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5 dicas para melhorar sua leitura

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Publicado no R7

É fato que diversas vezes desistimos de fazer a leitura de um livro ou um texto, por não conseguirmos entender e extrair as ideias principais. Isso também ocorre em diversas situações nos vestibulares, já que também acabamos errando diversos exercícios por não conseguirmos interpretá-los. Pensando nisso, o QG elaborou uma matéria especial com 5 dicas de leitura para você que quer “devorar” os livros! Confira:

Antes de tudo, é importante ressaltar que a leitura é um exercício contínuo, que deve sempre ser exercitado, não importa se o texto escolhido é um livro de literatura, ou uma bula de remédio.

1. DISTRAÇÕES

Muitas vezes quando sentamos para ler algo, acabamos nos distraindo, seja porque não sentamos de uma maneira confortável, seja porque estamos em um ambiente mais barulhento. Nesse sentido, para que você se concentre e entenda verdadeiramente o que cada palavrinha quer dizer, é necessário fugir para um lugar mais tranquilo como um quarto, uma biblioteca ou um parque. Além disso, o celular muitas vezes pode se tornar um inimigo, já que passamos muitas horas do dia vidrados na telinha, e a cada notificação interrompemos a leitura. Por isso, é sempre bom deixar o celular ou afastado, ou no modo silencioso!

2. ANDE COM SEUS LIVROS

Apesar do dia a dia de muitos de nós serem bem pesados, volta e meia surge um tempinho em que não fazemos nada, como quando estamos no transporte público, em uma aula vaga ou no intervalo do trabalho. Por isso, sempre ande com um livro ou um texto na mochila, vai que surge uma vontade de passar a hora lendo?

3. OBJETIVOS

Ao lermos um romance e ao lermos um artigo científico, não usamos o mesmo tipo de compreensão. Isso porque cada tipo textual tem suas especificidades e maneiras de se entender. Um romance, por exemplo, tende a ser mais subjetivo, enquanto um artigo tende a ser mais objetivo. Tendo isso em mente, é necessário traçar metas e objetivos com a leitura de cada tipo textual. O que estou em busca? Tenho tempo? Preciso memorizar? Que resultado espero com essa leitura?

4. ILUMINE

É fato que não conseguimos lembrar de 100% dos textos que lemos, mas é super importante que saibamos quais são as ideias principais, pois isto é um indicador de que ler está sendo uma atividade eficaz. Por isso, circular, sublinhar e iluminar auxiliam muito na fixação dos assuntos principais.

5. ANOTE

Quando estamos lendo, há muitos trechos que analisamos melhor, e que nos ajudam a compreender o resto do texto. Por isso, esteja sempre anotando, seja no próprio livro/apostila, seja em uma folha separada, pois suas observações e impressões sobre aquele assunto, te auxiliam a guiar sua leitura!

Por fim, exercitar nossa leitura é uma atividade que promove uma melhoria não só na escrita, como na comunicação oral. Além de nos agregar diversos assuntos e histórias interessantes, também expande nosso vocabulário e nossa visão de mundo. Tente usar aquele tempinho livro para ler aquele livro, aquele texto da faculdade, aquela matéria do jornal, ou a bula do remédio que você acabou de comprar!

Para incentivar leitura, professora faz Instagram inspirado em escritora inglesa

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Escritora inglesa virou tema para clube do livro e Instagram (Foto: Wendy Tonhati)

Com fotos fofas, Elisângela dá dicas de leitura em rede social

Wendy Tonhati, no Campo Grande News

Jane Austen é uma das principais escritoras inglesas e passados mais de dois séculos da sua morte, continua entre as mais lidas, com fãs que leem, discutem e colecionam as obras. A professora Elisângela Sanábria, de Campo Grande, é uma das fãs de Jane Austen. Inspirada na escritora, ela criou um Instagram literário, com fotos fofas e produzidas especialmente para as redes sociais como forma de incentivar e dar dicas de leitura no @sanabriabooks.

“Quando eu comecei o Instagram, foi para desmistifica isso das pessoas acharem que Jane Austen é só um romancezinho. Também para aumentar esse amor que as pessoas tem pela leitura. Às vezes, a gente tem isso de leitura em quantidade, de dizer que leu tantos livros, tantas páginas ou não lê nada. É para mostrar que, às vezes, a gente não consegue ler todo dia, mas que dá para ler nem que seja um pouquinho”, conta a leitora que até hoje guarda os livros que os pais liam para ela e alguns onde ela apreendeu a ler.

Instagram é feito com fotos produzidas das obras (Foto: reprodução)

A ideia surgiu após um uma viagem de Elisângela para a Bienal do Livro, em São Paulo, no ano passado. Para ela, estar na Bienal, em meio a tantos livros, escritores e editoras, foi a realização de um sonho. “Quando eu entrei, falei: eu estou realizando o sonho da minha vida, porque eu sou formada em Letras e sempre amei a literatura e os livros”.

O livro mais conhecido da escritora inglesa é Orgulho e Preconceito que já teve inúmeras adaptações para cinema e televisão. O último filme é de 2005 e conta a história do casal Darcy e Elizabeth, porém, o primeiro livro da escritora inglesa que Elisângela leu foi Persuasão, uma das obras menos conhecidas.

Ela diz que algumas pessoas têm a ideia de que Jane Austen é um romance leve. “Tem muito preconceito. Gente que acha que é só romance, leitura simples, uma novela. Mas, na verdade, não é. Ela faz uma crítica à sociedade, à posição da mulher, da sociedade patriarcal e coisas que eles gostavam, mas com um humor ácido”.

Hoje, ela é uma especialista no assunto. “Eu comprei a biografia que o sobrinho-neto dela fez e eu fui me apaixonando. Eu fui pesquisando sobre a vida dela e expandindo para romances históricos que são baseados na história da Jane Austen”

Primeiros livros lidos por Elisângela (Foto: Wendy Tonhati)

Antes de criar o Instagram para interagir com outros leitores e, principalmente, com os fãs de Jane Austen, Elisângela já participava de grupos de leitura e mantém até hoje o hábito. As reuniões são feitas pela internet e WhatsApp.

A literatura também acompanha Elisângela até no nome de um de seus cachorrinhos: Totó, em homenagem ao Mágico de Oz.

Hoje, além de ter lido toda a obra da escritora inglesa, ela passou a procurar por livros sobre a biografia da escritora e obras derivadas e até inusitadas como o livro de receitas da apresentadora americana MarthaStewart que une Orgulho e Preconceito e receitas. Na estante também há obras clássicas como Os Miseráveis e contemporâneas como o livro da Marie Kondo, expert da organização.

4 regras de leitura de Bill Gates

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Ele explicou como consegue extrair o máximo de suas leituras.

Publicado no Infomoney

SÃO PAULO – Como copresidente da Fundação Bill & Melinda Gates, Bill Gates saiu do mundo da tecnologia e mergulhou nos assuntos relacionados a saúde pública, economia e desenvolvimento social.

O resultado é que, ano após ano, Gates divulga uma série de listas de livros, do mais inspirador (Os Anjos Bons da Nossa Natureza, de Steven Pinker) à melhor obra sobre negócios (Business Adventures, de John Brooks), relata o portal Na Prática.

“A leitura é meu jeito favorito de satisfazer minha curiosidade”, resumiu. “Ainda acho que livros são a melhor maneira de explorar novos tópicos em que você tem interesse.”

Em um vídeo recente para o portal de notícias Quartz, ele explicou como consegue extrair o máximo de suas leituras. Ou seja, como lê livros. Veja:

 1. Anote nas margens
“Você está se concentrando na leitura? Pegando as informações e anexando esse conhecimento?”, pergunta. “Anotar faz com que eu pense sobre o que estou lendo.”

2. Não comece o que você não vai terminar
Neste caso, Gates fala sobre Graça Infinita, um livro de David Foster Wallace famoso pela originalidade e pelo tamanho: são mais de mil páginas.

O americano está curioso, mas não tanto assim para se comprometer com tanta coisa. “Esta é minha regra para chegar ao final [dos livros]”, fala. “Não quero abrir uma exceção.”

3. Leia do jeito que for melhor para você
No caso de Gates, são livros, jornais e revistas de papel. Uma transição para o digital ainda não aconteceu, porque ele prefere assim. “É ridículo porque viajo com uma mala de livros”, admite. Ou seja, leia da maneira que for mais conveniente para você – mesmo que seja inconveniente num avião.

4. Reserve uma hora para ler
Cinco, 10 ou 20 minutos podem funcionar para um artigo, mas para que leituras mais densas realmente tenham impacto, Gates recomenda reservar uma hora na agenda. “Reserve tempo para realmente refletir e progredir”, aconselha.

Cinco leituras para o carnaval

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leitura

A literatura é a grande viagem dos não carnavalescos

Raphael Montes, em O Globo

O carnaval vem aí — na verdade, ele já chegou faz algumas semanas, com muita folia pelas ruas, purpurina, glitter, fantasias e disposição para dar e vender ao enfrentar os blocos sempre abarrotados. Pessoalmente, amo o carnaval, o clima contagiante das pessoas, dá até vontade de sair pulando no meio de todo mundo e de deixar as responsabilidades um pouco de lado.

Acho curioso como tem muita gente que não gosta. No último final de semana, estive com alguns amigos e perguntei o que eles estavam programando para os dias de festa e a resposta foi: ler e relaxar. Sem dúvida, para os que não gostam, o feriado é um ótimo motivo para viajar e ficar longe de toda a muvuca que se cria nas ruas; um bom momento também para ser introspectivo e se preparar para o ano que finalmente vai se iniciar. E nada melhor que uma boa leitura para os dias de descanso — a literatura é a grande viagem dos não carnavalescos. O bloco está nas páginas. Então, aqui vão algumas recomendações de lançamentos recentes que tive a oportunidade de devorar.

No início do ano, terminei de ler o festejado “Enclausurado” (ed. Companhia das Letras), de Ian McEwan, escritor inglês conhecido por obras-primas como “Reparação”, “Amor sem fim” e “Na praia”. A meu ver, Ian McEwan é um autor que une com perfeição a trama bem arquitetada a um texto de qualidade, une entretenimento ao erudito, como defendo com frequência nas minhas colunas neste jornal. Claramente inspirado em Hamlet, “Enclausurado” oferece um narrador inusitado: um feto dentro da barriga de sua mãe que descobre que a genitora planeja matar o ex-marido com a ajuda do amante. É um livro para ser lido no sábado de carnaval, deliciando-se com as viradas da história e as reflexões propostas por um feto irônico e um tanto ácido.

Outra ótima opção para o feriado inteiro é “Casos de família” (ed. Darkside Books), livraço de Ilana Casoy, em edição de luxo com capa dura ilustrando uma espécie de caderno antigo. Isto porque, neste livro, a criminóloga destrincha dois crimes que chocaram o país — os assassinatos do casal Richthofen e o de Isabella Nardoni —, informa bastidores das investigações e, pela primeira vez, revela seus cadernos de anotações utilizados durante a pesquisa na Polícia Civil. Sou fã de Ilana Casoy desde seus primeiros livros, sobre serial killers do mundo e serial killers brasileiros, e é um privilégio ler o trabalho acurado de uma boa profissional. Um prato cheio para quem gosta do mundo investigativo.

Se a ideia for uma leitura mais complexa e aventureira, vale conferir “As primeiras quinze vidas de Harry August” (editora Bertrand Brasil), de Claire North. A meu ver, a maior qualidade deste livro é usar um tema clássico (viagem no tempo) com uma premissa inovadora: Harry é uma pessoa com um dom incomum — toda vez que morre, ele retorna para o início da vida (renasce), mas mantém todas as lembranças e conhecimentos das vidas anteriores. Até compreendermos toda a mitologia criada pela autora, passeamos por diferentes períodos do século XX e culturas de países de todo o mundo, da Inglaterra à Rússia. Um livro perfeito para transitar entre épocas e países, com boas reviravoltas e alguns momentos de tensão.

Outra leitura que superou minhas expectativas foi “Nimona” (ed. Intrínseca), de Noelle Stevenson. Publicada de forma independente na internet, a história ganhou o carinho do público e conquistou uma editora. Confesso que não sou o maior entendedor de histórias em quadrinhos, mas os traços coloridos chamaram minha atenção e comecei a ler despretensiosamente. Quando percebi, estava dando gargalhadas, como quando assistimos a um bom desenho animado. Nimona é uma metamorfa — um ser que pode se transformar em qualquer tipo de animal — e se alia a Lorde Ballister Coração-Negro, o maior vilão que já existiu, mas com um bom coração, para realizar um plano de vingança. Com uma trama bem original, Nimona te fará rir e refletir, com boas doses de ação.

Por fim, e como não poderia deixar de ser, indico um romance policial que comecei a ler esta semana — “O canto dos segredos” (ed. Rocco), da irlandesa Tana French. Tive o privilégio de conhecê-la em Nova York e conversamos muito sobre o gênero. A autora segue o velho e bom estilo whodunit, uma espécie de Agatha Christie moderna, com um interesse maior na profundidade psicológica dos personagens e com uma escrita cirúrgica. Desta mesma autora, li os ótimos “No bosque da memória” e “O passado é um lugar”. Em “O canto dos segredos”, o detetive Stephen Moran é chamado a desencavar o caso de um jovem assassinado em um prestigioso colégio feminino. Entre um bloco carnavalesco e outro, voltarei a tentar desvendar este mistério. Boa folia (e boas leituras) a todos!

Desde flatulência até depressão: autoras indicam livros para curar males

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Ella Berthoud e Susan Elderkin. Foto: Johnny Ring

Ella Berthoud e Susan Elderkin. Foto: Johnny Ring

 

Rodrigo Casarin, no Página Cinco

Está com flatulência? Leia “Uma Confraria de Tolos”, de John Kennedy Toole. Você sentirá “uma grande sensação de camaradagem e solidariedade com o extremamente instruído, mas seriamente desleixado Ignatius J. Reilly”, o herói de trinta anos do romance. O personagem é “atormentado por tantos problemas gastrointestinais calamitosos que vive inchando a proporções gigantescas e balançado de costas na cama” para tentar se libertar dos seus gases. Depois de acompanhar e se identificar com a trajetória de Ignatius, a indicação é que o flatulento também reveja seus hábitos e sua alimentação.

Pode parecer um tanto estranha, mas é essa a recomendação da escritora Susan Elderkin e da professora de artes Ella Berthoud, responsáveis pelo serviço de biblioterapia da The School Of Life de Londres, onde prescrevem livros para ajudar a tratar de diversos males sofridos pelos pacientes. Agora, um apanhado dessas prescrições feitas pela dupla foi lançado no Brasil pela Verus sob o título de “Farmácia Literária”.

farmcaicaliteraria-203x300Mais de 400 livros são indicados para a vasta lista de problemas. Está mau humorado? Leia “A Ilha do Dr. Moreau”, de H.G. Wells. Quer entender os hormônios da adolescência? “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J. D. Salinger. Sofrendo com o desemprego? “Crônica do Pássaro da Corda”, de Haruki Murakami. Está com ejaculação precoce? “Pamela, ou a Virtude Recompensada”, de Samuel Richardson. Gripado? “O Assassinato de Roger Ackroyd”, de Agatha Christie. Deprimido? “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera. Anda se sentindo um idiota? “O Idiota”, de Fiodor Dostoiévski, é claro.

“Escrevemos o livro porque sentimos que a ficção tem sido transformadora em nossas próprias vidas, seja nos ajudando a ver algo de uma nova maneira e mostrando que não estamos sozinhas, seja nos despertando ou nos acalmando com o ritmo da prosa. Muitas pessoas reconhecem que a literatura pode ter essas utilidades e se sentem, mesmo que inconscientemente, atraídas pelos livros em parte por conta do valor de cura deles”, dizem as autoras.

Ella e Susan explicam que uma das principais maneiras da literatura ajudar uma pessoa é fazer com que ela se sinta refletida em um personagem. “O romance tende a abordar aspectos da condição humana que nem sempre são fáceis de se tratar: solidão, sofrimento, traição, o significado da existência… À sua maneira, a literatura pode ser um analgésico, fazendo o leitor rir ou o distraindo”, argumentam.

Livros para o banheiro e para fingir que é leitor

Apostando no bom humor, em “Farmácia Literária” as autoras também criam algumas listas bastante interessantes, como “os melhores livros para parecer ter cultura literária”. Na visão das duas, as cinco obras essenciais para alguém ser um impostor de tal arte são: “O Morro dos Ventos Uivantes”, de Emily Brontë, “O Grande Gatsby”, de Scott Fitzgerald, “A Montanha Mágica”, de Thomas Mann, “Moby Dick”, de Herman Melville, e “Guerra e Paz”, de Leon Tolstói.

Em outro momento, um clássico das listas: os melhores livros para ler no banheiro. Entram na relação nomes como Samuel Beckett (“Companhia”), Italo Calvino (“As Cidades Invisíveis”), J. M Coetzee (“Diário de um Ano Ruim”) e Kurt Vonnegut (“Cama de Gato”).

Para crianças

E há alguém a quem a biblioterapia possa ser mais recomendada? Segundo Ella e Susan, o método funciona especialmente bem com crianças, principalmente quando usado para ajudar os pequenos a crescer e lidar com questões difíceis. “Uma criança que perde o avô ou está sendo intimidada na escola precisa saber que não é a única a passar por isso e que há maneiras para que lide com a angústia. Muitas pessoas usam biblioterapia em seus filhos, mas sem chamá-la dessa maneira”, dizem. “Literatura pode curar, oferecendo uma pequena dose da doença, como um remédio homeopático. Assim, a dor do amor, por exemplo, pode ser experimentada na leitura”, completam.

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