Posts tagged Dia Mundial

Virginia Woolf de graça! 53 mil livros entram em domínio público em 2019

0

Guilherme Cepeda, no Burn Book

Se o dia 1 de janeiro é conhecido não só como o Dia Mundial da Paz, mas também como Dia oficial da Ressaca, há uma outra efeméride importante nesse dia para os amantes da literatura: o Dia do domínio público. O primeiro dia do ano é, afinal, também a data em que diversos livros entram em domínio público, e passam a estar disponíveis para baixarem, lerem e até mesmo utilizarem tais obras. Cada país possui suas próprias leis de direitos autorais, mas sob a legislação americana, obras publicadas até 1923 passam ao público domínio em 2019 – e isso inclui o trabalho de grandes nomes.

Obras como Assassinato no Campo de Golfe, de Agatha Christie, ou o terceiro livro da inglesa Virginia Woolf, O Quarto de Jacob, estão entre aos livros disponibilizados livremente a partir de 2019. A lista continua com a coletânea de poemas New Hampshire, de Robert Frost, o romance Ronda Grotesca, de Aldous Huxley, The World Crisis, de Winston Churchill, Kangaroo, de D.H. Lawrence, Tarzan e o Leão Dourado, de Edgar Rice Burroughs, O Profeta, de Kahlil Gibran, além do primeiro livro de poemas do americano E.E. Cummings, Tulipas e Chaminés, entre muitos outros.

A lista passa de 53 mil novos livros em domínio público.

A internet está repleta de sites que já disponibilizam esses e outros que já se encontram em domínio público em inglês. Locais como Read Print, The Literature Network ou Authorama oferecem os livros em inglês. Para encontra-los em português, basta uma busca um pouco mais apurada pelo Google – e, ao longo do ano, certamente sites brasileiros disponibilizarão tais obras.

Estante Virtual celebra Dia do Livro neste domingo (23) com caça ao tesouro

0
RI Rio de janeiro 17/09/2009 XlV Bienal do Livro no Riocentro Rio de Janeiro.Um dos sucessos da feira Estante Virtual atrai público de todas as idades. André Garcia um dos idealizadores do projeto Foto Marco Antônio Teixeira/ Agência O Globo

RI Rio de janeiro 17/09/2009 XlV Bienal do Livro no Riocentro Rio de Janeiro.Um dos sucessos da feira Estante Virtual atrai público de todas as idades. André Garcia um dos idealizadores do projeto Foto Marco Antônio Teixeira/ Agência O Globo

 

Publicado no Segs

Empresa vai espalhar 200 chaves mágicas pela Praça Mauá, que poderão ser trocadas por livros no estande montado em frente ao MAR. Exemplares autografados por personalidades como Fernanda Gentil, Roberto Medina e Fernanda Venturini fazem parte da seleção e público também será convidado a participar de um troca-troca de livros

Em comemoração ao Dia Mundial do Livro, no domingo (23), a Estante Virtual vai promover uma caça ao tesouro na Praça Mauá. Serão 200 chaves espalhadas pela região e quem as encontrar poderá trocar por um livro no estande que estará montado no local, em frente ao Museu de Arte do Rio – MAR. A atividade acontecerá das 10h às 17h, mas será dividida por horários de acordo com os diferentes públicos – infantil, infanto-juvenil e adulto. Para tornar a busca ainda mais instigante, alguns exemplares autografados por personalidades fazem parte da seleção.

“Recebemos muitas doações bacanas de nomes dos mais variados segmentos, como Fernanda Gentil, Alex Escobar, Elisa Lucinda, Alexandra Richter, Giselle Tigre, Cris Nicklas, Hilayne Yaccoub, Robson Caetano, Fernanda Venturini, Mylena Ceribelli, Paula Acioli, Julio Braga, Roberto Medina, e outros. Além de ceder os livros, entre biografias e até mesmo exemplares raros, como o título ‘Teatro Completo’, de Nelson Rodrigues, doado pelo ator Antonio Fragoso, cada um deles fez uma dedicatória para tornar o presente ainda mais especial”, conta Erica Cardoso, gerente de marketing da Estante Virtual, ressaltando que a ação reforça o compromisso do portal em ser um importante multiplicador de uma rede de leitura.

Desde que foi criada, há onze anos, o maior mérito da Estante Virtual é oferecer acesso à imensa riqueza literária dos sebos brasileiros, que vai muito além de livros raros e esgotados, uma vez que abarca quaisquer tipos de livros (incluindo títulos seminovos e novos) comprados nas pontas de estoque das editoras. “Nessa imensa diversidade, tendo a maior ‘cauda longa’ do mundo em variedade de títulos em língua portuguesa, acredito que a Estante consegue influenciar as pessoas a ir além do óbvio dos livros mais vendidos, rumo a uma leitura com diversidade muito maior do que as livrarias convencionais podem proporcionar”, resumiu André Garcia, lembrando que mesmo na era tecnológica em que vivemos, o livro físico ainda vem ganhando por larga vantagem do virtual.

“O livro é um objeto, algo reconfortante em um mundo em que estamos vidrados em telas o tempo todo. O tempo da leitura é um tempo de descanso da virtualidade, um tempo de desconexão, e isso é imprescindível”, defende, acrescentando que, na ação deste domingo, além da caça ao tesouro, também haverá um mural onde o público poderá deixar mensagens e será estimulado a participar de um troca-troca de livros.

Para a realizar a ação, a Estante Virtual comprou cerca de 500 títulos da rede de pequenos livreiros parceiros do portal. Criada em 2005, a empresa já ultrapassou a marca de 16 milhões de livros vendidos em todo o país. Formada por uma rede que integra 2.600 pequenas livrarias, a plataforma possibilita uma redução de custos de até 75%.

Horários Caça ao Tesouro

11h – Livro infantil

12h – Um Rio de poemas

13h – Literatura pelo mundo

14h – Livro infantil

15h – Mulheres fortes

16h – Seleção Young Adults

Biblioteca de Évora disponibiliza online espólio sobre Florbela Espanca

0

florbela

Publicado no Correio Alentejo

O espólio da Biblioteca Pública de Évora (BPE) sobre a poetisa alentejana Florbela Espanca vai ser disponibilizado online, a partir desta sexta-feira, 21, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poesia.
Do conjunto de documentos, destacam-se 24 cartas escritas por Florbela Espanca a Guido Battelli, nos últimos meses da sua vida, com a indicação expressa para só serem abertas decorridos 11 anos após a morte da poetisa.
Um caderno com 18 poemas autógrafos, entre os quais “Ser Poeta”, ficará também disponível para consulta, bem como a primeira edição do livro de Soror Saudade, alguns documentos iconográficos e material relativo ao falecimento de Florbela Espanca.
A BPE apresenta, também a partir desta sexta-feira e até ao dia 17 de Abril, uma mostra bibliográfica com parte desta documentação, à qual se juntam jornais e revistas com publicação de poemas de Florbela Espanca e obras cuja tradução foi da responsabilidade da poetisa.

Ato na USP reúne alunas de gravata, rapazes de top e ‘pebolim de saias’

0

Evento ‘USP de saia’, nesta quinta, teve 3 mil adesões no Facebook.
Ideia do ‘saiaço’ é refletir sobre padrões e preconceito, dizem estudantes.

Estudantes disputam partida de pebolim no Centro Acadêmico da Escola de Comunicações e Artes da USP (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

Estudantes disputam partida de pebolim no Centro Acadêmico da Escola de Comunicações e Artes da USP (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

Ana Carolina Moreno, no G1

Estudantes da Universidade de São Paulo promoveram nesta quinta-feira (16) o ato “USP de saia” em apoio ao estudante Vitor Pereira, que foi ofendido pela internet depois de vestir saia para ir à aula no campus da USP na Zona Leste. Pelas ruas do campus da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo, foi possível encontrar homens usando saia, top e até vestido e mulheres de gravata. Teve até “pebolim de saias”. O ato também teve adesão nos outros campi da USP, como o da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, USP Leste, Ribeirão Preto e São Carlos.

Pelo Facebook, mais de 3 mil pessoas confirmaram presença no “saiaço”. Cinco campi da instituição aderiram à manifestação simultânea, mas o “saiaço” também saiu das fronteiras do estado. Estudantes da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) também planejaram uma manifestação semelhante nesta quinta. Na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o preconceito será debatido na sexta-feira (17), quando se celebra o Dia Mundial de Combate à Homofobia.

Calouros de física, Yasmin e Rafael aderiram ao ato na USP (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

Calouros de física, Yasmin e Rafael aderiram ao
ato na USP (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

As organizadoras e organizadores do evento na USP afirmaram ao G1 que “esse tipo de movimento já vinha timidamente acontecendo” na instituição. Os estudantes da USP se reúnem em grupos específicos, como a Frente GLBTT, que debatem diversos temas e propõem ações para incentivar a reflexão.

De acordo com o grupo por trás da manifestação, “o caso do estudante da EACH foi apenas um dos muitos atos de repressão impostos àqueles que desejam quebrar padrões”.

Segundo eles, o objetivo é fomentar uma discussão ampla sobre as questões de gênero, não só em relação às roupas, mas aos papeis sociais atribuídos aos gêneros como um todo.

“Nossa ideia é confrontar a realidade, mostrar que as coisas podem ser diferentes, nenhum padrão é eterno. Os costumes são adquiridos social e historicamente, assim eles se transformam. Na idade média uma mulher que usasse roupas de homem seria condenada à morte, era uma heresia gravíssima.”

Na USP Leste, o estudante Vítor Pereira (de saia amarela) desfila com os colegas (Foto: Sérgio Castro/Estadão Conteúdo)

Na USP Leste, o estudante Vítor Pereira (de saia amarela) desfila com os colegas (Foto: Sérgio Castro/Estadão Conteúdo)

No campus Butantã, o “saiaço” dura todo o dia: os alunos homens foram convidados a vestir saias e vestidos, enquanto as mulheres participantes planejaram vestir roupas convencionalmente atribuídas aos homens, como paletó e gravata. O evento será encerrado com um encontro às 18h desta quinta na Praça do Relógio da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo, no período de intervalo entre os aluns que têm aulas à tarde e os que estudam à noite.

Estudantes da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, descem as escadas usando saia (Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo)

Estudantes da Faculdade de Direito da USP, no
Largo São Francisco, descem as escadas usando
saia (Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo)

Olhares ostensivos

Os alunos de publicidade Daniel Drumond, de 19 anos, e Pedro Bisordi, de 18, jogaram pebolim de saias no início da tarde. Daniel afirmou que é a sua primeira vez com saia. “Acho que estou muito bonito, porque estava todo mundo me olhando de cima a baixo”, afirmou ele sobre sua visita ao restaurante universitário.

O estudante disse que se incomodou com os olhares ostensivos. Ele emprestou a saia de uma colega após a aula, na manhã desta quinta-feira. No banheiro, ele diz que um funcionário da instituição o olhou de maneira reprovadora. Um dos primeiros a chegar ao restaurante, ele acabou virando alvo de algumas risadas e chacotas e, em determinado momento, parou de cruzar os olhos com as outras pessoas. “Só fiquei de boa porque estava com os meus amigos.”

Aluna de artes cênicas emprestou a saia para o colega participar do ato (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

Aluna de artes cênicas emprestou a saia para o
colega participar do ato
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

Os estudantes de artes cênicas Pedro Oliveira, de 20 anos, e Felipe Lima, de 22, esqueceram que hoje era o dia de saia na USP. Felipe, porém, decidiu pegar a saia que a colega Juliana Prado, de 20 anos, trouxe para um ensaio. “Dá uma ventilada, é muito gostoso”, disse ele.

Assim como Felipe, a maioria dos meninos emprestaram a peça de roupa de alguma colega. Yasmin conta que seu pai lhe emprestou a gravata, já com o nó feito, para o ato desta quinta.

Leonardo Rudi, aluno de relações públicas que vestiu uma saia azul emprestada de uma amiga, conhece o estudante Vitor Pereira, da USP Leste, e condenou as ofensas recebidas por ele. O aluno defende que a universidade tem que ter um papel transgressor. “É o papel mais importante dela”, afirmou ele.

Os organizadores do evento defendem que “é função dos universitários que detêm o privilégio de estudar em uma universidade pública não apenas estudar, ganhar seu próprio diploma e fazer uma carreira”. Eles afirma que o alto custo da universidade pública só é justificado por esse retorno que esses estudantes dão à sociedade. “Se é uma questão que se mostra importante de ser discutida e alvo de preconceitos, como os estereótipos de gênero, a universidade é o lugar ideal (embora não o único) para esse debate se iniciar.”

'Saiaço' na USP reúne alunos de saia, top e vestido e meninas de gravata (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

‘Saiaço’ na USP reúne alunos de saia, top e vestido e meninas de gravata (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

Brasil aparece em lista dos 10 países mais perigosos para jornalistas

0

Publicado no Comunique-se

Polícia ainda não tem conclusões sobre o assassinato de Mário Lopes (Imagem: Reprodução/Facebook)

Polícia ainda não tem conclusões sobre o assassinato de Mário Lopes (Imagem: Reprodução/Facebook)

O Brasil está entre os dez países mais perigosos para jornalistas, de acordo com o relatório do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) divulgado nessa quinta-feira, 2, véspera do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. O levantamento leva em consideração o índice de impunidade em casos de comunicadores assassinados.

O ranking é liderado por Iraque, Somália e Filipinas. Casos de 2003 até o fim de 2012 são estudados. No Brasil, a análise identificou nove ocorrências não resolvidas e destacou os quatro assassinatos de jornalistas ocorridos em 2012.

“Três das quatro vítimas trabalhavam em publicações digitais. Entre elas, o editor Mario Randolfo Marques Lopes, que havia coberto incisivamente corrupção no governo e má conduta policial. Repórteres do interior, trabalhando longe dos holofotes da mídia nacional e em áreas onde a aplicação da lei é fraca ou sujeita à corrupção, têm sido especialmente vulneráveis no Brasil”, diz o estudo.

De acordo com a consultora da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Veridiana Sedeh, o envolvimento de policiais nos assassinatos agrava a situação. “Há casos em que as próprias autoridades cometem os crimes e, posteriormente, dificultam a investigação.”

Go to Top