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Idoso de 76 anos realiza sonho do 1º curso superior: ‘Chegou minha vez’

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Pai de 9 filhos, ele diz que só depois da aposentadoria pôde cursar direito.
Colega de sala de uma das filhas, o homem quer ser ‘um exemplo’, em GO.

Brasil é colega de sala da filha, Maria Aparecida, que faz o terceiro curso superior (Foto: Fernanda Borges/G1)

Brasil é colega de sala da filha, Maria Aparecida, que faz o terceiro curso superior (Foto: Fernanda Borges/G1)

Fernanda Borges, no G1

Logo após se aposentar, há quatro anos, o eletricista Brasil Sales percebeu que era a hora de investir em um curso superior. Nascido e criado em uma fazenda de Caldas Novas, no sul de Goiás, ele conta que nunca teve chance de estudar após o ensino médio. “Eu sempre sonhei em ter uma formação acadêmica, mas fui criado sem pai e enfrentei muitas dificuldades. Mas agora chegou a minha vez”, disse ao G1.

Atualmente, aos 76 anos, ele cursa o quarto ano de direito na Faculdade Cambury, em Goiânia. “Eu parei de trabalhar em dezembro e, logo após alguns dias, vi que não podia ficar parado, pois iria enlouquecer. Aí prestei o vestibular e, no começo do ano seguinte, eu já estava estudando para realizar meu sonho antigo, que estava guardado na gaveta”, conta.

Pai de nove filhos, Brasil afirma que sua pretensão vai além de atuar como advogado, pois ele quer ser um exemplo a ser seguido. “Sempre fui um homem que trabalhou muito, mas faltava algo. Por isso que, quando surgiu a oportunidade de estudar, mesmo já com a minha idade, vi que eu seria um orgulho para meus filhos, netos e bisnetos”.

O aposentado revela que outro fator foi importante para que ele tivesse coragem de estudar já na terceira idade: a companhia de sua filha, Maria Aparecida Sales de Barros, de 55 anos. Formada em ciências contábeis e fonoaudiologia, ela também decidiu voltar ao mundo acadêmico e é colega de sala do pai.

“Para mim é um privilégio, pois, além de poder desfrutar da companhia, ele ainda é meu parceiro de estudos, de trabalho. Meu pai é, de fato, um exemplo de vida”, disse Maria.

Dificuldades e sonhos
Apesar de estar “com a vida estabilizada”, Brasil conta que nem sempre conseguiu tudo o que queria com facilidade. Separado do primeiro casamento quando tinha 39 anos e sete filhos, sendo que o mais novo estava com oito anos, ele mudou com a família para Cuiabá (MT).

“Eu já tinha aprendido o ofício de eletricista com um conhecido e tinha uma pequena oficina em Caldas Novas, mas depois da separação eu tive que mudar de ares e fui para Cuiabá. Lá, a gente tinha onde morar, mas eu estava desempregado com sete filhos. Aí, fui até as oficinas da cidade, com meus meninos mais velhos, e nos oferecemos para trabalhar de graça. Três dias depois nós estávamos empregados”, lembra.

Nesse meio tempo, Brasil disse que a prioridade era o estudo dos filhos. Em 1979, durante um passeio em Goiânia, ele conheceu a atual esposa, Silvânia, com quem teve mais duas crianças. “Ela é o amor da minha vida, foi quem me ajudou a dar uma estrutura para a minha família e quem nunca deixou de me incentivar. Ela é tudo para mim”.

Após alguns anos no Mato Grosso, Brasil voltou para Goiânia, onde permanece até os dias atuais. Ele conta que o esforço feito durante todos esses anos valeu a pena, pois todos os filhos e netos têm formação superior. São engenheiros, médicos, advogados, economistas, fonoaudiólogos, contadores. “Minha família tem profissionais de todas as áreas”, se diverte.

Apesar de ter orgulho de ver os filhos com futuros promissores, o aposentado conta que faltava a sua realização pessoal. “Se eu pudesse, iria estudar muito até virar promotor de Justiça, pois sempre gostei daquilo que é certo. Meus colegas até me incentivam a prestar o exame da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil]. Já enfrentei o desafio de ser um idoso na sala de aula, então quem sabe eu até possa exercer a profissão. Nunca é tarde para correr atrás dos sonhos ”, concluiu.

Professor de Direito causa polêmica ao dizer que leis e mulheres “foram feitas para serem violadas”

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Fábio de Melo Azambuja pediu licença aos alunos, em sala de aula, para fazer o que chamou de piada

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Publicado no iBahia

Uma piada de gosto duvidoso contada em sala de aula por um professor de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) tem gerado polêmica nas redes sociais. O professor Fábio de Melo Azambuja, que leciona Direito Empresarial III na instituição de ensino superior, pediu licença aos alunos para contar uma piada: “As leis são como as mulheres, foram feitas para serem violadas”.

O estudante Luan Sanchotene, que estava em sala, postou a frase em sua página do Facebook para ver qual seria a reação dos seus seguidores. A repercussão foi imediata. “Me surpreendeu positivamente o fato de as pessoas se preocuparem com isso”, disse em entrevista ao jornal Zero Hora.

Até o fim da desta sexta-feira (24), a publicação já havia sido compartilhada 120 vezes e curtida por 203 pessoas, além de colecionar uma série de comentários favoráveis e desfavoráveis ao professor.

A advogada Isabel Danieli Nardão Siciliana, também se manifestou, via rede social, em defesa do docente. “Indignamo-nos ao ver este professor que, além de estar sendo ‘demonizado’ sem qualquer possibilidade de defesa, está tendo sua imagem denegrida perante todos”, escreveu Isabel.

Segundo informações do Zero Hora, o episódio motivou uma reunião dos estudantes com a diretoria da universidade. Integrante do Diretório Central do Estudante (DCE) da PUCRS, Paula Volkart considerou a ocorrência “grave”. Ela disse que deve ser aberta uma sindicância para apurar os fatos.

PUC-Campinas apura racismo de alunos de direito nas redes sociais

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Ofensas teriam ocorrido contra estudantes no grupo ‘Direito PUC-Campinas’
Centro Acadêmico do curso repudiou as mensagens: ‘machistas, racistas’.

Publicado no G1

Mensagens com teor racista foram apagadas de grupo de alunos da PUC-Campinas no Facebook (Foto: Reprodução/ Facebook)

Mensagens com teor racista foram apagadas de
grupo de alunos da PUC-Campinas no Facebook
(Foto: Reprodução/ Facebook)

A PUC-Campinas irá apurar uma denúncia de racismo feita contra alunos do curso de direito. De acordo com a denúncia, os estudantes usaram um grupo no Facebook, chamado Direito PUC-Campinas, para publicar comentários e fotos com alusão à Ku Klux Klan e insultos após uma aluna reclamar da divisão de gêneros nas aulas de futebol e ser defendida por um aluno negro. Com a polêmica, parte do conteúdo foi apagado.

A postagem que desencadeou os insultos foi feita em 27 de março e, até quinta-feira (2), recebeu mais de 560 comentários. A reclamação da divisão por gênero nas aulas de futebol se tornou tema secundário quando um aluno negro saiu em defesa da estudante. Só então, parte dos alunos responderam ao post com fotos e mensagens de teor racista.

Em resposta, outro grupo de alunos ameaçou registrar os comentários para fazer a denúncia, mas isso não impediu que os “memes” com negros fossem publicados. Apenas após seis dias de discussões na rede social, os administradores do grupo excluíram os tópicos.

Dentre os comentários, estão referências à organização racista Ku Klux Klan, com a mensagem “A tocha da Ku Klux Klan chega a tremer”. Em outra, há uma foto de um professor negro e a frase “Professor, poderia ser mais claro?” Outro negro, sem os braços, aparece junto à frase “Nego não se toca”. Uma imagem com o cantor Michael Jackson acompanha a mensagem “Nego é esclarecido”.

Alunos de direito da PUC-Campinas denunciam racismo no Facebook (Foto: Reprodução/ Facebook)

Alunos de direito da PUC-Campinas denunciam
racismo no Facebook (Foto: Reprodução/ Facebook)

Repúdio
Em nota, o Centro Acadêmico (CA) de Direito da PUC-Campinas repudiou os comentários do grupo de estudantes. “O discurso de ódio disfarçado de ‘piada’ e ‘brincadeira’ naturalizou, deu aval e legitimou muitas atrocidades na história da humanidade”, argumentou a entidade que representa os alunos.

O CA compartilhou a análise feita por um estudante negro do curso, que acompanhou as discussões na rede social. “Um show de horror, ignorância, desrespeito e intolerância. O post rendeu, foi longe, para a alegria e diversão deles e para a minha tristeza ou a de outros negros que viram aquilo ou até mesmo daquele ser humano que possui um misero resquício de humanidade e compaixão com o próximo”, escreveu.

A universidade
A PUC-Campinas informou por nota que recebeu a denúncia, formalizada por um aluno na ouvidoria da universidade, e “desencadeou processo para averiguação do ocorrido”. A assessoria de imprensa reiterou que a página não é administrada pela universidade, portanto não é oficial.

“A PUC é responsável pelo endereço www.facebook.com/puccampinas, este sim, de responsabilidade do Departamento de Comunicação Social da Universidade”, informou.

A universidade não revelou se já identificou algum estudante e qual pode ser a punição para os envolvidos “em respeito ao adequado andamento das apurações”.

Fachada do campus central da PUC-Campinas, sede do curso de direito (Foto: Fernando Pacífico/ G1)

Fachada do campus central da PUC-Campinas, sede do curso de direito (Foto: Fernando Pacífico/ G1)

Aprovado em direito na USP aos 16 anos briga na Justiça por matrícula

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Adolescente cursa ensino médio, mas passou em vestibular concorrido. Mãe quer vê-lo na universidade; USP afirma que segue regras de edital.

Publicado na Midia News [ via G1]

Vitor Foltran Orsini com livros de política, história e filosofia. Reprodução.

Vitor Foltran Orsini com livros de política, história e filosofia. Reprodução.

Na estante do adolescente Vitor Foltran Orsini, de 16 anos, os livros de política, história e filosofia dizem muito sobre a escolha de carreira do estudante que, apesar da pouca idade, já foi aprovado no curso de direito da Universidade de São Paulo (USP). O bom resultado do candidato de Piracicaba (SP) em um dos vestibulares mais concorridos do país não lhe deu direito à matrícula, já que ele não concluiu o terceiro ano do ensino médio. A mãe do estudante, no entanto, decidiu entrar com um pedido de liminar na Justiça para conseguir que o filho ingresse no ensino superior.

A Fuvest, órgão responsável pelo processo seletivo da instituição, diz que o estudante não preenche o pré-requisito de escolaridade necessário.

Vitor Foltran compareceu ao Largo São Francisco no dia da matrícula e apresentou o histórico escolar parcial, até o segundo ano do ensino médio, e o RG. Segundo o jovem, ele e os responsáveis foram orientados pelos funcionários da instituição a entrar com uma liminar para assegurar a vaga e receberam uma declaração da faculdade com a negativa do procedimento de matrícula.

Apesar de não ter o certificado de conclusão do ensino médio e, por isso, ficar impedido de cursar o ensino superior, ele não ficou impossibilitado de prestar a prova.

“Sabemos de outros casos de permissão a alunos na mesma situação que ele [em outras universidades]”, afirma a mãe do garoto, Liz Fabiana de Souza Orsini.

O próprio jovem demonstra estar certo da escolha que fez. “Penso que já estou preparado para iniciar a vida acadêmica. Sempre tive interesse pela advocacia. Na escola, as matérias de humanas eram minhas preferidas”, conta.

A rotina de estudos e preparação para o vestibular também se deu de maneira natural para o adolescente desde os primeiros anos escolares. “Ele se esforçou muito, sempre teve ótimas notas durante a vida escolar e merece isso”, relata a mãe.

A afinidade com as disciplinas de produção textual, história e atualidades é resultado disso. “A leitura é um hábito para mim, gosto de estar bem informado, então leio os principais jornais e revistas nacionais para saber o que acontece na política de meu país”, conta Vitor Foltran.

Formação

Durante três anos, do 9º ano do ensino fundamental até a 2ª série do ensino médio, Vitor participou do Programa Internacional de Formação Secundária (High School) pela Universidade do Texas, oferecido pelo colégio onde estuda.

Foi uma oportunidade que teve de cursar disciplinas da grade curricular de ensino norte-americana como economia e política, oratória e sistema de informações para business (negócios). “Com certeza, a experiência foi um diferencial e me fez ter certeza da escolha do direito como carreira profissional”, pontua.

Impeditivo

A Fuvest informa, em nota, que cumpre as definições previstas no edital do vestibular fornecidas pelo Conselho de Graduação e aprovadas pelo Conselho Universitário. Um dos artigos do edital diz que os interessados precisam ter concluído ou estarem prestes a concluir em 2014 o ensino médio ou equivalente.

“Os interessados que não cumpram o requisito de escolaridade mínima acima estabelecido poderão prestar as provas na condição de ‘treineiros’, sem concorrer às vagas oferecidas no Concurso Vestibular”, afirma um trecho do edital.

De acordo com a Fuvest, o vestibulando devia ter-se inscrito como “treineiro” por não ter concluído o ensino médio e não poderá fazer matrícula porque não tem certificado de conclusão desse ciclo, como constam das regras do processo seletivo.

Unesco alerta sobre queima de livros por jihadistas no Iraque

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Publicado no Swissinfo

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) manifestou nesta terça sua preocupação com as informações sobre o saque e a queima de milhares de livros de museus, bibliotecas e universidades da cidade iraquiana de Mossul, sob controle do Estado Islâmico.

“Caso se confirmem, esses atos marcarão uma etapa a mais na limpeza cultural que está sendo realizada nas regiões iraquianas controladas por grupos extremistas armados”, declarou, em nota, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova.

“Segundo fontes coincidentes, milhares de livros de Filosofia, Direito, Ciência e Poesia estariam sendo queimados voluntariamente há várias semanas” na região de Mossul, alertou a Unesco.

“Seria uma das maiores destruições intencionais de obras literárias na História humana”, acrescentou o comunicado.

“Queimar livros se inscreve na mesma linha que os ataques à cultura, ao saber e à memória ocorridos recentemente em Tombuctú (Mali), onde foram incendiados manuscritos do Centro Ahmed Baba. Essa violência responde a um projeto fanático, que ataca, ao mesmo tempo, as vidas humanas e todos os produtos do pensamento”, declarou Bokova.

Para a diretora-geral da Unesco, esses atos “se somam à destruição sistemática do patrimônio e à perseguição das minorias, que tentam aniquilar a diversidade cultural, alma do povo iraquiano”.

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