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Universidade americana transforma trajetória de Kanye West em disciplina

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Em entrevista, o professor que criou a disciplina explica "Nosso trabalho é solucionar problemas e Kanye West é um grande quebra-cabeça" (Reprodução)

Em entrevista, o professor que criou a disciplina explica “Nosso trabalho é solucionar problemas e Kanye West é um grande quebra-cabeça” (Reprodução)

Aula é oferecida na Universidade Estadual de Georgia e analisa trabalhos e entrevistas de Kanye como figura influente na literatura negra dos EUA

Publicado no A Crítica

Além de estar presente na música, nos noticiários, páginas de revistas, Kanye West agora também está na grade curricular dos universitários americanos. O rapper é o assunto principal de uma disciplina dada na Universidade Estadual de Georgia, e o professor responsável explica o motivo.

Chamada “Kanye Contra Todo Mundo: Poesia Negra e Poética de Hughes ao Hip-Hop”, a aula examina West como uma figura pública influente na literatura negra americana. Durante um semestre, alunos analisam trabalhos e entrevistas do rapper .

O site The Fader procurou o professor Scott Health, professor da Universidade Estadual de Georgia responsável pela criação da aula. O professor explica o motivo da presença de Kanye na grade “Nosso trabalho é solucionar problemas” diz como educador, “e Kanye West é um grande quebra-cabeça”.

Health usa o rapper como um grande pano de fundo para falar da cultura negra do hip-hop. “Ele é um dos poucos músicos que você ouve falando sobre hip-hop como arte. Ele fala sobre construir uma cultura – não apenas moda, mas cultura”, diz. Scott Health afirma que a aula é um sucesso. Quando ensinou sobre hip-hop anteriormente, houve uma fila de espera com 180 pessoas.

Escolas primárias na Finlândia vão trocar escrita a mão por digitação a partir de 2016

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Publicado por Hypeness

Lembra-se de quando você precisava entregar extensos trabalhos escolares escritos em papel almaço? E quando ganhava zero na questão da prova porque a letra estava horrível? Momentos como este fizeram parte da vida escolar de muitas crianças no mundo, mas estão prestes a serem extintos. Pelo menos na Finlândia, país que já anunciou o fim da disciplina obrigatória de caligrafia nas escolas primárias a partir de 2016. As aulas de escrita a mão serão trocadas por algo mais prático e condizente com as necessidades de hoje: a digitação.

“Habilidades fluentes de digitação são uma importante competência“, afirma Minna Harmanen, da Secretaria Nacional de Educação da Finlândia, nação dona de um dos sistemas educacionais mais bem-conceituados do mundo. Embora a polêmica decisão esteja, indiscutivelmente, de acordo com as tendências mundiais de comunicação, argumenta-se que a capacidade de se comunicar usando tinta e papel ainda é fundamental. Afinal, como deixar um recado para alguém quando o celular ficar sem bateria ou o computador pifar?

Segundo professores finlandeses, não se trata de acabar com a escrita, mas de dar a ela menos importância dentro do currículo escolar. A disciplina ainda estará disponível como optativa. Sabe-se ainda que a caligrafia é uma das atividades responsáveis por estimular o cérebro e a coordenação motora durante a idade escolar. Para que isso não seja afetado, discute-se complementar as disciplinas com atividades manuais, que teriam o mesmo efeito.

Uma mudança como essa pode arrancar uma grande exclamação em um primeiro momento. Mas cá entre nós, qual foi a última vez que você usou lápis e caneta para escrever algo que não um recado rápido ou uma lista de compras?

Foto © Tuire Punkki

Foto © Tuire Punkki

Foto © Liisa Kukkola

Foto © Liisa Kukkola

Escolas usam disciplina militar e atividades culturais para evitar evasão

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O Profissão Repórter visitou três estados para conhecer diferentes projetos.
Em Goiás a disciplina é militar, já em Porto Alegre o atendimento é individual.fardamento

Publicado no G1

Disciplina ou criatividade? Hip hop ou hino nacional? O Profissão Repórter visitou três estados brasileiros para conhecer escolas com diferentes projetos para melhorar o desempenho dos alunos e acabar com o mau comportamento na sala de aula.

Vinte mil alunos de Goiás seguem disciplina militar em escolas públicas de ensino fundamental e médio. A Polícia Militar comanda escolas do estado em 15 cidades. O método é polêmico e desagrada alguns pais e professores, pela interferência dos coronéis no conteúdo didático, principalmente nas aulas de história.

O fardamento é obrigatório e pago pela família dos estudantes. Jovens que não puderam pagar ou tiveram dificuldade em se adaptar às regras impostas pela Polícia Militar deixaram a escola. Pela tradição do colégio militar, os meninos devem ter a cabeça raspada e as meninas devem usar os cabelos presos e não são permitidas unhas coloridas ou maquiagem.

Em Porto Alegre (RS), uma turma de alunos que já repetiram de ano mais de uma vez são levados para uma aula diferente, nas ruas da cidade. A ideia é aproximar a escola da realidade dos estudantes.

Em um dos bairros mais violentos da cidade, um projeto chamado Trajetórias Criativas leva o mundo dos jovens para dentro da escola. Com atividades interessantes, o colégio recuperou alunos que haviam perdido o interesse em frequentar as aulas.

Em uma unidade para reincidentes da Fundação Casa, em Limeira (SP), a aula de álgebra está mais puxada do que de costume. Seis alunos da turma se preparam para a final das Olimpíadas de Matemática, que reuniu 18 milhões de estudantes do Brasil. A turma pequena, de no máximo 15 alunos, permite que o professor vá de mesa em mesa e a aula, rende. Essa é a única unidade da Fundação Casa onde as aulas de reforço são feitas na internet.

A dificuldade para os jovens saídos da Fundação Casa é conseguir a matrícula em outras escolas públicas. Muitas vezes, a entrada do estudante é negada, porque são considerados maus exemplo para outros alunos.

 

App que ‘turbina’ memória com brincadeiras faz sucesso em escolas

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Durante a maior parte da sua juventude, Ed Cooke sempre esteve entre os dez melhores no ranking do Campeonato Mundial de Memória. Entre seus feitos, está memorizar 2.265 dígitos binários em meia hora e a ordem correta das cartas em 16 baralhos, em apenas uma hora.

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David Robson, na BBC

Mas, aos 26 anos, ele decidiu que queria ajudar pessoas a conseguir memorizar como ele.
“As técnicas de memorização requerem uma certa disciplina. Eu queria criar uma ferramenta que permitisse aprendê-las enquanto se relaxa”, diz.

Em 2010, ele lançou o site e app Memrise, que já foi usado por 1,4 milhão de pessoas para aprender línguas estrangeiras, história e ciência. A tecnologia deu origem a outros semelhantes, usados tanto por indivíduos quanto por escolas. Cooke conta que nem imaginava o tanto que poderia ser criado a partir de sua ideia.

“O app é muito poderoso, ele faz toda a parte difícil de se aprender”, conta Dominic Traynor, professor de espanhol em uma escola primária em Londres. “Eu diria que, com ele, conseguimos cobrir um ano letivo de aprendizagem em apenas seis meses.”

Princípios

O app foi criado por Cooke com seu colega dos tempos da Universidade de Oxford, o neurocientista Greg Detre, que hoje leciona em na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

O Memrise segue alguns princípios básicos. O primeiro deles é tentar associar um fato sem nenhuma relação ao que se quer memorizar. Se esses fatos tiverem algum elemento de comédia, eles são mais fáceis ainda de serem lembrados.

Por exemplo, ao aprender alemão, para se memorizar a palavra “Abend” (“noite”), um curso de línguas usava uma foto do ex-presidente americano Abraham Lincoln relaxando à noite, ouvindo música. A legenda da foto diz: “‘Abe’ sempre para de trabalhar à noite”. A charge cômica ajuda a remeter o apelido do ex-presidente (“Abe”) à palavra alemã “Abend”.

O que o app faz é programar esses testes várias vezes ao longo de dias, semanas e meses. Essa repetição no longo prazo é eficiente para ajudar a pessoa a memorizar. Testes repetidos também produziram resultados melhores do que métodos convencionais usados em livros – como o desenho de diagramas.

Outro princípio que o app explora é o de tentar fazer as pessoas se lembrarem de algo quando determinado assunto se encontra em um limbo entre o esquecido e o lembrado. Detre diz que é aquele momento em que uma resposta está “quase na ponta da língua”, mas o usuário não consegue se lembrar totalmente.

Nesses momentos, testar a memória das pessoas faz com que elas aprendam com maior eficiência. Os criadores do app conseguiram fazer um algoritmo que identifica este momento.

Diversão

Outro princípio importante é a diversão no processo de aprendizagem.

“A experiência precisa ser algo leve, como ficar navegando em algum site como o Pinterest”, diz o diretor de operações da Memrise, Ben Whately.

Para isso, foram criadas comunidades em que as pessoas podem “competir”, de forma amigável, para ver quem aprende mais.

Segundo o professor Traynor, foi esse elemento de competitividade que fez com que seus alunos se esforçassem mais para aprender espanhol.

“Assim que eles chegam na aula, eles querem ver o quadro de vencedores.”

O professor desenvolveu um método bom de usar o app em sala de aula. Ele separa seus alunos em dois grupos – metade fica usando o app nos iPads da escola; a outra metade tem aulas convencionais com ele. Depois de um tempo, os dois grupos alternam as tarefas.

O Memrise também foi usado em outras escolas para ajudar os alunos a aprender a soletrar. O próximo passo dos criadores do app é achar formas de medir o desempenho individual de cada aluno, para ajudar os professores a lidar com deficiências específicas de cada um.

Na esteira do sucesso do Memrise em vários colégios, outras empresas lançaram propostas semelhantes.
Um dos apps, o Cerego, foi lançado em setembro do ano passado e traz cursos específicos de memorização em assuntos como anatomia do cérebro, teoria musical e história da arte. A empresa diz que pessoas que usam o app tiveram desempenho de 20% a 50% superior em testes.

Os professores dizem que o princípio de diversão funciona bem, os alunos precisam trabalhar menos para aprender. Quem acaba precisando trabalhar são os próprios professores – já que os alunos começam a avançar muito rápido na matéria, e os tutores precisam preparar novas aulas.

Jovem de 22 anos é aprovado em 4 concursos em 3 anos

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Diogo Machado foi aprovado na PF, Ministério Público da União e Ibama.
Estudos começaram em 2011; ele busca boa remuneração e estabilidade.

Diogo Machado começou a estudar para concursos com 19 anos (Foto: Arquivo Pessoal/ Diogo Machado)

Diogo Machado começou a estudar para concursos com 19 anos (Foto: Arquivo Pessoal/ Diogo Machado)

Pâmela Kometani, no G1

Com apenas 22 anos de idade, Diogo Machado já conta com grandes resultados na sua breve história na área de concursos públicos. Foram 4 aprovações em apenas 3 anos, de 2012 a 2014, em órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público da União (MPU) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“O que mais atraiu no setor público foi a remuneração. Com a minha formação atual, de ensino médio, e sem experiência, não existia oportunidade na iniciativa privada que pagasse um salário próximo ao do órgão público. Também pela estabilidade, posso fazer planos e assumir compromissos sem medo da incerteza de estar ou não empregado amanhã”, afirma Machado.

Atualmente, ele trabalha como técnico administrativo no MPU, mas continua estudando para alcançar o cargo de seus sonhos, de agente da Polícia Federal. O concurso, que está com inscrições abertas, oferece 600 vagas. O salário é de R$ 7.514,33. Nos seus planos também está a conclusão do curso de tecnologia da informação.

Resistência da família
Diogo começou sua busca por uma vaga na área pública em 2011, aos 19 anos, quando fez o concurso para o Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran-SC), mas não foi aprovado. No total, foram 8 concursos até agora. “Nos primeiros sempre ficava muito longe da nota necessária”, conta.

Para seguir seu sonho, o jovem encontrou resistência dentro da família. “Alguns parentes diziam que concurso era muito difícil e que era perda de tempo estudar. De alguns amigos ouvia que eu era muito novo, que estava na idade de curtir e que me arrependeria depois de passar essa parte da vida só estudando. Por enquanto não me arrependo de nada, muito pelo contrário”, conta.

Focado em concursos na área administrativa, de nível médio, seu primeiro resultado positivo foi o 57º lugar para o cargo de técnico administrativo na Secretária de Saúde de Santa Catarina, em 2012. Suas outras aprovações foram para técnico administrativo no Ibama, em 2012, técnico administrativo no MPU, em 2013, e agente administrativo na Polícia Federal, neste ano.

“O primeiro que fui nomeado foi no MPU. Foi muito rápido, um mês após a publicação do resultado final e homologação já fui nomeado. Quando os outros órgãos chamaram não assumi, pois a carreira no ministério é melhor”, ressalta.

Na Polícia Federal, Machado conseguiu o primeiro lugar em sua região, Santa Catarina. O concurso ofereceu 534 vagas de nível médio e contou com 318.832 inscritos, uma concorrência de 597,06 candidatos por vaga.

Ele foi convocado para apresentar sua documentação, mas soube que não havia vaga disponível para a localidade que ele desejava e decidiu ir para o final da lista dos aprovados. “Apesar de não ter assumido na PF, fiquei feliz em me ver diante desse ‘privilégio’ de poder escolher em qual órgão público trabalharia, coisa que até pouco tempo atrás seria impossível até de imaginar”, conta.

Preparação
Quando começou a fazer concursos, no meio do ano de 2011, Machado trabalhava em uma loja e percebeu que não ia conseguir estudar por causa da sua carga horária no trabalho. Trocou o emprego por outro em que a jornada era de 6 horas diárias. Ele também foi jovem aprendiz da Espro (Ensino Social Profissionalizante).

Com a escolha da área de atuação, ele passou a estudar de forma contínua as disciplinas comuns em diversas provas como português, informática, direito constitucional e direito administrativo. Assim, quando o edital é publicado, ele revisa essas matérias e inicia o estudo de conteúdo específico de cada prova. “Com essa estratégia estudo para vários concursos da área ao mesmo tempo. Acabo escolhendo os concursos específicos por causa do órgão, da remuneração e da jornada de trabalho”, diz.

O estudo de Machado é formado por cursos em videoaulas e materiais digitais (cursos em PDF). Quando nenhum edital está aberto, ele costuma estudar cerca de 3 horas por dia. Com a publicação do edital, a carga de estudos aumento para 5 a 6 horas por dia. “O importante é a pessoa descobrir qual método de estudo é melhor para ela”, afirma o jovem.

Dicas para quem ainda estuda
Segundo Machado, os candidatos que ainda estão em busca de uma vaga em concursos públicos devem focar seus estudos em apenas uma área, mesmo que seja para fazer seleções que cobram apenas nível médio. “Cada área cobra determinadas matérias, não adianta sair fazendo concurso pra área administrativa, área bancária e área fiscal ao mesmo tempo, pois caem assuntos bem diferentes”, afirma.

O estudo deve ser bem organizado, com um quadro de horários, em que o candidato poderá priorizar as disciplinas que têm mais dificuldade.

Como as provas acontecem entre 60 e 90 dias após a publicação do edital, Machado ressalta a importância do estudo antecipado. “Este período é muito curto, principalmente para quem está começando. E essa é a importância de escolher uma área.”

A última dica do jovem é focar na banca organizadora, com a resolução de provas e questões anteriores da área do concurso, para que o candidato entenda como a organizadora abordas os temas em questão.

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