Contando e Cantando (Volume 2)

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Com dívida de R$ 120 milhões, Laselva pede recuperação judicial

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Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Maior rede de livrarias dos aeroportos brasileiros, a Laselva entrou com pedido de recuperação judicial no dia 29 de maio, com dívidas estimadas em R$ 120 milhões.

Há quase um ano a empresa não paga as principais editoras do país -há casos de atrasos que chegam a R$ 1 milhão. Recentemente, editoras passaram a fornecer livros apenas mediante pagamento à vista.

Fundada em 1947 por Onófrio Laselva e ainda nas mãos da família, a rede fatura R$ 160 milhões ao ano e chegou a contabilizar 83 lojas, incluindo endereços luxuosos como Daslu e shopping Iguatemi, em São Paulo. Hoje, são 56 lojas em 18 aeroportos, além de uma em um shopping de Maceió.

A recuperação judicial protege a empresa de pedidos de falência. Do total do endividamento, R$ 87 milhões se enquadram na recuperação judicial.

Dívidas com fisco e Previdência não entram.

Enquanto negocia com fornecedores na Justiça, a empresa deixará de obter livros em consignação, como é praxe no mercado editorial.

A aquisição de livros à vista vai restringir ainda mais a oferta de títulos nas lojas da Laselva, já conhecida por focar em bestsellers. Agora, mais do que nunca, a empresa não pode ter livros encalhados no estoque.

Livraria Laselva no aeroporto de Congonhas (SP) / Lalo de Almeida/Folhapress

Livraria Laselva no aeroporto de Congonhas (SP) / Lalo de Almeida/Folhapress

CRISES

A Laselva já passou por diversas crises. A mais recente começou em 2010, quando a empresa venceu licitação para 37 novos pontos em aeroportos, mas não conseguiu recursos para financiar a abertura das lojas.

Para não perder os contratos, arcou com o ônus dos alugueis. Só 16 lojas foram abertas. Outras duas estão nos planos.

Isso foi um golpe no planejamento traçado pela livraria para se recuperar de uma crise anterior, relacionada a uma série de aquisições realizadas nos anos 2000, incluindo a da rede Sodiler. No processo, a Laselva se endividou, principalmente com o banco HSBC.

Há cerca de cinco anos, os sócios chegaram a negociar a venda da empresa para fundos de investimentos, como o Advent, dono dos restaurantes Viena, também presente em aeroportos. Mas as tentativas de buscar um sócio investidor sempre esbarraram na precariedade dos contratos com a Infraero.

Por anos os aeroportos de Galeão e Guarulhos garantiram a maior parte do faturamento do grupo. Mas das seis lojas que a empresa tinha no aeroporto paulista, só restam três. No Galeão, três lojas estão com contratos vencendo em outubro. Uma quarta loja se mantém por força de liminar judicial.

Com o fracasso das negociações com os fundos, a Laselva fez uma reestruturação e conseguiu renegociar parte das dívidas, voltando a conquistar a confiança de editores. Mas o agressivo plano traçado para fazer a empresa voltar a crescer, com dezenas de novas lojas em shoppings e aeroportos, com cafés e restaurantes, esbarrou novamente na falta de crédito.

Em nota, a empresa atribui os problemas ao caos aéreo à crise financeira internacional e, mais recentemente, às mudanças no sistema de licitação da Infraero e à privatização de aeroportos. Esses eventos, segundo a empresa, tiveram impacto no faturamento e no valor dos alugueis.

Versivox e o Livrinho Sonoro

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Guilherme Mendicelli, no Livros e Afins

O  (Página do Versivox no Facebook), um trio litero-musical de Belém-PA, levou, no dia 25 de maio, ao Sesc Boulevard, a apresentação do projeto infantil “Livrinho Sonoro”.

O “Livrinho Sonoro” é um sarau musical criado para o público infantil. Nele se une poesia,  e contação de histórias. A intenção do grupo é transformar a poesia em uma grande brincadeira e fazer com que as crianças adquiram desde cedo a paixão pela literatura.

O enredo é lírico. O principal objeto é um grande livro dentro do qual existem diversos outros. Desses, apenas um é o famoso: “livrinho sonoro”.

Nessa grande brincadeira, o trio usa de todos os artifícios para tratar de temas de importância para as crianças no mundo atual, como amizade, amor à arte e combate ao preconceito.

O Versivox é um trio composto e desenvolvido pelo poeta Carlos Correia Santos e pelos músicos Júnior Cabrali e Alberson Alves. O principal objetivo do grupo é celebrar e espalhar a poesia de uma maneira diferente, com bases sonoras de composição própria do grupo, tanto no universo infantil quanto no universo adulto.

“Queremos, muito abusadamente, fazer o grande público se reaproximar da recitação poética. Nosso compromisso é mostrar que os saraus de poemas podem ser plugados, cênicos. Nosso desejo é ter nas plateias gente de toda idade. Especialmente os jovens, que andam tão distantes da arte das letras”. Explica Carlos Correia Santos.

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Biografia de Steve Jobs ganha versão em mangá

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Escrito por Walter Isaacson, livro que conta a história do ex-CEO da Apple é adaptado para o tradicional quadrinho japonês pela consagrada artista Mari Yamazaki

Steve Jobs: cofundador e ex-CEO da Apple faleceu em outubro de 2011 depois de uma dura batalha contra o câncer (Justin Sullivan/Getty Images)

Steve Jobs: cofundador e ex-CEO da Apple faleceu em outubro de 2011 depois de uma dura batalha contra o câncer (Justin Sullivan/Getty Images)

Gabriela Ruic, na revista Exame

A biografia de Steve Jobs, escrita por Walter Isaacson, está sendo reproduzida em mangá, famosas HQs japonesas. Adaptado através das mãos da consagrada artista Mari Yamazaki, o primeiro capítulo da história está disponível na edição de maio da revista Kiss, publicada mensalmente no Japão e que tem como foco o publico feminino.

Imagens do mangá que conta a história de Steve Jobs: história começa com o encontro entre o ex-CEO da Apple e o escritor Walter Isaacson, autor de sua mais famosa biografia (Reprodução/Exame.com)

Imagens do mangá que conta a história de Steve Jobs: história começa com o encontro entre o ex-CEO da Apple e o escritor Walter Isaacson, autor de sua mais famosa biografia (Reprodução/Exame.com)

A história começa com o encontro entre Jobs e Isaacson, no qual o ex-CEO da Apple pede que o escritor escreva a sua biografia. Além disso, segue contando sobre a infância de Jobs e sua adoção. Já durante a adolescência, Mari mostra as primeiras experiências de Jobs com as drogas até o momento em que conhece outro Steve, o Wozniack, com quem fundaria, anos depois, a Apple.

A loja virtual do Yahoo no Japão publicou as primeiras imagens da adaptação da biografia de Isaacson. Os desenhos mostram um Steve Jobs desenhado de modo realista, com seus conhecidos óculos de grau e blusa preta de gola alta. Contudo, não perde de vista traços tradicionais dos mangás japoneses, especialmente no que diz respeito ao modo como o ex-CEO foi retratado enquanto criança.

Mari Yamazaki é conhecida por ter concebido outro quadrinho de sucesso, a comédia adulta Thermae Romae. A história, que tem como personagem principal um arquiteto romano chamado Lucius, ganhou importantes prêmios como o Manga Taisho e o Tezuka Osamu Cultural Prize, honrarias recebidas pela artista em 2010.

O vídeo abaixo, em japonês e sem legendas, mostra Mari trabalhando na concepção da transformação do livro que conta a história de vida de Steve Jobs em mangá.

dica do William Vidal

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