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Mais um ano de cursinho ou faculdade privada?

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Todos os anos, milhões de estudantes que não conseguem uma vaga na tão sonhada faculdade pública enfrentam esse dilema. Confira orientações de especialistas

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Luana Massuella, na Veja

A rotina da estudante Juliana Andrade, 20 anos, se repete há quatro anos. Ela acorda às 7 horas da manhã, estuda em casa das 8h às 12h30, assiste às aulas no cursinho entre 14h00 e 18h30 e, à noite, revisa os conteúdos discutidos nas aulas até às 22h30. Tanta dedicação tem um motivo: Juliana sonha em cursar engenharia civil em uma universidade pública do país.

A primeira tentativa foi no final de 2011. Ela não passou e entrou no cursinho. Na segunda tentativa, a jovem teve de encarar um dilema comum a muitos estudantes brasileiros: foi aceita em uma faculdade privada, mas reprovada no vestibular da universidade pública. A estudante resolveu continuar tentando — e assim o fez por mais dois anos. “Conseguir uma vaga em uma faculdade pública, de preferência a Escola Politécnica da USP, se tornou um objetivo de vida pra mim”, diz a estudante.

Na semana passada, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) recebeu 2,7 milhões de inscrições de estudantes. Eles concorrem a pouco mais de 200.000 vagas no ensino superior público. Na segunda fase da Fuvest, 27.471 estudantes disputaram por 11.177 vagas para os concorridos cursos da Universidade de São Paulo (USP). Ou seja, nas próximas semanas, milhões de candidatos poderão enfrentar o mesmo dilema de Juliana: fazer cursinho ou matricular-se na faculdade privada?

Com a ajuda de professores e outros especialistas em educação, VEJA.com elaborou um guia para ajudar o vestibulando a sair dessa encruzilhada. Confira:

Quando nunca se fez cursinho

O aluno que concluiu o ensino médio sem ter feito cursinho pré-vestibular não tem motivo para se desesperar com uma reprovação, já que, ao contrário do cursinho, o ensino médio não aborda com tanta ênfase os temas que costumam aparecer nos vestibulares. Além disso, os especialistas lembram que a experiência do cursinho pode ser positiva para o estudante que ainda está em dúvida quanto à escolha da profissão. “Durante o ano de cursinho, ele pode amadurecer melhor essa decisão”, diz Roberto Moraes, coordenador do cursinho Anglo.

Quando a instituição particular tem um curso mais adequado

Segundo os especialistas, o candidato deve avaliar as grades curriculares dos cursos e buscar o mais adequado às suas ambições profissionais. “Dependendo da faculdade em que o estudante cursa pedagogia, por exemplo, ele pode ter um olhar mais privado ou público. A área em que deseja atuar pode afetar diretamente a escolha”, diz Andressa Venturi, do Cursinho da Poli.

Quando o sonho é dos pais e não do aluno

“Se o aluno não for o principal interessado no curso, o rendimento nos vestibulares é prejudicado”, diz Alessandra Venturi, orientado educacional do Cursinho da Poli. “Para garantir o sucesso em um vestibular, é preciso estar 100% focado e motivado na escolha do curso e da faculdade.”

Quando o aluno tem histórico de fraco rendimento escolar

Quando o aluno apresenta um histórico de baixo rendimento escolar e fraco desempenho nas tentativas do vestibular ou Enem, é preciso fazer uma autoavaliação. “Se o estudante já reconheceu seus erros, buscou novas estratégias e mesmo assim não obteve sucesso, ele pode considerar faculdades privadas como opção”, diz Ernesto Martins Faria, especialista em análises de indicadores educacionais. Falhas seguidas podem, inclusive, afetar a autoestima do estudante.

A vida do homem que era catador e virou médico com a ajuda de livros encontrados no lixo

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Vicente Carvalho, no Hypeness

Quais são seus obstáculos na vida? Você pode falar que o seu problema é maior do que o de outra pessoa, mas a verdade é que a única solução para qualquer problema é simples: enfrentá-lo e resolvê-lo.

Existem pessoas com tanta vontade de vencer na vida de forma correta, que mesmo diante dos maiores obstáculos, conseguem encontrar saída e tornar-se vencedoras. É o caso de Cícero Pereira Batista, 33 anos, que comemora – merecidamente -, o diploma de médico, conquistado graças à sua obstinação, como ele mesmo define.

Cícero cresceu em Brasília, em uma área com altos índices de violência, junto com mais 20 irmãos, e sua mãe entrou para o mundo do alcoolismo (depois da morte do pai) pra tentar fugir das dificuldades que apareciam. Os problemas cresciam e o irmão mais velho de Cícero passou a traficar e usar drogas.

Diante de grandes dificuldades, Cícero teve que aprender bem cedo a encontrar meios para sua subsistência, procurando no lixo algo para comer e alimentar seus 20 irmãos. Muitas vezes encontrava pedaços de alimentos estragados, iogurte vencido, dentre outros, mas era aquilo que os alimentava. E o mesmo lixo que o alimentava foi também o lugar onde lhe surgiu a oportunidade de uma vida melhor.

Cícero guardava livros e vinis que descobria no lixão e que passaram a ser seu refúgio e chance de fugir momentaneamente da realidade, embarcando em outros pensamentos lendo livros ao som de Bethoven e Bach, seus músicos preferidos (que só podia escutar graças à boa vontade de um vizinho, que deixava usar sua vitrola).

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Vendo a aptidão e gosto pela leitura de Cícero, uma das irmãs resolveu matriculá-lo em uma escola pública, onde conseguiu, com ajuda de amigos e professores, chegar ao ensino técnico decidindo logo depois fazer o curso técnico de enfermagem, onde passou em segundo lugar na seleção feita pelo Cespe, banca que integra a UnB (Universidade de Brasília).

Logo depois de concluir o curso, conseguiu aprovação no concurso da Secretaria de Saúde para Técnico em Enfermagem e começou a trabalhar em um hospital público. Mas ele não pensou parar de estudar e fez então vestibular para Medicina em uma faculdade particular. O salário que recebia ia todo para o pagamento da mensalidade.

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Como a rotina estava muito difícil, Cícero decidiu fazer o Enem e tirou nota suficiente para lhe garantir uma bolsa de estudos, e passou a estudar medicina no Gama (DF), onde enfrentou o preconceito racial e a rotina de estudos. Mas para quem trazia cicatrizes da infância, ser vítima de preconceito era apenas mais uma etapa a ser vencida.

“Eu nunca pensei em desistir. Meus companheiros sempre foram os livros e a música clássica me dava leveza de espírito para seguir em frente. Eu pensava que se Beethoven se tornou um dos grandes compositores da história, eu também poderia me tornar um bom médico.”

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Sua forma otimista de levar a vida deu certo. No dia 6 de junho deste ano, o ex-catador de lixo tornou-se médico e está focado em ser um bom médico, dar uma vida melhor para sua mãe e especializar-se em psiquiatria ou pediatria. E ainda pensa em estudar Direito – “quem sabe?”, diz o agora Dr. Cícero. Alguém duvida?

Abaixo um vídeo onde ele conta um pouco de sua história em um programa de TV local:

Foto: Breno Fortes/CB/D.A. Press

Aprenda a fazer boas interpretações de livros

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Crédito: Shutterstock

Crédito: Shutterstock Quando você encontrar dificuldades com o vocabulário, use o dicionário sem pensar duas vezes

Você tem uma prova sobre um livro, mas está com dificuldades para interpretá-lo? Veja 3 dicas para fazer isso da melhor forma

Publicado no Universia Brasil

Você já teve que ler um livro para uma prova e se sentiu perdido? Muitas vezes quando sabemos que teremos que passar por uma avaliação baseada num livro não sabemos no que prestar atenção e quais são as informações importantes do enredo. Para ajudá-lo, a Universia Brasil dará dicas sobre pontos que você deve observar na leitura e atitudes que tornam a compreensão mais fácil:

1 – Identifique a proposta

Antes de começar a ler a história, faça uma pesquisa sobre alguns dados como o ano em que foi escrita, qual o estilo do autor, se ele costuma fazer críticas sociais ou não. Todas essas informações podem melhorar a sua compreensão e fazer com que a identificação da proposta seja mais fácil.

2 – Leia devagar

Não deixe para ler o livro na última hora. Ao invés disso, comece a leitura com antecedência e vá lendo devagar. Muitas vezes a sua rapidez pode fazer com que você perca fatos importantes da história e, assim, não a entenda.

3 – Não ignore as palavras difíceis

Quando você encontrar dificuldades com o vocabulário, use o dicionário sem pensar duas vezes! Às vezes um termo mal interpretado pode gerar problemas enormes na compreensão e fazer o seu desempenho na prova não ser tão bom. Melhor evitar, certo?

Dificuldade para aprender matemática pode ter causa genética, revela pesquisa

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Outros fatores recorrentes são diferentes ambientes escolares, casa e círculos sociais
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Por que algumas pessoas apreciam a oportunidade de resolver problemas de matemática, mas outras ficam ansiosas com a simples menção de números e letras? A resposta poderia ser genética, de acordo com pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio. Em um estudo sobre o tema, eles descobriram que os genes podem causar um maior “ansiedade matemática” em crianças.

Para examinar esta teoria, os pesquisadores examinaram como gêmeos divergem sobre medidas de ansiedade matemática.

A análise fornece uma nova visão sobre por que algumas crianças podem desenvolver um medo de matemática que faz com que seja mais difícil para elas para resolver problemas e ter sucesso na escola.

Outros fatores foram explicados pelos diferentes ambientes escolares, em casa e nos círculos sociais.

O professor Stephen Petrill , que chefia o estudo reforça que “Fatores genéticos podem agravar ou reduzir o risco de fazer mal em matemática”.

— Se você tiver esses fatores de risco genético para a matemática e então você tem experiências negativas nas aulas o aprendizado pode se tornar muito mais difícil. Esse conhecimento é importante para planejar intervenções junto aqueles que precisam de ajuda em matemática.

O estudo incluiu 216 gêmeos idênticos e 298 gêmeos fraternos do mesmo sexo em Ohio. As crianças entraram no projeto no jardim de infância ou no primeiro grau e foram avaliadas durante oito visitas domiciliares.

O último estudo incluiu dados das duas últimas visitas domiciliares, quando os gêmeos estavam com idade entre 9 e 15 anos.

Todos os gêmeos completaram avaliações de ansiedade matemática, ansiedade geral, resolução de problemas de matemática e compreensão de leitura.

Mas, apesar de uma predisposição genética ser importante, ele só foi responsável por cerca de 40% do problema.

Meninos tem desempenho pior do que as meninas?

Na batalha dos sexos, os meninos sempre foram considerados “melhores” do que as meninas em disciplinas como matemática e ciências. Porém, uma revisão de 308 estudos envolvendo mais de 1,1 milhões de crianças contrariou esse estereótipo.

O estudo analisou dados de 1914 a 2011 e sugeriu que meninas tem desempenho melhor na escola do que os rapazes há pelo menos 100 anos.

De acordo com os dados, compilados pela universidade canadense de New Brunswick, as meninas superaram os meninos ao longo de suas carreiras acadêmicas do ensino infantil ao ensino médio.

As diferenças são maiores na disciplina de língua e o menores em matemática, mas mesmo nesses assuntos, as meninas obtiveram melhores notas na média, disseram os pesquisadores.

Fonte: R7

Brasileiro sofre para interpretar até bula

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Índice de Letramento Científico mostra falta de domínio sobre conceitos básicos
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Decifrar contraindicações de remédios é uma tarefa tão difícil que o consultor de vendas Sérgio Brant costuma jogar as bulas fora e perguntar direto ao médico. E ele não está sozinho. Quase dois terços dos brasileiros têm só conhecimentos básicos ou ausentes sobre a ciência que envolve situações cotidianas, como ler rótulos nutricionais, estimar o consumo de energia de eletrodomésticos ou interpretar os dados das bulas.

Isso é o que mostra o Índice de Letramento Científico, que calcula a habilidade das pessoas de aplicar conhecimentos científicos básicos em atividades rotineiras. A medição inédita foi desenvolvida pela Abramundo, empresa que produz materiais de educação em ciências, em parceria com o Ibope, o Instituto Paulo Montenegro e a ONG Ação Educativa. Foram ouvidas 2.002 pessoas, entre 15 e 40 anos, nas nove principais Regiões Metropolitanas do País.

Só 5% foram considerados proficientes, com domínio de conceitos e termos mais complexos, além da capacidade de interpretar fenômenos. “A linguagem das bulas é complicada, com muitos nomes científicos”, diz Brant, de 67 anos, que toma medicamentos para diabetes e hipertensão. “Preciso reler para entender”, confessa. “Ou então jogo a bula no lixo e pergunto ao médico.”

Para evitar distorções nos resultados, pelas dificuldades de interpretação de texto, participou do estudo apenas quem tinha mais de quatro anos de estudo. Os entrevistados responderam a perguntas e declararam as próprias habilidades. Isso levou a uma disparidade curiosa: o desempenho nos testes revela dificuldades bem maiores do que as admitidas.

Segundo o levantamento, o nível de escolaridade maior não significa necessariamente intimidade com as ciências. Dos entrevistados com curso superior, 41% tinham competência ausente ou elementar. A proporção de pessoas nesse grupo salta para 66% entre aqueles com ensino médio completo e chega a79% para quem só terminou o fundamental. “O ensino médio não fez tanta diferença”, analisa o presidente da Abramundo, Ricardo Uzal. “Parece que o conteúdo mais fixado é o dos primeiros anos na escola”, afirma.

Ciência na prática. Na opinião dos coordenadores do estudo, a competência alta em conhecimentos científicos práticos deixa as pessoas com maior senso crítico no consumo, na preservação ambiental e na saúde. “No supermercado, sempre leio os rótulos dos alimentos. E me preocupo com a quantidade de calorias, de gordura”, diz a estudante de Arquitetura Romila Rocha, de 18 anos, que nega dificuldades nesse campo. “Quando meus pais têm problemas desse tipo, eles correm até mim para pedir ajuda”, diz a jovem, que atribui seu desembaraço científico às recordações do colégio. “Era boa em Física, Química e Biologia”, lembra.

Mais tempo longe da sala de aula, Brant garante que seu aprendizado de ciências foi no trabalho. “O que sei foi por experiência prática, no contato com a indústria”, afirma ele, que já atuou no comércio de suplementos alimentares.

O mercado de trabalho, destaca o estudo, é justamente a área em que o traquejo científico pode render mais frutos. “Só quem está no grupo dos 5% (proficientes) consegue questionar e inovar”, explica Ricardo Uzal.

Entre os entrevistados com cargos gerenciais só 12% eram proficientes. No grupo de profissionais liberais, empresários, comerciantes ou proprietários rurais, o total foi de 15%.

Conteúdo e realidade. Os tropeços nas ciências dão pistas sobre dificuldades de professores em conectar os conteúdos à realidade dos alunos. “A educação científica é apartada do mundo real”, avalia o físico e educador da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Carlos Menezes. “Isso começou a mudar só nos últimos anos”, diz ele, que ajudou na elaboração dos questionários da pesquisa.

Para a especialista em Educação Científica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Alice Helena Pierson, a responsabilidade não é só da escola. “A população adulta, em geral, não é estimulada a se posicionar em debates técnicos ou científicos.” Também falta mais interesse pelo tema: 39% não gostam de estudar ciências ou ler texto técnico.

Outro ponto preocupante, na opinião de Alice Helena, é a diferença entre resultados dos testes e da autodeclaração. “Se a pessoa acha que sabe, não tem noção das limitações e deixa de buscar ajuda”, diz.

Fonte: Estadão

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