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Posts tagged Deficientes

Pais de crianças com deficiências lançam livro Sorrindo Para a Vida

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Pais de crianças com deficiências reúnem histórias no livro Sorrindo Para a Vida. A obra está sendo vendida em prol de instituição carente

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Publicado em O Povo

Coitadinho é um diminutivo que não cabe para aqueles que desde o nascimento lutam para viver. Afinal, sem ligar se estão ou não dentro dos padrões médicos ditos “normais”, as crianças só querem brincar, descobrir, sorrir. Os pais delas acham mais adequado chamar seus filhos de “guerreirinhos” e, como quem celebra, contam a história dos seus pequenos “com diagnóstico” em Sorrindo para a vida. O livro reúne relatos de onze famílias fortalezenses e já está à venda em prol de instituição carente ainda não definida.

Na última semana, a pedido do O POVO, cinco dessas famílias se reuniram na clínica Therapias, local onde o projeto nasceu em volta do carinho da fisioterapeuta “mais feliz do mundo”, Elizabeth Gurgel, a tia Lila. Ela assina a organização do livro com o pai de uma das crianças, Suderio Magalhães, que teve a ideia da publicação após ver o desespero de uma mãe que não sabia lidar com deficiência.

Paralisia cerebral, Síndrome de Down e autismo não são protagonistas da festa que é a reunião dessas famílias. “Meu filho me ensinou a viver”, resume o pai do Suderinho. Ele conta que durante a montagem da obra chorou lendo cada um dos textos. “Mas o livro traz emoção, não tristeza”, garante.

A cantora da turma é Anna Sophia, 7, que adora a música A Paz, do Roupa Nova. A mãe dela, Caliny Pinheiro, é só orgulho: “Ela consegue fazer de tudo da forma dela, seja educação física ou dança”. Se cair, não tem problema, Sophia já sabe: “Do chão não passa”.

A menina ouviu um “coisa fofa” de Pedro, 3, que chegou todo sorridente, de gel no cabelo. “Ele é bem sociável, acolhedor. Pedro é o nosso grande amor”, diz Maria do Carmo, mãe do garoto. Ela aprendeu com ele que não importa o “tempo que demorar e, sim, a conquista”.

Junto com os outros, Levi se diverte. “Com ele não tem tempo ruim, tem horas que a gente está estressado, mas quando olha, ele está feliz da vida”, diz Daniel Soares, que conta não se incomodar com a palavra “deficiência”, mas prefere dizer que ele só tem “um probleminha”. “É que é tão pequeno diante da nossa felicidade”.

“As conquistas do meu filho são tão grandes que ele ensina que coisas tão pequenas não valem nada. O que vale é o sorriso”, assegura Jô Peixoto, mãe de Laércio Filho. Ela explica que algumas pessoas se afastaram da família por “não olharem bem” para a criança. “Mas a gente não critica e, sim, procurar agir com delicadeza e normalidade”.

O pai do garoto, Laércio, destaca a importância do livro e dos grupos de pais: “Trocar informações e experiências vai fortalecendo a gente para encarar tudo de forma positiva, como tem que ser”.

‘Queremos ser igual aos outros’, diz aluno surdo que fará o Enem no Rio

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Mais de 3 mil candidatos com deficiência auditiva estão inscritos no Enem.
Instituto no Rio prepara alunos especiais para o exame do MEC.

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Publicado no G1

Com os três dedos do meio apontados para baixo para fazer a letra “m”, seguidos pelo punho fechado virado para cima, simbolizando o “a”, Mamede Martins Neto, de 20 anos, começa a dizer o seu nome na linguagem brasileira de sinais (libras). O jovem nasceu com deficiência auditiva, mas com muita luta seguiu firme nos estudos e está terminando o ensino médio no Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), no Rio. Mamede se prepara para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos dias 8 e 9 de novembro.

Mamede quer estudar letras com especialização na linguagem dos surdos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ajudar as pessoas que, como ele, não conseguem ouvir. “Queremos ser igual a todos os outros alunos, apesar da nossa limitação”, diz o jovem ao G1, em entrevista realizada com o auxílio da tradutora intérprete de libras Rose Fonseca. “Desejamos que não existam preconceitos com a nossa identidade surda e assim a gente possa vencer.”

O jovem e os outros três amigos, Igor Bento Barros Viana, de 18 anos, Luan Moysés Lameu, de 18 anos, e Mariane Souza Menezes de Araújo, de 19 anos, apostam no sucesso na prova do Enem para ingressar em uma universidade. Para eles, a deficiência auditiva será sobreposta por muita dedicação e estudo.

O encontro com os estudantes foi em uma das salas do Ines. Sentados ao redor de uma mesa, todos se mostravam ansiosos para contar suas experiências e suas inseguranças na hora da prova. Mamede e Mariana vão fazer a prova do Enem pela segunda vez. No ano passado, eles acharam a prova difícil por causa do tamanho dos textos das questões e do desconhecimento de algumas palavras.

“Eu sabia que não seria fácil porque os textos são enormes. Muitas palavras também eu não tinha conhecimento. Mas eu vou me esforçar bastante, porque eu preciso desta chance para mudar de vida”, diz Mamede.

Atendimento especial

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Mariane contou que precisou recorrer a ajuda do intérprete na prova de 2013. “Achei muito difícil, o conteúdo era pesado. Eu precisei chamar a tradutora, mas ela não podia me explicar todo o texto, apenas traduzir algumas palavras que a gente tenha dificuldade. Agora estou estudando com materiais das provas antigas. Tomara que eu consiga”, afirma Mariane, também surda de nascença. Ela quer estudar biomedicina.

Igor e Luan concordam com os amigos e acreditam que a maior dificuldade possa ser o português, mas não desanimam: “Já ouvi relatos de muita dificuldade, mas com esforço qualquer um de nós vai conseguir”, afirma Igor, que ficou surdo após uma meningite. Ele quer ser engenheiro de telecomunicações.

Luan, por sua vez, teve audição comprometida por sequelas de uma doença chamada Síndrome de Charge que adquiriu aos três anos. “Eu quero sair daqui e ingressar na faculdade de cinema para fazer roteiros de filmes”, comenta Luan.

Estudo e dedicação

Os quatro jovens contaram que os professores do Instituto estão focando em textos e exercícios do Enem para preparar os alunos. “Isso vai fortalecer mais o nosso conhecimento. Mas temos que nos esforçar muito também”, diz Mariane.

Eles também treinam muito a redação. Para isso, procuram estar por dentro dos assuntos de atualidades por meio da leitura de jornais, internet e noticiário de televisão. Mamede aposta que o tema deste ano será as Olimpíadas de 2016, Igor acredita em assuntos relacionados as eleições e Mariane coloca todas as suas fichas na Copa do Mundo.

Filhos dedicados, eles se transformaram em exemplos na família. “Sou um exemplo de superação, de esforço. Eu trabalho e ainda me dedico ao estudo”, afirma Igor. “Minha mãe morre de orgulho de mim. Ela pensa: não há barreiras para a minha filha”, destaca Mariane.

Cerca de 140 mil crianças com deficiência estão fora da escola

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Yara Aquino, UOL

No país, cerca de 140 mil crianças e jovens estão fora da escola devido a deficiência, transtornos de desenvolvimento, autismo e superdotação, segundo levantamento na base de dados dos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) na Escola e têm até 18 anos. A discussão sobre garantir o direito à educação inclusiva a todos os que têm deficiência é tema da Semana de Ação Mundial, que ocorre entre 21 e 27 de setembro e este ano tem como tema o Direito à Educação Inclusiva – Por Uma Escola e Um Mundo para Todos. Como parte das atividades da semana, um seminário foi realizado hoje (23), em Brasília.

A coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Iracema Nascimento, avalia que houve avanços significativos na inclusão das pessoas com deficiência nas escolas. No entanto, diz que, para ampliar os resultados do trabalho e garantir as matrículas das pessoas com deficiência em escolas regulares, é preciso superar fatores como a falta de estrutura escolar e também ampliar a qualificação de professores e vencer a resistência de famílias. ” Às vezes, há resistência até das famílias, que ficam temerosas de que suas crianças sejam maltratadas”, disse Iracema.

Dados da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, obtidos a partir do Censo Escolar de 2013, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontam que apenas 6% dos professores que atuam na educação básica têm formação continuada específica em educação especial de, no mínimo, 80 horas.

Mãe de um adolescente com paralisia cerebral, Keila Chaves fundou o Centro de Apoio a Mães dos Portadores de Eficiência (Campe). Ela relata que enfrentou dificuldades para matricular o filho em escola regular. Segundo ela, é fundamental que as famílias se mobilizem e busquem informações para garantir o direito à educação inclusiva. “Não sabíamos que a educação era um direito. Quando eu chegava na escola atrás de vaga, a resposta era que lá não era lugar para o meu filho, que a escola não estava preparada. Eu até começava a me condenar por buscar isso para ele”, relata.

Keila conta que sua percepção sobre o direito à educação mudou quando ela tomou conhecimento da Declaração de Salamanca, que trata dos princípios, política e práticas em educação especial. A declaração foi aprovada em 1994 na Conferência Mundial de Necessidades Educacionais Especiais, na Espanha, por representantes de 88 países e 25 organizações internacionais. O documento garante aos portadores de deficiência física o ingresso no ensino regular.

A coordenadora-geral de Articulação da Política de Inclusão no Sistema de Ensino da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, do Ministério da Educação, Suzana Maria Brainer, destaca que os avanços da inclusão dos deficientes na educação são crescentes. Ela ressalta que, embora 140 mil jovens e crianças de até 18 anos que recebem o BPC na Escola ainda estejam fora da sala de aula, esse número chegava a 374 mil em 2007, quando o BPC foi criado.

Índio e deficiente são os que menos terminam ensino médio entre latinos

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Na América Latina, mais de 40% da população indígena entre 12 e 17 anos está fora da escola

Alfabetizão de índios

Em quase todos os países da América Latina os estudantes indígenas e com deficiência são os grupos mais propensos a não terminar o ensino médio.

Em média, na região, mais de 40% da população indígena entre 12 e 17 anos está fora da escola. Além disso, estima-se que apenas 20% ou 30% das crianças latino-americanas com deficiência frequentam a escola.

É provável que dos 50 milhões de jovens portadores de necessidades especiais no continente, cerca de 12,5 milhões não vão obter diploma do ensino médio.

Os dados fazem parte de uma análise do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) intitulada “Vamos lá, Brasil! Por uma nação de jovens formados”.

A partir de oito pesquisas domiciliares em países da América Latina, o órgão identificou que a maioria dos estudantes entre 13 e 15 anos que não frequentam a escola.

Diagnósticos

Numa leitura mais apurada, identifica-se que, na América Latina, os grupos de população mais vulneráveis à evasão escolar no ensino médio incluí jovens de famílias de baixa renda, alunos com deficiência, indígenas e estudantes que vivem em áreas rurais.

Segundo o estudo, as taxas de frequência escolar, conclusão de ano letivo e média de anos de estudos são significativamente mais baixas entre indígenas e deficientes, quando são comparadas às taxas do resto da população.

Fonte: R7

Carioca coordena 2 mil voluntários que gravam livros para cegos

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Atriz Analu Palma é personagem do quadro ‘Os Cariocas’ do RJTV. Veja como se tornar voluntário do projeto Acessibilize-se.

Publicado no

O quadro “Os Cariocas” do RJTV mostra semanalmente gente do bem que contribui para fazer do Rio uma cidade solidária, boa de se viver. Neste sábado (28), a série mostra o trabalho da atriz Analu Palma, que coordena o projeto Acessibilize-se e, com 2 mil voluntários, grava livros para levar cultura aos deficientes visuais. Analu e os amigos dos cegos são os “ledores” dos livros falados.

A voz da atriz são os olhos de muita gente. Carioca de Inhaúma, ela decidiu partilhar o prazer da leitura com quem não consegue ler, por gosto ou necessidade. O estudante Júlio César Careira, por exemplo, faz faculdade de psicologia. Estuda graças à iniciativa de Analu. De tanto ler no ônibus, ele sofreu um deslocamento de retina e perdeu a visão. As publicações em braile não são suficientes.

“As pessoas que são voluntárias não fazem ideia do quanto nos ajudam”, diz Júlio. “Aqui encontramos todo o necessário para ter um futuro melhor”

A programadora de computador Rita também tem deficiência visual. Para ela, é mais fácil entender de linguagens complicadas e números quase indecifráveis do que simplesmente ter acesso a um livro.

Analu começou o projeto por conta própria. Gravava os livros e publicava na internet. Depois, percebeu que, sozinha. seria difícil ajudar o tanto de gente que precisava.Criou uma metodologia e formou voluntários. “Ledores”, como ela chama. Ao todo, 2 mil já fizeram o curso pelo país todo e mais de 600 títulos já foram gravados.

Os alunos aprendem as partes do livro, a lidar com um programa de computador para gravar a narração e têm aulas de colocação da voz. A psicóloga Monique Leal, é voluntária do projeto há três meses e pretende ficar ainda por muito tempo. Cada minuto livre é usado para gravar os livros. “A gravação faz parte do meu dia a dia”, conta.

A voz e o gesto de Analu vêm corrigindo injustiças. Discreta e serenamente, Analu e sua turma vão espalhando palavras preciosas para quem está ansioso por ouvi-las.

Veja como se tornar voluntário do projeto no site http://www.livrofalado.pro.br. Se você conhece alguém que ajuda a melhorar a vida de quem mora no rio, conte para a gente. Envie sua sugestão para o quadro “Os Cariocas”.

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