Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Diploma

Diploma inútil? Por que tantos brasileiros não conseguem trabalho em suas áreas

0
Com tantos graduados no mercado, muitos não conseguem exercer suas profissões - Thinkstock

Com tantos graduados no mercado, muitos não conseguem exercer suas profissões – Thinkstock

 

Ingrid Fagundez, na BBC Brasil

Enquanto você lê esta reportagem, milhares de jovens pelo Brasil se preparam para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), prova que pode garantir a entrada deles na universidade. Os estudantes apostam na graduação para começar uma carreira. No entanto, muitos dos que pegam o diploma hoje não conseguem exercer sua profissão.

A culpa não é só da crise econômica, que levou o desemprego a 11,8% no terceiro trimestre deste ano, segundo o IBGE, mas do perfil dos recém-formados. Eles se concentram em poucas áreas e, quando buscam uma vaga, percebem que não há tanto espaço para as mesmas funções.

Essa análise foi feita pelo economista e professor da USP Hélio Zylberstajn, a partir de um cruzamento de dados do Censo do Ensino Superior e da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho.

Os números de 2014, os mais recentes disponíveis, mostram que 80% dos formandos estudavam em seis ramos: comércio e administração; formação de professor e ciências da educação; saúde; direito; engenharia e computação. Ao olhar o que faziam os trabalhadores com ensino superior, o professor notou que os cargos não existiam na mesma proporção dos diplomas.

Um bom exemplo é o setor de administração que, em 2014, correspondia a 30% dos concluintes. Apesar da fatia expressiva, apenas 4,9% dos trabalhadores com graduação eram administradores de empresa. Outros 9,4% eram assistentes ou auxiliares administrativos, função que nem sempre exige faculdade.

“As pessoas fazem esses cursos, mas evidentemente não há demanda para tantos advogados ou administradores. Elas acabam sendo são subutilizadas”, diz Zylberstajn.

O professor também diz que o número total de graduados seria superior ao que o mercado brasileiro pode suportar. De acordo com o Censo do Ensino Superior, em 2014, um milhão de pessoas saíram das salas de aula. Em 2004, eram 630 mil.

Mais gente no ensino superior

Mas o que levou esse número a crescer tanto?

A multiplicação das instituições privadas, ao lado da maior oferta das bolsas do Prouni e do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), facilitaram o acesso dos brasileiros à graduação. De 2000 a 2014, a quantidade de instituições dessa natureza aumentou 15%. Outro fator, dizem os entrevistados, é cultural: no país, a beca é sinônimo de status.

“A gente despreza o técnico e supervaloriza o superior. É uma tradição ibérica. Como por muito tempo foi uma coisa da elite, passou a ser considerado um meio de ascender socialmente”, afirma Zylberstajn.

Para a professora Elisabete Adami, da Administração da PUC-SP, esse objetivo está ligado à ideia de que o diploma basta para ganhar mais.

Ela diz que deu aulas em faculdades privadas de São Paulo e notava o desejo de seus alunos de melhorar de vida.

“Na sala, tinha três que eram carteiros, muitos motoboys, o pessoal que trabalhava em lojas. O que eles queriam ali? Subir.”

Rodolfo Garrido foi fazer faculdade de engenharia porque queria ganhar mais  - Arquivo pessoal

Rodolfo Garrido foi fazer faculdade de engenharia porque queria ganhar mais – Arquivo pessoal

Rodolfo Garrido pensava nisso quando largou o ensino técnico para entrar em uma faculdade privada. Ele ganhava R$ 2.600 como programador de produção em uma metalúrgica. Como engenheiro, diz, seu salário poderia subir para R$ 4.000.

Com a oportunidade do financiamento estudantil, decidiu apostar.

“Já trabalhava na área, então só juntei os estudos. Para poder me graduar e ter um salário melhor, poderia ganhar o dobro. Quando surgiu o incentivo do governo, comecei a pesquisar, porque antes era uma bolada.”

Depois de três semestres, teve que deixar as aulas porque ficou desempregado.

Segundo a diretora do Escritório de Desenvolvimento de Carreiras da USP, Tania Casado, a crença de Rodolfo é endossada por pesquisa. Elas indicam salários maiores para empregos de nível superior. Mas A a professora faz uma ressalva: os estudos são feitos com quem já está trabalhando nesses cargos.

“Os dados são verdadeiros, só que é preciso lê-los corretamente. O fato de você fazer uma faculdade não significa que vai para um vaga desse tipo.”

Os motivos pelos quais Rodolfo escolheu engenharia também ajudam a explicar a concentração dos estudantes em seis áreas, que incluem saúde, direito e computação. São profissões tradicionais, teoricamente mais estáveis e bem pagas. Além disso, são as mais oferecidas pelas instituições privadas, responsáveis por 87,4% da educação superior no país.

“As pessoas vão para faculdades pagas, que têm cursos de menor custo, como Direito e Administração”, diz o professor Hélio Zylberstajn.

Eles são mais baratos porque não usam outros equipamentos a não ser a sala de aula. Cursos de Química, por exemplo, exigem laboratórios e substâncias controladas.

Outro fator para decisões tão parecidas seria a pouca idade com que os brasileiros escolhem uma profissão.

“É uma meninada de 17, 18 anos, que faz Administração porque o pai fez, ou porque acha legal ser CEO”, diz a professora Elisabete Adami, da PUC-SP.

Aceitar o que tiver

Evelyn queria ser administradora de empresas, mas trabalha como assistente administrativa  - Arquivo pessoal

Evelyn queria ser administradora de empresas, mas trabalha como assistente administrativa – Arquivo pessoal

Com tantos professores, administradores e advogados no mercado, muita gente tem dificuldade de conseguir um bom cargo na sua área. Às vezes o jeito é aceitar vagas que pedem apenas ensino médio.

Quando Evelyn Maranhão se formou, em 2011, pensava que seria administradora de empresas. Cinco anos e muitas negativas depois, trabalha como assistente administrativa. Ela registra pedidos e lança horas-extras no sistema de uma empresa de manutenção predial.

“Achei que ia lidar com estatística, relatório, análises, e, na verdade, faço o que uma secretária faria. Imaginava que estaria na tomada de decisões.”

Há quem nem consiga exercer sua profissão.

Antes de cursar enfermagem, Vivian Oliveira trabalhava com eventos. Mesmo depois da formatura, continua organizando congressos, feiras e festas. Nesse meio tempo, diz, mandou incontáveis currículos, mas não foi chamada para entrevistas. Só foi contratada por uma clínica, onde ficou um ano.

“Até há vagas, mas como não tenho muita experiência, eles não chamam.”

Para a enfermeira, o fato de não ter estudado em uma universidade conceituada prejudicou sua trajetória “Se surgir uma posição no (hospital Albert) Einstein, vai entrar alguém de faculdade renomada. Vi que meus colegas buscam fazer pós em lugares reconhecidos, porque colocam esse nome no currículo.”

Formada em enfermagem, Vivian trabalha com eventos  - Arquivo pessoal

Formada em enfermagem, Vivian trabalha com eventos – Arquivo pessoal

 

Faculdade renomada

A falta de experiência e a formação em instituições pouco prestigiadas são os principais empecilhos que os formandos enfrentam nos processos de seleção, diz Luciane Prazeres, coordenadora de Recursos Humanos da agência de empregos Luandre.

Prazeres relata que muitos profissionais chegam no mercado sem ter feito estágio porque precisavam trabalhar para pagar os estudos. E alguma experiência na área é sempre requisitada pelos empregadores.

“A maioria são recepcionistas, operadores de call center que buscam o oposto do que estão fazendo. Mas, se ele não sai do mercado para fazer estágio, é difícil conseguir uma oportunidade.”

Segundo ela, é comum que, ao abrir um posto, as empresas peçam candidatos formados em determinada universidade.

Professora na PUC-SP, Elisabete Adami diz notar essa diferença ao ver que seus alunos saem empregados do curso.

“Pega estudantes da PUC, da FGV, do Insper, da USP…eles não estão tão sem trabalho. O pessoal de faculdades de segunda linha não encontra espaço e vai ter que fazer uma pós para complementar a formação.”

Para Adami, houve uma proliferação de escolas com menos qualidade, que entregariam profissionais deficientes.

“Esses conglomerados pagam, em média, R$ 17 a hora-aula. Que tipo de professor você vai ter?”

No entanto, pondera, a estrutura ruim não é sempre sinônimo de profissionais mal-preparados. Só que, nesses ambientes, eles são mais frequentes do que em instituições de ponta.

“Sai gente boa, mas por conta própria, porque são esforçados.”

Entre uma graduação ruim e uma boa formação técnica, diz Adami, ela aposta na segunda.

“Essa mania de ser o primeiro da família a se formar é uma ilusão, mas é forte no Brasil. É algo secular. Na França e na Alemanha, você não tem esse percentual de jovens na universidade.”

Proliferação de faculdades levou à formação de profissionais deficientes, diz professores  - Thinkstock

Proliferação de faculdades levou à formação de profissionais deficientes, diz professores – Thinkstock

Ensino técnico

O ensino técnico é citado pelos entrevistados como uma opção interessante.

Hélio Zylberstajn, da USP, diz que o ensino é negligenciado e faz falta para o país. O professor sugere que disciplinas ligadas ao ensino técnico sejam incluídas na grade curricular do ensino médio, e não em institutos, como acontece hoje.

“Estamos carentes de técnicos. No ensino médio, deveríamos formar mão de obra em cooperação com as empresas.”

Esse tipo de formação é uma possibilidade que deve ser analisada antes da decisão definitiva pelo ensino superior, diz Tania Casado, do Escritório de Desenvolvimento de Carreiras da USP.

“É preciso olhar para o lado e ver que há muitas posições não preenchidas, porque as pessoas não têm estudo específico. Os jovens precisam saber disso ao se lançarem em um curso.”

Se a escolha for pelo ensino superior, Casado diz que o estudante não deve conhecer apenas a profissão, mas as ocupações que ela abrange. Um graduado em Medicina, por exemplo, pode tornar-se um gestor de plano de saúde. Da mesma forma, alguém formado em Administração pode tornar-se um consultor.

Além de analisar as alternativas que o mercado oferece, aconselha a diretora, o candidato deve olhar para si e escolher algo com o que se identifique. Se depois quiser mudar de área, a transição não tem que ser dolorosa. Nem sempre uma nova faculdade é necessária, afirma. Às vezes uma especialização ou cursos livres são suficientes.

“Carreira é isto: olhar o entorno e se olhar, o tempo inteiro. E saber que, à medida que você vai evoluindo, pode haver outros interesses, o que é bom. É preciso se preparar para esses interesses, mas não necessariamente isso passa por uma graduação.”

Aposentado japonês é o mais velho do mundo a obter diploma

0
Shigemi Hirata posa com o certificado do Guinness (The Asahi Shimbun/Getty Images)

Shigemi Hirata posa com o certificado do Guinness (The Asahi Shimbun/Getty Images)

 

O título foi dado pelo Livro do Recordes à Shigemi Hirata, com 96 anos, que obteve a licenciatura de ceramista na Universidade de Belas Artes de Kyoto

Publicado na Veja

Shigemi Hirata é aposentado no Japão e recebeu recentemente o diploma de ceramista da Universidade de Belas Artes de Kyoto. Com 96 anos, o ‘velhinho’ também entrou para o Guinness World Records, o Livro dos Recordes, como a pessoa mais velha do mundo a receber um diploma universitário.

Hirata nasceu em Hiroshima, em 1919, e durante os estudos se tornou uma celebridade na região. “Estudantes que eu não conhecia me chamaram para me dar parabéns. Isso me dá energia! ’’, disse o aposentado ao jornal japonês Yomiuri. Desde que se aposentou, há 11 anos, Hirata estava dedicando seu tempo aos estudos da cerâmica.

“Meu objetivo é viver até os 100 anos e, se tiver em forma, seria divertido obter outro diploma”, acrescentou o recém-formado que esteve alistado na Marinha japonesa durante a Segunda Guerra Mundial.

Garoto de 11 anos recebe diploma de faculdade da Califórnia

0

Tanishq Abraham entrou para grupo de superdotados aos 4 anos.
Seu objetivo é um dia receber o Prêmio Nobel e ser presidente dos EUA.

Publicado no G1[via Reuters]

No Twitter, Tanishq publicou uma foto na comemoração da colação de grau (Foto: Reprodução/Twitter/iscienceluvr)

No Twitter, Tanishq publicou uma foto na
comemoração da colação de grau
(Foto: Reprodução/Twitter/iscienceluvr)

O estudante Tanishq Abraham tem apenas 11 anos, dois sonhos enormes e muita determinação para chegar lá. Nesta quarta-feira (20), o garoto recebeu seu diploma da American River College, uma faculdade comunitária de Sacramento, cidade americana que fica na Califórnia. Tanishq já fazia aulas lá antes mesmo de conseguir seu diploma do ensino médio, feito que ele conquistou aos 10 anos, em junho de 2014. O objetivo, segundo ele, é um dia receber o Prêmio Nobel de Medicina e ser eleito presidente dos Estados Unidos.

A precocidade de Tanishq não é recente: aos 4 anos, o menino foi aceito na Mensa, entidade que reúne pessoas com QI acima da média mundial, consideradas superdotadas.

Filho mais velho da veterinária Taji Abraham e de um funcionário de uma firma de robótica, Tanishq deixou a escola aos 7 anos e recebeu educação em casa. As aulas de química e biologia eram com a mãe. Cálculo e trigonometria o pré-adolescente aprendeu com o pai. Mas, segundo a mãe afirmou à Reuters, “ele basicamente é autodidata”.

A comemoração da graduação do jovem foi regada a bebida sem álcool em um restaurante. Tanishq publicou uma foto no Twitter tirada na festa que fez com a família na quarta, após a cerimônia de colação de grau. Na foto, ele mostra a decoração que fez do seu capelo: uma nave espacial e a frase “ao infinito, e além”, citação do personagem Buzz Lightyear na animação “Toy Story”.

O estudante conseguiu o diploma do ensino médio tão cedo porque foi aprovado no exame que o governo da Califórnia aplica a estudantes que queiram deixar o ensino médio antes de concluir todos os anos.

À rede de televisão NBC, o porta-voz da American River College confirmou que o estudante foi o mais novo a colar grau neste ano letivo, e que, apesar de a faculdade não ter todos os arquivos para confirmar, supõe-se que ele seja o mais novo da história da instituição a receber o diploma.

No ano passado, quando terminou o ensino médio, Tanishq planejava concluir seus estudos na faculdade comunitária de Sacramento e depois estudar na Universidade da Califórnia no campus de Davis, por causa da proximidade com a cidade em que mora a família.

Por sua vez, o plano de longo prazo – de um dia sentar na cadeira principal da Casa Branca – já deu pequenos passos: na época em que ele concluiu o ensino médio, o atual ocupante da Sala Oval, Barack Obama, enviou uma mensagem parabenizando o jovem, que inclusive mantém fãs nas redes sociais, como os mais de 30 mil seguidores no Twitter.

Aos 11 anos, Tanishq Abraham, dos EUA, conquistou o diploma do ensino superior (Foto: Reprodução/Twitter/iscienceluvr)

Aos 11 anos, Tanishq Abraham, dos EUA, conquistou o diploma do ensino superior
(Foto: Reprodução/Twitter/iscienceluvr)

Diploma com…Yeezus? Kanye West está dando aulas em faculdade

0

Rapper leciona como forma de cumprir suas horas de serviço comunitário

Quem quer ter aula com Yeezus? (Foto: Getty Images)

Quem quer ter aula com Yeezus? (Foto: Getty Images)

Publicado por Monet

Como forma de cumprir suas 250 horas de serviço comunitário – sentença por ter brigado com um papparazi em 2013 -, Kanye West está dando aulas em uma faculdade.

O rapper começou a lecionar na Los Angeles Trade Technical College, uma faculdade da Califórnia com cursos voltados para moda e tecnologia. Os alunos aproveitaram os momentos com o professor inusitado para tirar algumas fotos. Confira abaixo:

1

1

1

Maconha diminui chances de jovem conseguir diploma

0

Segundo novo estudo, adolescentes que consomem a droga diariamente são 60% menos propensos a concluir estudos na escola ou em ensino superior

Maconha: Droga prejudica desempenho escolar e favorece uso de outras substâncias ilícitas, segundo estudo (Foto: David Bebber/Reuters/VEJA)

Maconha: Droga prejudica desempenho escolar e favorece uso de outras substâncias ilícitas, segundo estudo (Foto: David Bebber/Reuters/VEJA)

Publicado na Veja on-line

Adolescentes que fumam maconha com frequência têm menos chances de concluir os estudos na escola e de conseguir um diploma no ensino superior do que jovens que não são usuários da droga. É o que descobriram pesquisadores após analisarem os resultados de pesquisas feitas anteriormente sobre o assunto. O trabalho ainda indicou que o uso da maconha aumenta em até oito vezes as chances de os adolescentes consumirem outras drogas ilícitas nos anos seguintes.

A nova pesquisa, feita por especialistas da Austrália e Nova Zelândia, se baseou nos dados de 3 765 pessoas que fumavam maconha e que fizeram parte de três estudos científicos sobre os impactos da droga na adolescência. Segundo a análise, publicada nesta terça-feira no The Lancet Psychiatry, fumar maconha todos os dias antes dos 17 anos diminui em até 60% as chances de o adolescente concluir os estudos em comparação com nunca ter usado a droga.

“Nosso estudo fornece uma evidência consistente de que prevenir ou postergar o uso de maconha pode promover amplos benefícios sociais e de saúde”, diz o coordenador da pesquisa, Richard Mattick, professor do Centro Nacional de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade de New South Wales, na Austrália. “Iniciativas para reformular leis sobre o uso de maconha devem ser avaliadas cuidadosamente para garantir que o uso da droga entre adolescentes diminua.”

Go to Top