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10 escolas onde você não iria querer cabular aula

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Publicado por Hypeness

O ambiente é um dos fatores que mais afetam o aprendizado em uma escola ou faculdade. Sabendo disso, muitos arquitetos e designers têm se esforçado para recriar ambientes de aprendizagem, transformando as chatas e convencionais salas de aula em incríveis ambientes onde a criatividade e a inovação são estimulados. Utilizando cores, formas e propostas de ensino diferenciadas, estas são algumas das escolas que têm revolucionado, no mundo, o conceito de estudar.

1. Makoko Floating School – Lagos, Nigéria

Contra as constantes enchentes da região de Makoko, na Nigéria, foi projetada uma escola flutuante, que garante segurança aos alunos independentemente das chuvas. Cada escola pode abrigar até 100 crianças e funciona de forma autônoma, com o auxílio de paineis solares para captar energia e um sistema que filtra água da chuva para usar no banheiro e torneiras. Clique aqui e saiba mais sobre as escolas flutuantes de Makoko:

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Todas as imagens © NLE

2. Fuji Yochien – Tóquio, Japão

A parte mais incrível da Fuji Yochien, uma escola em Tóquio, no Japão, é uma estrutura baseada em metal, vidro e madeira que foi construída pelo Tezuka Architects em volta de uma grande árvore. Utilizada tanto como sala de aula como espaço para brincadeiras e ponto de ônibus, a construção é fechada com vidro em sua metade, garantindo às crianças um divertido e criativo espaço para brincadeiras ao ar livre. Veja algumas imagens:

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Fotos © Katsuhisa Kida /FOTOTECA

3. Macquarie University – Sydney, Austrália

Acredita-se que o espaço pode, sim, interferir na forma com que o aluno aprende. Portanto, na Macquarie University, em Syndey, na Austrália, um longo e complexo estudo levou à alteração das salas de aula. Centenas de mesas de madeira antigas foram transformadas em quadro-divisórias, criando ambientes de estudo mais flexíveis e convidativos.

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Fotos © Bennett Trimble

4. Xiaquon Elementary School – Xiaquon, China

A Xiaquon Elementary School foi criada para se parecer com uma mini cidade. Na composição do urbano, crianças têm a chance de experimentar e aprender de uma forma diferente. Até mesmo um labirinto, com passagens e ruelas, foi criado para provocar a curiosidade e a imaginação dos alunos. A escola foi construída pela própria comunidade em 2008, após um terremoto destruir o prédio original.

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Fotos © Yao Li

5. Loop Kindergarten – Tóquio, Japão

Na Loop Kindergarten, localizada em Tóquio, no Japão, não há uma quina: todo o prédio é feito com base em círculos. Desenvolvida pelo SAKO Architects, a incrível estrutura é colorida por 18 tons diferentes, que indicam às crianças a separação de áreas. A escola foi pensada para as crianças e oferece um ambiente belíssimo e mais do que propício para o aprendizado. Veja algumas imagens:

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Fotos © Misae Hiromatsu

6. Green School – Bali, Indonesia

Todas as estruturas deste câmpus são feitas de bambu. Além disso, a maior parte da energia utilizada é limpa, coletada por meio de painéis solares ou por meio de um gerador hídrico. A Green School, em Bali, na Indonésia, tem como objetivo estimular a sustentabilidade e o faz adotando práticas ecológicas em todos os seus setores: das salas de aula aos ginásios e cantinas.

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Fotos © Iwan Baan

7. Container Classroom – Cape Town, África do Sul

No subúrbio de Cape Town, na África do Sul, filhos de trabalhadores rurais conseguiram a chance de frequentar a escola graças à transformação de contêineres. Cada um deles é transformado em uma sala de aula que, embora pequena, traz tudo o que uma criança precisa para aprender. No modelo, cada escola-contêiner traz ainda uma pequena horta e um playground. O modelo pode permitir que mais escolas sejam criadas em regiões pobres do planeta.

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Fotos © Tsai Design Studio

8. Vittra Telefonplan – Estocolmo, Suécia

Preparar as crianças para o mundo vai muito além de decorar tópicos e aprender equações. Para a escola Vittra Telefonplan, localizada em Estocolmo, na Suécia, formar um ser humano e sua personalidade exige experimentar, arriscar na tentativa e erro e descobrir-se. Por isso, a escola criou, em parceria com o arquiteto Rosan Bosch, alguns ambientes de aprendizado pra lá de incríveis. Espaços para estudo, trabalhos práticos e brincadeiras foram construídos para ampliar as oportunidades de desenvolvimento dos alunos. Leia mais sobre a proposta da escola aqui.

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Fotos © Vittra Telefonplan

9. Orchard Gardens – Boston, EUA

Sabe o que tirou a Orchard Gardens, uma escola localizada em Boston, nos EUA, da lista das piores e mais violentas do estado? Aulas de arte. O diretor decidiu demitir funcionários da segurança e, com o dinheiro, investiu em aulas de arte, música e teatro. Além de passarem mais tempo na escola, os alunos tiveram a chance de estimular sua expressão criativa e empreendedora. A escola não só saiu da lista das piores como emplacou no ranking das melhores escolas do estado cerca de 2 anos após as mudanças. Saiba mais sobre essa incrível história clicando aqui.

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Fotos © Orchard Gardens

10. IslandWood – Seattle, EUA

Em grandes centros urbanos como Seattle, nos EUA, cada vez menos as crianças têm a chance de estar em contato e aprender com a natureza. Com isso em mente, foi criada a escola IslandWood, um centro de aprendizagem ao ar livre localizado em um espaço de 255 hectares. O objetivo é inspirar a aplicação de ciências e artes à natureza, incentivando práticas sustentáveis. Saiba mais sobre a IslandWood clicando aqui.

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Fotos © IslandWood

Designer renomado Peter Mendelsund estreia como autor

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Alexandra Alter, na Folha de S.Paulo

Há muito visto como um dos principais designers gráficos de livros do planeta, Peter Mendelsund, 46, costuma dizer que “os escritores mortos conseguem as melhores capas de livros”. Ele tem pavor de autores exigentes, que fazem questão de fontes e cores. “A capa termina horrorosa”, avalia.

Agora se tornou aquilo que vê como seu pior pesadelo: estreia como autor com dois livros que chegam às livrarias dos EUA esta semana.

Os dois giram em torno do peculiar desafio de transformar palavras em imagens, combinando ilustrações, filosofia e teoria do design.

Em “What We See When We Read” (O Que Vemos Quando Lemos, Vintage Press), que sai nesta terça-feira (5) nos EUA, Mendelsund trata da misteriosa maneira pela qual textos produzem imagens mentais vívidas, mesmo quando o autor fornece poucos detalhes visuais.

O designer Peter Mendelsund, em sua casa em Nova York, entre livros desenhados por ele / Joshua Bright/The New York Times

O designer Peter Mendelsund, em sua casa em Nova York, entre livros desenhados por ele / Joshua Bright/The New York Times

Já em “Cover” (Capa, PowerHouse Books) há mais de 300 criações dele, além de esboços rejeitados por editoras.

Mas, das centenas de capas que Mendelsund criou, nenhuma foi tão trabalhosa quanto a de seu “What We See When We Read”. Como autor, ele sentia que não existia uma imagem capaz de resumir a premissa do livro.

O tema parecia desafiar as possibilidades de ilustração, porque a tese central de Mendelsund é a de que os leitores muitas vezes inventam imagens que o texto não justifica. “O ponto todo era não mostrar alguma coisa”, diz.

Por fim, encontrou uma solução. “É bastante minimalista, ainda, mas uma maneira de mostrar o sentimento de não ser capaz de ver alguma coisa”, completa.

Ele adicionou um pequeno buraco de fechadura, dourado e cintilante, à capa preta.

CRIAÇÃO

Para desenvolver uma capa, Mendelsund começa escrevendo anotações em um manuscrito e sublinhando sentenças chaves quanto ao tema do livro. Afixa as páginas assim marcadas na parede acima de seu computador.

Depois, começa a catalogar ideias em uma folha de papel com 16 retângulos, e ocupa cada um deles com uma palavra, sentença ou pequeno desenho.

Por fim, seleciona o conceito mais promissor e produz um esboço no computador.

Assim que produz um esboço básico, ele muitas vezes recorre a ilustrações manuais, desenhando com um pincel, produzindo colagens em papel ou pintando formas abstratas com tinta guache.

Por fim, imprime uma falsa capa, a posiciona em torno de um livro de capa dura e a deixa em sua estante por alguns dias. Se o seu olhar é atraído espontaneamente pela capa um ou dois dias mais tarde, ele considera estar avançando na direção certa.

É comum que repita o processo dezenas de vezes. Para uma nova edição de “O Jogo de Amarelinha”, romance de Julio Cortázar, criou 60 capas.

“Os Homens que Não Amavam as Mulheres” foi ainda mais difícil, requerendo mais de 70 tentativas. A capa resultante se tornou onipresente, quando o romance vendeu mais de 10 milhões de cópias.

“A maioria dos designers busca uma imagem central para resumir um livro, mas Peter não busca uma imagem: busca uma ideia”, define James Gleick, autor de “A Informação”, cuja capa foi feita por Mendelsund.

“Ele combina um pensamento conceitual muito forte e inteligente a uma execução bonita e que aceita riscos”, diz John Gall, diretor de criação da Abrams Books.

Caligrafia de sem-teto vira fonte de renda

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Uma ONG de Barcelona resolveu transformar a caligrafia usada em cartazes feitos por moradores de rua da cidade em fontes tipográficas.

O desenhista Miquel Fuster Juca é um dos que criararam fontes para o projeto

O desenhista Miquel Fuster Juca é um dos que criararam fontes para o projeto

Liana Aguiar, na BBC Brasil

Com a venda das fontes para marcas corporativas e usuários da internet, a ONG Arrels Fundació pretende apoiar projetos para os sem-teto.

A ideia é, a um só tempo, dar novo sentido às inscrições características feitas por moradores de rua, resgatar pessoas em situação de risco e sensibilizar a sociedade sobre um problema que afeta cada vez mais gente na Espanha.

Caligrafia de moradores de rua é digitalizada e posta à venda

Caligrafia de moradores de rua é digitalizada e posta à venda

Com a colaboração da agência de publicidade The Cyranos McCann, designers digitalizaram a caligrafia dos sem-teto. As fontes são vendidas no site Homelessfonts.org.

Olga García, responsável pelo projeto, explica que a campanha foi lançada no dia 8 de junho e já teve bons resultados nas redes sociais e nas vendas para internautas de vários países, inclusive do Brasil.

Francisco Cáceres viveu mais de 50 anos no Brasil, mas virou sem-teto na Espanha

Francisco Cáceres viveu mais de 50 anos no Brasil, mas virou sem-teto na Espanha

Em apenas três semanas, o vídeo no Youtube que apresenta a iniciativa teve 100 mil visualizações.

As primeiras fontes já começam a ser usadas em rótulos de alguns produtos, como vinho e azeite.

Cada tipografia vale 19 euros (R$ 57) para uso particular ou 290 euros (R$ 870) para uso corporativo.

A Fundação Arrels, que há 27 anos ajuda os sem-teto de Barcelona, estima que existam 3 mil pessoas sem teto na cidade.

Sensibilização

Olga García reforça que, mais do que um incentivo financeiro ao trabalho da fundação, o objetivo da campanha é dar visibilidade ao problema. Para ela, a grande mensagem que a iniciativa transmite é que “essas pessoas não são um pedaço de papelão que caminham pela rua”.

"Não se trata apenas de comprar a fonte, mas de conhecer a história por trás daquela letra", diz responsável por projeto

“Não se trata apenas de comprar a fonte, mas de conhecer a história por trás daquela letra”, diz responsável por projeto

“Não se trata apenas de comprar a fonte, mas de conhecer a história por trás daquela letra”, explica.
“Queremos despertar um novo olhar para as pessoas sem lar. A letra que antes servia para pedir ajuda agora serve para ajudar a outras pessoas”, afirma.

Ela conta que uma equipe de voluntários está desenvolvendo um aplicativo para que as fontes possam futuramente ser usadas no Facebook e no Twitter.

Olga afirma que a força das redes sociais na divulgação da iniciativa tem sido fundamental. “As redes sociais são a chave do êxito desse projeto. Estamos muito satisfeitos com a difusão internacional que (o projeto) está tendo.”

Experiência

O desenhista aposentado Miquel Fuster Jaca, 70 anos, morou durante 15 anos nas ruas de Barcelona e participa do projeto.

Sua letra é uma das dez fontes já disponibilizadas no site. “Quero colaborar para dar visibilidade a esse problema e acabar com o estigma dos moradores de rua”, conta ‘a BBC Brasil.

Loraine, nascida em Londres, conta que foi morar nas ruas em Barcelona em 2009, após ter o passaporte roubado

Loraine, nascida em Londres, conta que foi morar nas ruas em Barcelona em 2009, após ter o passaporte roubado

Ele lembra que viu a vida desmoronar junto com o apartamento em que morava, que se incendiou.

Nas primeiras noites após perder a casa, dormiu em uma praça no bairro onde morava. Era um consolo ver caras conhecidas. Com o tempo, afirma que sentiu que sua presença já não era mais bem-vinda e passou a perambular pela cidade.

Agora, as fontes criadas por ela ilustram os rótulos de garrafas de vinho, graças ao projeto

Agora, as fontes criadas por ela ilustram os rótulos de garrafas de vinho, graças ao projeto

Miquel conta que, no tempo em que viveu na rua, tornou-se alcoólatra e foi vítima de agressões. Sobrevivia dos desenhos que fazia e vendia para turistas e transeuntes.

“Na rua, o primeiro sentimento é de incredulidade. Depois vem a raiva contra si e contra todos, pois vivemos em um mundo hostil. Logo vem o sentimento de luto pela vida que já não podemos recuperar”, descreve Miquel.

Hoje ele vive em um apartamento protegido pela fundação e colabora com projetos da entidade. Ministra palestras sobre sua experiência como sem-teto, que pode servir de exemplo para muitas pessoas.

Como quando fazia cartazes, mais uma vez Miquel pegou a caneta para escrever. Dessa vez, o que está pedindo é que os moradores de rua deixem de ser invisíveis.

Se os filmes de Tarantino fossem livros

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Almir de Freitas, no Não me Culpem pelo Aspecto Sinistro

Os designers seguem se esbaldando com as capas clássicas da Penguin para fazer seus mashups – vide exemplos aqui e aqui. Desta vez, Sharm Murugiah imaginou capas para roteiros dos filmes de Quentin Tarantino. Clique na imagem para ampliar.

dica do Tom Fernandes

Livros combinam com rabiscos?

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Ítalo Anderson, no Transtorno Criativo

“Se riscar seu livro novamente, ficará de castigo!” foi o que ouvi de uma mãe ao educar seu filho, enquanto caminhava próximo a uma escola durante meu intervalo de almoço.

Fiquei a tarde inteira pensando sobre isso. Será que rabiscar os livros é característica de um mau aluno? Bom, entendo que não é agradável deixar marcas em objetos que pertencem a outra pessoa, uma biblioteca ou algum outro tipo de acervo. Mas quanto aos seus livros?

                                                                                   Rabiscos de Johny Dallasuanna

Na infância, sempre enchi de riscos meus livros, cadernos e até algumas provas (às vezes era preciso desenhar minha ideia). Tinha uma compulsão por rabiscos. Por mais que estivesse a responder questões de Literatura, Língua Portuguesa ou outra disciplina que lida com palavras, sempre desenhava no canto da folha, nem que fosse uma pequena estrela. Acredito essa ser uma prática importante para estimular seu cérebro a pensar criativamente. Designers, arquitetos, artistas visuais, ou qualquer outra pessoa que tenha o costume de esquematizar graficamente suas ideias sabem como é importante “rabiscar”. É daí que surgem ideias incríveis.

Portanto, só me resta a dizer, para aquele garoto e para pessoas de todas as idades: rabisque, rabisque muito. Não limite sua criatividade. Faça conexões. Puxe setas, desenhe, comente, grife. Dialogue com o livro! Se acha que o texto precisa de figuras, cole-as nas páginas em branco. É assim que se lê um livro, mergulhando nele e interagindo com cada palavra.

                                                                                   Rabiscos de Johny Dallasuanna

E se o espaço não for suficiente, ande sempre com um bloquinho na mochila ou no bolso. Rabisque onde sua imaginação permitir (e o seu bom senso).

O tablet também vale! Um aplicativo interessante é o SketchBook, da Autodesk. Além de oferecer uma versão gratuita, o SketchBook Express (aqui usuários Apple e aqui para Android) tem as cores e pincéis que você precisa para você fazer qualquer tipo de desenho.

Aproveito assunto do post para indicar um link interessante. O site A Graça da Química tem uma série de curiosidades sobre rabiscos. Não encontrei uma comprovação científica disso, mas vale a pena conferir!

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