Contando e Cantando (Volume 2)

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The Umbrella Academy | Revelados novos detalhes sobre a série da Netflix

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Hyader Oliveira, no Cromossomo Nerd

As gravações da série em live action baseada na graphic novel The Umbrella Academy, que será exibida pela Netflix, começarão em breve, e o quadrinista Fábio Moon – irmão gêmeo do ilustrador da série, Gabriel Bá – e roteirista Gerard Way (vocalista da banda My Chemical Romance), conseguiram assistir à primeira leitura do roteiro com a presença do elenco, Moon ilustrou a cena, e compartilhou isso em um post de seu Instagram.

Veja os comentários de Moon e Way sobre o momento abaixo:

“Um dos momentos mais incríveis do nosso tempo aqui em Toronto foi assistir à leitura do primeiro episódio com o elenco inteiro. Ver todos os atores lá, juntos, e ouvir todo o roteiro em voz alta, foi incrível. Aqui começamos a ver o quanto os atores iriam trazer para esses personagens, e como era excitante ver esta história acontecer além das páginas dos quadrinhos. #umbrellaacademy #wondertwinsumbrellaadventure #netflix #ucp #darkhorse ”

“Um dos belos desenhos de @fabiomoon durante a produção The Umbrella Academy. Este foi um dia particularmente emocionante, pois pudemos ouvir o elenco completo ler o roteiro. A série está saindo, excelente elenco, excelente equipe, ótimo para todos! #umbrellaacademy #darkhorsecomics #ucp #netflix “

The Umbrella Academy será uma série de dez episódios baseada na graphic novel de mesmo nome, criada e escrita por Way, ilustrada por Bá e publicada pela Dark Horse Comixs. A adaptação da Netflix segue os desajustados membros de uma família esquisita de super-heróis (The Umbrella Academy) enquanto trabalham juntos para resolver a morte misteriosa do pai da família, enquanto lutam para trabalhar em conjunto mesmo com suas habilidades e personalidades divergentes.

O elenco inclui: Ellen Page (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido) como a irmã Vanya, que aparentemente não tem poderes mas é apaixonada por música. Tom Hopper (Game of Thrones, Black Sails) como Luther/Spaceboy, líder da The Umbrella Academy; Emmy Raver-Lampman (Hair, Wicked) como Allison/The Rumor, que pode alterar a realidade com suas mentiras; David Castañeda (Blindspot, Switched at Birth) como Diego/The Kraken, o rebelde e inconsequente membro da família; Robert Sheehan (Mortal Engines, Mute) como Klaus/The Séance, que pode falar com os mortos quando está sem sapato; e Aidan Gallagher como Number Five/The Boy, o viajante do tempo da família, com um cérebro inteiramente jovem.

Flip em detalhes: saiba mais sobre a 15ª edição da Festa Literária de Paraty

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Praca da Igreja Matriz, em Paraty - Monica Imbuzeiro / Agência O Globo

Praca da Igreja Matriz, em Paraty – Monica Imbuzeiro / Agência O Globo

Edição de 2017 terá mais autoras e autores negros e orçamento menor

Publicado em O Globo

Abertura: O evento começa hoje, às 19h15m, com a sessão “Lima Barreto: triste visionário”. A historiadora e antropóloga Lilia Moritz Schwarcz vai apresentar uma aula-espetáculo sobre o autor homenageado, com participação de Lázaro Ramos. A direção de cena é de Felipe Hirsch. Às 21h30m, o pianista André Mehmari fará a primeira audição de sua “Suíte Policarpo”

Menos dinheiro: Neste ano, o orçamento da festa foi reduzido para R$ 5,7 milhões, contra R$ 6,8 milhões em 2016. O valor engloba atividades desenvolvidas ao longo de todo o ano em Paraty

Menos público: A capacidade do Auditório da Matriz, como foi rebatizada a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, é de 450 lugares. Há mais 700 cadeiras no Auditório da Praça, onde haverá um telão com transmissão ao vivo e tradução simultânea. A antiga Tenda dos Autores tinha capacidade para 850 pessoas

Mais editoras: 56 casas participam da festa (a conta foi feita a partir das obras publicadas pelos autores convidados)

Mais mulheres: São, no total, 46 autores convidados para a Flip, sendo 24 mulheres e 22 homens (é primeira vez em que o número de mulheres é maior que o de homens)

Mais negros: 30% dos autores convidados são negros; entre eles, os brasileiros Conceição Evaristo e Lázaro Ramos, o americano Paul Beatty e o jamaicano Marlon James

Tinder Literário: usuários dão match em sinopses de livros exibidas pelo Book4you

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Bianca Bellucci, no 33Giga

O Book4you é conhecido como o “Tinder Literário”. Isso porque o serviço exibe sinopses de livros, mas não diz quem é o autor, a capa ou o nome. Cabe ao usuário clicar no coração, se a história parecer interessante, para descobrir qual é a obra. O serviço está disponível na web e em forma de aplicativo para Android – a versão para iOS está em desenvolvimento.

Após fazer um cadastro rápido, o Book4you exibe uma série de listas que separam os livros em categorias. Entre elas estão: Não aguenta bebe leite (obras com mais de 600 páginas), Eu já li esse filme! (títulos adaptados para o cinema), e Knights & Kings (histórias medievais regadas a batalhas, dragões e flechas).

Ao acessar algum dos gêneros, o usuário é impactado pelas sinopses. Se uma chamar sua atenção, clique no coração e o livro será revelado. Além de conferir mais detalhes sobre a obra, é possível encaminhar o título para uma das três listas pessoais: Já li, Tenho em casa ou Comprar. Também é possível ser direcionado para um e-commerce para adquiri-lo.

Uma boa sacada do Book4you é que, diferentemente do Tinder, é possível dar outra chance para as sinopses. Sendo assim, mesmo que você não tenha gostado inicialmente da história, dá para voltar e repensar. Quem sabe até a obra acabe ganhando um coração.

O Book4you é gratuito em ambas as plataformas. Porém, a versão Android recentemente lançada ainda está instável. Ela está travando e alguns comandos não são acionados. O aplicativo foi testado pelo 33Giga em um smartphone com Android 5.0.2.

Segredos da Guerra dos Tronos: GRRM revela detalhes sobre o Mundo de Gelo e Fogo

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George R. R. Martin (foto de Reuters/Denis Balibouse)

George R. R. Martin (foto de Reuters/Denis Balibouse)

Publicado pela Revista Bang

O artigo em baixo reproduzido apresenta spoilers da saga Crónicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin

Aprendi ainda mais sobre a Guerra dos Tronos pelo fascinante livro The World of Ice and Fire do que ao entrevistar o autor.

No domingo tive o enorme prazer de entrevistar o autor George R. Martin ao vivo na New York City’s 92nd Street Y. A ocasião devia-se à publicação do novo livro exuberantemente ilustrado The World of Ice and Fire, sobre as terras fictícias onde decorrem os romances de Martin e a série Guerra dos Tronos da produtora HBO.

1O livro foi escrito por Martin em colaboração com os ‘superfãs’ Elio M. e Garcia Jr. e Linda Antonsson, cujo conhecimento enciclopédico desta saga é semelhante à matéria de que se fazem as lendas.

George tornou-se bastante reservado no que toca a revelar informação que poderia arruinar as tramas dos futuros livros (mais dois romances estão planeados para As Crónicas de Gelo e Fogo). Muito do que ele referiu em 92Y – que a Muralha foi baseada na Muralha de Hadrian (a muralha que divide Inglaterra da Escócia) que George Martin visitou; que o autor imagina a Eyrie como algo semelhante ao Castelo de Neuschwanstein do Rei Ludwig, na Baviera – tal já era conhecido pelos seus fãs mais aguerridos. No entanto, um novo público para esta saga foi criado, sejam leitores mais casuais da saga ou aqueles que apenas estão familiarizados com o programa da HBO, e esse público irá encontrar muitas respostas a perguntas verdadeiramente explosivas das páginas d’As Crónicas de Gelo e Fogo. Eis algumas das mais intrigantes.

As crianças de aspeto bizarro que ajudaram Bran e a maioria do grupo no final da 4ª temporada não são crianças. Na verdade nem sequer são humanos.

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Tal como os gigantes (vistos durante o cerco à Muralha), as criaturas denominadas Filhos da Floresta habitaram Westeros antes da vinda dos Primeiros Homens. Foram os Filhos da Floresta que cravaram e esculpiram os rostos nas árvores coração, como a que se encontra em Winterfell. Apesar de inicialmente serem inimigos dos Primeiros Homens e guerrearem, os dois grupos acabaram por pacificar-se e no Norte, de onde a família Stark é originária, muitos ainda idolatram os deuses antigos dos Filhos da Floresta tal como são representados nos rostos esculpidos das árvores coração. Os sábios e sacerdotes dos Filhos da Floresta eram chamados de videntes verdes e tinham sonhos proféticos, semelhantes aos sonhos de Bran e Jojen. (Aliás, Jojen vem de uma tribo, os cranogmano, da qual existem rumores que se terão cruzado genealogicamente com os Filhos da Floresta; e um dos antepassados de Bran casara com a filha do último rei dos cranogmano). Inicialmente pensava-se que os Filhos da Floresta tinham desaparecido completamente de Westeros.

Westeros é palco de conflitos religiosos.

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Enquanto a Fé dos Sete é a religião dominante nos Sete Reinos, nem sempre fora assim. Foi trazida para Westeros pelos Ândalos, invasores de Essos (o grande continente a leste de Westeros; e onde Daenarys viveu a maior parte da sua vida). A dinastia de Daenarys, os Targaryen, adotaram essa crença quando se viraram contra os Ândalos e se deu o seu êxodo para fora da terra mãe, a sul de Essos. Enquanto os fãs da série televisiva estão familiarizados com uma igreja que é subordinada da família real, nem sempre fora assim tão dócil. Duas ordens, os Filhos Guerreiros e os Pobres Irmãos – conhecidos coletivamente como Fé Militante ou Espada e Estrelas – iraram-se contra o sucessor do primeiro rei Targaryen, uma vez que a Fé abominava a prática dos casamentos incestuosos, comum na dinastia Targaryen. O terceiro rei Targaryen, Maegor o Cruel, reprimiu brutalmente e demitiu os Fé Militante, proibindo ordens religiosas de empunharem armas dali em diante. Este decreto será decerto significativo nas próximas temporadas da série da HBO.

Os Targaryen eram incestuosos por razões estratégicas, ao contrário dos Lannister.

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A prática de casar irmãos e irmãs era comum na pátria dos Targaryen, de Valyria, porque o dom de domesticar dragões era uma herança que se adquiria geneticamente, e o clã pretendia manter esse dom na família. Mas mesmo aqueles que nasciam com esse dom não tinham o trabalho facilitado, como se demonstra pela dificuldade de Daenarys em domar os seus dragões. No 92Y, Martin conta que uma grande amiga sua e colaboradora, a escritora Melinda Snodgrass, tem um cavalo lusitano e pratica equitação – as suas experiências a treinar cavalos mostraram a Martin a dificuldade que seria treinar dragões.

Tywin Lannister nasceu já com o feitio difícil, um “hard ass”.

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Quando o pai de Tyrion e Cersei era um bebé, o avô deles tentou acariciar o cabelo a Tywin, mas o bebé mordeu-lhe. The World of Ice and Fire também oferece a descrição completa do incidente que inspirou a infame canção “As Chuvas de Castamere”, cujo início assinalou o começo da carnificina decorrida no Casamento Vermelho. A Casa Reyne, uma família de fidalgos de classe alta, desafiara as ordens de Tywin e retirara-se com as suas mulheres e crianças para as caves sob o seu castelo, o Castelo de Castamere, enquanto Tywin marchava com as suas tropas até aos portões. Tywin ignorou o pedido de tréguas dos Reyne, selou as caves e inundou-as, queimando de seguida o castelo até só restarem cinzas. As caves continuam seladas até hoje.

Margaery Tyrell descende de uma longa lista de personagens inteligentes.

1Muitas das outras casas nobres de Westeros encaram a Casa Tyrell como “servos ricos”, uma vez que ganharam protagonismo político através da ágil habilidade a conseguir ligações com os monarcas da Campina, Casa Gardener. Os Tyrell eram tão bons nisto que casaram com diversas princesas Gardener. Quando a linhagem Gardener cessou de existir, os métodos prudentes e perspicazes dos Tyrell foram recompensados: Aegon o Conquistador (antepassado de Daenarys) fê-los senhores da região, ignorando as muitas outras casas com linhagens mais nobres. Os Tyrell fizeram com que Jardim de Cima, o seu castelo, se tornasse o centro da cultura, música e belas-artes, assim como o centro do cavalheirismo, um pouco como Provence, no sudeste de França, foi durante a Idade Média.

O povo de Oberyn Martell sabia como combater dragões.

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Dorne, o reino austral arenoso de Westeros, foi aquele que mais tempo resistiu à invasão dos Targaryen. Eles fizeram-no evaporando-se para as zonas rurais sempre que um dos dragões Targaryen aparecia, sem oferecer resistência quando queimaram as casas e quintas. Em vez disso, e liderados pela perspicácia da Princesa Meria, esperaram até os dragões partirem, para depois se tornarem uma legião de guerrilha altamente eficaz contra as forças de ocupação dos invasores (apesar de terem realmente matado um dragão assim como a sua condutora, a irmã do rei). Depois da Princesa Meria morrer, o seu filho e herdeiro enviou uma mensageira a Porto Real a pedir a paz, sob condição de não terem que ser coagidos a considerar Aegon o Conquistador como senhor de Dorne. Aegon estava determinado a recusar quando a mensageira, uma princesa de Dorne, lhe dera uma carta privada do seu pai. “Aegon leu a carta no Trono de Ferro, e dizem que, quando se levantou, a sua mão sangrava tal era a força com que apertava a carta.” Queimou a carta e concordou em agir segundo os termos de Dorne. Ninguém sabe o que continha a carta. Os Targaryen nunca obtiveram sucesso a subjugar os Dornish, e Dorne juntou-se aos Sete Reinos através de uma aliança pacífica e ligações matrimoniais com a casa Real quase dois séculos depois da receção da tal carta por Aegon.

Melisandre vem definitivamente de paragens longínquas.

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Um dos aspetos mais intrigantes de The World of Ice and Fire é o conhecimento comum que subsiste em relação às terras nas fronteiras do “mundo conhecido”. Estas terras incluem locais como as Mil Ilhas, cujos habitantes se assemelham a pescadores de uma história de Lovecraft, ou o império fabuloso de Yi Ti. Melisandre vem de uma das mais remotas e sinistras cidades portuárias estrangeiras, uma antiga cidade austro-oriental conhecida como Asshai. Quando era jovem, Melisandre foi vendida ao Templo Vermelho do deus R’hllor, o Senhor da Luz, idolatrado por uma religião maniqueísta que Martin indica ter sido inspirada no zoroastrismo. R’hllor tem poucos crentes em Westeros no momento em que a história decorre, mas como Martin explicou, o dom que alguns sacerdotes possuem de reavivar os mortos, entre outros poderes mágicos, é “persuasivo”. De acordo com The World of Ice and Fire, Asshai, afamada pelos seus feiticeiros e sacerdotes, é construída inteiramente por uma pedra negra com “uma sensação gordurosa e desagradável”. A luz em Asshai é sempre soturna, mesmo em dias de verão, e as ruas são estranhamente silenciosas, particularmente à noite. Nenhuma criança reside lá.

A biografia é um gênero literário menor que virou indústria

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Biografia

Título original: Melancolérico hidropirantropos

Mario Sergio Conti, na Folha de S.Paulo

A biografia é um gênero literário menor que virou indústria.

Numa prosa de autoajuda, a linha de montagem biográfica junta fofocas lúbricas e detalhes pernósticos. O autor dá ao livro um lustro acadêmico e o marketing decide se é uma denúncia escandalosa ou a celebração de um tipo excepcional. Pronto, mais uma mercadoria na prateleira.

Até o pobre Brecht foi moído pela máquina de trivialidades. Numa das suas biografias mais reputadas, se diz que ele gostava de transar de pé. Pior: espiando pela fechadura, o pudibundo biógrafo adotou o ar escandalizado de uma tia coroca e recriminou o dramaturgo pelos maus modos.

A situação pode estar mudando. Saiu há pouco na Inglaterra “Bertolt Brecht – A Literary Life”, a sua primeira grande biografia em duas décadas. Stephen Parker, o autor, é professor universitário e crítico de literatura alemã. Ele teve acesso a muito material inédito —sobretudo prontuários médicos— e o organizou de maneira clara.

Com isso, Parker poderia ter escrito uma boa biografia, mas fez um pouco mais em dois aspectos cruciais. Com argúcia para a história, ele dá textura às primeiras décadas do século 20, que definiram a arte e a vida de Brecht. Ele foi forjado existencialmente pela vitória bolchevique de 1917 e, logo em seguida, pela derrota da revolução alemã.

As revoluções o marcaram mais do que o exílio de 16 anos, apesar de os nazistas, nas suas palavras, lhe terem roubado a casa, o carro, o palco e o público. O fracasso ou o sucesso de suas peças (“A Ópera dos Três Vinténs” esteve em cartaz em 22 cidades de quatro países simultaneamente), não o afastaram do que considerava a sua missão: batalhar pela mudança radical da vida.

Talvez por isso Brecht tenha criado um neologismo para se autodefinir: “melancolérico”. Ou que um amigo o tenha chamado de “hidropirantropos”, o homem de água e fogo. Ele tinha sensibilidade extremada e combinava em si contradições insolúveis.

O destino da revolução na Europa explica também as suas relações conflitantes e ambíguas com o stalinismo. Ele nunca se filiou ao Partido Comunista, apesar de ter editado uma revista cultural do governo em Moscou. Sempre defendeu Stálin, mas disse a Walter Benjamin, em 1931, que “Trótski era o maior escritor europeu vivo”.

A segunda virtude de Parker é fazer crítica estética a fundo. Não se trata apenas da discussão da arte anti-ilusionista de Brecht, da junção que ele fez de vanguarda estética e política revolucionária. Ou de suas querelas com o naturalismo, com Lukács e o realismo socialista, com a Escola de Frankfurt, Thomas Mann ou Hollywood.

Parker desce a detalhes. Lembra o impacto que Bob Dylan teve ao descobrir, na primeira juventude, as canções brechtianas. Conta que, na Londres dos anos 1930, Brecht elogiou uma encenação de “Sweeney Agonistes”, do arquirreacionário T.S. Eliot. Para Parker, ele compartilhava com Eliot e W.B. Yeats (que estava na plateia) o gosto pela estilização do teatro Nô japonês.

O biógrafo nota que “A Santa Joana dos Matadouros”, a peça na qual a influência de “O Capital” é mais evidente, só foi levada aos palcos depois da morte de Brecht.

Para Parker, o melhor da arte brechtiana, o que vai ficar, está nos poemas líricos e na primeira versão de “Galileu”, segundo ele uma peça mais autobiográfica do que sobre o cientista italiano.

Difícil dizer. No fecho de um de seus últimos poemas, Brecht escreveu que, se pudesse escolher, queria:

Das vidas, a lúcida,

Das mortes, a rápida.

Para além da vida e da morte, só neste ano, e só na Inglaterra, foram publicados os seus poemas de amor, os seus escritos teóricos e uma história do Berliner Ensemble, o teatro de Brecht no pós-guerra.

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