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Saraiva sai na frente em disputa pela Fnac no Brasil

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Fnac (Balint Porneczi/Bloomberg)

Fnac (Balint Porneczi/Bloomberg)

De acordo com notícia divulgada pela agência Reuters, varejista teria surgido como possível compradora da rival

Tatiana Vaz, Exame

São Paulo – Depois da notícia de que a Fnac estaria saindo do Brasil, e a entrevista da empresa com a explicação de que ficará no país, mas busca um sócio, é a vez da Saraiva aparecer como uma possível compradora do negócio. A informação é da Reuters.

Segundo a agência, a então concorrente teria surgido como uma possível compradora do negócio brasileiro da varejista de livros e eletrônicos.

O processo de compra corre em sigilo, mas a Fnac Darty confirmou a contratação do Banco Santander Brasil para a assessoria financeira no processo.

Ainda de acordo com a Reuters, o banco já teria entrado em contato como uma lista de investidores, que incluiria General Atlantic LLC, Advent International, HIG Capital LLC e a Península Participações, que controla a fortuna do empresário Abilio Diniz.

Procurada por EXAME.com, a Fnac ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Em consolidação

A crise das varejistas de livros e eletrônicos é uma realidade há alguns anos, não só no país, como no mundo. Os negócios vêm sendo abalados pela mudança de comportamento dos consumidores, atrelada à retração de consumo dos mercados e à forte concorrência com a Amazon.

No Brasil há cerca de duas décadas, a Fnac no Brasil opera com 12 lojas e o negócio representa 2% das vendas anuais do grupo, estimadas em 7,4 bilhões de euros.

No entanto, com a queda das vendas nos últimos anos, a operação tem caixa suficiente para se manter com seus atual capital de giro, mas precisa de recursos de fora para conseguir expandir o negócio.

A consolidação é uma realidade também do setor no Brasil. Em março, a Livraria Cultura, outra que vêm passando dificuldades, negou que estivesse em negociação de venda para a Saraiva.

Por sua vez, a Saraiva tem reduzido sua aposta nos livros e ampliado espaço para tecnologia, games e aluguel de área para cafés.

Projeto brasileiro para lixo orgânico vence disputa internacional em SP

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Equipe do IFG-GO foi premiada em competição latino-americana.
Estudantes desenvolveram processador que diminui volume do lixo.

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Publicado no G1

Uma equipe brasileira formada por seis estudantes e uma professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG-GO) foram premiados por desenvolver um processador de resíduos orgânicos domésticos. A máquina é baseada na compactação e diminuição do volume do lixo.

A apresentação da equipe levou o prêmio de melhor apresentação durante competição latino-americana de inovação, a I2P Latin America, realizada na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, na última semana.

Os brasileiros desenvolveram um processador de resíduos que tritura, compacta e drena líquidos residuais para reduzir o lixo orgânico doméstico.

Segundo a professora Sandra Longhin, participante do projeto, o aparelho facilita o trabalho de compostagem dos resíduos orgânicos inadequados para o aterro sanitário.

“Sabemos que 60% do lixo doméstico é composto de resíduos orgânicos, inadequados para o aterro sanitário”, disse Sandra. “Com o equipamento, o que resta dos resíduos vai diretamente para a compostagem.”

A máquina desenvolvida pelos jovens com o auxílio da docente também promete reduzir o custo do transporte de material inaproveitável devido à redução do volume do lixo. O grupo pretende desenvolver planos de gestão de resíduos para aplicação em condomínios de casas e apartamentos da cidade de Goiânia.

Além da professora Longhin, a equipe vencedora contou com a participação dos estudantes Bruno Alves Rocha e Nadine de Paula Santos, do curso técnico em controle ambiental; Victor Carrijo Guimarães, técnico em mineiração; Rafael Sforni Mota, de engenharia mecânica; Wesley Rosa de Mesquita, de engenharia ambiental; e Augusto Sérgio Patrocínio, técnico em edificações.

Sob pressão, Câmara de SP tira palavra ‘gênero’ de plano de educação

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Publicado em Folha de S.Paulo

A reunião deveria discutir questões como verba para a educação e custo por aluno na rede municipal de São Paulo. Virou, porém, uma disputa polarizada entre defensores da “família tradicional” e defensores da diversidade.

O motivo da discórdia na comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, nesta quarta (10), foram trechos do Plano Municipal de Educação que preveem mecanismos para denunciar casos de violência e discriminação por etnia, deficiência, religião e, também, gênero.

Religiosos, inclusive Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, viram no plano uma tentativa de anular a diferença entre meninos e meninas.

Os idealizadores negam, mas, em meio à discórdia, os vereadores da comissão de Finanças acabaram retirando trechos com as expressões “gênero”, “orientação sexual” e “sexualidade”.

Se no plano de mais de 50 páginas a expressão “gênero” aparecia oito vezes, agora não aparece em nenhuma.

Dom Odilo divulgou uma carta em que critica a chamada “ideologia de gênero”, que entende as crianças como “neutras”, sem divisão de feminino ou masculino, que só seriam definidos mais tarde.

Na carta, Scherer diz acompanhar a tramitação do plano na Câmara, fala em “perplexidade e preocupação” e que “as consequências de tal distorção antropológica na educação poderão ser graves”.

“Quero saber: onde está a ideologia de gênero no nosso plano? Onde está escrito que vamos tratar meninos e meninas do mesmo jeito?”, disse Toninho Vespoli, vereador do PSOL e relator da comissão de Educação. “Acredito que a maioria não leu.”

A Folha leu a íntegra do relatório, mas não identificou nenhuma menção à chamada “ideologia de gênero”.

O relatório acabou rejeitado pela comissão de Finanças. No plenário, protestos, vaias e manifestações.

De um lado, dezenas de jovens com crucifixos pendurados no pescoço, padres e freiras. De outro, grupos cantavam “homofobia, não!”.

“O pessoal fundamentalista começou a participar das reuniões da comissão de Finanças. Então, viemos também”, disse a educadora Adriana Souza, 41.

“Existe intromissão exagerada do Estado, com viés ideológico”, disse João Bechara Ventura, 31, padre da paróquia São Vito, no Brás, no centro de São Paulo.

“Não venham aqui gritar contra a família”, disse o vereador Adilson Amadeu (PTB). Jair Tatto (PT) também pediu a exclusão do tema do plano e disse ser uma orientação da bancada petista.

Tribunal dos EUA mantém aventuras de Sherlock Holmes em domínio público

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Decisão encerra, dez vez, briga pelos direitos autorais sobre as histórias do personagem

Jonny Lee Miller, Benedict Cumberbatch e Robert Downey Jr como Sherlock Holmes - Reprodução

Jonny Lee Miller, Benedict Cumberbatch e Robert Downey Jr como Sherlock Holmes – Reprodução

Publicado por Reuters [via O Globo]

O caso da briga pelos direitos autorais das histórias de Sherlock Holmes está encerrado, agora que a Suprema Corte dos Estados Unidos manteve intacto um veredicto que determina que 50 obras com o famoso detetive ficcional são de domínio público.

Os juízes da alta instância, que assim como o excêntrico investigador escolhem que casos aceitam, recusaram-se a ouvir o apelo apresentado pelo espólio do autor Arthur Conan Doyle, morto em 1930.

O espólio pedia que o escritor Leslie Klinger pagasse uma licença de US$ 5 mil antes que um volume de novas histórias baseadas no personagem, conhecido por sua genialidade, pudesse ser publicado.

A medida do tribunal significa que o veredicto de junho da Sétima Corte de Apelações dos EUA a favor de Klinger é a palavra final sobre o assunto. A corte argumenta que as 50 obras de Sherlock Holmes publicadas antes de 1923 são de domínio público, já que as proteções dos direitos autorais expiraram.

O tribunal de apelações afirmou que só as dez últimas obras protagonizadas pelo detetive, que foram publicadas entre 1923 e 1927 e cujos direitos autorais só vencem depois de 95 anos, exigem proteção.

Klinger é o editor de “The New Annotated Sherlock Holmes” e outros livros com o personagem. Ele havia pago uma licença ao espólio por um trabalho anterior, mas o processou depois de se recusar a pagar outra taxa por um compêndio de novas histórias de Holmes que ele e a co-editora Laurie King estavam editando, “In the Company of Sherlock Holmes”.

Sua editora, a Pegasus Books, recusou-se a publicar a obra depois que o espólio de Conan Doyle ameaçou suspender as vendas no site Amazon.com e na livraria Barnes & Noble a menos que recebesse mais uma taxa.

Após disputa, Sherlock Holmes permanece em domínio público

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Publicado por Folha de S.Paulo

A história de “Sherlock Holmes” permanecerá em domínio público, apesar das tentativas de manter os diretos autorais sobra a obra, levadas à justiça pelos administradores do espólio do escritor Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930).

A corte americana decidiu nesta segunda (4) em favor de um editor que brigava na justiça pelo livre uso da história do famoso detetive britânico, criado por Doyle no final do século 19.

A disputa entre o editor de livros Leslie Klinger e os atuais administradores da herança de Doyle teve início no ano passado. Na ocasião, os herdeiros exigiram que Klinger pagasse uma licença para publicar uma nova antologia do detetive, o que levou o editor a abrir um processo na justiça contra os gestores.

Os atores Benedict Cumberbatch (à esq., como Sherlock Holmes) e Martin Freeman (como John Watson), na série de TV 'Sherlock', da BBC/ Robert Viglasky/BBC

Os atores Benedict Cumberbatch (à esq., como Sherlock Holmes) e Martin Freeman (como John Watson), na série de TV ‘Sherlock’, da BBC/ Robert Viglasky/BBC

Na época, a corte decretou que todas as histórias de Holmes publicadas antes de 1923, ou há mais de 90 anos, pertencem agora ao domínio público. Ou seja, não é necessário uma licença para utilizá-las.

Insatisfeitos, os administradores recorreram a decisão, alegando que a personalidade ficcional do personagem não pode ser dividida em aspectos protegidos ou não por copyrights.

Com esta divisão, aspectos mencionados pela primeira vez em livros publicados após 1923 não podem ser utilizados em reinterpretações da obra, sem que se pague uma licença por elas. Cerca de dez histórias sobre o detetive foram publicadas depois de 1923.

Mesmo assim, a corte decidiu novamente a favor do editor, alegando que vai contra as leis dos Estados Unidos conceder 135 anos de proteção dos direitos autorais, tal como é exigido pelos herdeiro. Em sua decisão, o juiz do caso considerou a demanda uma “forma de extorsão”, e a atuação de Klinger, um “serviço público”.

Grandes empresas que realizaram adaptações da história do detetive, como a Warner Bros e a HBO, pagaram a licença requerida pelos donos do espólio.

No Brasil e no Reino Unido, o prazo para uma obra entrar em domínio público é de 70 anos após a morte de seu autor, o que significa que todos os livros de Conan Doyle podem ser reeditados e adaptados livremente nos dois países.

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