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Como apresentar seu livro e despertar interesse das editoras (III)

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Gabriela Nascimento, no blog Gabi Gabiruska

Neste tópico sobre “Como escrever a proposta do seu livro” (da maneira mais profissional e assertiva possível) vou trazer à tona um assunto que muitos de vocês, autores em formação, talvez já façam, mas não se deram conta de como é importante listar na apresentação do seu livro – a PROMOÇÃO.

Provavelmente você já ouviu falar de Charles Dickens, o famoso autor de obras como “Grandes Esperanças”, “Um conto de Natal”, “David Copperfield” e outras obras incrivelmente populares da literatura. Mas o que talvez você não saiba é que Dickens também foi uma descarada figura da auto-promoção… Claro, seus livros eram populares em toda a América, mas, a fim de impulsionar as vendas ainda mais (bem como para ganhar algum dinheiro), Dickens partiu em uma turnê de palestras, viajando de cidade em cidade para ler seus romances. Aprenda com Dickens. Não tenha medo de se mostrar e dar “uns pitacos” nesta seção. Diga que você fará coisas para promover seu livro. Editores gostam de ouvir isso.

Vou contar um “segredo” de quem já trabalha nesta área há mais de 10 anos. Pode parecer um pouco bobo, mas é a mais pura verdade. Há cerca de cinquenta anos (ou menos), editores começaram a olhar mais favoravelmente do que nunca para autores que podiam fazer o que Dickens fez: promover os seus próprios livros. Não só isso, editores têm tanta expectativa de ter autores que possam promover seus próprios livros que passaram a usar um termo próprio para descrevê-lo: “plataforma”.

Eu particularmente não sou das mais praticantes no uso desse termo, porque sugere que o autor está em cima de uma plataforma (física, de verdade) discursando sobre sobre seu livro. Mas, resolvi mencioná-lo porque, afinal, é isso que está na mente da maioria dos editores. Na verdade agora, enquanto você lê isto, existem editores lá fora que gostariam de publicar um livro como o seu, mas que estão andando de uma lado para o outro em suas salas pensando: “Se conseguisse um autor com uma boa plataforma.”

Quer um exemplo nacional de um autor com uma boa “plataforma”? Eduardo Spohr. De maneira independente e usando sua auto-promoção ele conseguiu vender mais de 4 mil exemplares do seu “A Batalha do Apocalipse”. Com isso, chamou atenção de grandes editoras do mercado que tiveram certeza de que investir no seu livro seria retorno CERTO.

Prefiro pensar na Promoção de uma maneira mais glamourosa e esquecer o conceito de “plataforma” – o que soa meio político para o meu ouvido – e, em vez disso, pensar em revistas, rádio, televisão… talvez até mesmo filmes. (Spohr também foi mais glamuroso, teve ao seu lado um site como o Jovem Nerd, cuja audiência é extraordinária).

Imagine que seu livro seja publicado e você receba uma ligação da revista Veja, ou da Folha de S.Paulo, querendo entrevistá-lo sobre o seu trabalho. Em seguida você é contatado pela Rádio Jovem Pan e eles o querem como convidado especial no seu jornal da manhã, transmitido do Oiapoque ao Chuí. De repente você está falando com um produtor do programa do Jô…

Aí pergunto: “Você está livre para uma entrevista na próxima quarta-feira em São Paulo?”. Eles vão pagar sua passagem e pagar sua hospedagem em um hotel bacana na noite anterior ao programa. Você consegue imaginar tudo isso? Você tem certeza de que é capaz de imaginar tudo isso? Digo por quê. Porque a sua editora estará imaginando! Lembre-se: eu disse que eles estavam sonhando com um autor com uma grande plataforma, não foi? Bem, quem você acha que é esse autor? Você!

Não me diga que você é tímido. (Você pode superar isso.) Não me diga que você nunca esteve na televisão. (Há uma primeira vez para tudo.) Não me diga que ninguém da Veja ou da Folha jamais o chamaria. (Eles o farão se você oferece um tema quente.) Não me venha com nenhuma das centenas de desculpas que muitos escritores nos trazem quando se trata da “Seção de Promoção” da proposta do seu livro. Você deve eliminar todas essas dúvidas de sua mente e pensar positivo. Em sua Seção de Promoção você deve afirmar corajosamente que:

  • Você vai estar disponível para rádio e televisão.
  • Você vai enviar realeases para as principais revistas sobre o seu trabalho (e dar todo apoio à assessoria de imprensa da editora, caso ela tenha uma).
  • Você vai começar um novo site / blog para promover o seu livro.
  • Você irá promover o seu livro em qualquer palestra que você estiver.
  • Você vai assistir a conferências profissionais e promover seu livro lá.
  • Você vai fazer o que puder para promovê-lo: twitter, facebook, youtube, etc.

Ninguém espera que você se torne uma celebridade instantânea. Mas o editor não acreditará que você é um autor pró-ativo, capaz de chamar atenção sobre si e seu livro, se não mencionar coisas do tipo. Portanto, não hesite em dizer que você vai falar com revistas e estações de rádio. Não hesite em dizer que você vai fazer-se disponível para idas a programas de TV (nacionais e locais) para falar sobre seu trabalho. Essas fontes de mídia estão buscando autores todos os dias da semana – e, acredite, você pode ser o próximo convidado no programa do Jô ou de qualquer um das centenas de outras rádios e emissoras de TV. Pense positivo. Inclua na sua proposta uma seção sobre Promoção e você não se arrependerá! Um bom editor vai querer vê-lo e o ajudará a vender sua ideia… E, provavelmente, o contrato que você tanto sonha pode estar se tornando realidade .

Tá esperando o quê? Mãos à obra? Já não acha que dei dicas suficientes para começar a escrever uma “Proposta de edição de livro” altamente profissional?

5 Escritores de Terror para se ler na Sexta-feira 13

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Publicado originalmente no Literatortura

Nesta sexta-feira 13, decidi elencar 5 escritores que conheço e recomendo para se ler na sexta-feira 13! Digo que a escolha e as posições são quase que arbitrárias, partindo, piamente do meu gosto e das minhas leituras. Portanto, você tem o pleno direito e talvez o dever de discordar haha. Vamos lá;

Júlio Cortazar

É considerado um dos autores mais inovadores e originais de seu tempo, mestre do conto curto e da prosa poética, comparável a Jorge Luis Borges e Edgar Allan Poe. Foi o criador de novelas que inauguraram uma nova forma de fazer literatura na América Latina, rompendo os moldes clássicos mediante narrações que escapam da linearidade temporal e onde os personagens adquirem autonomia e profundidade psicológica inéditas. Seu livro mais conhecido é Rayuela (O Jogo da Amarelinha), de 1963, que permite várias leituras orientadas pelo próprio autor.

(Wikipédia. Gostei tanto dessa descrição que nem fiz outra)

Edgar Allan Poe

Ah vá que a cara do literatortura não estaria aqui. Um dos maiores contistas de todos os tempos. Poe, como costumo dizer, não é apenas apreciado pela sua obra, mas é uma figura de carisma impressionante. Além de ser um dos precursores do romance policial, é simbolo puro literário da sexta-feira 13. Tanto pelos seus textos, quanto pela sua vida. É um autor mundialmente celebrado e ícone da cultura pop literária. Duvido que os leitores imaginaram que o fofíssimo Poe não estaria aqui. Há vários posts no literatortura sobre Edgar allan poe. Aqui vão alguns;
Sexta Feira 13, Edgar Allan Poe e o Medo
Edgar Allan Poe e o Gato de Botas

Stephen King

o “mestre do terror” da atualidade como é conhecido. Em uma parte da vida parecia caminhar para uma história semelhante a de Poe [entornava todas], mas se recuperou e se tornou um ícone da cultura do terror sem ser seu próprio monstro. Difícil quem nunca celebrou uma obra de King, seja nos livros ou nos filmes. As obras mais conhecidas são; Carrie, A Estranha, O Iluminado e A Procura de um Milagre. [justamente por causa de suas adaptações para o cinema]. Menção à espetacular série “A Torre Negra” [que me iniciou na literatura].

H.P LoverCraft

Um dos mais ‘míticos’ escritores. A mitologia que ronda o escritor é tão forte que alguns de seus leitores acreditam na existência do Cthulhu [ um tipo de monstro metade octópode, ser humano e dragão]. Os contos de LoverCraft são tão poderosos, que vários autores incorporarem as criações depois de sua morte. O autor é cultuado por uma legião de fãs, que talvez não seja tão grande, mas, certamente, é fiel. Ainda existem criaturas mais estranhas, poderosas, cruéis e por que não, memoráveis, como o Demônio-Sultão Azathoth. Recomendo fortemente sua obra. Difícil não se sentir fisgado pela genialidade de LoverCraft.

 

Neil Gaiman

mais conhecido como quadrinista do que escritor, sua obra de maior sucesso Sandman, que é a personificação antropomórfica do Sonho. Pode ser conhecido também como Morpheus em referência à mitologia grega. Alguns podem estranhar a presença de Gaiman aqui e perguntar porque, então, não coloquei Anne Rice. Bem, a resposta é simples; eu já li coisas de Neil. E não li nada de Anne. E aqueles que conheçam a obra de Gaiman, concordarão que ele merece um lugar nessa minha lista.

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