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10 coisas que você provavelmente não sabe sobre J. R. R. Tolkien

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Ian Castelli, no Mega Curioso

John Ronald Reuel Tokien, ou simplesmente J. R. R. Tolkien, é o homem brilhante que criou o mundo fantástico por trás de obras como “O Senhor dos Anéis”, “O Hobbit” e “O Silmarillion”. Se você não leu os livros dele, você provavelmente já viu alguns dos filmes baseados no rico universo inventado por Tolkien décadas atrás.

Apesar de as suas obras serem extremamente populares, existem muitas pessoas que não conhecem alguns fatos curiosos sobre o Professor Tolkien, como é chamado até hoje pelos seus fãs.

O site Mental Floss reuniu algumas dessas características e nós trazemos esse breve apanhado para vocês também. Quão bem você conhece o criador da Terra-Média, Valinor e Arda no geral? Veja alguns fatos interessantes logo abaixo:

1 – Não foi considerado um típico professor inglês

Tolkien foi um renomado linguista com especialidade em Inglês Antigo e Nórdico Antigo, sendo professor da Universidade de Oxford de 1925 até 1959. Ele foi reconhecido pela quantidade de aulas que ministrou na Universidade, sempre muito além do que o seu contrato demandava. Porém, o mais interessante é o jeito que as aulas de Tolkien possuíam.

Apesar de ser bastante quieto e tímido em público, nas salas Tolkien se transformava com aulas consideradas dinâmicas para a época. Relatos dizem que ele foi a festas em Oxford fantasiado de urso polar, perseguiu um vizinho vestido de guerreiro anglo-saxão com um machado, entre outras histórias. Um aluno dele comentou no passado: “Ele consegue transformar uma sala de aula em um salão de hidromel”.

2 – Não gostou muito de adaptações dos livros

Tolkien foi professor primeiro e depois se tornou escritor, um processo lento e que levou muitos anos para estabelecer os mitos do universo criado por ele. Quando o material publicado fez sucesso, o professor ficou bastante feliz e surpreso, porém recusou várias propostas para adaptar os livros e seus escritos no início – principalmente porque ele achou que essas adaptações não capturavam o escopo épico e nobre das histórias. É no mínimo curioso imaginar o que Tolkien acharia dos filmes dirigidos por Peter Jackson hoje…

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3 – Apaixonado pela profissão

Escrever os livros da Terra-Média foi algo importante para Tolkien, porém não foi seu trabalho principal. O essencial para ele foi ser professor na Universidade de Oxford, sendo que dedicava bastante tempo com os estudos literários e traduções de obras antigas do inglês.

4 – Um homem bastante romântico

Aos 16 anos, Tolkien se apaixonou por Edith Bratt. Contudo, por Tolkien ser católico e Edith protestante, um padre proibiu que os dois se encontrassem até o jovem completar 21 anos. Ao atingir a idade, Tolkien se encontrou com Edith e os dois puderam se conhecer melhor. Posteriormente, ela terminou o noivado e se converteu ao catolicismo para que os dois pudessem se casar. Eles ficaram juntos até o final de suas vidas e o túmulo de ambos é compartilhado, sendo que ele possui os nomes “Beren” e “Luthien” gravados também – referência a uma das histórias românticas mais emocionantes e épicas já escritas por ele.

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5 – Alguns desentendimentos com C. S. Lewis

Tolkien e Lewis, autor de “As Crônicas de Nárnia”, são frequentemente chamados de melhores amigos, e realmente todos os indícios apontam que os dois escritores compartilhavam muitas coisas em comum. Contudo, quando Lewis supostamente teve alguns comportamentos considerados anticatólicos, como namorar uma mulher americana divorciada (algo bastante negativo na época), o relacionamento dos dois esfriou.

Tolkien lamentou a separação deles e, quando Lewis faleceu, o professor já idoso escreveu uma carta a sua filha com os seguintes dizeres: “Até o momento eu me sinto como uma árvore velha que está perdendo todas as suas folhas uma por uma, porém isso parece um golpe de machado nas raízes” – comentou, referindo-se à morte de Lewis.

6 – As guerras influenciaram Tolkien drasticamente

J. R. R. Tolkien lutou na Primeira Guerra Mundial em uma das batalhas mais intensas e agressivas desse período, conhecida como Batalha de Somme. Muitas das privações que Frodo e Sam passaram no caminho até Mordor refletem um pouco dos horrores que Tolkien viveu nos confrontos reais nas trincheiras. Vários de seus amigos morreram na época ao seu lado, o que fez com que essas tragédias inspirassem algumas das coisas que vemos em “O Senhor dos Anéis”, “O Hobbit” e “O Silmarillion”.

7 – Ele inventou línguas novas por diversão

Como Tolkien foi um filólogo e estudou as mais variadas línguas e seus efeitos culturais, ele manteve seu cérebro exercitado ao desenvolver suas próprias línguas que utilizou nas obras (como os idiomas élficos que possuem suas próprias vertentes, o Quenya e o Sindarin). Inclusive, Tolkien escreveu poemas e músicas nessas línguas fictícias, como modo de agregar aspectos culturais a elas.

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8 – Muitas das obras foram publicadas após sua morte

Se você escrever algum livro ficará feliz ao publicá-lo enquanto estiver vivo, porém no caso de Tolkien muitos livros foram lançados depois que ele faleceu. Apesar de obras como “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit” terem chego às prateleiras enquanto ele estava vivo, muito mais livros foram editados com base nas extensas anotações que o professor fez sobre o universo de Arda, Valinor e a Terra-Média e publicados posteriormente.

O seu filho, Christopher Tolkien, foi o responsável por reunir essas anotações e editá-las em formato de livros que complementam o mundo criado pelo seu pai. “A História da Terra-Média”, “Contos Inacabados”, “Os Filhos de Húrin”, “O Silmarillion” e “A Lenda de Sugurd e Gudrún” são alguns desses exemplos.

9 – Tolkien não gostava dos nazistas como eles gostavam dele

Os trabalhos de Tolkien na reconstrução do Nórdico Antigo e das lendas germânicas eram extremamente populares entre os nazistas, que tentavam recuperar parte da cultura anciã germânica durante o período de Hitler. Entretanto, o professor disse publicamente ter aversão aos nazistas e à Hitler, inclusive considerando proibir a tradução de “O Hobbit” para o alemão depois que o editor pediu para ele certificar que era um “homem ariano”.

Em uma carta que Tolkien escreveu ao seu filho, ele comentou: “Eu tenho nessa Segunda Guerra um rancor que provavelmente me faria um melhor soldado aos 49 anos do que fui aos 22. Aquele pequeno ignorante Adolf Hitler… Arruinando, pervertendo, aplicando de modo errado o nobre espírito do norte, uma contribuição suprema para a Europa que eu sempre amei e tentei apresentar na sua verdadeira luz”.

10 – Um fã de clubes de estudos

Onde quer que fosse, Tolkien sempre participou e fundou os mais variados clubes de estudo, que normalmente se enchiam após as aulas. Quando foi professor da Universidade de Leeds, ele criou o Viking Club. Já nos eu período em Oxford, ele fundou os Inklings, um grupo focado na discussão literária.

Livro ‘perdido’ mostra Bob Dylan na intimidade

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Sam Tanhenhaus, na Folha de S.Paulo

Autor de um novo livro sobre o músico, “Another Side of Bob Dylan: A Personal History on the Road and off the Tracks”, Jake Maymudes diz que “nunca teve a intenção” de escrever a obra. Lançada nos Estados Unidos em 9 de setembro, despertou grande interesse.

O escritor é filho de Victor Maymudes, companheiro de Dylan que teve desentendimento feroz com o músico em 1997 e morreu quatro anos mais tarde, deixando 24 horas de recordações em fitas.

Jake, 34, tinha 7 anos quando foi apresentado a Dylan. Seu pai acompanhava o cantor em todas as viagens executando uma série de funções –diretor de turnê, motorista, guarda-costas… e também adversário no xadrez.

Victor Maymudes e Bob Dylan fotografados em fazenda de Woodstock, em 1964 / Edward A. Chavez/The New York Times

Victor Maymudes e Bob Dylan fotografados em fazenda de Woodstock, em 1964 / Edward A. Chavez/The New York Times

Victor, um homem corpulento e moreno com 1,83 metro de altura, era figura estabelecida no cenário do folk nos Estados Unidos.

Organizador de shows, empresário e proprietário de uma casa noturna em Los Angeles, ele foi apresentado ao músico em uma viagem a Nova York, em 1961 ou 1962.

Os dois estabeleceram uma conexão imediata e, enquanto a carreira de Dylan decolava, Victor entrava e saía de sua órbita esporadicamente –se afastando para tentar projetos pessoais, mas sempre retornando.

“Ele era visto como o guardião dos segredos”, diz David Hajdu, historiador de música cujo livro “Positively 4th Street” descreve o cenário folk do começo dos anos 60. “A reputação dele era a de ser enigmático, discreto, confiável e impenetrável”.

PUBLICAÇÃO

Em 2000, Victor assinou contrato para um livro com a editora St. Martin’s Press, e começou a gravar memórias em fitas. Um ano depois, morreu de aneurisma, aos 65.

Jake não se apressou em publicar o livro. Até que, em 2013, um incêndio destruiu a casa em que estavam as cinzas de seu pai. Praticamente só restaram as fitas.

“A ideia era a de escrever como uma homenagem ao meu pai”, diz Jake, que trabalha com efeitos especiais para cinema e televisão, sobre sua decisão de completar o trabalho de Victor. “Tudo o mais tinha sido queimado”.

Ele colocou uma hora das gravações originais, sem edição, no YouTube, “e não demorou para que o material registrasse 400 visitas por dia”, ele disse. Biógrafos, jornalistas e fãs fizeram contato, instando-o a divulgar as outras 23 horas de gravações, ou transformá-las em livro.

Jake diligentemente transcreveu as gravações e tentou publicar o livro pela mesma St. Martin’s Press, que o rejeitou, e depois por conta própria, mas não conseguiu o financiamento necessário.

Com a orientação de um agente, Jake tentou de novo, organizando as recordações de seu pai e as vinculando aos incidentes relatados em outras biografias. Quando ele voltou a procurar a St. Martin’s, conseguiu um contrato.

ÍNTIMOS

“Another Side of Bob Dylan” é uma adição incomum ao material disponível sobre o músico, um relato íntimo e informal sobre a tempestuosa amizade entre ele e o músico.

Em 1964, Dylan deixou a bolha do folk na costa leste e atravessou o país com Victor.

Em seguida, em Londres, ele tocou no Royal Albert Hall diante de um público muito maior do que costumava atrair nos EUA. Era Victor quem abria caminho entre os fãs para que ele passasse.

Logo depois, eles partiram em viagem de férias à Grécia. “Explorei a costa do Mediterrâneo”, Victor recorda, e Dylan ficou no hotel “datilografando e escrevendo à mão, entre cigarros, algo que ele consegue fazer por mais tempo do que qualquer pessoa que conheço”.

De volta a Nova York, correram para o estúdio onde Dylan “despejou tudo aquilo”, gravando 11 canções, “uma após a outra, sem ensaio”.

Mais tarde, ainda em 1964, ele foi convidado a conhecer os Beatles, e levou maconha. Dylan se acomodou para enrolar um baseado, mas se atrapalhou todo. O experiente Victor teve de assumir o comando da operação.

A conversação desordenada aconteceu sem a participação de Dylan. Exausto por uma sucessão de noites de pouco sono, e com a ajuda de alguns drinques, “caiu desmaiado no chão”, recorda Victor. Não que o livro seja um acerto de contas. Victor fala com reverência sobre a “grandeza” e “gênio” de Dylan.

Mas o retrato que apresenta sobre o músico se mantém curiosamente remoto. O livro sugere que quanto mais você se aproxima de Dylan, mais difícil é conhecê-lo.

ANOTHER SIDE OF BOB DYLAN
Autores Victor e Jacob Maymudes
Editora Saint Martin’s Press
Quanto US$ 26,99 (cerca de R$ 67) em www.amazon.com

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