Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Desta

Mãe que fez o 1º Enem, há 15 anos, apoia filho que fará o exame em 2013

0

‘Era tudo novo e difícil’, diz Divina Aguiar, que fez a primeira prova em 1998.
Exame começou com 150 mil inscritos; em 2013, pode chegar a 6 milhões.

Vanessa Fajardo, no G1

Divina Aguiar com seu filho Renato que fará Enem 15 anos depois dela (Foto: Divulgação/Farias Brito)

Divina Aguiar com seu filho Renato que fará Enem
15 anos depois dela (Foto: Divulgação/Farias Brito)

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) faz 15 anos e sua evolução pode ser contada por meio da história de vida de uma analista de sistema e seu filho que moram em Fortaleza (CE). Divina Maria Penha de Aguiar, de 36 anos, fez a primeira edição do Enem, em 1998, quando o exame foi criado para avaliar o aprendizado dos alunos do ensino médio e ela nem sabia muito bem qual era a proposta. Na época, o filho dela, Renato Lopes de Aguiar, era um bebê de dois anos, e o Enem “engatinhava” com pouco mais de 150 mil inscritos. Agora, 15 anos depois, tanto Renato quanto o Enem cresceram muito.

O rapaz de 17 anos vai fazer pela primeira vez a prova do Ministério da Educação para conseguir uma vaga no curso de engenharia civil de uma universidade federal. De preferência, no Ceará. Ele já se inscreveu para a prova que poderá ter mais de 6 milhões de candidatos. As inscrições para o Enem podem ser feitas até às 23h59 desta segunda-feira (27). As provas serão dias 26 e 27 de outubro.

Em 15 anos, o Enem mudou muito. Da primeira versão de 1998, quase nada se manteve. A prova tinha 63 questões e uma redação e era aplicada em um só dia. Na estreia, 115,6 mil pessoas fizeram a prova, depois de uma abstenção de 23% do total de inscritos. O Enem foi criado com a proposta de mensurar o aprendizado dos estudantes ao final do ensino médio, que já dava sinais de fracasso.

“A gente não tinha conhecimento do que era o Enem, não sabíamos como era a prova, era tudo novo e foi muito difícil. As questões eram extensas, o tempo curto e não tinha prova naquele estilo”, afirma Divina.

A versão conhecida hoje, com o formato de quatro provas com 45 questões cada, aplicada em dois dias, chegou em 2009. Hoje 101 universidades e institutos federais utilizam o exame de alguma forma no processo de seleção. Muitos substituíram o vestibular pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

5

“Estudo de manhã e fico à tarde na escola para estudar por conta própria com amigos. Quero uma vaga em engenharia civil na Universidade Federal do Ceará. A nota de corte é alta, quero muito passar e estudo para isso”, diz Renato, que estuda no Colégio Farias Brito, em Fortaleza. O estudante fez o Enem no ano passado, como treineiro, para conhecer o estilo da prova. “Acho uma boa proposta, é uma forma mais justa e ampla de testar conhecimento.”

A mãe de Renato, Divina diz que apesar das dificuldades, foi bem no Enem, tirou uma boa nota, mas não pode aproveitá-lo para entrar na faculdade. Na ocasião, aos 18 anos, seu filho já tinha 2 anos, e como ela não conseguiu passar no vestibular – queria estudar direito – desistiu dos estudos para cuidar do filho. Foram dez anos assim, longe da escola.

“Voltei porque tinha o sonho de me formar. Em 2005 prestei vestibular em uma universidade particular e fui fazer ciência da computação. Eu trabalhava 8h como supervisora de telemarketing, estudava à noite, e tinha meu filho, minha casa para cuidar, por isso só fiz três disciplinas por semestre [no tempo regular, seriam cinco] e demorei mais tempo para me formar”, afirma.

A formatura foi em 2011, e em fevereiro deste ano, Divina já emendou um curso de MBA na área de gerenciamento de projetos paralelamente as aulas de inglês. O objetivo é conseguir ocupar melhores posições na empresa em que trabalha. Em casa, Divina não precisa explicar a importância da educação ao filho.

“Renato estuda sozinho à tarde na escola, eu nem me preocupo. Ele namora, joga viodegame, não deixa de fazer nada, mas sabe se organizar e planejar.” Ela incentivou Renato a fazer o Enem no ano passado, como treineiro quando estava no segundo ano do ensino médio. “Ele sempre esteve entre os melhores alunos, sempre foi bom em redação, é bom de lógica, pega rápido, mas era importante conhecer a prova, eu tive muita dificuldade por não conhecer o exame.”

Divina afirma que nem de longe imaginou que o desconhecido Enem de 1998 pudesse virar este exame tão importante. “Foi uma surpresa, não imaginava que iria tomar essa proporção. É uma excelente ideia, se o Enem já existisse nesse formato, poderia ter entrado na faculdade.”

Se antes, a gravidez na adolescência a preocupou e mudou os planos de sua vida, hoje, Divina agradece ter sido mãe muito jovem. “É um orgulho, malhamos na mesma academia, conversamos muito, trocamos dica de estudo. Agradeço ele ter vindo antes da hora, somos amigos. Ninguém acredita que ele é meu filho.”

Novo Enem para medicina

Mãe e filha também fizeram o mesmo exame, porém, completamente diferentes em Maricá, no interior do Rio de Janeiro. Glória Ludimila Salles da Silva, de 53 anos, prestou a prova em 2003, e sua filha Ludimila, de 21 anos, fará neste ano o exame pela quarta vez.

Ludimila (a filha) sempre estudou em escola pública e em 2011, depois de muito estudo e dedicação, conseguiu pelo Enem uma vaga no curso de enfermagem da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Deixou a casa da família e foi morar perto da universidade. Já se foi um ano de curso e ela resolveu mudar os planos, vai fazer o Enem novamente para estudar medicina.

Ludimila Silva Salles de Sá, de 21 anos,e a mãe Glória, de 56 anos, que fez a prova em 2003 (Foto: Arquivo pessoal)

Ludimila Silva Salles de Sá, de 21 anos,e a mãe
Glória, de 56 anos, que fez a prova em 2003
(Foto: Arquivo pessoal)

“O curso de enfermagem é muito bom, os professores são excelentes, ganhei muita experiência. Mas eu ainda estou sentido falta de estar em outro curso”, diz Ludimila. Para conseguir atingir a meta, se matriculou em um cursinho preparatório e trancou algumas disciplinas para poder se dedicar às aulas do Curso Progressão Autêntico, na Ilha do Governador. “Estou estudando muito para o Enem, quero realmente cursar medicina. Pretendo me especializar em neurocirugia, nas aulas de anatomia vi que tinha aptidão para isso.”

O Enem foi um progresso para o país, mas é necessário encontrar um meio de não haver problemas, como com a correção das redações que foi uma catástrofe no ano passado”
Ludimila Salles, de 21 anos, que fará o exame pela quarta vez

Ludimila cogita a possibilidade de deixar o Rio de Janeiro e aproveitar a mobilidade oferecida pelo Sisu. A estudante aprova o modelo do Enem, mas com ressalvas. “Queria que ele fosse mais conteudista e acho que o tempo de prova é insuficiente. É cansativo, são questões longas. Também é preciso melhorar a correção da redação, que neste ano vai mudar. Mas é através do Enem que estou na UFRJ, reconheço que as vantagens.”
Glória, a mãe de Ludimila, fez o Enem em 2003 com objetivo de melhorar a pontuação e conseguir passar no vestibular para o curso de pedagogia. Ela lembra que foi bem na prova, mas não conseguiu se matricular em nenhuma universidade, porque teve um problema de saúde e ficou hospitalizada por bastante tempo.

Hoje, com a saúde restabelecida, ela pensa em fazer o Enem novamente, incentivada pela filha. “Tenho vontade de fazer faculdade de pedagogia, acho muito interessante repassar a sabedoria. Já fui professora, adorei lecionar.” Para ela, o Enem significa oportunidade para muitos alunos. “Foi um progresso para o país, mas é necessário encontrar um meio de não haver problemas, como com a correção das redações que foi uma catástrofe no ano passado. Não pode haver esses erros. A ideia em si foi muito bem formada, mas a parte educacional ainda está se desenvolvendo aos poucos.”

Arthur, de 17 anos, e a mãe, Cristiane Saito: ele vai fazer o Enem em outubro, ela fez o exame em 2004 (Foto: Arquivo pessoal/Cristiane Saito)

Arthur, de 17 anos, e a mãe, Cristiane Saito: ele vai
fazer o Enem em outubro, ela fez o exame em 2004
(Foto: Arquivo pessoal/Cristiane Saito)

Filho treineiro

Primeiro a mãe, depois o filho. A história se repete em Socorro, no interior de São Paulo. A administradora Cristiane Gomes Saito, de 46 anos, fez o Enem em 2004, seu filho Arthur, de 16, fará a prova neste ano como treineiro.

Cristiane ficou 11 anos sem estudar, morou quatro anos no Japão para trabalhar e voltou em 1996, pois estava grávida, e queria ter o filho no Brasil. Anos depois, de volta à terra natal também retomou os estudou.

Concluiu o ensino médio e no mesmo ano chegou a passar na primeira fase da Fuvest, no curso de oceanografia, mas segundo ela, o “lado mãe” falou mais alto, e não se dedicou o suficiente para conquistar a vaga. Quando viu que não tinha sido aprovada na segunda etapa, sentiu até um certo “alívio”, nas palavras dela, já que o filho, na época, com 6 anos, e precisava da sua atenção. Se tivesse sido classificada, teria de mudar de cidade, pois o campus da USP que oferece oceanografia fica em São Paulo.

Em 2004, foi fazer cursinho pré-vestibular no Colégio Objetivo de Socorro e prestou o Enem. “Era uma prova longa, até dava dor no pescoço. Mas lembro que já era diferente em relação aos vestibulares. Para testar o conhecimento foi maravilhoso, mas não foi pelo Enem que entrei na faculdade”, diz. Cristiane optou por um curso semi-presencial de administração e utiliza os conhecimentos para tocar seu próprio negócio, uma padaria. Agora pretende fazer uma pós-graduação na área do mercado financeiro.

Era uma prova longa, até dava dor no pescoço. Mas lembro que já era diferente em relação aos vestibulares. Para testar o conhecimento foi maravilhoso, mas não foi pelo Enem que entrei na faculdade”
Cristiane Gomes, de 46 anos, administradora; fez o Enem em 2004

“Acho que o Enem é uma forma bacana de democratizar o ingresso na universidade, mas tem de cobrar conhecimento geral completo para que a pessoa tenha condições de ocupar a vaga na universidade.”
Para Arthur, filho de Cristiane, o Enem 2013 vai servir como treino. Ele ainda tem dúvidas se quer ingressar na faculdade de engenharia da computação ou seguir a carreira militar, assim como dois de seus tios. “Quero ver como é o Enem para ficar mais esperto, já fiz alguns simulados, mas é diferente fazer a prova de verdade.”

Erros e falhas

Nem só boas notícias fazem parte da história de 15 anos do Enem. No primeiro ano, em 2009, na estreia do novo formato, provas do Enem foram furtadas de uma gráfica em São Paulo, e o exame teve de ser remarcado às vésperas. Em 2010, houve falha na impressão dos cadernos amarelos com questões repetidas e algumas ausentes e na folhas de resposta, os cabeçalhos estavam trocados. Em 2011, vazaram perguntas do pré-teste aplicado em um colégio de Fortaleza.

Na edição do ano passado, a principal polêmica girou em torno da correção das redações. Estudaram ‘testaram’ os corretores colocando a receita de um macarrão instantâneo e do hino de um time de futebol no meio do texto. Mesmo assim as redações não tiraram nota zero. Neste ano, o MEC anunciou novas regras para a correção.

Feira apresenta ‘maravilhas’ tecnológicas para salas de aula

0

Evento em São Paulo que começa nesta quarta-feira tem entre os destaques um robô que custa até R$ 80 mil
Especialista recomenda cautela e diz que equipamentos não mudam o trabalho do professor: “A feira é um balcão de grandes negócios”, afirma
Congresso que acontece junto com a feira irá discutir a Educação 3.0

Robô NAO pode ser programado por alunos e custa entre R$ 50 mil e R$ 80 mil Divulgação

Robô NAO pode ser programado por alunos e custa entre R$ 50 mil e R$ 80 mil Divulgação

Marina Morena Costa, em O Globo

RIO – Diversas invenções tecnológicas avançadas e mirabolantes para transformar a sala de aula em um ambiente high-tech serão apresentadas a partir desta quarta-feira (22) na 20º Feira Educar, a maior da América Latina. O evento, realizado no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, vai até sábado (25) e conta com mais de 200 expositores. Paralelamente, a Educar realiza também o congresso Educador, com o tema “Educação 3.0. A escola do futuro chegou?” e 150 palestrantes.

Equipamentos modernos e sedutores estarão a mostra no evento. Entre eles, o robô NAO, um humanóide de 57cm com inteligência artificial que custa algo em torno de R$ 50 mil e R$ 80 mil. Há ainda a tawboard, apresentada como a segunda geração das lousas digitais, além de amplificadores de voz para professores, jogos, projetores 3D, livros digitais e muito mais.

A indústria da tecnologia de mãos dadas à educação tem entusiastas de peso, mas também enfrenta ceticismo por parte de uma série de educadores. O professor titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo e especialista em metodologia do ensino, Nilson Machado, recomenda cautela com o fascínio provocado pelas inovações tecnológicas.

— Esses materiais são fascinantes, mas não mudam substancialmente o significado do trabalho do professor em sala de aula. Se o docente não tem uma boa condição de trabalho, ele recebe equipamentos, mas não muda o modo de atuar. A feira é um balcão para grandes negócios da ordem dos meios (computadores, lousa digital, livros, apostilas). A gente tem tido pouca discussão sobre os fins da educação. É um indicador do que está acontecendo no Brasil, falta de definição de rumos e de um projeto de educação — diz o professor, que já participou do Educador como palestrante em edições anteriores.

Entre os destaques da feira, está o robô NAO, criado por uma empresa francesa. O robô fala português, tem 25 juntas móveis e consegue caminhar, dançar e até reagir a um empurrão. A Vivacity Didactic, empresa que importa o aparelho para o Brasil, recomenda o uso do NAO em cursos técnicos e universitários de diversas áreas, para explorar desde a robótica até o comportamento humano. Em saúde, por exemplo, o humanoide pode ser útil em pesquisas sobre o acompanhamento de idosos e a evolução de crianças com autismo, indica a Vivacity Didactic.

O robô tem blocos de função pré-determinados e comandos que podem ser definidos pelos alunos. A empresa espera vender pelo menos 20 unidades a instituições públicas de ensino superior e técnico em 2013, e afirma já ter fechado contrato com as universidades federais da Paraíba e de Santa Maria. O produto custa entre R$ 50 mil e 80 mil reais, dependendo da configuração.

A Tawboard é apresentada como a segunda geração das lousas digitais. O produto, desenvolvido pela Tawitech, permite que o professor escreva com uma caneta ótica sobre uma tela de projeção, da mesma forma que faria no quadro negro. Também é possível gravar as aulas e enviar aos alunos. O estudante verá duas telas, uma com tudo o que o professor escreveu e apresentou durante a aula (arquivos, páginas da internet visitadas, textos e anotações) e outra com a imagem do docente durante a explicação. O preço da Tawboard varia entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, dependendo da dimensão da tela. Veja aqui o vídeo que explica o funcionamento da lousa.

Outra solução que promete facilitar a vida e poupar a saúde dos professores é o Dynamic SoundField, um sistema de amplificação de voz para salas de aula, exportado pela empresa suíça Phonak. O docente utiliza um pequeno microfone sem fio e sua fala é transmitida por modulação digital para uma caixa de som vertical, que amplifica o som de forma uniforme. A diferença para um sistema de sonorização comum, é que o produto ajusta automaticamente o volume de acordo com o nível de barulho e tamanho da sala de aula, evitando que o som reverbere para outros ambientes.

“Tudo passa na Lei Rouanet”, diz Lobão em entrevista

0

Publicado por Folha de S.Paulo

Em uma hora e meia de entrevista concedida em sua casa, em Pompeia, zona oeste de São Paulo, Lobão ampliou os ataques de seu livro.

Entre diversos assuntos, disse que o país se encaminha para um novo golpe de Estado, criticou o passado da presidente Dilma Rousseff e a postura da líder brasileira na Comissão da Verdade.

Retrato do músico Lobão em sua casa na cidade de São Paulo

Retrato do músico Lobão em sua casa na cidade de São Paulo

Mais fotos aqui

Sobre o meio artístico, reclamou de nomes consagrados captarem recursos via Lei Rouanet, e disse se orgulhar de ter recusado a autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 2 milhões. Procuradas pela Folha, as pessoas citadas por Lobão não se pronunciaram até o fechamento desta edição.

Leia os principais trechos da entrevista. (LUCAS NOBILE)

*
Presidente Dilma e a Comissão da Verdade
Ela foi terrorista. Ela sequestrou avião, ela pode ter matado. Como que ela pode criar uma Comissão da Verdade e, como presidenta, não se colocar? Deveria ser a primeira pessoa a ser averiguada. Você vai aniquilar a história do Brasil? Vai contar uma coisa totalmente a favor com esse argumento nojento? Porque eles mataram, esquartejaram pessoas vivas, deram coronhadas, cometeram crimes.

O estopim, a causa da ditadura militar foram eles. Desde 1935, desde a coluna Prestes, começaram a dar golpes de Estado. Em 1961, começaram a luta armada. Era bomba estourando, eu estava lá. Minha mãe falava: você vai ser roubado da gente, o comunismo não tem família.

Quase um milhão de pessoas saíram às ruas pedindo para o Exército tomar o poder.

Acham que a junta militar estava a fim de dominar o Brasil? Não vejo nenhum desses presidentes militares milionário. E massacram os caras.

Regime militar
Não acredito em vítima da ditadura, quero que eles se fodam. Eu fui perseguido, passei quatro anos perseguido por agentes do Estado. Por que eu tinha um galho de maconha? Me botaram por três meses na cadeia. Nem por isso eu pedi indenização ao Estado. Devo ter sofrido muito mais do que 90% desses caras que dizem que foram torturados.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

PT
Esses que estão no poder, Dilma, Emir Sader, Franklin Martins, Genoíno, estavam na luta armada. Todos esses guerrilheiros estão no poder. Porra, alguma coisa está acontecendo! Em 1991, só tinha um país socialista na América Latina, hoje são 18. São neoditaduras pífias. A Argentina é uma caricatura, o Evo Morales, o Maduro. Vão deixar o comunismo entrar aqui? É a mesma coisa que botar o nazismo. A América do Sul está se tornando uma Cortina de Ferro tropical. Existe uma censura poderosíssima perpetrada por uma militância de toupeiras. Quem está dando golpe na democracia são eles, o PT está há dez anos no governo.

Golpe de Estado
Todo mundo fala da ditadura, do golpe militar, isso nunca esteve tão vivo. Os militares estão cada vez mais humilhados. As pessoas têm que entender que nenhum país civilizado conseguiu ser um país com suas Forças Armadas no Estado em que está a brasileira. Eles fizeram a Força Nacional, uma milícia armada, uma polícia política. Está tudo pronto para vir um golpe e as pessoas não estão vendo.

Ministério da Cultura
Se você tirar o Ministério da Cultura, o que não é sertanejo universitário morre. Eu recusei R$ 2 milhões do Ministério da Cultura para fazer uma turnê. O ministério libera tudo, e impressionam as temáticas: bandas mortas se ressuscitam para comemorar um aniversário de vida que não tem!

O próprio Barão Vermelho! Todos pediram grana [via lei de incentivo]: Barão, Paralamas.

O Gilberto Gil é o rei, um dos que mais pedem [recurso via Lei Rouanet]!

O cara foi ministro! Como é que as pessoas podem aturar isso? A Paula Lavigne é a rainha [da Lei Rouanet].

Por que os intelectuais brasileiros, diante de uma situação asquerosa como esta, ficam calados?

Tropicália
Todos esses mitos da Semana de 22 foram perpetuados por movimentos como o concretismo, o cinema novo, a Tropicália.

Sempre tive muito desinteresse pela Tropicália. Tom Zé, Jards Macalé e João Donato sempre foram melhores do que os que estão aí hoje representando o movimento, tanto o da bossa nova quanto o da Tropicália. João Donato dá de mil no João Gilberto porque ele é um puta compositor e pianista. Mas nunca tem o mérito, é tudo o pistolão, quem tem amigo, é da máfia. É conchavo o tempo todo. O Gilberto Gil, a Preta Gil, é um absurdo. Ganhou um império atrás dos benefícios do pai.

Rap
Os Racionais são o braço armado do governo, são os anseios dos intelectuais petistas, propaganda de um comportamento seminal do PT. Não acredito em cara ressentido.

Emicida, Criolo, todos têm essa postura, neguinho não olha, não te cumprimenta. Vai criar uma cizânia que nunca teve, ódios [raciais] estão sendo recrudescidos de razões históricas que nunca aconteceram aqui.

Estão importando Black Panthers, Ku Klux Klan. Tem essa coisa de “branquinho, perdeu, vamos tomar seu lugar”. Como permitem esse discurso?

‘Não escrever nunca foi uma opção’, conta Eduardo Spohr à PublishNews TV

0

PublishNews TV entrevista o autor de A Batalha do Apocalipse

Publicado por PublishNews

1Já está no ar, no canal do site www.publishnews.com.br/tv, mais uma entrevista da PublishNews TV. Desta vez o entrevistado é o craque Eduardo Spohr, autor do fenômeno editorial A Batalha do Apocalipse, lançado em 2007, e que lança agora seu novo livro Anjos da Morte (Verus).

Nessa entrevista, Spohr fala sobre as metáforas dos personagens, o processo da escrita e a pesquisa, inclusive in loco, por trás de seus livros. “A primeira escala é a pesquisa na internet, depois você precisa ler livros inteiros e por último procurar estar nos lugares e viajar”, conta Spohr.

Mas nem só de rigor vivem seus livros: “O romance precisa ter um cuidado histórico, mas ele não só pode como deve tomar certas liberdades artísticas”, conta o ex-jornalista, cujos títulos saíram do nicho dos leitores nerds e atingiram o grande público com grande sucesso. Até leitoras da Avon viraram fãs e, conta Spohr, lhe escrevem pedindo cenas mais “calientes”.

O suborno ornamental

0

Sérgio Rodrigues, na Veja

O verbo “ornar” está longe de ter caído em desuso, mas também não tem sido visto com muita frequência ornando o discurso dos brasileiros. Tem origem no latim ornare (“fornecer, equipar, armar, aparelhar, preparar, embelezar”), mas foi apenas na última dessas acepções, e portanto como sinônimo de “enfeitar”, que chegou ao português no século XIV. Seus parentes etimológicos adornar e ornamentar também carregam o mesmo sentido.

A curiosidade desta semana não está tanto no verbo ornar, mas em seu primo subornar – que, acredito, dispense definições. Mais precisamente, no fato mesmo de haver tal parentesco entre um vocábulo inocente, ligado ao aprimoramento estético, e um culpado até a medula, que designa o ato de dar propina, corromper, comprar os favores de alguém para obter uma vantagem ilícita. Entre uma ação executada para que todos vejam e outra que vive nas sombras. Que relação poderia haver entre ornar e subornar?

Subornar, palavra do século XVI, também veio do latim: subornare é apenas o verbo ornare adornado pelo prefixo sub, que no caso indica algo que se passa às escondidas, de forma oculta ou furtiva – o mesmo papel que desempenha no adjetivo sub-reptício e no verbo surrupiar (ou surripiar), em que o prefixo perde o b, mas está lá.

Conclui-se de tudo isso que subornar é, em sua raiz, simplesmente o ato de “fornecer, equipar, armar, aparelhar, preparar, embelezar” – mas por baixo do pano, às escondidas. Serve dinheiro vivo, claro.

Go to Top