Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged digitalizados

Bíblia de Gutenberg é disponibilizada on-line

0
O livro é o primeiro impresso no Ocidente e joia do patrimônio universal (foto: JOHANNA LEGUERRE)

O livro é o primeiro impresso no Ocidente e joia do patrimônio universal (foto: JOHANNA LEGUERRE)

 

O livro é conservado na Biblioteca Nacional da França e agora está disponível gratuitamente para consulta no Gallica, biblioteca digital da instituição

Publicado no UAI

Primeiro livro impresso no Ocidente e joia do patrimônio universal, a Bíblia de Gutenberg conservada na Biblioteca Nacional da França (BnF) está agora disponível gratuitamente para consulta no Gallica, a biblioteca digital da instituição.

“Os dois exemplares conservados na BnF podem ser consultados a partir de agora no Gallica”, afirmou a instituição nesta segunda-feira em um comunicado.

“Foi adicionado um sumário para facilitar a navegação no texto bíblico e satisfazer as necessidades dos pesquisadores e dos curiosos”, acrescentou.

Digitalizados em alta definição, os dois raros exemplares da Bíblia de Gutenberg (só restam cerca de 50 no mundo) foram impressos na primeira prensa de tipos móveis de Gutenberg, em Mogúncia, em torno de 1455.

O primeiro (em quatro volumes) é um dos muito raros e prestigiosos exemplares completos impressos em pergaminho, magnificamente ilustrado na época da produção do livro.

O segundo (em dois volumes), impresso em papel, é de grande importância histórica, apesar da sua aparência mais modesta (as primeiras páginas estão faltando). Apresenta uma nota manuscrita datada de 1456, que certifica a data em que a impressão da Bíblia foi concluída, uma das poucas informações cronológicas conhecidas sobre o trabalho de Gutenberg.

Cada página, enriquecida com iluminuras delicadas, contém duas colunas de 40 linhas, no início, e de 42 depois. A tipografia reproduz as letras góticas dos copistas de Mainz do século XV. Trata-se da versão da Bíblia mais comum da época, a edição da Vulgata, traduzida para o latim por São Jerônimo e moldada pela Universidade de Paris no século XIII.

Bibliotecas virtuais e os livros tradicionais

0

publicado na Gazeta

Hoje, fazendo um expurgo na minha biblioteca, escolhendo livros que eu tinha em duplicata, livros meus que não foram vendidos porque tinham uma manchinha ou algum defeito pequeno de confecção e outros que eu já li e não vou ler de novo, para doar ao projeto Floripa Letrada, que os disponibiliza aos usuários do transporte coletivo, lembrei-me de uma matéria que vi na televisão, recentemente, sobre bibliotecas virtuais.

eBook-e1430135014817

É claro que as bibliotecas como as conhecemos hoje não vão acabar, as bibliotecas virtuais não vão substituí-las, mas já são realidade. E é claro que, apesar das novidades tecnológicas como os leitores de livros eletrônicos, como Kindle, tablets e smarfones, o livro de papel impresso continuará existindo por muito e muito tempo.

Mas as bibliotecas digitais estão aí, oferecendo livros para quem tem os leitores eletrônicos ou quiser lê-los na tela do computador. A biblioteca da USP e a Biblioteca Nacional Digital, por exemplo, estão com grande parte de seu acervo digitalizados. Outras bibliotecas de grandes universidades também estão digitalizando seus acervos. A Escola Dante Aliguieri, de São Paulo, tem mais de sessenta mil livros já em versão digital.

A Biblioteca Mundial da Unesco, que abriga obras do mundo inteiro, também oferece seu acervo digitalizado e disponível. E muitas outras pelo mundo afora já tem seu acervo digitalizado.

Então a tendência para um futuro próximo é termos tudo o que já foi publicado transportado para a versão virtual e o que está sendo publicado e que será publicado, sair com a versão tradicional impressa e outra digital.

As editoras estão vendendo também, via internet, seus livros digitais. Aliás, as grandes editoras já se organizaram e criaram uma Distribuidora de Livros Digitais. Os escritores, mesmo os alternativos, que fazem suas edições próprias, estão fazendo também uma edição digital quando publicam seus livros.

Então podemos aproveitar as grandes bibliotecas digitais que nos oferecem grandes acervos em versão virtual, quase sempre gratuitamente, pois muita coisa não tem mais direito autoral.

Se não tivermos o Kindle ou um tablet, ou o smartfone, que atenuam o brilho das suas telas, podemos também ler os livros digitais na tela de nossos computadores, embora nossos olhos não tenham sido feitos para enfrentar o brilho intenso e a radiação por muito tempo. Mas não precisamos ler tudo de uma vez, podemos ler pequenos ou médios trechos de cada vez.E aproveitar, de um jeito ou de outro, a imensa gama de títulos que nos são oferecidos por lojas e bibliotecas virtuais.

Luiz Carlos Amorim é coordenador do Grupo Literário A ILHA

Manuscritos antigos da Biblioteca Estatal da Rússia são digitalizados

0
Em breve, obras literárias datadas de séculos passados poderão ser acessadas pela internet Foto: Anton Tchúrotchkin

Em breve, obras literárias datadas de séculos passados poderão ser acessadas pela internet Foto: Anton Tchúrotchkin

Confira como funciona a digitalização de obras da Biblioteca Estatal da Rússia, que vai permitir o renascimento das obras dos clássicos literários.

Gueórgui Manaev, no Gazeta Russa

Enquanto as bibliotecas nacionais aderem ao projeto de digitalização dos livros mais valiosos dos seus arquivos, a Gazeta Russa visitou o centro de digitalização da Biblioteca Estatal da Rússia para acompanhar o renascimento das obras dos clássicos literários.

A iniciativa tomada pela Biblioteca Estatal da Rússia em meados da década de 2000 deu origem ao projeto de Biblioteca Nacional Digital, criado com o objetivo de imortalizar com a ajuda de tecnologias modernas obras da literatura publicadas até o ano de 1831. Tatiana Garkuchova, funcionária do centro de digitalização, monstra na tela do seu computador as páginas escaneadas de livros arcaicos, como o Evangelho de Arkhanguelsk, publicado em 1092, a quarta obra mais antiga de todos os famosos manuscritos do leste europeu, e Octoecos (coletânea de cânticos religiosos da Igreja Ortodoxa), que saiu da oficina de impressão da cidade de Cracóvia em 1491 e é considerado um dos primeiros livros escritos no alfabeto cirílico.

Foto: Anton Tchúrotchkin

Foto: Anton Tchúrotchkin

Apesar do valor estimado em milhões de dólares, a obra é uma propriedade estatal, portanto não pode ser comprada ou vendida.

“Anteriormente, os livros desta categoria podiam ser emprestados apenas mediante a apresentação de uma autorização especial e somente às equipes de pesquisa renomadas”, explica Tatiana.

Mas o projeto de digitalização já garante o acesso ao seu conteúdo a todos os interessados através do site oficial da Biblioteca Digital.

Passado digitalizado

“A seleção dos livros raros da Biblioteca Estatal inclui cerca de 300 unidades, nove dos quais já receberam as suas versões eletrônicas”, conta Tatiana, que comemora o apoio do Ministério de Cultura recentemente recebido pelo projeto da Biblioteca Nacional Digital, cuja lista de participantes também continua se ampliando.

Apesar da crescente expansão dos meios digitais de conservação do patrimônio cultural, o tradicional papel ainda não se rendeu às novidades tecnológicas.

Foto: Anton Tchúrotchkin

Foto: Anton Tchúrotchkin

“O projeto de digitalização de livros visa disponibilizar o seu conteúdo ao público em geral, além de neutralizar possíveis danos causados pelos métodos usados nas suas respectivas épocas, tais como a tinta à base de zinco comum no século 19 e que, ao passar dos anos, penetra no papel e aparece no seu verso, impossibilitando a leitura do texto escrito em ambos os lados da folha”, explica Roman Kurbatov.

“Vale ressaltar que os livros mais antigos e caros são também os mais bem conservados. A sua importância e valor permitiram que eles fossem guardados em condições especiais e fossem pouco manuseados. Já encontramos uma obra de François Rabelais publicada em vida na década de 30 do século 16, cujo estado supera ao das obras que saíram das editoras em meados do século 19”, conta Roman.

Foto: Anton Tchúrotchkin

Foto: Anton Tchúrotchkin

Para que os livros não sejam danificados, o processo de digitalização conta com uma série de cuidados. Por exemplo, cada obra é escaneada dentro de um leito ajustado conforme o seu formato e grossura por uma máquina do tamanho correspondente, cuja luz não prejudica a tinta ou o papel. Existem os aparelhos digitalizadores para livros de todos os tamanhos, inclusive para as unidades do formato A0 com dimensões 33,1 x 46,8 polegadas.

Tecnologias espaciais e obras de Leonardo da Vinci

Os livros grandes ou de formatos incomuns, como feitos sob encomenda, atlas, álbuns e folhas gráficas, são processados pelo digitalizador Metis Systems, elaborado por antigos colaboradores do Departamento de Aeronáutica e Astronáutica da Universidade de Tecnologia de Massachusetts, cuja capacidade permite digitalizar obras de até 50 quilos e 20 polegadas de espessura. Há pouco tempo, o aparelho transformou em arquivos eletrônicos o livro “Codex Atlânticus”, manuscrito de Leonardo da Vinci de 1119 páginas.

Foto: Anton Tchúrotchkin

Foto: Anton Tchúrotchkin

O site da Biblioteca Estatal da Rússia garante o acesso livre às cópias digitais de uma série de livros que inclui o calendário pessoal de bolso do imperador Pavel 1º, o Evangelho datado de meados do século 17, obras do século 16 da oficina de impressão de Francysk Skaryna de Praga, entre outros, assim como permite baixá-los em formado pdf ou lê-los no iPad. A alta qualidade da digitalização preserva os mínimos detalhes dos textos e de seus enfeites, assim como gravuras e ex-líbrises que indicam a pertinência do item.

A facilidade de acesso, no entanto, não seria capaz de compensar a sensação gerada pelo contato com a obra antiga.

“Durante o processo de digitalização da famosa biblioteca de Menachem Mendel Schneerson, encontramos entre as folhas alguns objetos interessantes usados como marcadores de paginas, tais como penas de ganso, fios de cabelo, correntes, dinheiro e bilhetes pessoais”, explica Roman.

Go to Top