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Professora chama aluno de ‘Félix da novela’, e mãe faz BO em Piracicaba

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Personagem vivido por Mateus Solano em ‘Amor à Vida’ é homossexual.
Diretoria de Ensino disse que fará encontro de conciliação entre envolvidos.

Garoto foi chamado de Félix por professora em escola estadual de Piracicaba (Foto: Leon Botão/G1)

Garoto foi chamado de Félix por professora em escola estadual de Piracicaba (Foto: Leon Botão/G1)

Publicado por G1

A mãe de um aluno de 11 anos de uma escola estadual em Piracicaba (SP) fez boletim de ocorrência contra a professora que chamou o garoto de ‘Félix’, personagem de sucesso da atual novela das 21h da Rede Globo “Amor à Vida”. A docente, que ensina geografia, disse em sala de aula que o menino se parecia com o administrador gay de um hospital, interpretado pelo ator Mateus Solano na trama. O boletim de ocorrência foi registrado como injúria.

Mateus Solano interpreta personagem Félix, na  novela das 21h, "Amor á Vida" (Foto: Rede Globo)

Mateus Solano interpreta personagem Félix, na
novela das 21h, “Amor á Vida” (Foto: Rede Globo)

O caso ocorreu na tarde desta quarta-feira (7), na Escola Estadual Professora Juracy Neves de Mello Ferracciú, no bairro Noiva da Colina.

Bullying?

Segundo a mãe, o garoto retornou das férias com óculos depois de ir ao médico. Foi então que a professora, ao notar a diferença no visual, disse em sala de aula que o garoto se parecia com alguém, mas que ela não podia dizer o nome, ainda de acordo com relatos da mãe, uma despachante de 36 anos. “Foi quando um dos colegas de classe disse que sabia quem era e disse o nome do personagem”, afirmou.

Os alunos começaram a rir e a professora confirmou a semelhança. “Ela falou que era verdade, que ele se parecia com o Félix da novela”, afirmou a mãe. O garoto começou a chorar e a professora pediu desculpas a ele, dizendo que foi apenas uma brincadeira.

A mãe do estudante chegou em casa, encontrou o filho chorando e foi à escola questionar a coordenação, que disse a ela que tudo não passava de brincadeira e que a professora era muito competente. “Eu não julgo a qualidade dela em ensinar, mas não é função dela dizer com quem meu filho parece ou não”, disse a mãe.

Óculos teria motivado professora a chamar aluno de 'Félix' em Piracicaba (Foto: Leon Botão/G1)

Óculos teria motivado professora a chamar aluno
de ‘Félix’ em Piracicaba (Foto: Leon Botão/G1)

Ainda de acordo com a mãe, não haveria problema e preconceito caso o filho dissesse que é homossexual. “Ele é apenas uma criança, mas continuaria o amando da mesma forma se ele fosse gay”, disse a despachante que afirmou na sequência que “o garoto já tem até namoradinhas”.

O dia seguinte

Mesmo incomodado com a situação, o estudante foi à escola na tarde desta quinta (8). A mãe do estudante disse que iria à Diretoria de Ensino de Piracicaba para contar o que aconteceu e, na segunda-feira (12), terá uma reunião com a diretoria da escola. “Isso não pode ficar assim, temos que denunciar casos como esse”, afirmou.

Resposta do Estado

A Diretoria Regional de Ensino de Piracicaba, por meio da assessoria de imprensa, informou que lamenta o mal entendido registrado na unidade e afirmou ainda que foram tomadas as providências para que o caso seja esclarecido.

A administração regional, informou também, que se reuniu nesta quinta com a mãe do estudante e agendou para a próxima segunda-feira (12) um encontro de conciliação entre aluno, a responsável, a professora e a direção da escola. “Os colegas de sala também participarão de uma atividade que tem como objetivo esclarecer o mal entendido e reforçar a importância do respeito mútuo”, finalizou a nota.

Escola Estadual Professora Juracy Neves de Mello Ferracciú, em Piracicaba (Foto: Leon Botão/G1)

Escola Estadual Professora Juracy Neves de Mello Ferracciú, em Piracicaba (Foto: Leon Botão/G1)

Professora com síndrome de Down lança livro de fábulas sobre inclusão

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Débora Seabra usa animais para falar de preconceito, rejeição e amizade.
Ela é a primeira professora do país com síndrome de Down.

Débora Seabra escreveu livro infantil sobre inclusão (Foto: Divulgação )

Débora Seabra escreveu livro infantil sobre inclusão (Foto: Divulgação )

Vanessa Fajardo, no G1

Débora Araújo Seabra de Moura, de 32 anos, a primeira professora com síndrome de Down do Brasil, acaba de lançar um livro com fábulas infantis que têm a inclusão como pano de fundo. O livro traz contos que se passam em uma fazenda e têm os animais como protagonistas. Eles lidam com problemas humanos como preconceito e rejeição, caso do sapo deficiente que não conseguia nadar, da galinha excluída do grupo por ser surda e do passarinho de asa quebrada que precisou ganhar a confiança dos outros bichos para poder voar com eles.

Com 32 páginas, a obra “Débora conta histórias” (Araguaia Infantil, R$ 34,90) estará à venda nas livrarias a partir desta segunda-feira (5). As ilustrações são de Bruna Assis Brasil.

A professora também usa os bichos para abordar a importância da tolerância, respeito e amizade. Uma das fábulas é sobre a discriminação que o pato sofria por não querer namorar outras patas, e sim, patos.

Em outra, Débora conta a história de amizade entre um cachorro e um papagaio. Alguns contos foram escritos baseados em situações vividas por ela. O texto da contracapa é do escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, João Ubaldo Ribeiro.

“Usei os animais, mas as histórias se encaixam aos humanos. É preciso respeitar e incluir todo mundo, aceitar as diferenças de cada um. Ainda existe preconceito”, afirma Débora.

O livro nasceu em 2010, quando a jovem resolveu escrevê-lo para dar presente de Natal aos pais, o médico psiquiatra José Robério e a advogada Margarida Seabra. “Queria fazer uma surpresa, e eles ficaram felizes, adoraram a ideia.”

Margarida lembra que a filha passou alguns meses dedicada a escrever a obra escondida no quarto, quando a mãe entrava de surpresa ela tratava logo de proteger o presente.

1Veja a reportagem do Fantástico sobre a professora Débora

“A gente não imaginava, achávamos que fosse um diário.” Os contos não foram escritos com a expectativa de se tornar livro, mas como o resultado agradou a todos, Margarida se rendeu aos conselhos e pedidos dos amigos e da família e foi em busca de uma editora. Antes, cogitou publicá-lo de forma independente, mas não foi preciso.

Não foi a primeira vez que a professora testou o lado escritora. Antes do livro de fábulas, escreveu a própria história que depois de ter as folhas impressas e presas por um espiral, foi dada aos pais. “Toda a família leu, guardamos como lembrança, mas achei que era comum. Já com as fábulas fiquei muito emocionada. As pessoas se surpreenderam pela dedicadeza das histórias”, diz Margarida.

A obra “Débora conta histórias” será lançada oficialmente no mês de setembro em um evento para convidados, em Natal. Ainda não há data definida.

Escolas regulares

A autora da obra nasceu em Natal (RN) e há nove anos trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional da cidade, a Escola Doméstica. Débora sempre estudou em escolas da rede regular de ensino e se formou no curso de magistério, de nível médio, em 2005.

Quando começou a frequentar a escola, pouco se sabia sobre a síndrome de Down. Débora contou com o apoio da família que contrariou a tendência de matricular a filha uma escola especial, assim como fazia os pais naquela época. “Nunca cogitei uma escola especial porque Débora era uma criança comum. A escola especial era discriminatória e ela precisava de desafios. Não sabia muito bem como seria, mas estava aberta para ajudar minha filha a encarar qualquer coisa”, diz Margarida.

Nem sempre foi fácil. Débora já foi vítima de preconceito. Ainda na educação infantil, lembra de ter sido chamada de ‘mongol’ por um garoto. Ela chorou, ficou magoada, mas encontrou na professora uma aliada que explicou à classe que ‘mongóis’ eram os habitantes da Mongólia e ainda ensinou as crianças o que era a síndrome de Down.

Por conta de sua experiência com professora, Débora já foi convidada para palestrar em várias partes do país e até fora dele, como Argentina e Portugal. Sempre que pode participa de iniciativas para ajudar a combater o preconceito, como apresentações teatrais – mais uma de suas paixões.

Débora Seabra lê histórias aos alunos na Escola Doméstica de Natal (Foto: Arquivo pessoal)

Débora Seabra lê histórias aos alunos na Escola Doméstica de Natal (Foto: Arquivo pessoal)

Venda de livros cai 7,4% com governos comprando menos

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Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

A venda de livros caiu 7,36% no Brasil em 2012 na comparação com 2011, consideradas as vendas para o governo e para o mercado. Foram 470 milhões de exemplares em 2011, ante 435 milhões no ano passado.

Com isso, o setor editorial teve seu pior desempenho na década, encolhendo 2,64% –o faturamento passou de R$ 4,8 bilhões para quase R$ 5 bilhões, mas cresceu abaixo da inflação, de 5,84% (no índice IPCA).

Nos últimos anos, as editoras, que resistiram bem à crise internacional no setor em 2009, já vinham registrando crescimento cada vez menor. O mais recente levantamento anual do setor foi divulgado na terça (30) pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e pelas entidades Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e CBL (Câmara Brasileira do Livro).

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

A maior queda foi nas compras por governos, que adquiriram 10% menos títulos no ano passado.

Se em anos anteriores as compras governamentais evitaram o encolhimento do setor, desta vez puxaram os números para baixo. Desconsiderada a aquisição pública, o faturamento das editoras foi 0,49% maior, em vez de 2,64% menor.

Leonardo Muller, coordenador da pesquisa da Fipe, explica que as compras do governo variam ano a ano conforme as séries escolares contempladas pelo maior programa do país, o PNLD (Plano Nacional do Livro Didático).

TÍTULOS

No setor como um todo, houve uma pequena redução no número de títulos impressos produzidos, de 58.193, incluindo novos e reeditados, para 57.473.

A pesquisa mostrou também que o livro no Brasil ficou 12,46% mais caro em 2012, após oito anos de queda no preço ou crescimento abaixo da inflação.

Descontada a inflação, o aumento foi de 6,25%. O preço médio na venda das editoras para as livrarias passou de R$ 12,15 para R$ 13,66. Segundo a Fipe, o preço deflacionado ainda é 41% menor que em 2004.

“Há uma queda acumulada há bastante tempo. Podemos levantar hipóteses para o aumento, como o preço do papel. É provável que a perda de margem das editoras tenha começado a ser reposta”, diz Muller.

A pesquisa também abordou a produção de livros digitais. Em 2012, foram produzidos 7.664 e-books e aplicativos de livros, cujas vendas alcançaram 235 mil exemplares, com faturamento de R$ 3,9 milhões –menos de 0,01% do faturamento total do mercado.

METODOLOGIA

O levantamento da Fipe é realizado partir de dados informados por editoras, o que sempre torna os dados passíveis de questionamentos.

Com a chegada de multinacionais como Nielsen e GFK, que medem as vendas na boca do caixa das próprias livrarias, o Brasil deve ter números mais confiáveis nos próximos anos.

Nesta edição, 197 editoras participaram da pesquisa, dentro de um universo de 734 empresas do gênero no país.

Considerando que as principais editoras participaram, a amostra utilizada corresponde a 46% do faturamento do setor.

Parceria da USP cria 1º site de cursos on-line gratuitos da América Latina

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Ferramenta será lançada nesta quarta-feira (12), em São Paulo.
Expectativa é que cursos de física e estatística tenham 5 mil inscritos.

Tela do curso de física básica que o Veduca e a USP lançam a partir desta quarta-feira (12) (Foto: Reprodução/Veduca)

Tela do curso de física básica que o Veduca e a USP lançam a partir desta quarta-feira (12)
(Foto: Reprodução/Veduca)

Publicado por G1

A Universidade de São Paulo e o portal de videoaulas Veduca lançam, nesta quarta-feira (12), a primeira plataforma de cursos on-line de nível superior gratuitos da América Latina. O modelo da ferramenta segue exemplos oferecidos por instituições dos Estados Unidos, como as universidades Princeton, Stanford e Harvard, além do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).

A partir desta quarta, o Veduca.com.br, que desde 2012 oferece mais de 5.000 aulas e palestras avulsas em vídeo, agora terá cursos completos de nível superior no modelo Mooc (sigla em inglês para cursos on-line oferecidos em larga escala), que podem render certificados a quem completar todas as atividades e fizer uma prova presencial.

De acordo com a assessoria de imprensa do Veduca, os dois primeiros cursos oferecidos são os de física básica e o de probabilidade e estatítica. Gratuitos, eles serão ministrados via web por professores da USP. A expectativa é que 5 mil estudantes se inscrevam em cada um dos cursos.

Estrutura do curso
As aulas, divididas entre cinco a dez módulos, poderão ser assistidas em séries de vídeos. Enquanto isso, o aluno pode fazer anotações em um caderno visual, sem pausar a explicação audiovisual. As observações ficam registradas junto ao momento do vídeo em que foram feitas, para que o aluno possa voltar ao trecho específico. Além disso, se tiver alguma dúvida, o estudante pode buscar palavras na fala do professor durante a explicação.

As lições também terão materiais para download de exercícios, leituras complementares e anexos. Ao final de cada aula, os alunos inscritos poderão fazer testes e exercícios sobre o conteúdo. Um fórum possibilitará a troca de informações e dúvidas entre os estudantes do curso.

Segundo o Veduca, o curso de física básica terá 25 aulas, e o de probabilidade e estatística, 19.
Quem completar todas as aulas e exercícios poderá participar da última etapa do curso: uma prova presencial, agendada com os próprios professores pela internet e realizada no campus da Cidade Universitária da USP. Isso garante, segundo a assessoria de imprensa do portal, que o estudante realmente realizou o curso e aprendeu o conteúdo.

Os estudantes que passarem na prova receberão um certificado de conclusão do curso assinado pelo professor da instituição.

Dinamarca receberá a primeira escola de Lego do mundo

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Colégio criado pela empresa acolherá alunos entre 3 e 7 anos
Corpo estudantil será composto por dinamarqueses e estrangeiros
Mensalidade chegará a pouco mais de R$ 1.050

Criança interage com estátuas no parque Legoland, no interior da Dinamarca Eduardo Maia / Agência O Globo

Criança interage com estátuas no parque Legoland, no interior da Dinamarca Eduardo Maia / Agência O Globo

Publicado em O Globo

RIO – O mundo dos sonhos da Lego agora terá mais uma atração, desta vez inteiramente educacional. Kjeld Kirk Kristiansen, neto do fundador da empresa, abrirá, em agosto, a primeira escola de Lego do mundo. A Escola Internacional de Billund (município da Dinamarca) será voltada para crianças entre 3 e 7 anos. Além de muitas peças e minifiguras, o espaço terá ciclovias, estúdio de música e playgrounds.

O colégio obedecerá o sistema escolar dinamarquês e terá metade do corpo estudantil formado por alunos dinamarqueses e a outra metade, por estrangeiros. O britânico Richard Matthews, físico e educador que já esteve à frente de diversas instituições de ensino, será o diretor do colégio.

A princípio, serão aceitas crianças entre 3 e 7 anos, mas se o sistema der certo, a escola será aberta para crianças e adolescentes entre 8 e 16 anos em 2015. O governo subsidiará 66% das mensalidades, e os pais pagarão o que sobrar – o que dará, por criança, US$ 517 (cerca de R$ 1.059).

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