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Como se pronuncia Camus, ou por que é importante conversar sobre livros

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Marcela Ortolan, no Livros e Afins

Sempre lembro de um livro que li quando tinha uns 11 ou 12 anos chamado Crescer é Perigoso, de Marcia Kupstas. Em vários momentos da narrativa não sabia do que o autor estava falando. Por exemplo, quando o personagem falava do livro O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, dizendo que achava um máximo que a escola obrigasse a ler um livro que tivesse tanta sacanagem, só fui entender do que o personagem estava falando quando conheci e li (também obrigada pela escola) O Cortiço aos 14 anos.

Crescer é uma atividade  de alta periculosidade.

Crescer é uma atividade de alta periculosidade.

Algo engraçado desse livro é que eu não sabia o que era e não tinha a menor ideia de como se pronunciava a palavra walkman. Cheguei a procurar no dicionário, que sempre ficava por perto, e obviamente não achei. Só muitos anos mais tarde fui descobrir o que era e como pronunciava essa palavra misteriosa. Lembrei disso especialmente hoje por que estava lendo o texto Flerte da Caminhante Diurno em que ela relata a  de algo semelhante e do mesmo problema com o significado de uma palavra desconhecida. (Destaque especial para o video que ilustra o texto).

Alias, esse problema se repete até hoje comigo em diversas situações. Hoje é mais raro ter problemas com significado ou pronuncia de palavras, um pouco pelo extenso treino de leitura, mas principalmente pelos buscadores e dicionários on-line que nos deixam a par de significados inatingíveis há poucos anos.

O mais comum é errar a pronuncia do nome de algum autor. Demorei vários meses para descobrir que Camus se pronuncia “camí”. E essa dificuldade recorrente com nomes de autores me fez perceber o quanto é difícil de encontrar pessoas que gostam de literatura dispostas a conversar.

A Internet ajuda, mas, em geral a comunicação se da da forma escrita o que não colabora na descoberta da pronuncia correta.

Boa parte da experiencia de leitura de um livro acontece no momento em que conversamos com alguém sobre ele. Ao compartilhar as impressões sobre um livro visualizamos novas nuances da história, outras interpretações, enriquecemos com outros pontos e vista e amadurecemos como leitores. Eventualmente, até descobrimos a pronuncia correta de uma palavra ou nome. Por fim, tudo isso potencializa o poder da leitura.

Para ler mais e melhor cultive seus amigos leitores.

No escurinho de casa

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Cassia Carrenho, no PublishNews

1Filmes e séries recheiam a lista da semana

Apesar de os livros de romance erótico ainda dominarem a lista – são seis na lista geral – o destaque da semana vai para os livros que também estão nas telonas dos cinemas (ou na telinha da TV). Na lista geral são três livros: O lado bom da vida (Intrínseca), As vantagens de ser invisível (Jovens Leitores) e As aventuras de Pi (Nova Fronteira). Na lista de não ficção, temos Lincoln (Record); e na de ficção, O Hobbit (WMF) e a adaptação da série televisiva The walking dead: O caminho para Woodbury (Galera Record). Já não é de hoje que a mistura entre a leitura e as telas combina mais do que pipoca e cinema, ainda mais no mês em que acontece a entrega do famoso Oscar. Aqui, o Oscar está indo para quem acreditou nessa combinação.

A grande surpresa da semana foi o livro Te cuida! (Casa da Palavra/LeYa) que voltou à lista na primeira colocação da categoria de não ficção, vendendo 1.076 exemplares.

No ranking das editoras, a Sextante continua líder, com 16 livros, seguida de um empate entre Intrínseca e Ediouro, com 11 livros. Em 3º lugar, tivemos outra surpresa com a Clio Editora, que emplacou 7 livros, inclusive o estreante A ciência de ficar rico. A Companhia das Letras ficou em 4º lugar, com a ajudinha do lançamento A seleção, primeiro livro do selo Seguinte a entrar na lista.

Para cumprir lei, Brasil precisa construir 130 mil bibliotecas

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Imagem: Google

Imagem: Google

Publicado por Terra

O Brasil precisa instalar 130 mil bibliotecas até 2020 para cumprir a lei 12.244, que determina a existência de pelo menos um livro por aluno em cada instituição de ensino do País. Atualmente, na rede pública apenas 27,5% das escolas têm biblioteca. Segundo levantamento do movimento Todos pela Educação, para equipar todas as instituições, seria necessário construir 34 unidades por dia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os Estados mais carentes estão nas regiões Norte e Nordeste. Na rede municipal do Maranhão, por exemplo, só 6% das escolas têm biblioteca. São Paulo também é destaque negativo no levantamento, já que 85% das unidades da rede pública não contam com o espaço de leitura. A justificativa mais comum para não cumprir a lei é a falta de espaço físico, já que muitas das novas escolas são construídas em terrenos apertados.

dica do Chicco Sal

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