Contando e Cantando (Volume 2)

Posts tagged Diretoria

Homem ‘quase’ paga R$ 40 mil reais de multa na biblioteca por livro esquecido há 79 anos

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Publicado no Jornal Ciência

Os funcionários da biblioteca disseram que o livro deveria ter sido devolvido há 79 anos.

O romance Master of Men foi retirado da Leicester County Library em 1934 e nunca foi devolvido.

Keith Dolphin, 64 anos, encontrou o livro em casa e ficou surpreso quando viu o bilhete da biblioteca que estava dentro. A data marcada de devolução era para o dia 28 de maio de 1934 – o bilhete foi impresso, mas não tinha carimbo que provasse que havia sido devolvido.

O conselho da biblioteca da cidade de Leicestershire disse que o valor total ultrapassava os R$ 40 mil reais!

Sensibilizados, a diretoria da biblioteca resolveu isentar o senhor de uma taxa tão gigantesca e cobrou apenas R$ 24,00.

Eu achei o livro numa parte velha da casa quando estava limpando. Eu estava ajudando um amigo. Havia alguns livros em pedaços. O rapaz que vivia na casa está morto agora”, disse Keith.

O livro é muito antigo, mas é possível lê-lo. Ele conta a história de um vigário que tem segredos que irão mudar tudo o que as pessoas pensam sobre a realidade de suas vidas.

Diretora é acusada de chamar professores de gorilas nos EUA

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Funcionários negros dizem que atitude racista da dirigente prejudicou trabalho na escola de ensino médio em Nova York

Minerva Zanca, diretora de escola no Queens, em Nova York Reprodução da web

Minerva Zanca, diretora de escola no Queens, em Nova York Reprodução da web

Publicado em O Globo

RIO – A diretora de uma escola de ensino médio em Nova York está sendo acusada de racista pela comunidade do colégio. Dois professores negros demitidos afirmam terem sido vítimas de assédio moral. Eles dizem que seus trabalhos em sala de aula foram prejudicados pela discriminação racial. O assistente da diretoria, Anthony Riccardo, confirma as denúncias ao alegar que Minerva chamou professores de gorilas, fazendo ainda comentários sobre seus “lábios grossos” e “narizes grandes”. As informações são do “Huffington Post”.

Pais de alunos da Pan American International High School, que fica na região do Queens, protestaram esta semana em frente ao Departamento de Educação de Nova York, exigindo uma investigação a respeito. Além disso, um abaixo asinado no site “Change.org”, com mais de mil assinaturas, exige a demissão de Minerva do cargo de dietora. O Departamento de Educação informou que o assunto está sendo investigado. De acordo com o órgão, não há registros de reclamações anteriores sobre a diretora.

Segundo informações, a escola atende a alunos imigrantes que estão no país há menos de quatro anos. “Nós éramos os únicos professores afro-americanos, e nós três saímos. Isso significa que não há mais professores afro-americanos na escola, enquanto metade da população de estudantes se parecem conosco”, diz a professora Lisa-Erika James, que pediu demissão, ao canal de TV Americano “CBS”. “Nós queremos que ela seja responsabilizada por suas ações”, queixa-se John Flanagan, que foi demitido.

Em Belo Horizonte, ex-faxineira vira “celebridade” por falar quatro línguas

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Carlos Eduardo Cherem, no UOL

Não restou outra alternativa nesta sexta-feira (17) à administração do Mercado Central de Belo Horizonte: arrumar um uniforme novo para as imagens e organizar as entrevistas da ex-faxineira Maria da Conceição da Silva, após a súbita fama da pernambucana, quando os colegas descobriram que ela fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de “arranhar” alemão, árabe e hebraico, e contaram para a diretoria do mercado.

Com isso, em pouco mais de 15 minutos de conversa, com o superintendente do mercado Luiz Carlos Braga, informado no início de maio, que, além de poliglota, a faxineira tem formação superior em contabilidade, Maria da Conceição foi promovida a atendente turística do Mercado Central. Seu salário passou de R$ 674 (salário mínimo) para R$ 1.100, com a promoção.

“Estamos organizando. É para ficar mais ajeitado”, afirma o superintendente, que pede que os jornalistas formem uma fila para falar com a empregada do mercado.

Maria da Conceição atendeu a reportagem do UOL, entre os desfiles que fez nos corredores do mercado para as imagens e as entrevistas individuais que concedeu aos repórteres. A agora atendente turística disse que há exageros na repercussão do caso e que não se sente celebridade.

“Senhor, estão exagerando. Eu só falo quatro línguas. O alemão, árabe e hebraico, eu só arranho o alemão, árabe e hebraico. Não tem nada disso não”, diz Maria da Conceição.

“O hebraico estava aprendendo com um amigo marroquino. Eu só arranho, não falo”.

O mundo sem fronteiras

Ex-faxineira do Mercado Central Maria da Conceição da Silva fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de "arranhar" alemão, árabe e hebraico (foto: Carlos Eduardo Cherem/UOL)

Ex-faxineira do Mercado Central Maria da Conceição da Silva fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de “arranhar” alemão, árabe e hebraico (foto: Carlos Eduardo Cherem/UOL)

“Sou filha de pais separados. Meus irmãos mais velhos foram criados pela minha avó materna. Um outro foi criado por parentes. Minha mãe me doou ainda bebê. Mas arrependeu-se e me buscou mais tarde.

Aos 11 anos, Maria da Conceição trabalhava como recepcionista e, a mãe, como doméstica. “Estudava em colégio de freiras. No escritório, fazia serviços gerais e datilografia”. Mudou-se com a mãe para Fortaleza e lá fez o ensino fundamental num colégio militar.

Após o período na capital cearense, transferiu-se novamente com a mãe para Elesbão Veloso (PI), onde morou na casa de uma irmã. De lá, foi para Teresina e concluiu o ensino médio no Colégio Salesiano. Mudou-se com a mãe para Campina Grande (PB), onde trabalhou em diversas profissões.

“Comecei no levantamento de estoque em uma loja de autopeças, depois fui para o balcão. Aprendi muito. Fiz serviços hidráulicos e de servente de pedreiro também. Fui doméstica e até em oficina mecânica trabalhei”. Nessa cidade paraibana, em 1991, a mãe morreu.

Em 2005, Maria da Conceição trabalhava numa oficina de informática quando conheceu um alemão, um espanhol e uma holandesa. Eles faziam intercâmbio no país e foram embora. Mas a amizade foi mantida por meio de contatos pela internet. “Numa dessas conversas, entrou uma mineira, dez anos mais nova, que se tornou minha companheira. Sou homossexual”.

As duas foram convidadas pela amiga holandesa para se mudarem para lá. Toparam e, em Amsterdam, fizeram faxina e reforma de residências para sobreviver. Foi aí, que Maria da Conceição começou a aprender, “com uma certa facilidade”, as línguas que hoje domina.

Voltou o ano passado, após ter conhecido boa parte da Europa, e veio morar com uma irmã em Belo Horizonte e, óbvio, teve de procurar emprego.

Acabou arrumando o de faxineira do mercado e, agora, a promoção, quando foram descobertas suas qualificações.

15 minutos de fama

Dá um sorriso largo e avisa à reportagem, quando se prepara para atender outro jornalista, já impaciente na fila: “Eu sei disso tudo. São os 15 minutos de fama…”

“Você acha que eu sou boba? Isso tudo passa rápido”. Entretanto, não esconde uma leve expectativa com a súbita fama: “Emprego? É. Isso pode ser que melhore um pouco”, afirma Maria da Conceição, antes de partir para outra entrevista.

Em Belo Horizonte, desde setembro do ano passado, procurou trabalhar em escritórios mas não conseguiu. “As pessoas criavam dificuldades: veio da Europa? O que fazia lá? Já passou dos 40? Tem curso superior, precisamos de pessoas com formação até o ensino médio”, diz.

“Fiquei sabendo que havia vaga na faxina do mercado e fui ao escritório. Mas não apresentei currículo e omiti a formação superior e o fato de falar outras línguas”, afirma.

Ela afirma teve dificuldades para arrumar emprego em Belo Horizonte, mesmo com a boa formação educacional. Por isso, foi para a faxina do mercado e, agora, o atendimento aos turistas.

Em Itaquaquecetuba, biblioteca de escola está guardada em armários há 5 anos

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Camila Ribeiro, no Mural

Os alunos da escola estadual Maurício Alves Braz, no Jd. Maragogipe, em Itaquaquecetuba, Grande São Paulo, contam com uma biblioteca improvisada desde que um incêndio em 2008 reduziu a cinzas os livros da instituição. Desde então, os estudantes encontram dificuldades para fazer as pesquisas solicitadas por professores.

Para amenizar a situação, a diretoria improvisou e colocou os livros em três armários antigos de escritório. Os estudantes podem emprestar títulos sobre temas como história, entretenimento e literatura por um prazo de 15 dias. Porém, o serviço não está disponível em todos os horários.

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Armários onde ficam guardados os livros da biblioteca da escola

Quem estuda na parte da manhã, por exemplo, é prejudicado. “Somos orientados a procurar o funcionário responsável à noite, o que deixa mais difícil o nosso acesso a leitura”, conta o aluno Lucas*.

Beatriz, 14, frequentou a escola por três anos e meio sem saber que poderia emprestar livros. “Estudei da quinta a oitava no Maurício e não era muito divulgado aos alunos da manhã que a escola tinha livros para nossa utilização”, conta. Ela mudou de escola no começo deste ano.

Júlia, 16, cursa o Ensino Médio à noite e é uma das leitoras assíduas dos livros da escola. Ela costuma emprestar de dois a três exemplares de cada vez. “Gosto muito de ler e acho importante ter este hábito para conseguir um desenvolvimento melhor nas matérias”, diz a estudante, que tem Machado de Assis como um de seus autores preferidos.

Contudo, quando o conteúdo exigido não é encontrado na escola, ela vai até uma lan house, já que não possui computador em casa e os equipamentos do laboratório de informática da escola foram roubados. “Gastamos até R$ 2,00 por hora de acesso, sem contar a impressão do que foi pesquisado”, diz Júlia.

Fachada da escola estadual Maurício Alves Braz, localizada no Jd. Maragogipe

Fachada da escola estadual Maurício Alves Braz, localizada no Jd. Maragogipe

Outra opção de consulta é a Biblioteca Municipal, no Centro, a cinco quilômetros do bairro. O caminho é feito de ônibus, com custo de R$ 5,80. Lá, o trabalho escolar pode ser feito a mão ou em um telecentro que fica no local.

A Secretaria Estadual de Educação disse que a escola Maurício Alves Braz foi incluída no programa Sala de Leitura e que o acervo foi reorganizado e disposto em uma sala para atender aos alunos. O órgão informou ainda que foi iniciado um processo de seleção para contratar um professor para cuidar do espaço. Entretanto, a reportagem do Mural conversou com os alunos após o recebimento desta resposta, e eles disseram que os livros continuam nos armários.

Em relação a sala de informática, o governo informou que o espaço será equipado com 21 computadores, cuja instalação está prevista para ser iniciada na próxima semana.

*Os nomes usados nesta reportagem foram trocados a pedido dos entrevistados.

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