarem por mais tempo e a reterem mais informação”, afirma a psicóloga Emma Gray ao jornal britânico Metro. “Músicas nessa escala induz a um estado de relaxamento em que a mente está calma, mas alerta. A imaginação é estimulada e a concentração ampliada. Isso é o que melhora o aprendizado.”

Para quem estuda ciências, humanidades e línguas, canções pop como Miley Cyrus e Justin Timberlake são adequadas.

“O lado esquerdo do cérebro processa informações factuais e resolve problemas, que são as habilidades necessárias para quem estuda essas áreas”, afirma. “Ouvir música com 50-80 batidas por minuto, como ‘We Can’t Stop’, de Miley Cyrus, e ‘Mirrors’, de Justin Timberlake tem um efeito calmante que conduz o cérebro ao pensamento lógico, o que permite à mente aprender e lembrar fatos novos”, disse a pesquisadora ao Metro.

Para estudantes de arte e teatro, a pesquisadora sugere que escutem rock e música pop. “Canções como ‘Firework’, de Katy Perry, e ‘I Can’t Get No (Satisfaction)’, dos Rolling Stones, produzem um estado de excitação da mente que estimula a performance criativa”

Venda de livros cai 7,4% com governos comprando menos

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Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

A venda de livros caiu 7,36% no Brasil em 2012 na comparação com 2011, consideradas as vendas para o governo e para o mercado. Foram 470 milhões de exemplares em 2011, ante 435 milhões no ano passado.

Com isso, o setor editorial teve seu pior desempenho na década, encolhendo 2,64% –o faturamento passou de R$ 4,8 bilhões para quase R$ 5 bilhões, mas cresceu abaixo da inflação, de 5,84% (no índice IPCA).

Nos últimos anos, as editoras, que resistiram bem à crise internacional no setor em 2009, já vinham registrando crescimento cada vez menor. O mais recente levantamento anual do setor foi divulgado na terça (30) pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e pelas entidades Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e CBL (Câmara Brasileira do Livro).

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

A maior queda foi nas compras por governos, que adquiriram 10% menos títulos no ano passado.

Se em anos anteriores as compras governamentais evitaram o encolhimento do setor, desta vez puxaram os números para baixo. Desconsiderada a aquisição pública, o faturamento das editoras foi 0,49% maior, em vez de 2,64% menor.

Leonardo Muller, coordenador da pesquisa da Fipe, explica que as compras do governo variam ano a ano conforme as séries escolares contempladas pelo maior programa do país, o PNLD (Plano Nacional do Livro Didático).

TÍTULOS

No setor como um todo, houve uma pequena redução no número de títulos impressos produzidos, de 58.193, incluindo novos e reeditados, para 57.473.

A pesquisa mostrou também que o livro no Brasil ficou 12,46% mais caro em 2012, após oito anos de queda no preço ou crescimento abaixo da inflação.

Descontada a inflação, o aumento foi de 6,25%. O preço médio na venda das editoras para as livrarias passou de R$ 12,15 para R$ 13,66. Segundo a Fipe, o preço deflacionado ainda é 41% menor que em 2004.

“Há uma queda acumulada há bastante tempo. Podemos levantar hipóteses para o aumento, como o preço do papel. É provável que a perda de margem das editoras tenha começado a ser reposta”, diz Muller.

A pesquisa também abordou a produção de livros digitais. Em 2012, foram produzidos 7.664 e-books e aplicativos de livros, cujas vendas alcançaram 235 mil exemplares, com faturamento de R$ 3,9 milhões –menos de 0,01% do faturamento total do mercado.

METODOLOGIA

O levantamento da Fipe é realizado partir de dados informados por editoras, o que sempre torna os dados passíveis de questionamentos.

Com a chegada de multinacionais como Nielsen e GFK, que medem as vendas na boca do caixa das próprias livrarias, o Brasil deve ter números mais confiáveis nos próximos anos.

Nesta edição, 197 editoras participaram da pesquisa, dentro de um universo de 734 empresas do gênero no país.

Considerando que as principais editoras participaram, a amostra utilizada corresponde a 46% do faturamento do setor.

19 clichês de capas de livros

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Alessandro Martins, no Livros e Afins

Alguns estilos de capas de livros são tão manjados, tão clichês que acabam sendo repetidos indefinida e descaradamente. Basta que surja um novo best-seller para que você veja esse curioso fenômeno acontecer.

É quase uma maneira de as editoras indicarem ao leitor de um gênero ou subgênero de que se trata mais ou menos do mesmo conteúdo daquele outro livro que ficou famoso em determinado estilo.

Em alguns casos, o leitor pode acabar comprando por achar que se trata daquela obra mesmo, enganado. Sei lá.

Esse tipo de comportamento das editoras demonstra o quanto elas valorizam determinada obra pelo que realmente ela é ou pelo quanto ela pode vender para um determinado tipo de público.

Se uma editora resolve investir em um design original, certamente é porque o livro tem, dentro do possível, uma boa dose de originalidade e ela estará oferecento ao seu público uma quantidade mínima de arte e autenticidade. É o caso em que é justo se julgar o livro pela capa.

Vi este post originalmente no BuzzFeed: 19 capas de livro clichês.

1. O assustador “homem-sihueta”

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2. Mulher segurando uma gaiola vazia

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3. O homem ao lado da cerca

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4. Uma mulher com um vestido branco

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5. Mulher usando um longo, com as costas expostas

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6. O carinha com espada

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USP propõe bônus a aluno de escola pública que se define preto

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Fábio Takahashi, na Folha de S.Paulo

A USP votará neste mês proposta que prevê a criação de bônus de 5% no vestibular para candidatos de escolas públicas que se declararem pretos, pardos ou indígenas. Hoje, não há benefício específico para esse grupo.

Está previsto ainda aumento do bônus para demais alunos da rede pública, que pode ir dos atuais 15% a até 20%.

Ou seja, um aluno pardo que cursou o ensino básico na rede pública poderá ter um acréscimo de até 25% na sua nota no vestibular. Hoje ele só pode chegar aos 15%.

O modelo é uma resposta à proposta apresentada em dezembro pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e pelos reitores de USP, Unesp e Unicamp. Consultadas, as unidades da USP rejeitaram diversos pontos.

Editoria de arte/Folhapress

Editoria de arte/Folhapress

Um dos pilares do projeto inicial era a criação do “college”, um curso superior semipresencial, de dois anos, para alunos da escola pública. Os que fossem aprovados entrariam nas universidades sem passar por vestibular.

Essa ideia não consta no novo documento desenhado pela universidade.

A instituição decidiu apostar no aumento dos bônus para atingir as metas do projeto inicial (que estão mantidas): 50% de calouros de escolas públicas, em cada curso, sendo 35% deles pretos, pardos e indígenas.

Hoje, 28% dos aprovados na USP são da rede oficial.

O prazo para chegar aos patamares, porém, foi alterado, de 2016 para 2018.

DIVERGÊNCIAS

A nova proposta da USP, à qual a Folha teve acesso, é uma síntese das sugestões feitas pelas suas 42 unidades. Ela foi sistematizada pela pró-reitoria de graduação e será votada no seu conselho.

Segundo a reportagem apurou com membros do órgão, a maioria dos itens da proposta deve ser aprovada com facilidade.

Apenas o trecho sobre pretos, pardos e índios deve sofrer resistências. Nas discussões internas, o projeto inicial do governo e dos reitores sofreu críticas diversas e até opostas.

A direção da Faculdade de Medicina, por exemplo, entendeu que ele mudaria muito o perfil do alunato, o que poderia reduzir a qualidade da USP.

Já a FFLCH (área de humanas) disse haver espaço para uma opção mais ousada, com adoção de cotas –reserva de vagas a alunos de escolas públicas, pretos, pardos e índios.

Já o “college” foi criticado pela maioria das faculdades, que entenderam que seria pouco atrativo deixar alunos dois anos em curso “à parte”.

A nova proposta da USP tenta acomodar as divergências internas.

Em carta às faculdades, a pró-reitora de graduação, Telma Zorn, afirma que o prazo mais longo para atingir as metas foi colocado para que o processo seja feito “de modo responsável”.

A reitoria disse que não se manifestará agora publicamente porque a proposta pode mudar. O projeto prevê ainda um cursinho para mil alunos, ministrado pela USP.

Livro analisa a história e arquitetura de 300 teatros do Rio de Janeiro

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O Teatro Municipal, construído entre 1904 e 1909, mereceu atenção especial por suas singularidades

Imagem do Teatro Municipal extraída do livro 'Teatros do Rio', de José Dias. Terceiro / Divulgação

Imagem do Teatro Municipal extraída do livro ‘Teatros do Rio’, de José Dias. Terceiro / Divulgação

Luiz Felipe Reis, em O Globo

RIO – “O primeiro teatro do Rio pegou fogo, e dizem que foi o cara que construiu o segundo, o Manuel Luiz, quem provocou o incêndio. Mas o dele também acabou sendo destruído por um incêndio. Nossos teatros, aliás, sempre pegaram fogo, rapaz”, conta o cenógrafo e diretor de arte José Dias, enquanto folheia algumas das 744 páginas do livro “Teatros do Rio — Do século XVIII ao século XX” (Funarte).

Dias refere-se à Casa de Ópera do Padre Ventura, construída em 1767, num endereço “estratégico” da cidade: entre a Rua da Vala e a Rua do Fogo, nomeada assim por atravessar a Chácara do Fogo, uma fábrica de fogos de artifícios. A relação entre a cidade e seus teatros — muitos já consumidos pelo tempo, e não só por conta de incêndios — é lembrada no livro, que dá vida nova ao que o passado transformou em cinzas.

— Eram teatros de madeira, com muitos tecidos, iluminados por lamparinas, pegavam fogo facilmente — afirma Dias.

A Casa de Ópera do Padre Ventura foi desativada em 1769. Mas nem todos os teatros que arderam em labaredas sumiram do mapa. É o caso do São João, inaugurado em 1813, logo após a chegada da corte portuguesa ao país.

— Ele foi construído na Avenida Passos, para servir aos anseios culturais da corte. Logo depois (1816) recebemos a missão artística francesa, que tinha o objetivo de transformar a cidade. O São João pegou fogo três vezes! Mas continua aí até hoje. É o Teatro João Caetano.

Enquanto desfia histórias, Dias caminha pelos corredores do Teatro Municipal e comenta a reforma que supervisionou há menos de dois anos na casa, detalhando características da caixa cênica, do urdimento, das coxias, dos camarins, das medidas e dos materiais.

— Esse teatro está sobre mil toras de madeira, porque tudo aqui embaixo é pântano, é um charco, na reforma a gente pôde ver — conta Dias.

A publicação passeia por 300 endereços, da cidade e do estado do Rio, dissecados em termos históricos e arquitetônicos. Mas o Municipal, construído entre 1904 e 1909, mereceu atenção especial: “Ele possui o que os outros não possuem, guarda a proporção de luxo e graça entre a parte externa e a parte interna (…). Muitos edifícios teatrais marcam a que se destinam. Do Theatro Municipal, se tem a visão de um templo, a imediata certeza do fim a que se destina”, diz o livro.

Foi justamente a forma, ou a volumetria, como prefere o autor, que o levou a iniciar a pesquisa. Foram cinco anos de trabalho, resultando na tese de doutorado que Dias defendeu em 1999, na Escola de Comunicação e Artes da USP. O texto serviu de base para o livro, que traz uma linguagem mais coloquial.
Entre as salas que desapareceram, ele cita a importância do Teatro República (onde hoje está a TV Brasil, na Rua Gomes Freire), que recebeu a estreia do musical “Hair” (1969) e peças dirigidas por Gianni Ratto (1916-2005). Lembra também o Teatro Apollo (na esquina das ruas do Lavradio e do Senado), que foi transformado em colégio. E os luxuosos cinematógrafos Rio Branco, convertido em centro comercial, e Odeon, construído em 1909 e que segue funcionando como cinema, na Cinelândia.

— Precisamos de mais teatros que sejam referência arquitetônica — diz o professor da UFRJ e da UniRio. — Após a chegada dos portugueses, em 1808, e com a missão francesa, começaram a ser construídos teatros com volumetria, que além de servirem a espetáculos se tornaram pontos de encontro, como nós fizemos hoje: “Te encontro no Municipal às 16h, o.k.?” O.k.

Cenógrafo dos mais importantes e premiados da história do teatro brasileiro, com 40 anos de carreira e ambientações cênicas criadas para mais de 370 espetáculos no Brasil e no exterior, Dias inquietou-se com os muitos teatros que foram colocados abaixo ou desativados nos últimos séculos. E também com o fato de que vários deles foram se transformando em espaços adaptados, ocupando salas comerciais, galerias e auditórios. Aos poucos, perderam dimensões e charme arquitetônico, além de condições técnicas necessárias para comportar suas concepções cenográficas.

No livro, Dias não reflete sobre o ofício de cenógrafo, mas sobre os espaços que abrigam o seu trabalho. Versa sobre os teatros e suas caixas cênicas, sobre suas possibilidades e limitações. No capítulo inicial, trata das primeiras salas de ópera do período colonial. Depois, passa pelos teatros construídos num Rio tornado capital do país. A seguir, avança pelos teatros do interior do estado. Até chegar ao século XX, quando há o surgimento dos cineteatros, a migração das casas de espetáculo do Centro para a Zona Sul, a abertura dos teatros de shopping, o surgimento dos centros culturais.

— Nós, artistas e técnicos, acabamos nos sujeitando a aceitar espaços inadequados, sacrificando nossa arte — diz o autor. — Com o Golpe de 1964, por exemplo, as comédias passaram a ocupar os principais teatros da cidade, e sem dinheiro e espaço, muitos artistas e grupos tiveram de se adaptar a verdadeiros buracos transformados em teatro. Eu, como cenógrafo, tenho que me sacrificar para adequar os cenários a esses espaços. Você planeja uma coisa e, quando a peça vai para outro teatro, o cenário é mutilado por um lugar que foi projetado por quem não tinha noção das necessidades. Foi por isso que a pesquisa sobre a arquitetura cênica entrou na minha vida.

E tão cedo não vai sair.

— Este livro só vai até 1999. Desde então, não parei de pesquisar — conta ele. — Todo teatro a que eu vou, peço a planta. Mas agora o projeto é maior, é escrever sobre os teatros de todo o Brasil.

Até hoje Dias carrega a frustração de não ter visto concretizado o plano de transformar a Av. Chile numa Broadway carioca, mas vê com bons olhos a inauguração recente de vários novos teatros na cidade.

— A reforma do Casa Grande, a inauguração da Cidade das Artes e do Teatro Bradesco…. Espero que surjam muitos outros.

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