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O professor americano que ensina os alunos a sobreviver como homens das cavernas

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Brent Meeske Image caption O professor de arqueologia ensina em suas aulas como fazer fogo com gravetos

Brent Meeske
Image caption O professor de arqueologia ensina em suas aulas como fazer fogo com gravetos

Boa parte dos alunos começa o curso sem saber como quebrar um ovo. Depois das aulas de Arqueologia Experimental e Tecnologia Primitiva do professor Bill Schindler, no entanto, eles se tornam quase homens das cavernas: aprendem a fazer fogo com gravetos, cordas com fibras vegetais, flechas com pontas de pedra afiada e potes com argila. Se fossem abandonados em uma floresta sem comida e roupa, eles seriam capazes de colher frutos silvestres comestíveis, curtir peles, caçar e preparar animais selvagens como alimento.

Letícia Mori, na BBC Brasil

Embora ninguém mais dependa desse tipo de habilidade, o professor da Washington College, nos Estados Unidos, defende que elas são essenciais para entender o que significa ser humano. “Compreender nossos ancestrais nos ensina a olhar para nós mesmos de uma maneira completamente diferente. Tanto do ponto de vista da nossa dieta e saúde quanto da conexão com o ambiente e com as outras pessoas”, diz ele.

Bill Schindler Image caption Bill Schindler e seus alunos criam réplicas de ferramentas da idade da pedra

Bill Schindler
Image caption Bill Schindler e seus alunos criam réplicas de ferramentas da idade da pedra

É uma aula incomum, mas que está fazendo sucesso — está sempre lotada e recebe estudantes de todas as áreas.

“Espero ajudar a formar não só arqueólogos e antropólogos, mas professores, políticos, cientistas e executivos que tenham uma perspectiva diferente sobre nosso lugar no mundo enquanto tomam decisões que determinam qual o caminho que a humanidade tomará no futuro”, diz Schindler.

Aula inusitada

A filosofia do arqueólogo para ensino e pesquisa é baseada na ideia de se envolver em uma tarefa do início ao fim – coletando a matéria prima, aprendendo aquela tecnologia, construindo as ferramentas e usando-as. “Além das aulas teóricas e das leituras, meus alunos de fato fazem uma imersão no que estão aprendendo”, diz Schindler.

Alamy Image caption Alunos são desafiados a caçar e produzir sua própria comida

Alamy
Image caption Alunos são desafiados a caçar e produzir sua própria comida

 

Para as ferramentas, eles usam materiais como rocha obisidiana (feita de vidro vulcânico), basalto e sílex. Ao abater e limpar animais, nada é disperdiçado. Cada aluno pega um pedaço do animal para um projeto diferente. A carne de um cervo é consumida, a pele se transforma em roupa, os cascos são fervidos para fazer cola, os olhos viram tinta.

“É uma filosofia de ensino baseada em colocar a mão na massa, em aprender através da experimentação”, diz Schindler. Os alunos também passam a se preocupar com o impacto que os produtos que usam têm no ambiente e com a origem dos alimentos que consomem.
Retorno às origens

Em 2015, Schindler gravou uma série para o canal National Geographic chamada The Great Human Race (exibida no Brasil como Desafio Primitivo). No programa, ele e a especialista em sobrevivência Cat Bigney viajaram o mundo tentando sobreviver da mesma forma que nossos ancestrais em diferentes períodos da pré-história.

Eles foram à Sibéria e buscaram viver como os caçadores da era do gelo, de cerca de 40 mil anos atrás, durante 8 meses.

“Aprendi muito mais do que poderia imaginar. E foi mais do que aprender – foi sentir, compreender, viver. Hoje, sinto que posso interpretar muito melhor como era a vida no passado e que tenho mais autoridade para falar sobre o assunto”, conta ele. “Essas experiências imersivas beneficiam a ciência e a pesquisa porque preenchem lacunas em nosso conhecimento.”

Bill Schindler Image caption O professor começou a criar ferramentas ainda criança; hoje, dá aulas na universidade

Bill Schindler
Image caption O professor começou a criar ferramentas ainda criança; hoje, dá aulas na universidade

 

Segundo o arqueólogo, as tecnologias primitivas que mais influenciaram a evolução humana são as relacionadas com a obtenção e o processamento de comida.

“As mudanças na dieta impactaram diretamente nossa evolução biológica e cultural. Tudo o que somos do ponto de vista biológico e de como interagimos uns com os outros, ou seja, tudo o que nos torna humanos, nós devemos às mudanças permitidas pelo uso de tecnologias como ferramentas de pedra, fermentação, instrumentos e caça e estratégias de coleta de alimentos”, diz Schindler.

Ficamos mais altos, nossos cérebros cresceram, a maneira como interagimos uns com os outros se aprimorou — tudo isso deu origem ao ser humano moderno, o homo sapiens sapiens.

No entanto, diz Schindler, somos uma das espécies de predadores mais fracas do planeta. “Nossas unhas, nossos dentes e nossos órgãos digestivos são completamente inúteis se comparados aos de outros animais. Nós ultrapassamos as limitações de nossos corpos criando mais ferramentas e mais tecnologia.”

Bill Schindler Image caption Quando caçam um animal, cada aluno pega uma parte diferente para seu projeto individual; nenhum pedaço é desperdiçado

Bill Schindler
Image caption Quando caçam um animal, cada aluno pega uma parte diferente para seu projeto individual; nenhum pedaço é desperdiçado

 

A série tornou a faculdade em que Schindler trabalha mais conhecida entre o público e aumentou seu prestígio na área de arqueologia – até então, era conhecida mais por seu curso de letras.

Para Schindler, as pessoas se empolgam com a ideia de aprender habilidades de sobrevivência por estarem procurando – conscientemente ou não – conexões com o passado, com o ambiente, com as outras pessoas e consigo mesmas. “A vida moderna está sempre nos afastando dessa ligação. Praticar essas habilidade nos ajuda a reconectar”, diz ele.

Além disso, há um certo romantismo na ideia de ser capaz sobreviver sem as facilidades do mundo moderno. “Creio que é mais um desejo de sentir que você poderia ser auto-suficiente do que uma vontade real de estar em uma situação em que essas habilidades sejam necessárias”, diz ele.
Um homem de família

Bill Schindler cresceu em um subúrbio de New Jersey, nos Estados Unidos, e começou a criar ferramentas ainda criança. Com 10 anos, contrariando os pais, ele começou a colher frutos silvestres.

Nos anos 1990, ele trocou de faculdade sete vezes. Demorou dez anos para se formar em arqueologia. Hoje, ele é professor titular do departamento de Antropologia da Washington College.

Seu trabalho com arqueologia experimental teve um impacto em sua casa e no dia a dia de sua família. Ele, sua mulher e seus três filhos — de 9, 11 e 13 anos — vivem em uma propriedade rural no Estado americano de Maryland.

“Mudamos principalmente nossa alimentação. Pegamos as lições de nosso passado pré-histórico e as modificamos para torná-las relevantes à nossa vida ocidental moderna. Produzimos praticamente tudo o que cozinhamos – caçamos, colhemos, fermentamos e curamos nossa comida”, diz Bill, que produz queijo, iogurte e chucrute para consumo próprio.

Ele e sua família são próximos dos agricultores e pecuaristas que fornecem os alimentos que eles não produzem. “Somos mais saudáveis e mais conectados ao ambiente. Voltamos a comer como seres humanos e vale todo o esforço!”, afirma o arqueólogo.

Bill Schindler Image caption Na maior parte do tempo, a família de Bill come apenas carne de animais que eles mesmos matam e plantas que colhem

Bill Schindler
Image caption Na maior parte do tempo, a família de Bill come apenas carne de animais que eles mesmos matam e plantas que colhem

 

“Não usamos roupas de peles de animais no dia a dia, mas meus filhos sabem como esfolar um animal e curtir a pele para usá-la como vestimenta”, diz Schindler. Ele acredita que isso ajuda as crianças a entenderem o valor de tudo o que eles têm.

“Quando eles veem uma jaqueta de couro, não pensam no shopping onde ela foi comprada — lembram-se de quando fizeram suas roupas com pele de veado, de que aquilo tirou a vida de cinco animais.”

O objetivo é estar mais consciente das consequências das ações humanas. “Temos que enfrentar a dura realidade de que animais e plantas morrem para que nós vivamos e nos tornemos melhores guardiões do ambiente”, afirma.

“Quando a maioria das pessoas pensam sobre comer um animal, elas pensam em comer carne, de forma abstrata. Em nossa casa, quando comemos um animal, pensamos em comer um animal.”

CONHEÇA CINCO DAS LIVRARIAS MAIS BONITAS (E EXCÊNTRICAS) DO MUNDO

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Teca Machado no Burn Book

É apaixonado por livrarias, um bookaholic assumido e um leitor compulsivo?

Então tenho certeza que você morre de felicidades ao ver uma livraria no seu caminho. E se for uma livraria bonita, melhor ainda.

Que tal conhecer cinco das livrarias mais bonitas do mundo?

1. City Lights Bookstore, em São Francisco

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Um canto especial para a poesia! Ela foi fundada pelo poeta Lawrence Ferlinghetti, por isso todo o segundo andar do local é dedicado a um espaço de poesia. Mas em toda a livraria há cadeiras estrategicamente colocadas para que os clientes gastem tempo para escolher qual título levar para casa.

2. Word on the Water, em Londres

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Essa livraria é numa barca. Você pode subir a bordo e fuçar pela coleção (e ainda brincar com os gatos do dono do lugar), ou ficar em terra firme para assistir leituras de poesias e música ao vivo, que acontecem no teto da barca.

3. Boekhandel Dominicanen, na Holanda

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Além da arquitetura incrível, escolher livros dentro de uma igreja com mais de 700 anos é uma experiência que você só terá lá.

4. Libreria Acqua Alta, em Veneza

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Essa livraria é facilmente um dos lugares mais memoráveis e estranhos de Veneza. A loja em si é pequena e recheada de livros que caem de gondolas, banheiras e pequenos barcos. Você pode mergulhar seus pés no canal enquanto lê ou subir uma escada feita inteiramente de livros.

5. Cook & Book, em Bruxelas

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Parte livraria e parte café. A loja é dividida em nove cômodos e cada um deles contém uma seção diferente (música, ficção, infantil, viagem, HQ…). Mas o melhor de tudo é que cada seção é completamente diferente da outra e tem seu próprio design especial e único. Tem até mesmo um cômodo britânico que se parece com um pub.

Meu filho foi reprovado. Como posso ajudá-lo para que o próximo ano seja diferente?

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Ricardo Falzetta, no Todos pela Educação

A reprovação é um evento traumático para o estudante, pois abala sua segurança e autoestima. Ao contrário do que acreditam seus defensores, que subestimam os seus efeitos negativos, essa é uma estratégia que não motiva o aluno e pode, muitas vezes, levá-lo ao abandono escolar.

Quando um aluno tem um desempenho muito baixo, é agressivo ou falta muito às aulas, há claros indícios de que algo está errado em sua vida. Seja qual for a dificuldade que ele está enfrentando, o carimbo de “reprovado” em seu histórico escolar não ajudará a solucioná-la.

A expectativa de que o aluno supere dificuldades diversas repetindo tudo que já fizera no último ano é um equívoco, pois repetir um mesmo processo esperando resultados diferentes é, no mínimo, um contrassenso.

Muitos pais imaginam que o oposto da reprovação é a aprovação automática. Não é verdade. O contrário da reprovação é a aprendizagem plena. A aprovação automática é, ao lado da reprovação, outra maneira de falhar com os alunos – e isso é unanimidade entres os especialistas em Educação.

Apesar disso, a reprovação do ano letivo é adotada em inúmeras redes de ensino. De acordo com dados do portal QEdu, da Fundação Lemann, cerca de 3,2 milhões de estudantes da Educação Básica foram reprovados em 2015. Se em 2016 esse foi o caso de seu filho ou familiar, este ano deve ser um ano de alerta, pois a relação dele com a Educação está fragilizada. Nesse cenário delicado, a responsabilidade do Estado e da família é ainda maior.

A escola tem por obrigação diagnosticar os obstáculos que impedem o avanço do aluno e promover sua recuperação pedagógica sem estigmatizá-lo, afinal, não existem crianças e jovens “burros”: todos são capazes de aprender. O baixo desempenho pode ser resultado de métodos de ensino inadequados – nesse caso, apresentar o conteúdo de novas maneiras é fundamental. Além disso, os professores e a equipe pedagógica têm de se empenhar para que a criança ou jovem sinta-se confortável e integrado à turma.

Os pais, por sua vez, devem estreitar ainda mais os laços com a Educação. A presença no ambiente escolar e os questionamentos sobre o cotidiano de estudos passam aos filhos uma mensagem de valorização do ensino. Vale destacar também que uma maior participação na escola permite que os pais possam verificar se a recuperação vem acontecendo de forma adequada.

Ficar atento à saúde emocional e física dos filhos é fundamental, uma vez que é possível que os problemas de disciplina e comportamento na escola sejam reflexo de causas mais profundas e carentes de acompanhamento especializado.

O objetivo máximo da escola é que as crianças e jovens aprendam e esse direito não é negociável. Portanto, família e escola devem se unir para criar um ambiente que não despreze um aluno sequer, sejam quais forem as dificuldades dele.

Alunos ajudam colega a superar grave acidente com linda atitude

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Publicado no Catraca Livre

Alunos do 4º ano de uma escola no Tocantins encontraram uma maneira linda de ajudar uma colega de sala que sofreu um grave acidente a superar o trauma. A garota acidentada precisaria usar uma máscara por causa dos ferimentos para que sua pele não ficasse manchada pelo sol.

Mas, para que ela não se sentisse diferente, os colegas decidiram fazer essa surpresa:

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Isso, mesmo. Todos resolveram usar máscaras. Assim, ela poderia se sentir mais aceita por todos durante o processo de recuperação. A atitude emocionante teve o apoio da professora e foi divulgada por meio da página do Facebook da instituição na última quinta-feira, 18. A publicação já conta com mais de 15 mil reações (curtir, etc.) e 4,6 mil compartilhamentos.

Créditos: reprodução/Facebook Máscaras foram confeccionadas para aluna não se sentir diferente

Créditos: reprodução/Facebook
Máscaras foram confeccionadas para aluna não se sentir diferente

 

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Economia Criativa é o futuro da sociedade

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publicado na Zupi

Sabe qual é um setor que está conseguindo dar um olé na crise? A chamada economia criativa. Aliás, esse é o momento de criar e inovar. Entre todas as possibilidades que este ramo proporciona, uma delas está resolver problemas, propor colaborativismo e soluções pragmáticas para problemas do cotidiano. Uma ideia na cabeça e saber o que fazer com ela, essa é a grande sacada. Ser diferente e empreender, num mercado com produtos e serviços cada vez mais massificados, é garantia de sucesso.

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Qualquer pessoa é capaz de intervir, modificar e perceber uma demanda que ainda não é atendida. Inquietação e plano de negócios, estas são as palavras. O primeiro passo é entender que criatividade é o ponto de partida, mas que qualquer negócio exige estratégia, e empreender pensando em minimizar os riscos é fundamental. Exemplos de economia criativa surgem todos dos dias: O Uber reinventou um modelo tradicional de negócios, agregando um alto valor aos serviços prestados.

Allan Szacher – formado em Propaganda e Marketing e artes gráficas – e Simon Szacher – formado em Administração – são as cabeças por trás da Zupi, maior crossmedia de arte e criatividade do Brasil e mais um exemplo de economia criativa bem sucedida. Este ramo de negócios trabalha com o mais incrível dos materiais: A criatividade humana.
O mundo e você precisam estar atentos a esse movimento que cresce diariamente e, felizmente, se transforma num caminho sem volta. Investir em estratégia e criatividade nos permite desempenhar atividades que antes pareciam impossíveis. E isso é maravilhoso!Novas profissões vão surgir e estar por dentro destas mudanças, e buscar novas oportunidades, é o caminho para se manter competitivo. Investir em cursos e aprimoramento, esta é a melhor das dicas.

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Dia 17 de abril, na Zupi Academy, o Allan e o Simon Szacher vão ministrar um Workshop de Economia Criativa aqui em São Paulo. Não há momento melhor para você começar a desenvolver aquela ideia super diferente que você teve, mas não sabe como transformá-la em negócio. O curso é a chance de trocar ideias, networking e o melhor de tudo: Tirar aquele projeto do papel e transformá-lo numa ideia viável e com grandes chances de dar certo.O curso tem como objetivo melhorar a formação do profissional criativo para empreender suas ideias com menos riscos e inserir o conceito de business em qualquer negócio. O curso é destinado à empreendedores, freelancers e qualquer profissional interessado no mercado que busca desenvolver soluções criativas.

O curso tem um pré-requisito muito importante: Ter uma ideia e querer torná-la realidade. Ahhh… Se você tem alguma já sendo realizada e quer melhorar… O curso também é pra você.

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