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Deuses Americanos, de Neil Gaiman, ganhará versão em quadrinhos

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Samir Naliato, no Universo HQ

Deuses Americanos é um dos livros mais conhecidos e celebrados de Neil Gaiman. Lançado originalmente em 2001, já saiu no Brasil por duas editoras: primeiramente pela Conrad e, neste mês de outubro, será relançado pela Intrínseca.

Agora, a Dark Horse anunciou que adaptará a história para os quadrinhos, com roteiro de P. Craig Russell e arte de Scott Hampton.

Russell é conhecido de Gaiman e já trabalhou com o autor na série Sandman, além de adaptar o livro ilustrado Sandman – Os Caçadores de Sonhos em forma de HQ.

A série contará ainda com desenhos dos artistas convidados Walt Simonson, Mark Buckingham, Colleen Doran, do próprio P. Craig Russell e outros. As capas serão de Glenn Fabry e Adam Brown, além de capas variantes de David Mack e Dave McKean.

Ao todo, serão 27 edições que contemplarão três arcos de histórias: Shadows, My Ainsel e The Moment of the Storm. O lançamento será em março de 2017.

Deuses Americanos também está sendo adaptado para uma série de televisão, pelo canal Starz (assista ao trailer no final deste artigo).

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A história mostra a jornada de Shadow Moon, um ex-presidiário de trinta e poucos anos que acabou de ser libertado e cujo único objetivo é voltar para casa e para a esposa, Laura. Os planos de Shadow se transformam em poeira quando ele descobre que Laura morreu em um acidente de carro. Sem lar, sem emprego e sem rumo, ele conhece Wednesday, um homem de olhar enigmático.

Shadow aceita trabalhar para Wednesday e embarca em uma viagem tumultuada e reveladora por cidades inusitadas dos Estados Unidos, um país tão estranho para Shadow quanto para Gaiman. É nesses encontros e desencontros que o protagonista se depara com os deuses – os antigos (que chegaram ao Novo Mundo junto dos imigrantes) e os modernos (o dinheiro, a televisão, a tecnologia, as drogas) –, que estão se preparando para uma guerra que ninguém viu, mas que já começou. O motivo? O poder de não ser esquecido.

EDITORA INTRÍNSECA IRÁ RELANÇAR A OBRA-PRIMA DE NEIL GAIMAN “DEUSES AMERICANOS”

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gaiman

Publicado no Cabana do Leitor

Em breve, a Intrínseca relançará o clássico, em uma nova Edição, preferida do Autor. Contando com capítulos expandidos, artigos, uma entrevista com Gaiman e um inspirado texto de introdução, o livro chega às livrarias a partir de 24 de outubro

Em 1992, Neil Gaiman deixava a Inglaterra, sua terra natal, e se mudava para os Estados Unidos.

Tendo consumido ao longo da vida séries, livros e filmes que exaltavam a cultura americana, o autor acreditava que a adaptação ao novo lar seria tranquila. Mas, ao chegar, Gaiman finalmente pôde conhecer o país a fundo.

Misturando suas experiências com diversas referências mitológicas, o autor captou a essência americana em um livro, lançado originalmente em 2001 e que se tornaria uma de suas obras mais importantes: Deuses americanos.

A premissa central do romance é a de que os deuses e as criaturas mitológicas existem porque as pessoas acreditam neles. Os imigrantes que chegaram aos Estados Unidos levaram consigo espíritos e deuses.

Porém, o poder destes seres mitológicos foi diminuindo à medida que as crenças das pessoas foram desaparecendo. No entanto surgiram novos deuses que refletem as obsessões dos americanos.

A história acompanha Shadow Moon, que passou quase três anos na cadeia ansiando retornar para a esposa. Dias antes do fim de sua pena, Shadow descobre que ela faleceu após um acidente de carro, e fica sem rumo na vida.

Após o velório, ele conhece Wednesday, um homem com olhar enigmático e que está sempre com um sorriso insolente no rosto, e ele lhe oferece um emprego. É em sua nova função que Shadow começa a desvendar a real identidade de seu chefe e que, além de pessoas dos mais diversos cantos do mundo, os Estados Unidos também se tornaram a morada de deuses dos mais variados panteões.

Em 2017, a obra será adaptada para a TV, em uma série produzida por Bryan Fuller (das sériesHannibal, Pushing Daisies e dos novos filmes da franquia Star Trek) e pelo próprio Gaiman. Shadow Moon será interpretado pelo ator Ricky Whittle (da série The 100), enquanto Ian McShane (Piratas do Caribe e Game of Thrones) fará Wednesday. Completam o elenco Gillian Anderson (Arquivo X), Emily Browning (Desventuras em Série), Pablo Screiber (Orange is the new black) e Crispin Glover (De Volta Para o Futuro).

Lançando livro ilustrado no Brasil, Neil Gaiman diz que já tem visão de mundo consolidada

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O autor Neil Gaiman - OZIER MUHAMMAD / NYT

O autor Neil Gaiman – OZIER MUHAMMAD / NYT

Conto ‘A verdade é uma caverna nas Montanhas Negras’ do autor de ‘Sandman’ ganha uma edição de luxo no Brasil

Fabiano Ristow, em O Globo

RIO — Uma lenda escocesa fala de uma caverna incrustada nas Black Cuillins — também conhecidas como Montanhas Negras —, na Ilha de Skye, em que o viajante encontra ouro pronto para ser levado livremente, sem qualquer empecilho. Mas poucos estão dispostos a executar a façanha, por mais tentadora que seja. É que, dizem, aquele que volta com o ouro no bolso deixa no local um pedacinho de sua alma, tornando-se um pouco mais maligno.

Autor de “Sandman” e “Deuses americanos”, Neil Gaiman nunca tinha se deparado com essa história. Isso é particularmente surpreendente, considerando que estamos falando do homem que escreveu quase cem livros, entre ficção e não ficção, contos e romances, muitos enraizados em conceitos mitológicos e folclóricos. A lenda o inspirou a escrever “A verdade é uma caverna nas Montanhas Negras”, conto originalmente publicado na antologia “Stories”, de 2010, que agora ganha uma edição de luxo pela Intrínseca com ilustrações de Eddie Campbell (o mesmo de “Do inferno”, HQ de Alan Moore).

“A verdade…” foi recitado pelo próprio Gaiman num festival no Sydney Opera House, chamado Graphic, com projeções dos desenhos de Campbell e trilha sonora composta pelo quarteto de cordas FourPlay. O espetáculo passou por Londres, Tasmânia e São Francisco, culminando numa apresentação num lotado Carnegie Hall, em Nova York, ano passado.

Como o conto se beneficia desse formato multimídia?

Uma das coisas que sempre tento fazer, como escritor, é entrar na cabeça das pessoas. Tentei fazer isso de uma maneira que lembrasse tradições antigas. Histórias como “Odisseia”, da Grécia, e “Conto dos dois irmãos”, do Egito, foram proclamadas. Além disso, eu queria fazer um experimento: e se tivéssemos ilustrações enormes? E se eu estivesse lá contando uma história? Essencialmente, é como se o público vivenciasse um filme dentro de suas mentes. Repetimos a experiência meia dúzia de vezes, e fomos aplaudidos de pé. Incrível.

Na história, quem leva o ouro da caverna perde o prazer pela vida. Você acha que o dinheiro faz isso com uma pessoa?

Normalmente, em contos, cavernas cheias de ouro mágico também são habitadas por dragões e coisas assim. Não era o caso aqui. Achei fascinante, em parte por causa da ideia de que algo pelo qual você não lutou para conseguir pode tirar uma parte essencial de você. É verdade que o dinheiro faz isso com as pessoas. Conheço casos. Para alguns, a riqueza lhes tirou o prazer pela vida. Para outras, era apenas algo que recebiam por fazer o que amavam. Penso em pessoas como o meu amigo Terry Pratchett (autor da série “Discworld”, morto em março, com quem Gaiman colaborou no romance “Belas maldições”, de 1990). Ele era um dos homens mais ricos da Inglaterra, mas jamais escreveu por dinheiro. Escrevia porque amava livros.

O conto é sombrio e fantasioso, e, portanto, encaixa-se com outras obras suas, inclusive as infantis. Por que escrever sobre isso?

Já vivemos num universo em que coisas sombrias acontecem — e boas também. Uma das obrigações de um escritor é refletir esses dois tipos de mundo. Disto isso, imagine se você escrever uma história assim: “Era uma vez um homem feliz que acordava feliz todos os dias, e tudo estava perfeitamente ótimo com ele, e, à noite, deitava-se superfeliz em sua cama. Sete anos depois, ele morreu feliz”. Os leitores se sentiriam enganados. A maioria das ficções é sobre personagens em busca de objetivos, tendo que solucionar problemas. Se essas histórias significam alguma coisa, é sobre ter esperança. Para se ter esperança, é preciso do desespero.

Você já colaborou com vários ilustradores. Por que Eddie Campbell dessa vez?

Os traços dele são simples, não são afetados. Ele é incrivelmente preciso. Mas há também o fato de ele ser escocês. Eu não queria sentir que estava lidando com um palco, com pessoas fantasiadas. Os dois protagonistas precisavam vestir roupas que usariam na vida real, e não parecer que acabaram de sair de uma loja de fantasias.

Você sempre citou autores que o influenciaram, como J.R.R. Tolkien e Lewis Carroll. Destacaria algum escritor contemporâneo?

O problema é que, quando você tem 54 anos, é difícil ser influenciado. Não digo mais: “Você mudou a maneira como vejo o mundo!”, porque a essa altura minha visão de mundo é bem consolidada. Dito isso, eu ainda consigo ler um autor e pensar: “Eu amo o que você faz.”

Hoje você influencia as pessoas.

Isso! Escritores jovens, na casa dos 20 ou 30 anos, leram-me durante suas vidas inteiras. Não é fascinante? De qualquer forma, hora ou outra leio algo que me dá uma sensação nova.

Tipo quem?

Por exemplo, David Mitchell (de “Cloud Atlas”). Eu pensei: “Eu te amo. Você é como eu quando eu era jovem”. Uma das razões pelas quais gosto de celebrar autores é que ninguém existe num vácuo. Nenhum artista, seja músico ou escritor, inventou a si próprio. A maioria começou de algum lugar. Somos a soma de todas as nossas influências. É muito simples eu dizer que tais pessoas me formaram aos 10 ou 20 anos. Mas, aos 25, eu me sentia como um grande bolo já assado. É difícil, hoje, inserir ingredientes no bolo.

E autores brasileiros, já leu algum?

Vamos ver… (pausa) Sei que já li. Quando fui ao Brasil, recomendaram-me músicos. Ouvi Caetano Veloso e Marisa Monte. O mesmo aconteceu com romancistas e contistas, como… Fonseca? Ele é brasileiro, né?

Rubem Fonseca?

Se eu lembrar, aviso (logo após a entrevista, Gaiman disse para seus 2,2 milhões de seguidores no Twitter que teve um “branco”, recebendo dos fãs brasileiros dezenas de sugestões).

O mercado editorial é diferente do de quando você começou. A internet abriu a possibilidade da autopublicação, por exemplo. Ainda assim, você acha que há gente talentosa que não tem o reconhecimento merecido?

O que acontece de fato é que estamos num período de transição. Até dez anos atrás, todos conheciam as regras para ser publicado: encontrar o “guardião”, ou seja, o editor ou agente que o deixaria entrar pelo portão e publicaria seu trabalho. Hoje, com um clique, você alcança, literalmente, bilhões de pessoas. A figura do guardião está menos relevante, mas a importância de encontrar conteúdo bom é a mesma. Mil livros podem ser escritos, mas apenas cinco serão interessantes. Como achar o que vale a pena?

Isso é ruim?

Não necessariamente. Simplesmente é assim. Antes, o desafio era ir ao deserto e encontrar a flor, agora é ir à floresta encontrar a flor.

Obrigado pela entrevista.

Sinto tanta falta do Brasil. Não vou aí desde a Flip, em 2008. E preciso levar a minha mulher (a cantora Amanda Palmer), que nunca foi. Sei que amam a música dela aí. Ela é maravilhosa.

5 Adaptações literárias que chegam à TV, devido o sucesso de ‘Game of Thrones’

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Fábio Mourão, no Dito pelo Maldito

Lá se foram quatro temporadas e o sucesso da série ‘Game of Thrones’ da HBO continua crescendo assustadoramente. A cada ano que passa, o programa vem ganhando mais e mais adeptos e ficando cada vez mais popular, chegando a superar o seriado The Sopranos como o mais assistido da rede. Para os fãs de fantasia medieval que sempre aclamaram por algo bem feito dentro do estilo, chega a ser uma homenagem por tanto tempo de espera. Durante anos sofremos com péssimas adaptações dos nossos livros e quadrinhos favoritos, com produções tão diluídas, que tínhamos que usar muita imaginação para reconhecer os elementos comuns dentro da história.

Mas, finalmente, com a série ‘Guerra dos Tronos’, as produtoras abriram os olhos para o gênero, viram que é um excelente negócio, e só agora parecem dispostos a investir o que for necessário para encontrar um sucessor para a saga criada por George RR Martin.
Com um corredor aberto para novas adaptações literárias, confira abaixo a lista com alguns livros que estão embarcando nesse sucesso e ganharão uma versão para a TV em breve. Quem sabe o seu livro favorito não é o próximo…

 

✔ Outlander, de Diana Gabaldon (estreou este mês)

O produtor executivo da série já confirmou em entrevistas que o sucesso desempenhado por Game of Thrones foi vital para tornar Outlander viável para a TV. Isso porque a história possui todos os elementos característicos para atingir a mesma glória: Um cenário ricamente descrito (Escócia do século 18), uma narrativa convincente sobre os personagens e um toque sútil de magia. O último livro da série alcançou rapidamente a lista de mais vendidos do New York Times, e os comentários inicias parecem ser muito bons.

 

✔ A Espada de Shannara, de Terry Brooks (estréia em 2015 na MTV)

Ao longo das últimas três décadas, Terry Brooks já escreveu mais de vinte romances baseados na terra mítica de Shannara, a maioria deles best-sellers. É um pouco surpreendente que tenha demorado tanto tempo para que uma adaptação chegue até as telas. É aí que a MTV, ansiosa para ganhar algum dinheiro com o universo de espadas e dragões, resolveu produzir uma versão do segundo livro da série, que conta uma história independente e se concentra em um elenco jovem de heróis. Com o autor envolvido com o processo do projeto e a equipe de Smallville por trás na produção, parece que finalmente teremos uma vertente da Terra de Shannara adaptada para a televisão.

 

✔ Os Magos, de Lev Grossman (em desenvolvimento pela SyFy)

A trilogia obscura de fantasia criada por Lev Grossman, vem sendo considerada uma versão sombria e mais adulta do mundo de Harry Potter. Inicialmente imaginada para ir as telas dos cinemas, a FOX acabou decidindo fazer uma série adaptada pelo seu canal SyFy. Ansiosos para construir uma futura reputação de seriados de fantasia, a produção conta com o roteirista de Sobrenatural que já está desenvolvendo os primeiros episódios encomendados, ainda sem previsão de lançamento.

 

✔ Deuses Americanos, de Neil Gaiman (em desenvolvimento pela Starz)

Assim que tomou ciência do sucesso inicial de Game of Thrones, logo a HBO pensou em investir na fantasia moderna sobre os deuses esquecidos de Gaiman para o seu próximo lançamento. Mas apesar de vários anos em desenvolvimento e diversos rascunhos na prancheta, um episódio piloto nunca chegou a ser produzido. Bem, tanta enrolação acabou fazendo a HBO perder os direitos do livro, que foram adquiridos pela Starz. Agora o roteiro já está em desenvolvimento e a produção da série já é dada como certa.

 

✔ Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell (em desenvolvimento pela BBC)

Uma série que contará a história de Alfredo, o Grande, e seus descendentes. Cornwell reconstrói a saga do monarca que livrou o território britânico da fúria dos vikings, vista pelos olhos do órfão Uthred, que aos 9 anos se tornou escravo dos guerreiros no norte, surge uma história de lealdades divididas, amor relutante e heroísmo desesperado. Nascido na aristocracia da Nortúmbria no século IX, Uthred é capturado e adotado por um dinamarquês. Nas gélidas planícies do norte, ele aprende o modo de vida viking. No entanto, seu destino está indissoluvelmente ligado a Alfredo, rei de Wessex, e às lutas entre ingleses e dinamarqueses, e entre cristãos e pagãos. A BBC já encomendou 8 episódios para a primeira temporada, que receberá o mesmo título do livro. A direção será de Stephen Butchard.

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