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Livros novos para alunos de Araçatuba (SP) são encontrados em matagal

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Livros abandonados são novos - Reprodução/TV TEM

Livros abandonados são novos – Reprodução/TV TEM

Eduardo Schiavoni, no UOL

Centenas de livros de exercícios destinados a estudantes do ensino médio da rede estadual paulista de ensino foram encontrados, na manhã de segunda-feira (8), jogados em uma área rural de Araçatuba (interior de São Paulo). O material é deste ano e deveria ser utilizado nas disciplinas de língua inglesa, filosofia e língua portuguesa.

O material foi abandonado em uma área de mato que fica nas proximidades de um conjunto de chácaras ocupadas por produtores rurais. Não há nenhuma escola próxima à área. Há livros em lotes fechados e plastificados e também exemplares avulsos. São pelos menos 300 cadernos de respostas, encontrados por um morador da região, que acionou a imprensa e as autoridades do setor de educação.

As apostilas têm espaço para anotações de alunos e são utilizadas como apoio às atividades dadas em sala de aula. “Eu vi algumas crianças paradas e resolvi ver o que era. Foi quando me deparei com o monte de cadernos, todos com o símbolo do governo do Estado. É um desperdício de dinheiro, fiquei realmente indignado com isso”, contou o morador, que pediu para não ser identificado.

Outro lado
A Secretaria Estadual de Educação foi procurada pela reportagem, por e-mail e por telefone, no começo da tarde de ontem (9). “Após receber as denúncias, a Diretoria Regional de Ensino de Araçatuba abriu imediatamente uma apuração preliminar para averiguar o descarte”, disse a instituição, em nota.

A secretaria informou ainda que “a administração repudia qualquer desperdício e a direção de todas as escolas estão sendo ouvidas a fim de verificar se os cadernos do aluno foram recebidos e distribuídos a todos os estudantes”.

A reportagem solicitou informações sobre o custo unitário de cada livro de resposta, mas não foi respondida. Da mesma maneira, a instituição também não informou quantos alunos estão matriculados no ensino médio na rede estadual em Araçatuba.

dica do João Marcos

Descubra os principais tipos de estudantes

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É provável que você se encaixe em um tipo de estudante. Conheça as características de cada um e veja em qual tipo você mais se identifica

Publicado no Universia Brasil

Fonte: Shutterstock.

Fonte: Shutterstock. Considere fazer um exercício físico leve, como uma caminhada de 20 minutos, para aumentar o ânimo

Estudantes podem possuir algumas características em comum na hora dos estudos. Apesar de, algumas vezes, esses aspectos não serem sempre positivos, é possível contornar eles e ter uma experiência melhor na hora de estudar.

O primeiro tipo de estudantes (e um dos mais comuns) é o que está entediado. A sala de aula é uma grande tortura para ele e estudar ou fazer tarefas em casa é ainda pior. Ele sente como se essas atividades não pudessem ser mais chatas e, por isso, não conseguem manter a concentração por mais de um parágrafo. Mas esse não é um caso perdido: é possível aumentar o interesse nos conteúdos escolares. Esse tipo de estudante deve trabalhar com um sistema de metas e recompensas, ou seja: a cada meia hora estudada, 5 minutos de descanso ou um pedaço de chocolate. As recompensas não devem ser complexas, porque elas tirariam a concentração durante o estudo. Mas com essa estratégia, é possível se envolver mais com os conteúdos e criar certa disciplina durante os estudos.

Outro tipo de estudante bastante comum é o eufórico. Ele não consegue ficar muito tempo sentado, possui diversos pensamentos ao mesmo tempo, tamborila os dedos na mesa e balança as pernas. Se você se identifica com essa descrição, provavelmente a hora dos estudos pode ser um grande desafio. Mas existe uma solução para o seu caso: antes de estudar, faça alguma atividade que o deixe mais relaxado. Vá à academia, jogue vídeo-game, ouça uma música empolgante, etc. Dessa forma, quando você abrir o livro e iniciar a leitura, seu nível de euforia estará menor e a sua capacidade de manter a concentração será maior.

Além desses dois tipos, também podemos encontrar o estudante ocupado, ou seja, aquele que provavelmente estuda e faz diversas atividades durante o dia. Para eles, é impossível ficar mais de uma hora estudando e eles precisam utilizar o pouco tempo disponível para aproveitar ao máximo o momento de estudo. Para essas pessoas, a melhor solução para seus problemas é a organização: elas devem ser organizadas, criar um calendário rígido de estudos e segui-lo com bastante disciplina. Afinal, se elas possuem pouco tempo para estudar, é essencial que nas horas reservadas para isso sejam totalmente aproveitadas.

Por fim, o último tipo comum de estudante às vezes está diretamente conectado com o estudante ocupado. É a pessoa que está constantemente cansada e, por isso, não consegue ter disposição para estudar. Enquanto eles leem os livros, seus olhos vão se fechando e eles só pensam em dormir. Independentemente do motivo do seu cansaço, é essencial que ele deixe de lado a indisposição e foque nos estudos. Uma das possíveis soluções para esse problema é vestir uma roupa mais adequada. Se você estiver estudando em casa, deixe os pijamas guardados e coloque uma calça jeans e camiseta. Além disso, considere fazer um exercício físico leve, como uma caminhada de 20 minutos, para aumentar o ânimo.

Com essas dicas, independentemente do seu problema, será mais fácil resolver ele e, assim, melhorar o seu desempenho enquanto estuda. Bons estudos!

Universidade argentina adota voluntariado obrigatório para compensar ensino gratuito

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A partir de 2017, os cerca de 320 mil alunos da Universidade de Buenos Aires (UBA) passarão a ter que realizar atividades solidárias para concluir os estudos e obter seu diploma, de acordo com uma resolução da própria entidade – que é pública e gratuita.

A partir de 2017, UBA terá disciplina de 'educação prática solidária' em todos os cursos

A partir de 2017, UBA terá disciplina de ‘educação prática solidária’ em todos os cursos

Marcia Carmo, na BBC Brasil

No entendimento de diretores e professores, a sociedade deve ser “recompensada” por ter dado a eles a oportunidade do ensino gratuito, afirmou a BBC Brasil a secretária de assuntos acadêmicos da UBA, a pedagoga Maria Catalina Nosiglia.

Com isso, a matéria de “educação prática solidária” vai ser um requisito obrigatório para os estudantes.

“Nosso objetivo é que os alunos tenham compromisso com nossa sociedade”, argumentou Nosiglia. “Afinal, toda a sociedade está de certa forma pagando para que eles estudem gratuitamente. Além disso, somos de uma região desigual e essa responsabilidade social é fundamental.”

Ela afirmou ainda que não se trata “apenas de solidariedade, mas de educação”.

Cada faculdade da universidade deverá adaptar até 2017 o currículo para incluir a matéria, que será cursada a partir do segundo ano e com a orientação de tutores.

Nosiglia contou que já foram definidos detalhes do chamado “projeto pedagógico e de intervenção social”.

Famílias carentes

A matéria terá 42 horas e o aluno deverá ser aprovado por seu tutor. No caso das carreiras de administração e de economia, os alunos poderão, por exemplo, ajudar as famílias carentes, ONGs ou pequenos empresários sobre como organizar um orçamento e capacitá-los para conseguir microcrédito para empreendimentos.

“Outra forma de educação solidária será orientar as mães de famílias carentes sobre como administrar melhor seus recursos”, afirmou.

A medida foi criada em 2010 e regulamentada em 2011, mas, na semana passada, foi estipulado o novo prazo para que todos os currículos estejam adaptados e o projeto entre em prática em 2017.

Nosiglia reconheceu, porém, que será “um desafio” incluir a matéria em algumas faculdades. “A parte mais difícil está ligada às ciências exatas e naturais”, disse.

Para estes, o projeto deve incluir aulas de computação a pessoas carentes e, no caso de biologia, por exemplo, projetos de conscientização sobre o meio ambiente. “É importante que todos, sem exceção, tenham responsabilidade social”, afirmou a pedagoga.

Algumas carreiras já incorporaram a medida em seus planos de estudo, como as faculdades de medicina, arquitetura e de veterinária – que já contam com a matéria prática de educação solidária nos currículos.

O reitor da faculdade de veterinária da UBA, Marcelo Miguez, disse à BBC Brasil que a disciplina de sociologia urbana e rural, com prática solidária, foi incluída em 2007 no plano de estudo da carreira, com visitas a lugares carentes, onde alunos e orientadores abordam temas básicos de saúde pública, vacinas nos animais a prevenção de doenças.

A faculdade de veterinária tem atualmente 4 mil alunos, e cerca de 500 deles já realizaram a “matéria solidária”.

O estudante Santiago Pillado, de 25 anos, no terceiro ano de veterinária, apoiou a inclusão da disciplina no currículo. “Podemos não apenas curar animais, mas ter a consciência social de ajudar as pessoas. Visitamos granjas e ajudamos os pequenos produtores agrícolas a prevenir doenças. Aprendemos como colaborar na adoção dos animais de rua, ou ajudamos aos alunos de escolas técnicas a estudar, despertando seu interesse em cursar a faculdade.”

O especialista argentino em educação Alieto Guadagni afirmou que, ante o aumento no número de alunos da UBA – inclusive com estudantes vindos de universidades privadas -, a medida é “bem-vinda”.

Romário quer aulas de direito constitucional para jovens nas escolas

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Romário defende que jovens tenham aula sobre direitos e deveres Antonio Augusto/04.12.2013/Câmara dos Deputados

Projeto de lei do deputado altera currículo escolar dos ensinos fundamental e médio

Carolina Martins, no R7

Aulas de direito constitucional, noções do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e reforço dos valores morais e cívicos da sociedade. Esses assuntos devem ser obrigatoriamente tratados em sala de aula, de acordo com projeto de lei apresentado pelo deputado federal Romário (PSB-RJ).

A proposta de Romário é alterar a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e reformar o currículo escolar dos ensinos fundamental e médio para incluir a disciplina “constitucional”.

O objetivo é que crianças e adolescentes, de 6 a 17 anos, tenham aulas nas escolas sobre os direitos e deveres do cidadão previstos na Constituição Federal.

Na justificativa do projeto, o deputado cita as manifestações populares que tomaram conta das ruas do País em junho do ano passado. Para Romário, a movimentação política revela que se tornou “necessária maior atenção aos nossos jovens, quase adultos, que nos remetem à lembrança dos caras-pintadas de outrora”.

Segundo o deputado, a intenção do projeto é aumentar o conhecimento dos jovens que, aos 16 anos, já podem escolher seus representantes políticos.

— O objetivo deste projeto de lei é expandir a noção cívica dos nossos estudantes, ensinando-lhes sobre seus direitos constitucionais, como cidadão e futuro eleitor, e, em contrapartida, aprenderem sobre seus deveres.

ECA no ensino fundamental

De acordo com o projeto de Romário, as aulas sobre os direitos e deveres previstos na Constituição para as crianças do ensino fundamental devem ter como diretriz o ECA. No texto, o deputado também determina a produção e distribuição de material didático adequado para as aulas.

Para a especialista em educação da UnB (Universidade de Brasília) Lívia Borges, a proposta é desnecessária, porque o tema sugerido por Romário já é contemplado em várias disciplinas que integram o currículo escolar atual.

A professora acredita que uma proposta que modifique a LDB deve ser amplamente discutida com a comunidade escolar, por meio de audiências públicas, e lembra que não é mudando a legislação que se garante melhor formação para os alunos.

— Não é uma lei por si só que garante que a temática da disciplina estará presente na formação das crianças e dos jovens. É preciso ver a educação na sua totalidade e não apenas como uma disciplina que deverá ser obrigatória no currículo da educação básica.

O projeto de Romário está parado, aguardando apreciação da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados.

Mais da metade dos professores dão aula sem ter formação na disciplina

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Publicado no Terra

concurso-professor-examtimeLevantamento com base no Censo Escolar de 2012 revelou que 55% dos professores do ensino médio da rede pública do País não tem formação específica na área em que atua. O percentual equivale a quase 280 mil docentes. Em física, a proporção de especialistas na matéria cai a 17,7%; em química, a 33,3%. Na rede particular, a situação é só um pouco melhor: do total de professores, 47% não possuem a formação. O levantamento foi tabulado pelo instituto de pesquisas do Ministério da Educação (Inep), a pedido do Jornal Folha de S. Paulo.

A Bahia é o Estado que possui menor proporção de professores com a formação ideal (8,5%) no sistema público. Na outra ponta da lista está o Distrito Federal com 71%. São Paulo possui 57% – o Estado afirma que, se o professor não tem a formação específica na matéria, ao menos tem diploma em área correlata (por exemplo, docente de matemática para física).

Na tentativa de reverter o quadro, o Ministério da Educação lançou o pacto nacional para o fortalecimento do ensino médio. A medida prevê a realização, a partir do próximo ano, do curso de formação continuada para docentes da rede pública. Serão 90 horas de capacitação, com bolsa mensal de R$ 200.

O curso do ministério terá o objetivo não apenas de atualizar o conhecimento dos professores na área de atuação como desenvolver atividades para aproximá-lo dos alunos em sala de
aula, afirma o secretário da área.

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