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Leitura ajuda detentos na remissão de pena em presídio de Hortolândia, SP

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Prisão foi a primeira do estado de São Paulo a implantar a medida.
Presos podem diminuir até 48 dias por ano com o hábito de ler.

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Publicado no G1

O Centro de Progressão Penitenciária de Hortolândia (SP) oferece aos detentos uma forma de adquirir conhecimento e reduzir a pena aplicada pela Justiça com o projeto “A Leitura Liberta”. A unidade foi a primeira do estado de São Paulo a implantar a medida.

Com a leitura, o detento pode reduzir em até quatro dias a pena, caso a avaliação posterior seja positiva. No total, ele pode diminuir 48 dias por ano no tempo de reclusão.

A pedagoga Elisane de Oliveira conta que a partir do segundo livro já é possível ver evolução nos detentos. “No segundo, no terceiro livro você vê a evolução da pessoa”, explica.

Os presos podem alugar um livro a cada 30 dias e, após a leitura, eles precisam participar de oficinas onde irão compartilhar o que aprenderam com aquele determinado autor. “Eu quero que a pessoa se transforme com essa leitura, então, realmente eu tenho que verificar se há essa leitura”, explica.

350 livros por mês
A penitenciária de Hortolândia possui uma sala com mais de 1,5 mil livros no acervo e a média de empréstimos é de 350 unidades por mês.

“Eu descobri que a literatura tinha muito mais coisas para me ensinar do que simplesmente a remissão de pena”, contou um dos presos à EPTV, afiliada da TV Globo.

Segundo o diretor do presídio, Joaquim Gomes da Silva, alguns chegam até a dizer que se tivessem adquirido esse hábito antes tudo seria diferente.

“Alguns presos vem falar comigo e dizer que se tivessem esse entendimento de leitura, de repente ele não não teria cometido o que ele cometeu do lado de fora”, afirma.

Incentivo nacional
O projeto segue uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça, que prevê o incentivo à leitura em todos os presídios no Brasil. Em 2016, a expectativa é de que o projeto “A Leitura Liberta” seja aplicado em pelo menos 90% das penitenciárias do estado de São Paulo.

“A literatura te liberta dos seus preconceitos, te liberta do conceito e, às vezes, de como você enxerga as coisas. Te dá uma visão diferente do que você pode fazer na sua vida”, destaca um dos detentos, que já cumpriu mais de 10 anos de pena.

15 palavras que têm um significado completamente diferente quando você é nordestino

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Armaria, mãinha!

Clarissa Passos, no BuzzFeed

1. Cabra.

O que significa nos outros lugares: feminino de bode.

O que significa no Nordeste: homem, cara, rapaz. Também usado com os complementos cabra macho, cabra macho da peste e cabra macho da gota serena.

Reprodução / Via ojardimderoseli.blogspot.com.br

Reprodução / Via ojardimderoseli.blogspot.com.br

2. Rebolar (no mato).

O que significa em outros lugares: dançar sensualmente em um terreno baldio.

O que significa no Nordeste: jogar alguma coisa fora. Não necessariamente em um terreno baldio.

Governo de Alagoas / Via maceio.al.gov.br

Governo de Alagoas / Via maceio.al.gov.br

3. Jesus.

O que significa nos outros lugares: apenas o filho de Deus.

Reprodução / Via eyesright.speedofcreativity.org

Reprodução / Via eyesright.speedofcreativity.org

O que significa no Maranhão, além do filho de Deus: um guaraná de coloração hipnotizante.

Ju Zara de Brasil - Flickr / Via Flickr: juzara

Ju Zara de Brasil – Flickr / Via Flickr: juzara

4. Inverno.

O que significa nos outros lugares: aquela época de tirar os casacos do armário.

Agência Brasil

Agência Brasil

O que significa no Nordeste: aquela época de tirar o guarda-chuva do armário.

Reprodução

Reprodução

5. Chega!

O que significa nos outros lugares: interjeição de ultimato.

Globo

Globo

O que significa no Nordeste (especialmente no Sergipe): pedido de socorro, como em “venha rápido!”, “ajude!”

Globo

Globo

(mais…)

Concurso Cultural Literário (92)

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Trecho “De volta aos sonhos”

De volta aos quinze

O que você faria se pudesse voltar no tempo?
Será que, ao fazer escolhas diferentes, você conseguiria mudar sua vida para melhor?

Anita tem 30 anos, e sua vida é muito diferente do que ela sonhou para si. Um dia, ao reencontrar seu primeiro blog, escrito quando tinha 15 anos, algo inusitado acontece, e tudo ao seu redor se transforma de repente. Com cabeça de adulto e corpo de adolescente, ela se vê novamente vivendo as aventuras de uma das épocas mais intensas da vida de qualquer pessoa: o ensino médio. Ao procurar modificar acontecimentos, ela começa a perceber que as consequências de suas atitudes nem sempre são como ela imagina, o que pode ser bem complicado. Em meio a amores impossíveis, amizades desfeitas e atritos familiares, Anita tentará escrever seu próprio final feliz em uma página misteriosa na internet.

De volta aos sonhos

Quando achava que sua vida havia por fim se resolvido, e que seu coração tinha encontrado paz e aconchego, Anita acidentalmente volta ao passado mais uma vez. As consequências das mudanças que isso provoca fazem com que ela repense suas prioridades de vida. Enquanto decide o que cursar na faculdade, arruma as malas para trabalhar em um país diferente e percebe que o cara que ama virou uma estrela em ascensão no mundo da música, Anita finalmente começa a pensar em si e nos seus sonhos. Além de buscar o controle de seu destino, ela precisará lidar com escolhas erradas e circunstâncias inevitáveis, na tentativa de desvendar, de uma vez por todas, o mistério do blog que a faz viajar no tempo.

Em parceria com o Psychobooks, vamos sortear 2 kits da série “Meu primeiro blog“, da Bruna Vieira.

Para participar, basta responder à pergunta: “Se você pudesse voltar ao SEU passado, para onde iria e o que mudaria?

Confira as regras aqui e tenha o dobro de chances ao participar também no Psychobooks.

O resultado será divulgado no dia 1/10 neste post.

***

Parabéns as ganhadoras: Tatielle e Leticia Ribeiro \o/

Enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

12 sinais de quem está amando um livro

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Augusto Assis, no Cabine Literária

Quando a gente gosta de um livro é claro que a gente recomenda pra qualquer coisa que se mova e acaba ignorando toda e qualquer pessoa ao redor só pra terminar mais um capítulo. Hoje trouxemos uma dúzia de sinais comuns de um leitor que está completamente apaixonado por uma história.

The Reader

1 – Você ainda nem terminou o livro, mas já tem uma lista de pessoas que você quer muito que leia.

2 – Você posta nas redes sociais o quanto você está gostando do livro, mas não arrisca olhar a resposta. A internet é sombria e cheia de spoilers.

3 – Seus compromissos podem esperar mais um pouco. Você precisa terminar aquele capítulo.

4 – Você já leu essa história antes. Mas qual o problema de ler de novo? Nunca se sabe quando o final vai ser diferente.

5 – Nos intervalos entre a leitura você acaba pensando “Cara, que sorte a minha encontrar esse livro!” ou “Por que enrolei tanto pra começar a lê-lo?”

6 – As pessoas perguntam quais os seus planos para o fim de semana e você acaba respondendo: “Então, eu tô lendo um livro, e ele é tão incrivelmente legal…”

7 – Você quase perde o seu ponto do ônibus porque está completamente imerso na história. (Tudo bem, às vezes, você realmente perde. Não vou contar pra ninguém).

8 – Mesmo estando na metade do primeiro volume de uma série, você já perde o segundo e o terceiro volume. O quarto também. Só pra garantir.

9 – Você começa a economizar leitura. Um capítulo por noite, mais do que o suficiente. Talvez dois. Não mais que isso.

10 – Você acha que está lendo muito rápido e uma hora ou outra acaba voltando um pouco para saborear o trecho melhor.

11 – Você segue o autor ou a autora no Twitter e não há um único tweet que você não veja. Nunca se sabe quando o autor estará por perto.

12 – Quando você vê alguém lendo o mesmo livro que você na rua, é muito difícil não perguntar o que a pessoa está achando, onde ela está, qual o seu personagem favorito e tudo mais. (No meu caso, algumas vezes eu não resisto mesmo.)

A magia da adaptação dos livros ao cinema

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Alguns bibliófilos afirmam que a adaptação é sempre pior que o livro, pois que apesar de toda sua variedade, os meios artísticos do cinema são limitados e frequentemente são incapazes de transmitir o estilo criativo do escritor.

 

Anna Fedorova, na Voz da Rússia

Terão sido muitos os diretores a não defraudar as expectativas dos leitores? Será frequente grandes livros se transformarem em filmes não menos grandes e que sobrevivem ao passar dos tempos?

Desde o aparecimento da arte cinematográfica que obras literárias servem de base para filmes. Uns dos primeiros a ser apresentado para a tela foram os romances de Swift, Defoe e Goethe. À primeira vista podia parecer que criar filmes com base num livro já escrito seria muito mais fácil que fazer um filme com base em um guião original. Contudo, não é bem assim.

O principal problema da adaptação é a questão eterna se a adaptação é apenas uma ilustração da obra escrita, ou se é um gênero autônomo que permite a liberdade criativa. Frequentemente, ao passar o livro para a tela, o diretor abdica de personagens secundárias e linhas narrativas e, pelo contrário, pode acrescentar coisas que não existiam na obra. Por tomar essas liberdades ele depois é criticado tanto pelos bibliófilos, como pelos cinéfilos.

A poetisa, crítica literária e, evidentemente, cinéfila Oksana Liskovaya reconhece:

“Durante a leitura muitos de nós criam um filme interior. São as impressões pessoais do que se leu, e isso pode não coincidir, o que cria um conflito natural. “Os Três Mosqueteiros” é, desde criança, o meu livro favorito, eu vi muitos filmes e nenhum deles corresponde à imagem idealizada pela minha imaginação.

Nos créditos é frequente estar mencionado “baseado em”, mas nós não reparamos e pensamos que o diretor filmou algo de diferente. Na realidade, isso é um aviso ao espectador sobre o condicionalismo, sobre a transferência para um plano de visão diferente. O nosso conflito com a adaptação é apenas o desfasamento entre nossas expectativas e uma regra que diz mais ou menos o seguinte: não se pode filmar assim um livro. Mas na realidade pode.”

Devemos sempre recordar que a adaptação é uma leitura do livro pelo diretor e ela pode diferir ou não da opinião da maioria dos leitores. Disso depende com frequência se se gosta do filme ou não se gosta. Se o diretor teve a sorte de adivinhar os gostos da maioria, a sua adaptação terá popularidade.

Os diretores são frequentemente acusados de deturpar a obra literária: de acrescentar paixões e mística ao jeito de Hollywood, de dinamismo e de elementos decorativos. Contudo, frequentemente são precisamente esses os condimentos que fazer reviver um episódio já conhecido e atraem o grande público, afirma Oksana Liskovaya:

“A adaptação ajuda a entender momentos importantes do texto e você volta a lê-lo. Assim, eu reli a “Anna Karenina” depois de ter visto o filme de Joe Wright. Muitos livros são vendidos em massa depois da saída das adaptações – isso é um fato e é importante que as pessoas recorram à fonte. O livro precisa hoje desse tipo de ajuda. Há pessoas que simplesmente têm dificuldade em ler e, nesse caso, a adaptação é mais uma forma de elas se aproximarem da grande literatura.”

Existirão os pares compostos por um bom livro e um bom filme? Há muitos exemplos desses. As adaptações dos dois primeiros volumes de “Harry Potter” de Joanne Rowling conquistaram o público por todo o mundo. O filme “Jane Eyre”, baseado no livro de Charlotte Bronte e dirigido por Franco Zeffirelli, se tornou num clássico como o próprio livro. O filme baseado no livro “Laranja Mecânica” não cede pela sua energia ao seu original literário. A minissérie “O Mestre e Margarida”, filmada pelo diretor Vladimir Bortko, é considerada uma das melhores adaptações para o cinema do romance homônimo de Mikhail Bulgakov.

A adaptação ao cinema é sempre uma visão diferente sobre a obra e que pode mostrar aquilo que o leitor podia não ter visto ao virar as páginas. Um bom livro é um estímulo para ver sua adaptação. Uma adaptação interessante é um bom pretexto para ler o livro. As emoções vivas transmitidas pela arte podem ser absorvidas de diversas fontes: leia, veja, sofra, pense – aí reside a essência da verdadeira arte.

O TOP-10 das adaptações com interesse:

“Lolita” de Vladimir Nabokov, dir. Stanley Kubrick

“O Poderoso Chefão” de Mario Puzo, dir. Francis Ford Coppola

“O Senhor dos Anéis” de J.R.R. Tolkien, dir. Peter Jackson

“Bel Ami” de Guy de Maupassant, dir. Declan Donnellan e Nick Ormerod

“O Perfume – A História de um Assassino” de Patrick Suskind, dir. Tom Tykwer

“Anna Karenina” de Lev Tolstói, dir. Joe Wright

“Os Miseráveis” de Victor Hugo, dir. Tom Hooper

“Grandes Esperanças” de Charles Dickens, dir. Mike Newell

“O Grande Gatsby” de Scott Fitzgerald, dir. Baz Luhrmann

“O Retrato de Dorian Gray” de Oscar Wilde, dir. David Rosenbaum

 

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