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Literaturas africanas de língua portuguesa: 10 obras fundamentais

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Sandro Brincher, no Amálgama

[Nota do Editor: Em novembro de 2008 publicamos uma lista de livros fundamentais da literatura africana, elaborada por Marília Bandeira, doutoranda da USP. A relação sempre foi muito acessada, mas recebeu algumas críticas devido à carência de obras em língua portuguesa — Marília é especialista em literatura de língua inglesa. Agora publicamos essa outra lista, de Sandro Brincher, da UFSC]

Já li em alguma antologia que toda seleção é ingrata. Ora, não é preciso lembrar que o objetivo das listas e das antologias não é nem justiça, nem equilíbrio. Elas refletem, afinal de contas, uma opinião em um determinado tempo sob certas influências teóricas ou metodológicas. O objetivo de toda lista – e aqui me refiro a uma lista bibliográfica – é oferecer um panorama de leitura, um primeiro empurrão, um norte aos interessados num determinado assunto. Proponho-me então, mui injusta e desequilibradamente, a apresentar uma lista pessoal de dez obras fundamentais das chamadas Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. Outra questão que se faz importante é essa pluralização do objeto: literaturas. Cada país da chamada lusofonia (o conjunto de países onde se fala Português) – termo que, vale frisar, não agrada a muita gente – tem sua própria história de colonização, suas características étnicas e sociais que acabam reverberando em suas literaturas. Se já é redutor e generalizante dizer “Literaturas Africanas”, no plural, penso que no singular é ainda mais.

Passemos às obras. Algumas aí estão por conta de sua evidente aclamação crítica. Outras, por sua importância histórica ou por terem sido “vanguarda” em algum momento. Há ainda aquelas que, sem estarem em nenhuma das duas situações mencionadas, são instigantes, belas, impactantes ou terríveis – sim, porque a terribilidade da obra também é fundamental para o prazer da leitura.

Ei-las, as obras, ordenadas em ordem alfabética pelo sobrenome do(a) autor(a), seguidas de algum comentário ou da resenha da editora (indicada, quando for o caso).

Terra Sonâmbula | Mia Couto | Moçambique
O primeiro e um dos mais densos romances do moçambicano Mia Couto, hoje o mais popular dos escritores africanos de língua portuguesa, Terra Sonâmbula tem como pano de fundo o período de guerra civil pós-independência em Moçambique, mesclando realismo visceral a elementos fantásticos de forma absolutamente orgânica. Em meio a uma terra devastada, perambulando por uma estrada “mais deitada que os séculos, suportando sozinha toda a distância”, um velho e um menino buscam uma forma de sobreviver em meio àquela paisagem fantasmagórica. O romance foi adaptado para o cinema em 2007 sob a direção de Teresa Prata, com co-produção portuguesa, alemã e moçambicana.

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O vendedor de passados | José Eduardo Agualusa | Angola
Há quem indicaria Estação das chuvas ou mesmo Nação crioula como livro-chave na produção de Agualusa. Entretanto, como nesta lista um dos objetivos ao indicar um livro é sempre despertar em quem o lerá a curiosidade de conhecer mais do autor indicado, penso que O vendedor de passados cumpre muito bem tal papel. É uma narrativa densa sem ser fatigante, com humor e amor na dose certa, satirizando com comedimento a construção da História e dos “heróis” daquele país, tudo visto através do olhar de uma osga (lagartixa), o narrador do romance.

Resenha da contracapa: Félix Ventura escolheu um estranho ofício: vende passados falsos. Os seus clientes, prósperos empresários, políticos, generais, enfim, a emergente burguesia angolana, têm o seu futuro assegurado. Falta-lhes, porém, um bom passado. Félix fabrica-lhes uma genealogia de luxo, memórias felizes, consegue-lhes os retratos dos ancestrais ilustres. A vida corre-lhe bem. Uma noite entra-lhe em casa, em Luanda, um misteriosos estrangeiro à procura de uma identidade angolana. E então, numa vertigem, o passado irrompe pelo presente e o impossível começa a acontecer. Sátira feroz, mas divertida e bem humorada, à atual sociedade angolana, O Vendedor de Passados é também (ou principalmente) uma reflexão sobre a construção da memória e os seus equívocos.

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Yaka | Pepetela | Angola
Yaka, apesar de não ser o livro mais representativo da produção ficcional de Pepetela (aliás, é destacar apenas um), é um dos mais importantes para entender questões fundamentais com as quais o autor vai trabalhar ao longo de toda sua obra, sobretudo a relação colonizado/colonizador, tema que está na pauta do dia de discussões acadêmicas há algumas décadas.

Orelha da edição brasileira lançada pela Ática em 1984: Uma estátua, Yaka, pura ficção, surge como motivo condutor deste romance em que, nos finais do século passado, uma família de colonos se estabelece em Benguela, centro comercial que ombreava com Luanda. Recorrendo à memória familiar, Pepetela traça os vários momentos da saga desses colonos, misto de comerciantes e agricultores, mostrando como criaram a sua verdade referencial, tão diferente do contexto africano, que não tinham condições de entender. Alexandre Semedo, o velho colono, desde cedo convive, em segredo, com o mito da estátua; ao morrer, fica sabendo, pela voz de Yaka, que sua geração será a última. Yaka simboliza a migração de povos caçadores, mais tarde grandes guerreiros, que após chegarem à região de Luanda e irromperem, no século XVI, no reino do Congo, atingiram o Cunene, no extremo sul de Angola. O mito da unificação do território nacional, posteriormente tornado realidade, acompanha o Autor ao criar Yaka. A estátua está cuidadosamente guardada por Alexandre Semedo, desprezada por seus familiares, que com a independência fogem para o sul, e respeitada pelo jovem neto, que se torna um combatente do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), é mito ou realidade?

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Os flagelados do vento leste | Manuel Lopes | Cabo Verde
Considerado um romance neo-realista, nele o fenômeno da seca cabo-verdiana é ao mesmo tempo paisagem e personagem. José da Cruz é um homem a quem as forças e as esperanças se esvaem, mas cujo ímpeto de sobrevivência o leva a procurar as forças de trabalho do antigo sistema colonial. A luta dura e inescrupulosa pela vida vai moldando personagens áridos como a própria ilha de Santo Antão, palco deste drama no qual a natureza, sempre implacável, é a força que dá alento e o tira com a mesma fluidez do vento que corta o arquipélago de Cabo Verde.

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O testamento do Sr. Napomuceno | Germano Almeida | Cabo Verde
Da contracapa da edição da Cia das Letras: Dez anos antes de morrer, o Sr. Napumoceno escreveu um testamento de “387 laudas de papel almaço pautado”. Ninguém imaginava que pudesse haver tanta novidade na vida do comerciante solteirão, de hábitos rigorosamente metódicos. Mas, nas centenas de folhas onde o Sr. Napumoceno registrou a própria vida com toda a sinceridade, não se conta apenas a história do garoto de pés descalços que enriqueceu com trabalho, sorte e alguma malandragem: entrelaçado àquela existência surpreendente emerge o quadro vivo do cotidiano em uma cidade de Cabo Verde antes da independência de Portugal, da década de 40 em diante.

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Luuanda | Luandino Vieira | Angola
Terceiro livro de contos deste angolano por adoção – Luandino nasceu em Portugal –, é constituído por três narrativas: “Vovó Xíxi e seu neto Zeca Santos”, “A estória do ladrão e do papagaio” e “A estória da galinha e do ovo”. Através do olhar do narrador, conhecemos o cotidiano dos musseques (favelas) de Luanda, a capital angolana. A falsidade da política de assimilação colonial, a falta de esperanças num futuro decente, a descoberta da solidariedade como forma de alívio da dor da existência, o olhar transformador da criança em meio a essa realidade dura: eis alguns dos temas que Luuanda nos oferece.

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Balada de Amor ao Vento | Paulina Chiziane | Moçambique
As histórias que Paulina ouvia na infância são a fonte de onde Paulina extrai o material humano que descreve neste romance. Aqui conhecemos Sarnau, uma jovem que amava Mwando, rapaz a quem o sacerdócio estava designado como carreira. Entretanto, a relação não vinga, pois seus destinos se separam. Sarnau torna-se uma das mulheres do rei de Mambone. Tempos depois, ela reencontra Mwando e o romance é atualizado; pela perseguição que sofrem, entretanto, separam-se de novo, tomando rumos igualmente terríveis: ele, deportado a Angola, cumprirá quinze anos plantando café e cana. Sarnau, que teve um filho de Mwando enquanto ainda era rainha, vê o menino ser coroado rei após morte do falso pai, mas amargará uma vida de prostituição para sobreviver a partir daí.

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A louca de Serrano | Dina Salústio | Cabo Verde
A produção de textos curtos é dominante na literatura caboverdiana. Segundo a professora e pesquisadora brasileira Simone Caputo Gomes, isto se deve, entre outras questões, à escassez de editoras e necessidade de se publicar em periódicos, de um lado, e a uma tensão, uma urgência na necessidade do que se quer comunicar, de outro. Sendo uma literatura de poucos romances, A louca de Serrano se destaca não somente por pertencer a tal gênero, mas também por ser o primeiro romance de autoria feminina na literatura de Cabo Verde. As marcas do feminino, porém, não se limitam à mão que escreve: estão evidentes nas faces, nos gestos, nas vidas que Salústio vai pintando sobre as paisagens hostis da ilha de Santo Antão. Enfim, um romance crucial para entender a condição sui generis de Cabo Verde no vasto panorama das literaturas escritas em língua portuguesa.

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Bom dia camaradas | Ondjaki | Angola
Da resenha de Helena Sut: “Bom Dia Camaradas, romance do escritor angolano Ondjaki, expõe a trajetória de Angola depois da independência, ambientado em Luanda na década de 80. Narra um momento que “aconteceu” ao autor e faz parte da formação da sociedade e da utopia. O protagonista é um menino da classe média pós-colonial que narra seus dias em paralelo com o ano letivo. Uma poética história que revela o mundo nos diálogos com o camarada Antônio, nas aulas dos professores cubanos, nos cartões de racionamento, na visita da tia que vem de Portugal, nos medos, nas despedidas, nos sonhos e nas percepções em câmara lenta”.

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Os filhos da pátria | João Melo | Angola
Ao invés da epígrafe de Gabriel Pensador, “Essa é a Pátria que me pariu”, talvez a célebre frase dos Racionais MCs fosse igualmente apropriada: “Periferia é periferia em qualquer lugar”. Isso porque o retrato que João Melo – romancista, poeta, político, editor da revista eletrônica África 21 – faz dos musseques não é em muitos aspectos diferente daquele conhecido da favela brasileira. Entretanto, sua visão não é essencialmente fatalista. A efervescência de etnias, culturas e línguas imprime, sob a ótica do narrador, um caráter único a esses espaços. Os filhos da pátria percorre as formas através das quais a interseção dessas características plurais dá corpo a uma identidade nacional, seja ela baseada num “tipo coerente de psicologia social humana” (citando Appiah) ou nas próprias diferenças que lhe são constitutivas.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

FHC é eleito imortal e deve ganhar fardão de R$ 70 mil

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Gil Alessi, no UOL

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi eleito nesta quinta-feira (27) para ocupar a cadeira deixada pelo jornalista João de Scantimburgo (1915-2013) na ABL (Academia Brasileira de Letras). Ele é o segundo carioca eleito, e a Prefeitura do Rio de Janeiro deverá desembolsar mais R$ 70 mil para custear o fardão, roupa tradicional usada pelos ‘imortais’ durante as sessões. O município já pagou a roupa de Rosiska Darcy de Oliveira, empossada este mês.

Vestidos com o fardão da ABL, avaliado em R$ 70 mil, membros da academia participam de evento

Vestidos com o fardão da ABL, avaliado em R$ 70 mil, membros da academia participam de evento

A roupa é feita de sarja inglesa na cor verde escura e tem ramos da café bordados com fios de ouro, o que justifica parte do alto custo da vestimenta.

“Tradicionalmente quem paga a roupa é a prefeitura da cidade natal do eleito, ou o Estado, se for um município pobre”, informou a assessoria de imprensa da ABL. “Como o ex-presidente é carioca mas teve projeção política em São Paulo, não sabemos quem irá pagar a roupa.”

No Diário Oficial do município desta terça-feira (25), foi publicada a “aquisição de fardão da Academia Brasileira de Letras” por R$ 68 mil, pagos à Diógenes Alfaiataria e Camisaria Ltda, referentes ao traje de Rosiska Darcy.

O processo é feito sem licitação, segundo a Prefeitura, devido à “inexigibilidade” prevista na lei federal 8.666/1993, que institui normas para licitações e contratos da administração pública.

DINHEIRO PÚBLICO

Governo eleva gasto com maquiagem e penteado para falas de Dilma na TV

Governo eleva gasto com maquiagem e penteado para falas de Dilma na TV

“Eu acho que jamais essa despesa deveria ser bancada pela prefeitura. Quem precisa pagar é a Academia ou o próprio eleito. A roupa ‘padrão Fifa’ [referência ao bordão usado por manifestantes para questionar a qualidade dos serviços públicos] é desnecessária, especialmente no atual momento político do país”, afirma Gil Castello Branco, fundador e secretário-geral da ONG Contas Abertas, que acompanha gastos públicos.

Para ele, “do ponto de vista legal”, não há qualquer problema aparente na compra sem licitação, porque se trata de um item “que não se compra em qualquer esquina”.

“Mas a questão que se coloca é a prioridade do gasto. Os Estados e municípios falam em conter gastos públicos, e o fardão é totalmente secundário nesse panorama”, ressaltou.

Até o fechamento desta reportagem, as prefeituras do Rio de Janeiro, de São Paulo e a assessoria de imprensa de Fernando Henrique Cardoso não haviam se pronunciado sobre o assunto.

Professores de Juazeiro do Norte terão salários reduzidos em até 40%

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Professora chora diante da aprovação da redução do salário dos professores em Juazeiro do Norte, no Ceará. O corte pode chegar a até 40%

Professora chora diante da aprovação da redução do salário dos professores em Juazeiro do Norte, no Ceará. O corte pode chegar a até 40%

Aliny Gama, no UOL

Os professores da rede municipal de Juazeiro do Norte (a 548 km de Fortaleza), no Ceará, terão seus salários reduzidos em até 40%, aumento na carga horária, além de outras mudanças regidas no PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração), aprovado pela Câmara de Vereadores, apesar dos protestos na última quinta-feira (6).

A aprovação causou desespero e revolta nos professores que recebem o piso nacional de docentes estabelecido pelo MEC, no valor de R$ 1.567, além de gratificações, que totalizam o valor de R$ 2.193.

De acordo com o SSM (Sindicato dos Servidores Municipais), 2.000 professores devem ter os salários reduzidos em até R$ 650.

Devido à aprovação da reformulação do PCCR, o sindicato disse que todos os professores estão em greve por tempo indeterminado. De acordo com a presidente do sindicato, Mazé dos Santos, a greve não foi deflagrada ainda devido aos trâmites legais.

“Vamos respeitar o prazo de 72 horas para entrar em greve. O que não podemos é ficarmos calados. Vamos continuar os protestos”, disse Santos em entrevista ao UOL.

Ao final da votação dos vereadores, que foi de 12 votos a favor e quatro votos contra, os professores pegaram ovos para jogar nos políticos. Durante o tumulto, a PM (Polícia Militar) e guardas municipais usaram spray de pimenta para dispersar os manifestantes.

Os vereadores a favor dos professores e que votaram contra o projeto foram Cláudio Luz (PT), Glédson Bezerra (PTB), Rita Monteiro (PT do B) e Tarso Magno (PR). Eles informaram que vão debater a possibilidade de pedir anulação da sessão extraordinária.

A sessão foi tumultuada e até os vereadores discutiram com a mesa diretora. Luz discutiu com o presidente da Câmara de Vereadores, Antônio de Lunga (PSC).

Durante a votação os professores chegaram a mostrar pacotes de dinheiro e jogar no plenário notas para que os vereadores pegassem “porque eles são comprados”, diziam em coro.

A sessão esquentou depois que três professores conseguiram invadir o plenário e foram retirados pela polícia. Os manifestantes gritavam palavras para agredir os vereadores, chamando-os de “ladrões”, “bandidos”, “quadrilha” e “vendidos”.

A prefeitura de Juazeiro do Norte disse que o corte no salário dos professores foi necessário para se enquadrar na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e reforçou que os valores pagos aos professores não fechava a folha de pagamento. O projeto foi enviado pelo prefeito Raimundo Macedo (PMDB).

MEC descredencia 330 instituições superiores do ProUni

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266 mantenedoras foram excluídas do programa por não comprovarem regularidade fiscal

Publicado por Estadão

O Ministério da Educação (MEC) desvinculou 266 mantenedoras de instituições do ensino superior do Programa Universidade para Todos (ProUni) por não comprovação de regularidade fiscal. Essas entidades são responsáveis pela administração de 330 instituições particulares.

A decisão foi publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União. Segundo o MEC, não haverá prejuízos aos estudantes, que terão a matrícula preservada pelas mantenedoras.

“O ProUni é um grande programa de inclusão de estudantes carentes. Por isso, é doloroso para o MEC tomar essa decisão, mas é indispensável”, afirmou o ministro Aloizio Mercadante. “Precisamos ser rigorosos com as bolsas do ProUni e do Fies (Fundo de Assistência Estudantil).”

Por não apresentarem a quitação de tributos e contribuições federais em 2012, essas mantenedoras não puderam participar do processo de adesão ao ProUni neste primeiro semestre. Com isso, deixaram de oferecer cerca de 20 mil vagas.

No final de cada ano, as mantenedoras devem apresentar a quitação de tributos e contribuições federais administrados pela Secretaria da Receita Federal, sob pena de desvinculação do programa, como prevê a Lei nº 11.128, de 28 de junho de 2005. A exigência foi dispensada por lei até 2012, ano de criação do Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (Proies).

O Proies estabeleceu critérios para que as instituições particulares renegociassem as dívidas tributárias com o governo federal. Elas poderiam converter até 90% das dívidas em oferta de bolsas de estudos ao longo de 15 anos e, assim, reduzir o pagamento a 10% do total devido.

As mantenedoras desvinculadas poderão recorrer da decisão em até cinco dias. Elas também podem pedir nova adesão se comprovarem a quitação de tributos e contribuições federais administrados pela Receita Federal.

Inclusão. Até o dia 6 de junho, as instituições particulares de educação superior interessadas em participar do ProUni devem emitir um “termo de adesão”, por meio da entidade mantenedora. O procedimento deve ser feito on-line, no Sistema Informatizado do ProUni (SisProuni).

As mantenedoras das instituições já participantes do programa devem emitir o termo aditivo ao processo seletivo do segundo semestre deste ano, também por meio do SisProuni.

Chef de cozinha Jamie Oliver diz que nunca leu um livro

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“Eu sei que isso soa incrivelmente ignorante, mas eu sou disléxico e fico entediado facilmente”, explica Oliver

Diogo Max na revista Exame

Getty Images

Jamie Oliver: de chef a astro da TV

                                O chef Jamie Oliver afirmou que nunca leu um livro na vida devido à dislexia

 

 

São Paulo – O que Thor Batista, filho do empresário Eike Batista,  e Jamie Oliver, famoso chef britânico, têm em comum? Ambos admitem que nunca terminaram de ler um livro na vida.

“Eu nunca li um livro na minha vida”, diz o chef de 37 anos, fenômeno do mercado editorial e que já lançou ao menos 16  obras de culinária mundo afora. “Eu sei que isso soa incrivelmente ignorante, mas eu sou disléxico e fico entediado facilmente”, explica Oliver, em uma entrevista dada ao jornal The Independent, do Reino Unido.

A dislexia é definida como um problema de aprendizagem de origem neurológica, de acordo com a associação brasileira da doença. “É caracterizada pela dificuldade com a fluência correta na leitura e por dificuldade na habilidade de decodificação e soletração”, explica a instituição, em seu site.  O tratamento ajuda ao paciente a ter mais segurança para usar a linguagem escrita.

O chef Jamie Oliver parece já ter passado por algum tratamento em sua vida, uma vez que já iniciou a leitura de um livro. “Eu quase terminei Cozinha Confidencial, de Anthony Bourdain”, afirma o chefe. Porém, devido a uma briga com o autor,  Oliver parou de ler a obra do chef nova-iorquino. “Mas depois ele pediu desculpa e a gente fez as pazes. Agora eu deveria voltar a ler o resto do livro”, brinca o britânico.

(mais…)

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