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27 livros para morrer antes de ler

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Carlos Willian Leite, na revista Bula

Em 2012 pedimos a colaboradores, leitores e seguidores, que apontassem, entre livros conhecidos de autores brasileiros ou estrangeiros, quais eram os piores que haviam lido. Nos meses de junho, julho e agosto de 2013 refizemos a enquete. Mais de 700 votos foram computados. A partir das respostas, foi elaborada uma lista sintetizando a opinião dos participantes. Diferentemente da lista anterior, nesta foi selecionado apenas um livro por autor — o que obteve o maior número de citações.

Como nas listas anteriores (sobre os piores de cada gênero artístico) — o objetivo da enquete não é ridicularizar ou ofender o gosto alheio, é, sobretudo, uma diversão e reflete apenas a opinião dos participantes consultados. Se podemos ter a lista de nossas preferências, por que não podemos ter a lista daquilo que não gostamos? O resultado, embora seja uma brincadeira, não deixa de ressaltar a validade da célebre frase de Mark Twain: ”Aquele que lê maus livros não leva vantagem sobre aquele que não lê livro nenhum”.  Eis o resultado baseado no número de citações.

 

Crepúsculo — Stephenie Meyer

O Código Da Vinci — Dan Brown

Cinquenta Tons de Cinza — E. L. James

A Hora da Estrela — Clarice Lispector

A Cabana — William Paul Young

A Última Música — Nicholas Sparks

Iracema — José de Alencar

Diário de um Mago — Paulo Coelho

Escrito nas Estrelas — Sidney Sheldon

De Volta à Cabana — C. Baxter Kruger

Mein Kampf — Adolf Hitler

Guia-Mapa de Gabriel Arcanjo — Nélida Piñon

Montanha Gelada — Charles Frazier

O Lado Bom da Vida — Matthew Quick

Estorvo — Chico Buarque

A Moreninha — Joaquim Manuel de Macedo

O Silêncio das Montanhas — Khaled Hosseini

As Parceiras — Lya Luft

Um Toque de vermelho — Sylvia Day

Como Desaparecer Completamente — André de Leones

O Clube dos Anjos — Luís Fernando Verissimo

A Entrega: Memórias Eróticas — Toni Bentley

Corpo Presente — João Paulo Cuenca

O Segredo — Ronda Byrne

O Último Templário — Raymond Khoury

A Suavidade do Vento — Cristóvão Tezza

A Caverna — José Saramago

Casa comprada por Elizabeth Bishop mantém viva a memória da escritora em Minas

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Localizada em Ouro Preto, a Casa Mariana serviu de residência temporária da poeta norte-americana até a sua morte, em 1979

Publicado no Uai

“Um caminhão Mercedes-Benz, enorme e novo, chega e domina a cena. Na carroceria, botões de rosa brilham, enquanto o para-choque anuncia: CHEGOU QUEM VOCÊ ESPERAVA. O motorista e o ajudante lavam o rosto, o peito, o pescoço. Lavam os pés, os sapatos, depois se recompõem.” Em duas das 16 estrofes de ‘Pela janela: Ouro Preto’, a poeta norte-americana Elizabeth Bishop expõe observações cotidianas e banais que tinha de uma certa janela da Rua Conselheiro Quintiliano. Pois foi do alto do casarão da amiga Lili Correia de Araújo, a quem o poema é dedicado, que ela observou uma residência logo abaixo. O que lhe chamou a atenção da casa, então em péssimo estado, foi o telhado, “como uma lagosta emborcada.”

Quarenta e oito anos depois dessa observação, é outra senhora de cabelos brancos quem relembra a história. Bishop comprou em 1965 a casa, datada do final do século 17, início do 18. Durante três anos, empreendeu uma extensa reforma no imóvel de 500 metros quadrados, situado numa área de 7 mil metros. Ficou com a casa até sua morte, em 1979, mesmo que nos anos finais pouco a tenha frequentado. Linda Nemer, economista e socióloga aposentada, a comprou da herdeira da poeta, Alice Methfessel, em 1982. Desde então, pouca coisa mudou. À exceção das estantes abarrotadas de livros, que ocupavam a residência, que Bishop levou para os EUA quando retornou ao país natal, em meados dos anos 1970, boa parte dos móveis continua como na época de sua moradora ilustre.

Elizabeth Bishop (Miranda Otto) e Carlota de Macedo Soares (Glória Pires) no filme 'Flores Raras', de Bruno Barreto (Globo Filmes / Divulgação)

                                  Elizabeth Bishop (Miranda Otto) e Carlota de Macedo Soares (Glória Pires) no filme ‘Flores Raras’, de Bruno Barreto

A passagem da poeta pelo país é retratada no filme ‘Flores raras’, de Bruno Barreto, recém-chegado aos cinemas. Mas o que está em foco na tela é a relação de Bishop com Lota de Macedo Soares, arquiteta autodidata que planejou o Parque do Flamengo. A maior parte da narrativa, baseada no livro ‘Flores raras e banalíssimas’, de Carmen L. Oliveira, é centrada no período em que as duas viveram, entre os anos 1950 e 1960, em Petrópolis e no Rio de Janeiro. Ouro Preto é relegada a alguns momentos na parte final, quando o casal visita amigos na cidade histórica. A vivência de Bishop em Minas Gerais se intensifica depois da morte de Lota, em 1967. E é essa a mulher com quem Linda Nemer e sua família conviveram muito proximamente.

Foi o irmão caçula de Linda, o artista plástico José Alberto Nemer, quem primeiramente ficou amigo dela – ele chegou a ter, na Casa Mariana (o nome é homenagem à poeta Marianne Moore, mentora de Bishop), um quarto reservado. Linda logo se tornaria também amiga. Como a família Nemer é de Ouro Preto, os laços se estreitaram. Tanto que a poeta deixou de herança para Linda cinco salas comerciais no Rio de Janeiro. Para ela, Elizabeth, como a chama, sempre foi a senhora um tanto solitária, que bebia muito, mas era de uma delicadeza a toda prova. Capaz de providenciar um tecido que vinha do Norte da Europa somente para presenteá-la (isso depois que Linda elogiou o vestido) e de ir para a cozinha para preparar algo para os amigos.

O quarto que pertenceu a Bishop é o menor dos cinco da Casa Mariana (a cama, com cabeceira do chamado “pescoço de cisne”, é utilizada por Linda hoje em outro quarto). No vidro da janela está inscrita a data de nascimento do chef Jesse Dunfod Wood (22 de outubro de 1977), que teria nascido no quarto de Bishop a pedido do pai, o pintor Hugh Diarmid Dunford Wood, fã da poeta. Mas a porta desse ambiente cai num outro muito maior, o antigo escritório da poeta, hoje transformado em quarto de hóspedes.

Histórias

Detalhista, Bishop mandou vir dos EUA a grande banheira branca, que havia pertencido a um hotel. Da Inglaterra são a lareira da sala e o aquecedor do banheiro. Na sala principal, um detalhe, emoldurado, mostra a construção original da casa (pau a pique, com amarração em couro). Bem próximo está a escrivaninha que pertenceu a José Eduardo de Macedo Soares, fundador do jornal ‘O Imparcial’, precursor do ‘Diário Carioca’. Por sua antiguidade, a casa guarda histórias que não têm nada a ver com a passagem de Bishop por Ouro Preto. Há inclusive uma lenda que diz que a cabeça de Tiradentes teria sido enterrada ali – um importante maçom foi dono da casa em seus primeiros tempos e teria roubado a cabeça de Joaquim José da Silva Xavier.

Entretanto, é a passagem de Bishop que leva pesquisadores, turistas e curiosos a visitarem a Casa Mariana. Há alguns anos, Linda, que vive em Belo Horizonte, pensou em vendê-la, quem sabe para uma instituição “que fizesse dessa casa um museu da Elizabeth, que a mantivesse, a deixasse a salvo.” Como não apareceu ninguém, ela parou de pensar no assunto. “E meus sobrinhos vêm muito para cá, então fica para eles. Tenho 82 anos. O que vou fazer com o dinheiro nessa idade?” Mas se atualmente houvesse algum interesse que fizesse do memorial o lugar que ela imagina – e que Bishop, certamente, merece – Linda voltaria a pensar no caso.

A escritora norte-americana na Casa Mariana, em registro de 1970 (Arquivo/O Cruzeiro/EM/D.A Press)

A escritora norte-americana na Casa Mariana, em registro de 1970

Elizabeth por Linda

» Sem tradução

“Ela bebia muito. Às vezes chegava lá em casa carregada pelo motorista. Nessa época, em Belo Horizonte, morávamos na Rua Herval (na Serra). A gente cuidava dela. Eu saía para trabalhar o dia todo e a mamãe (uma libanesa que nunca foi fluente em português) cuidava dela. Um dia, quando cheguei, ela me falou: ‘Passei a tarde conversando com a sua mãe. Foi muito agradável’. ‘Sobre o que vocês conversaram?’, perguntei. ‘Não sei, porque ela não entendia a minha língua e eu também não entendia a dela’.”

» Amiga famosa

“Um dia, cheguei aqui e ela estava com uma caixinha de sapato amarrada com uma fita. Me disse: ‘Linda, você não faz confiança em mim, mas sou uma pessoa famosa. Se na velhice você precisar de dinheiro, venda esses papéis que vai ter um apoio’. Peguei a caixa e levei para casa. Como viajava muito, falei para mamãe, que de vez em quando dava uma limpeza e jogava papel velho fora: ‘Mamãe, esses aqui não pode jogar fora’.”

» Papéis velhos

“Uma professora veio me perguntar coisas sobre a Elizabeth. Mostrei para ela a caixa. Pois ela foi para Vassar (a faculdade norte-americana em que Bishop estudou e que hoje guarda grande parte de seu acervo) e contou dos papéis. Ligaram-me insistentemente até que concordamos que eu iria até lá levá-los. Quando cheguei a Vassar, tinha um professor de português me esperando, me hospedaram num quarto enorme na universidade. Era tão bem montado que tinha 14 lâmpadas, eu contei. Eu ficava assim porque para mim a Elizabeth era uma pessoa comum, uma amiga mais idosa, uma senhora estrangeira que tinha poucos amigos em Ouro Preto, que bebia e que a gente ajudava quando precisava. Pois a diretora da biblioteca de Vassar só deixou eu abrir a caixa numa sala que era à prova de fogo. Uns experts de Nova York viram que eram autênticos. Nós negociamos e eu os vendi por US$ 25 mil. Era uma caixa de papel velho, com ótimos manuscritos, rascunhos de poemas e reflexões.”

» Coisa de escritoras

“Antes de vir ao Brasil, uma vez ela perguntou a Marianne Moore (mentora de Bishop) o que ela queria do país. Disse para levar uma coisa vermelha. Elizabeth foi a um antiquário e achou rubis. Quando a Marianne já estava muito doente, foi visitá-la e a família falou para que escolhesse uma lembrança. Ela escolheu a abotoadura de rubi. E me deu depois. Então, fui a uma solenidade em Petrópolis com o Affonso Romano e a Marina Colasanti, muito meus amigos. Durante o jantar, bati no copo, todo mundo fez silêncio. Contei essa história e dei as abotoaduras para a Marina. ‘Coisa de escritoras, fica para vocês’.”


 

 

 

 

Elizabeth Bishop, a poetisa americana de ‘Flores Raras’

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Meire Kusumoto, na Veja

Quando o nascimento da poetisa americana Elizabeth Bishop (1911-79) completou 100 anos, em fevereiro de 2011, as comemorações no Brasil foram tímidas, sem grandes eventos ou relançamentos. Uma injustiça com um dos maiores nomes da poesia americana do século XX, que viveu por cerca de 20 anos, entre idas e vindas, em terras brasileiras, de onde saiu boa parte de sua produção. Uma injustiça que o livro Conversas com Elizabeth Bishop (Autêntica Editora, 192 páginas, 39,90 reais), uma reunião de entrevistas com a escritora lançada agora, e o filme Flores Raras, do cineasta Bruno Barreto, que entra em cartaz nesta sexta-feira, ajudam a desfazer.

Foi no Brasil que Elizabeth viveu dois momentos cruciais, costumeiramente os mais lembrados quando se trata da biografia da poetisa: o anúncio de que ela tinha ganhado o Prêmio Pulitzer, em 1956, e o seu intenso relacionamento amoroso com a arquiteta carioca, embora nascida em Paris, Maria Carlota de Macedo Soares (1910-67), entre 1951 e 1967, quando Lota, como era chamada, cometeu suicídio. O romance deu origem ao livro Flores Raras e Banalíssimas (Rocco, 248 páginas, 34,50 reais), da escritora Carmen Oliveira, que acaba de ganhar nova edição de carona no filme de Barreto, ao qual serviu de base.

Biografia – Quando embarcou no navio SS Bowplate em Nova York rumo ao Brasil, em 1951, Elizabeth Bishop tinha 40 anos e planos de viajar pela América do Sul em busca de um sentido para a vida, até então marcada por perdas. Seu pai, William Thomas Bishop, morreu de insuficiência renal crônica quando ela tinha apenas oito meses e, a mãe, Gertrude, abalada, foi aos poucos perdendo o equilíbrio mental. Em 1915, mãe e filha se mudaram para Nova Escócia, no Canadá, onde residia a família de Gertrude e onde ela se internou no ano seguinte em uma clínica psiquiátrica. Elizabeth nunca mais veria a mãe, que em 18 anos morreria no mesmo hospital.

Sem os pais, a futura poetisa ficou sob os cuidados dos avós maternos até 1917, quando foi assumida pelos paternos e levada de volta para a sua cidade natal, Worcester, em Massachusetts. Ainda que tivesse conforto no lar dos abastados Bishop, Elizabeth se sentia só e abandonada, situação que piorou quando desenvolveu asma e uma série de alergias, que a impediram de frequentar a escola regular. A solidão era um mal que ela custou a superar: em 1948, escreveria para o amigo e poeta Robert Lowell, dizendo que era a pessoa mais solitária que já havia existido. Ao chegar ao Brasil, contudo, se sentiria em casa. Se não pelo próprio país, ao menos pela relação com Lota.

No ano seguinte, foi morar com uma tia e seu marido, Maude e George Shepherdson, que eram pagos para cuidar da menina, mas davam afeto e a deixavam visitar a família nas férias. Educada em casa, Elizabeth teve professores particulares e amplo acesso à biblioteca da tia, onde havia volumes de poetas como Robert Browning, Alfred Tennyson e Henry David Thoreau. Ela chegou a frequentar a escola por um ano, entre 1926 e 27, mas a sua educação formal só começou de fato em 1928, quando foi enviada para um internato na cidade de Natick. Em 1930, ela iniciou o ensino superior na Vassar College, em Poughkeepsie, estado de Nova York, onde se formou em Literatura Inglesa. Sem necessidade de trabalhar graças à herança que o pai, dono de uma construtora, havia deixado, após a formatura se dedicou a viajar e a escrever o primeiro livro, Norte e Sul, publicado em 1946, poucos anos antes de deixar os Estados Unidos.

Conheça as principais obras de Elizabeth Bishop

Norte & Sul / North & South (1946)

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Primeiro livro de poesia de Elizabeth Bishop, foi publicado enquanto a poetisa ainda estava nos Estados Unidos, em 1946. A obra reúne poemas escritos em diversos lugares dos EUA e em Paris, frutos das muitas viagens que a escritora fez durante a juventude, entre os anos 1930 e 40. No Brasil, algumas poesias de Norte & Sul foram publicadas no livro Poemas Escolhidos (tradução de Paulo Henriques Britto, Companhia das Letras, 416 páginas, 44,50 reais), um dos dois únicos volumes de versos (ambos coletâneas) de Elizabeth lançados no país pela Companhia das Letras. O outro é Poemas do Brasil, atualmente esgotado.

Chemin de Fer

Sozinha nos trilhos eu ia,
coração aos saltos no peito.
O espaço entre os dormentes
era excessivo, ou muito estreito.

Paisagem empobrecida:
carvalhos, pinheiros franzinos;
e além da folhagem cinzenta
vi luzir ao longe o laguinho

onde vive o eremita sujo,
como uma lágrima translúcida
a conter seus sofrimentos
ao longo dos anos, lúcida.

O eremita deu um tiro
e uma árvore balançou.
O laguinho estremeceu.
sua galinha cocoricou.

Bradou o velho eremita:
“Amor tem que ser posto em prática!”
Ao longe, um eco esboçou
sua adesão, não muito enfática.

(Tradução de Paulo Henriques Britto) (mais…)

Bispo Macedo quer bater um recorde mundial neste sábado

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Lauro Jardim, na Veja on-line

Livro já vendeu 500 000 exemplares

Livro já vendeu 500 000 exemplares

Edir Macedo não vai – está no exterior. Mas a editora Planeta e a Saraiva discutem hoje os detalhes finais do que se pretende o maior lançamento de um livro da história do Brasil. Ou do mundo, conforme ambição declarada da turma.

A biografia de Macedo, Nada a Perder, será lançada amanhã no NorteShopping, no Rio de Janeiro, num evento em que os organizadores pretendem levar 160 000 pessoas ao local. É isso mesmo: 160 000 livros num dia.

O local não foi escolhido à toa. Perto do shopping fica o primeiro templo erguido por Macedo ainda no final dos anos 70. Hoje, lá funciona um mega quartal-general da Universal no Rio de Janeiro.

Um gigantesco esquema, que inclui, claro, voluntários da Universal, está sendo montado para que se alcance um volume de vendas tão superlativo.

Executivo da Record torna vida de bispo Macedo best-seller

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Alberto Pereira Jr., na Folha de S.Paulo

Douglas Tavolaro, 36, vice-presidente de jornalismo da Record, prefere os bastidores.

Neste ano, no entanto, teve de trocar as salas de reuniões pelos holofotes.

Coautor de “Nada a Perder” (Planeta, 2012), biografia de Edir Macedo, ele representa o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus nos lançamentos, desde agosto.

Nesse período, o primeiro volume de uma trilogia a ser finalizada até 2014 vendeu mais de 500 mil exemplares, alcançando o posto de livro de não ficção mais vendido do país em 2012.

Edu Moraes/Divulgação/Tv Record
Douglas Tavolaro, vice-presidente de jornalismo da Record
Douglas Tavolaro, vice-presidente de jornalismo da Record

Ao longo de 288 páginas, “Nada a Perder” narra em tom de desabafo passagens polêmicas da vida de Macedo, como os 11 dias em ficou preso, em 1992, acusado de charlatanismo, curandeirismo e estelionato.

“O meu nome foi surrado por anos seguidos. Para quem me odiava, bispo Macedo era sinônimo de bandido. Isso é assim até hoje”, diz um trecho da obra.

O primeiro tomo vai até a internacionalização da Universal. Os próximos tratarão da compra da TV Record pela igreja e da relação de Macedo com as autoridades.

Douglas Tavolaro diz ter colaborado na construção do roteiro, na apuração jornalística dos fatos e na narrativa.

“Existem personalidades com histórias de vida impressionantes mas, se forem mal contadas sob o aspecto literário, elas se tornam enfadonhas, burocráticas, sem vitalidade, distante dos leitores.”

Para escrever a biografia, o coautor gravou mais de cem horas de entrevistas realizadas entre viagens, encontros reservados nas casas do bispo e nas sedes da Universal ao redor do mundo. Por questões de segurança, Macedo não tem residência definida.

“A última entrevista aconteceu em Londres, em abril deste ano. Foram momentos de muita intimidade, desabafos e de reflexões. Não se trata de um livro-reportagem, mas de uma obra para registrar a versão dele para a história de sua vida”, diz.

A partir de janeiro de 2013, o livro, que vendeu 56 mil exemplares em um dia na Argentina, chegará em Nova York, Paris, Londres, além de países como Angola, Moçambique, Filipinas e Hong Kong.

“Existe um projeto para adaptar a trilogia para o cinema, mas em estágio bem embrionário”, finaliza Tavolaro.

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