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Você estudante, está com dificuldades? Garanta boas notas seguindo 5 ótimos passos

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Publicado no Amo Direito

Alguns estudantes costumam ter dificuldade de demonstrar na prova que aprenderam os conteúdos vistos em sala com os professores. Outros, por sua vez, não conseguem compreender plenamente certos aspectos daquela matéria e, cheios de dúvidas, voltam para a casa com notas vermelhas sem entender muito bem o porquê.

Se você se identificou com um destes dois casos, não se preocupe. Nós reunimos os 5 passos cruciais para garantir um bom desempenho na escola. Confira-os a seguir e obtenha, os resultados que você tanto almeja:

1 – Anote suas tarefas
Escreva qual é a matéria, as instruções e os prazos para que você não tenha dúvida sobre as exigências do seu professor. É recomendável também, caso você não tenha o hábito de consultar sua agenda, programar um alarme para alguns dias antes da entrega, garantindo que você realize a tarefa com antecedência e apresente-a na data correta. Para se organizar em meio a tantos deveres, crie uma lista de tarefas na qual você possa eleger quais são suas prioridades e, assim, estabeleça uma sequência do que você deve fazer.

2 – Ouça seu professor
Tire suas dúvidas sempre que possível e anote as respostas dos seus professores no seu caderno para futuras consultas. Preste atenção nas ênfases que ele dá durante sua exposição, já que há grandes chances de estas palavras ou repetições sejam as palavras-chave deste conteúdo e, portanto, aspectos que você deve se lembrar na hora da prova.

3 – Tenha um local de estudos
Entenda qual é o seu perfil como aluno e tente criar um ambiente propício para seus estudos em casa. Por exemplo, se você é um estudante auditivo, um lugar barulhento pode não ser a melhor escolha. Lembre-se também de ter em mãos os materiais básicos necessários para rever a matéria, como lápis e borracha, além dos cadernos e livros da disciplina em questão.

4 – Estude diariamente
Tente estabelecer uma rotina na qual você consiga estudar de 1 a 3 horas as disciplinas trabalhadas na sala de aula. Assim, você garante que continuará a acompanhar as exposições do seu professor e ainda diminuirá o volume de estudos no dia anterior a sua prova. Pode parecer muito tempo, no primeiro momento, mas estas horas podem ser dedicadas tanto ao aprimoramento das suas anotações quanto à leitura dos textos-base ou discussões em grupo sobre a matéria da aula. Se você aliar estas atividades com o foco durante as aulas, você facilitará sua compreensão dos conteúdos e, portanto, melhorará seu desempenho nas atividades avaliadas.

5 – Cuide-se
Ter bons hábitos, como dormir bem e praticar exercícios físicos, ajudam você a ter uma mente saudável, já que reduz o estresse e te dá mais disposição. Por isso, invista também um tempo na sua saúde e no seu lazer.

Fonte: noticias universia

Ex-interna e prestes a se formar na Universidade, hoje ela dá aulas a jovens infratores

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Ravena Carmo, de 27 anos, é ex-interna do Centro de Atendimento Juvenil Especializado, em Planaltina (DF).

Ravena Carmo, de 27 anos, é ex-interna do Centro de Atendimento Juvenil Especializado, em Planaltina (DF).

“É uma dívida que eu tenho com a educação”, disse a estudante.

Publicado no Razões para Acreditar

A ex-interna do Centro de Atendimento Juvenil Especializado foi presa aos 14 anos por tentativa de homicídio. Felizmente, o tiro que ela disparou contra a vítima não foi fatal.

Antes de cumprir a pena máxima de três anos, ela já tinha passagem por falsidade ideológica, porque havia usado documentos falsos. E tudo isso por causa do envolvimento com o tráfico de drogas. “No começo da adolescência, eu não tive apoio da minha família e ainda sofria bullying por ser gordinha. Então, de uma certa forma, o crime me seduziu, me empoderou”, disse ela.

Ravena reconhece que não achava que sua vida sofreria uma reviravolta: “Eu não achava que minha vida ia mudar da forma que mudou”. Perto de completar 18 anos, ela ainda flertava com as drogas. Até o dia em que ela resolveu procurar emprego e passou a ser vendedora de loja.

Ela trabalhou por dois anos e juntou o dinheiro da rescisão do emprego para pagar aulas de reforço escolar e estudar para o vestibular. “O dinheiro acabou e eu não passei na primeira tentativa. Mas aí recorri a videoaulas no YouTube e estudei em casa, com muito empenho”, lembra.

O resultado da segunda prova a pegou de surpresa: um primeiro lugar no curso de Matemática da Universidade de Brasília (UnB). Mesmo com todas as dificuldades, Ravena, que é mãe de Miguel, de cinco anos, alcançou o seu objetivo.

Mas, o começo não foi fácil. Ela pensou em desistir várias vezes por não conseguir acompanhar as aulas. “Chorava no banheiro porque não conseguia acompanhar. Pensei em desistir várias vezes”, admitiu.

A ex-interna superou as dificuldades e se inscreveu em um programa da UnB, para aulas no sistema socioeducativo. Há quatro anos, Ravena ensina jovens que a fazem lembrar de como ela era dez anos atrás. “Eles não acreditam em como consegui sair do crime. Quando falo que estive no lugar deles, todos se surpreendem”, conta.

A formatura está programada para o ano que vem. Ravena já sonha com o mestrado e o futuro trabalhando nas salas de aula. “É uma dívida que eu tenho coma educação”, revelou.

Idoso de 76 anos realiza sonho do 1º curso superior: ‘Chegou minha vez’

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Pai de 9 filhos, ele diz que só depois da aposentadoria pôde cursar direito.
Colega de sala de uma das filhas, o homem quer ser ‘um exemplo’, em GO.

Brasil é colega de sala da filha, Maria Aparecida, que faz o terceiro curso superior (Foto: Fernanda Borges/G1)

Brasil é colega de sala da filha, Maria Aparecida, que faz o terceiro curso superior (Foto: Fernanda Borges/G1)

Fernanda Borges, no G1

Logo após se aposentar, há quatro anos, o eletricista Brasil Sales percebeu que era a hora de investir em um curso superior. Nascido e criado em uma fazenda de Caldas Novas, no sul de Goiás, ele conta que nunca teve chance de estudar após o ensino médio. “Eu sempre sonhei em ter uma formação acadêmica, mas fui criado sem pai e enfrentei muitas dificuldades. Mas agora chegou a minha vez”, disse ao G1.

Atualmente, aos 76 anos, ele cursa o quarto ano de direito na Faculdade Cambury, em Goiânia. “Eu parei de trabalhar em dezembro e, logo após alguns dias, vi que não podia ficar parado, pois iria enlouquecer. Aí prestei o vestibular e, no começo do ano seguinte, eu já estava estudando para realizar meu sonho antigo, que estava guardado na gaveta”, conta.

Pai de nove filhos, Brasil afirma que sua pretensão vai além de atuar como advogado, pois ele quer ser um exemplo a ser seguido. “Sempre fui um homem que trabalhou muito, mas faltava algo. Por isso que, quando surgiu a oportunidade de estudar, mesmo já com a minha idade, vi que eu seria um orgulho para meus filhos, netos e bisnetos”.

O aposentado revela que outro fator foi importante para que ele tivesse coragem de estudar já na terceira idade: a companhia de sua filha, Maria Aparecida Sales de Barros, de 55 anos. Formada em ciências contábeis e fonoaudiologia, ela também decidiu voltar ao mundo acadêmico e é colega de sala do pai.

“Para mim é um privilégio, pois, além de poder desfrutar da companhia, ele ainda é meu parceiro de estudos, de trabalho. Meu pai é, de fato, um exemplo de vida”, disse Maria.

Dificuldades e sonhos
Apesar de estar “com a vida estabilizada”, Brasil conta que nem sempre conseguiu tudo o que queria com facilidade. Separado do primeiro casamento quando tinha 39 anos e sete filhos, sendo que o mais novo estava com oito anos, ele mudou com a família para Cuiabá (MT).

“Eu já tinha aprendido o ofício de eletricista com um conhecido e tinha uma pequena oficina em Caldas Novas, mas depois da separação eu tive que mudar de ares e fui para Cuiabá. Lá, a gente tinha onde morar, mas eu estava desempregado com sete filhos. Aí, fui até as oficinas da cidade, com meus meninos mais velhos, e nos oferecemos para trabalhar de graça. Três dias depois nós estávamos empregados”, lembra.

Nesse meio tempo, Brasil disse que a prioridade era o estudo dos filhos. Em 1979, durante um passeio em Goiânia, ele conheceu a atual esposa, Silvânia, com quem teve mais duas crianças. “Ela é o amor da minha vida, foi quem me ajudou a dar uma estrutura para a minha família e quem nunca deixou de me incentivar. Ela é tudo para mim”.

Após alguns anos no Mato Grosso, Brasil voltou para Goiânia, onde permanece até os dias atuais. Ele conta que o esforço feito durante todos esses anos valeu a pena, pois todos os filhos e netos têm formação superior. São engenheiros, médicos, advogados, economistas, fonoaudiólogos, contadores. “Minha família tem profissionais de todas as áreas”, se diverte.

Apesar de ter orgulho de ver os filhos com futuros promissores, o aposentado conta que faltava a sua realização pessoal. “Se eu pudesse, iria estudar muito até virar promotor de Justiça, pois sempre gostei daquilo que é certo. Meus colegas até me incentivam a prestar o exame da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil]. Já enfrentei o desafio de ser um idoso na sala de aula, então quem sabe eu até possa exercer a profissão. Nunca é tarde para correr atrás dos sonhos ”, concluiu.

Inglês fraco dos estudantes preocupa a faculdade de medicina da USP

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Publicado em Folha de S.Paulo

Estudantes da melhor faculdade de medicina do país têm apresentado uma defasagem na formação básica que pode comprometer seus estudos e seu futuro profissional: a falta de fluência em inglês.

O diagnóstico foi feito pela direção da Faculdade de Medicina da USP, que passou a tomar iniciativas para estimular os alunos a estudarem o idioma, especialmente os termos técnicos da área.

Em julho, a faculdade promoverá a primeira “winter school”, ou escola de inverno, um curso de duas semanas ministrado em inglês.

Dos 60 inscritos, dez são brasileiros. O objetivo é que, inseridos em um ambiente internacional, mesmo os alunos que não participam do curso fiquem em contato com colegas estrangeiros. Precisarão falar em inglês e terão dimensão da necessidade de dominar o idioma.

Essa é a expectativa do professor Aluísio Segurado, coordenador da comissão de internacionalização da faculdade. “Ainda há certa inibição, inércia. Como não são cobrados, os alunos não dedicam tempo a isso”, diz.

Há dois anos, a faculdade passou a oferecer uma oficina optativa de redação de artigos científicos em inglês.

A USP não permite que sejam oferecidos cursos obrigatórios em inglês na graduação, porque, como o domínio da língua não é requisito no ingresso, não pode ser exigido nessa etapa.

Segurado diz, porém, que o treinamento dos alunos é e será cada vez mais inevitável por dois motivos.

O primeiro é o maior ingresso de alunos vindos do ensino público, facilitado por políticas de inclusão adotadas pela USP nos últimos anos, como a concessão de bônus no vestibular.

Docentes citam estudo da Unicamp que apontou desempenho inferior desses alunos em inglês, ainda que não nas demais disciplinas.

O segundo motivo é a oferta de programas de intercâmbio no exterior, amplificada pelo programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal. Com cada vez mais alunos querendo e podendo estudar fora, maior a necessidade de se dominar a língua inglesa.

Além disso, é fundamental acompanhar a produção contemporânea. “É difícil imaginar que um médico que não leia inglês consiga se manter atualizado”, afirma Segurado.

O professor Luiz Fernando Silva diz notar que “muitos alunos ficam boiando” em palestras de estrangeiros.

Ele observa o surgimento de empresas que traduzem textos científicos do português para o inglês. O serviço, se usado indiscriminadamente, impede a autonomia, diz.

De cada 10 escolas do Rio, oito têm ensino ruim de matemática

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Já em português, só 34,9% tiveram desempenho esperado no 9º anol, segundo levantamento do Todos Pela Educação

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Raphael Kapa, em O Globo

RIO – Levantamento realizado pelo grupo Todos Pela Educação, com base nos dados da última edição da Prova Brasil, de 2013, mostra uma equação difícil de ser resolvida: nada mais que duas em cada dez escolas da rede pública da cidade do Rio apresentam um aprendizado suficiente em matemática no 9º ano. Já em português, somente 34,9% dos colégios cariocas obtiveram uma pontuação adequada. As informações mostram a dificuldade para se cumprir uma das metas do Plano Nacional de Educação, divulgado ano passado, que prevê a melhora da educação básica no país.

— Percebemos uma estagnação em cidades que estavam em processo de evolução. No Sudeste, isso fica claro. No Norte e no Nordeste, que apresentaram resultados inferiores nas últimas edições da Prova Brasil, a melhora no aprendizado está sendo maior — afirma Alejandra Velasco, coordenadora do Todos Pela Educação.

O grupo elaborou uma meta bienal para cada cidade brasileira, de forma que todos os municípios tenham 70% de suas escolas com ensino básico adequado até 2022. Para isso, é prevista uma pontuação mínima, que deve ser alcançada na avaliação do governo federal. A cada edição da Prova Brasil é estabelecido um novo percentual a ser atingido no próximo exame.

A cidade do Rio tinha a meta de colocar 37,8% dos alunos com boas notas em matemática e 41,8% em português em 2013. Decepcionou nas duas disciplinas. Na primeira, conseguiu apenas 18,3%, percentual abaixo do alcançado na edição de 2011 (18,6%). Na segunda, atingiu 34,9%. A secretária municipal de Educação, Helena Bonemy, acredita que o resultado reflete um ano atípico no ensino carioca:

— Tivemos um crescimento no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre 2009 e 2013 de 22%. O problema nesta edição pode estar relacionado ao ano letivo que tivemos em 2013. Enfrentamos 85 dias de greve de professores, entre agosto e outubro, e a Prova Brasil foi realizada em novembro.

NECESSIDADE DE NOVAS POLÍTICAS

A secretária também afirma que o resultado deverá melhorar na próxima edição, que será realizada este ano. As metas do Todos pela Educação para o município são 46% das escolas com notas boas em matemática e 49% em português.

— Fazemos um trabalho consistente, que demonstra uma evolução no nosso ensino. Temos certeza de que, na prova deste ano, o quadro se reverterá — afirma a secretária.

O Estado do Rio também não escapa da recuperação se depender do levantamento. Somente 5% das escolas atingiram a meta estabelecida em português. Já em matemática, a situação é pior: 97,8% das escolas não cresceram o suficiente na disciplina. Procurada para comentar o fraco desempenho, a Secretaria Estadual de Educação se limitou a ressaltar a importância do processo de avaliação para a melhoria do ensino fluminense.

Nacionalmente, o desempenho é igualmente preocupante. Apenas uma em cada dez cidades atingiram o objetivo estabelecido em matemática. Já no estudo de língua portuguesa, o número sobe — mas sem grandes vitórias — para três em cada dez municípios.

— Isto mostra que é necessário empreender novas políticas públicas, pois, se as cidades que cresceram nas provas anteriores estagnaram, as que estão em evolução agora podem sofrer o mesmo mal — afirma Alejandra.

MUITO DISCURSO, POUCA PRÁTICA

Para a pedagoga Ana Paula Santos, especialista em Educação Básica pela Universidade Federal Fluminense (UFF), os dados mostram que o Brasil possui uma imensa dificuldade de colocar os discursos em prática:

— No ano passado, tivemos a divulgação do Plano Nacional de Educação. Este ano, foi colocado que o lema do mandato será “Brasil: Pátria educadora”. Mas poucos são os esforços vistos e praticados pelos governos das três esferas para mudar o quadro nacional.

O uso das notas das avaliações feitas pelo governo federal, como a Prova Brasil e o Enem, também é visto com cautela pela pedagoga:

— É evidente que é necessário avaliar de alguma forma. Porém, não se deve considerar que uma educação satisfatória está ligada só a uma boa nota. A Prova Brasil, por exemplo, retrata apenas duas disciplinas. Se os governos se focarem somente em aumentar estas notas, poderão perder a qualidade que já possuem em outras áreas.

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