Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged distopias

Distopias políticas vão ganhar novas edições em 2017!

0

46018-1

Teca Machado, no BurnBook

Depois de ter passado para o topo da lista de mais vendidos dos EUA no mês passado, uma das distopias políticas mais conhecidas do mundo, 1984, de George Orwell, vai ganhar uma nova capa e uma nova edição de capa dura.

Outra distopia política/científica que ganhou nova identidade foi O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale), de Margareth Atwood. Ambos os livros serão publicadas pela Houghton Mifflin Harcourt, uma editora americana volta para obras educacionais.

Em 1984, publicado em 1949, os personagens “vivem aprisionados na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico”. Especialistas dizem que 1984 voltou a ser best-seller justamente quando o presidente americano Donald Trump assumiu o governo. Coincidência? Talvez. De qualquer modo, uma adaptação do livro será encenada na Broadway a partir de junho.

Já O Conto da Aia, lançado em 1985, “passa-se num futuro próximo, na República de Gilead – antigos Estados Unidos da América – em uma teocracia totalitária cristã que derrubou o anterior governo democrático americano. O regime instaurado é fortemente caracterizado por uma divisão social semelhante às castas; cada membro da sociedade ocupa um lugar fixo na hierarquia social, desempenhando assim uma função específica”. O motivo de essa distopia ter voltado a ser lida pelos americanos é o anúncio que de que em breve uma série baseada nela será lançada na plataforma Hulu e tem como protagonista Elizabeth Moss, de Mad Men.

Fonte: Publishers Weekly

A Cuca Recomenda: A Torre Acima do Véu

0

Karen, no Por Essas Páginas

Hoje a Cuca vem acompanhada de uma Cuquete nessa resenha. A Torre Acima do Véu, da Giz Editorial, foi lançado durante a Bienal do Livro de São Paulo desse ano e é claro que nós fomos lá no estande conferir, adquirir e tietar a queridíssima Roberta Spindler. A Cuca aqui já conhecia o trabalho dela desde Contos de Meigan e já tinha lido também o conto que originou o livro: A Torre Árabe. Portanto, sabendo do talento da Roberta, indiquei o livro para todas as meninas aqui no blog, mas só uma delas conseguiu ler em meio à super pilha, então essa resenha vem acompanhada da opinião da [email protected]. Ah, e as minhas opiniões estarão em verde. ‘Bora pra uma resenha dupla?

A_TORRE_ACIMA_DO_VEUQuando uma densa e venenosa névoa surge misteriosamente, pânico e morte tomam conta do planeta. Os poucos sobreviventes se refugiam no topo dos megaedifícios e arranha-céus das megalópoles. Acuados, vivem uma nova era de privações e sob o ataque constante de seres assustadores, chamados apenas de sombras. Suas vidas logo passaram a depender da proteção da Torre, aquela que controla os armamentos e a tecnologia que restaram. Cinquenta anos se passam, na megacidade Rio-Aires, Beca vive do resgate de recursos há muito abandonados nos andares inferiores, junto com seu pai e seu irmão. A profissão, perigosa por natureza, torna-se ainda mais letal quando ela participa de uma negociação traiçoeira e se vê cada vez mais envolvida em perigos e segredos que ameaçam muito mais do que sua vida ou a de sua família.” Fonte

Estava super empolgada quando comecei minha leitura de A Torre Acima do Véu, durante a Maratona Brasuca. O livro é uma distopia que fala sobre o que aconteceu com a humanidade após uma névoa misteriosa invadir o mundo e dizimar grande parte da população, transformando uma outra parte em seres sinistros chamados de sombras, que costumam raptar as pessoas, criando um clima tenso e de pavor no restante da civilização. Os sobreviventes abrigaram-se no topo de megaedifícios, acima do véu. Além disso, alguns humanos adquiram habilidades especiais devido à exposição à névoa, e Beca, a protagonista, é um desses humanos especiais; ela é uma saltadora, ou seja, tem uma facilidade acima da média para realizar grandes saltos, o que é bem útil no seu trabalho: resgate de recursos nos andares inferiores, saltando de prédios em prédios.

Gostei muito de toda essa ideia do véu e dos megaedifícios, um tipo de distopia bastante original, que ainda não tinha se visto por aí nesse mar de livros do gênero. (Quando vi a capa fiquei encanada de que fosse algo do tipo “Divergente”. Pra quem leu ou assistiu o filme vai entender o que estou dizendo. Mas não, foi bem diferente mesmo!) Já tinha gostado muito da ideia quando li o conto que originou o livro, e os primeiros capítulos são quase uma transcrição fiel desse texto. Para mim, que já tinha lido o conto antes, isso foi um pouco frustrante e diminuiu o ritmo da leitura, simplesmente pelo fato de que eu já tinha lido tudo aquilo antes, mas sei muito bem que é uma parte importante da história e que deve ser contada para os leitores que não tiveram esse contato prévio com o texto. (Realmente, como não li o conto eu precisava de todas as informações.)

A narração em terceira pessoa é intercalada com transmissões da Torre, que demonstram como o lugar tem uma influência nem sempre benigna na megacidade de Rio-Aires, por seu poder e por controlar a maioria dos suprimentos. O livro segue num clima tenso, de suspense e ação, enquanto Beca e sua família ficam na mira da Torre por causa de uma negociação que deu errado. Há ainda a desconfiança a respeito de Rato, um informante que guarda muitos outros segredos; esse foi um personagem cheio de potencial, o que mais me interessou, mas em algum ponto ele acabou se perdendo um pouco no livro. Já com Beca, a protagonista, não consegui criar nenhuma ligação, talvez pelo fato de que ela seja bastante arrogante, pretensiosa e seja descrita em grande parte do tempo como uma personagem praticamente sem falhas, quase perfeita, e que faz tudo do jeito certo. Isso me desagradou e atrapalhou bastante a minha leitura; apesar da ação e da trama transcorrer de maneira instigante, os personagens não me cativaram, o que fez com que eu não criasse conexões reais com eles durante o livro e não me importasse tanto quando deveria com seus destinos.

Não tive estes problemas de identificação não. Até porque não achei que Beca fosse perfeitinha demais, pelo menos não por trás da fachada dela. Fiquei com a impressão que a ideia era mesmo passar a fachada de durona e arrogante como defesa, mas que no fundo ela é apenas uma garota que teve que, literalmente, lutar por sua vida desde muito pequena e isso fez com que erguesse barreiras. Mas o personagem Rato poderia mesmo ser mais explorado. Senti falta de mais informações e mais foco nele.

Há algumas incoerências durante o texto e coisas mal explicadas que me pareceram pressa na hora de escrever o livro e, principalmente, uma falha da edição da Giz. Foram fatos, às vezes simples, que poderiam ter sido apanhados em uma edição um pouco mais crítica, mas que perturbam durante a leitura mais atenta. Por outro lado, não encontrei erros de revisão e a ambientação foi ótima, o leitor realmente se insere naquele cenário, uma humanidade destruída por uma catástrofe, a reunião de culturas brasileiras e argentinas, devido à ligação clara entre Rio de Janeiro e Buenos Aires na megacidade Rio-Aires. Também gostei bastante da capa, que deu o tom certo ao livro e tem tudo a ver com a história.

Bom, não posso falar com tanta propriedade quanto minha amiga escritora sobre pressa na hora de escrever ou falha de edição, mas também senti que algumas coisas foram mal explicadas ou mal amarradas. Isso me causou uma certa frustração. Sou curiosa demais e fico questionando as coisas! Mas a ambientação realmente me levou pra dentro deste mundo distópico da autora. Posso dizer que quando leio “viajo”, e neste caso até pude imaginar cheiros e texturas. As descrições são boas assim!

O livro termina com um certo gosto amargo e com várias assuntos pendentes, pedindo e, mais ainda, indicando que um segundo volume deve chegar por aí, ou até mais. Fiquei um pouco decepcionada, pois esperava um romance único, já que não houve nenhuma indicação, nem no livro, nem no marketing, nem ao menos no Skoob, de que essa seja uma série. Isso sempre me deixa frustrada porque gosto de saber quando estou iniciando uma. Digo o mesmo! Quero saber quando avaliar o final de um livro ou esperar pelo próximo. Quanto ao final meio amargo, eu gosto. A única coisa é que neste caso você fica mesmo na dúvida se vem uma continuação. Mesmo assim, se você curte distopias e uma trama recheada de ação, vale a pena arriscar-se sob o véu e tirar suas próprias conclusões.

Mesmo com os detalhes mal amarrados e a dúvida em relação ao final (se será ou não uma série), foi um livro que me prendeu bastante e que curti muito a leitura. Achei as partes de ação bastante dinâmicas me fazendo querer continuar e continuar até acabar! Acho mesmo que vale a pena conhecer o que há acima… e abaixo do véu também!

Ficha Técnica

Título: A Torre Acima do Véu
Autor: Roberta Spindler
Editora: Giz Editorial
Páginas: 272
Avaliação da Cuca: star3
Avaliação da Cuquete [email protected]: star4

10 diferenças entre as distopias “Divergente” e “Jogos Vorazes”

1

distopias "Divergente" e "Jogos Vorazes"

Publicado na Tribuna da Bahia

Para aqueles que nunca leram “Divergente” ou “Jogos Vorazes”, as obras parecem ser praticamente iguais: as protagonistas são garotas adolescentes fortes que precisam lidar com a alta vigilância e os desafios do mundo distópico em que vivem.

No entanto, apesar de terem um mote parecido, as franquias teen têm suas diferenças. Com o lançamento, neste mês, de “Convergente”, livro que dá o desfecho da série criada por Veronica Roth, o parceiro iG ON decide tirar todas as dúvidas daqueles que ainda confundem a história de Tris com a de Katniss.

Tris x Katniss
Tris sempre se sentiu um pouco diferente dos demais, já que era muito mais impetuosa, esquentada e tinha facilidade em mentir para as pessoas. Já Katniss é desconfiada e caladona, por isso anda pelo Distrito 12 com cara de poucos amigos. Ela se sente melhor na solidão da natureza do que entre as pessoas.

Quatro x Peeta
Alto e atlético, Quatro foi o treinador de Tris no processo de iniciação da Audácia. Cheio de segredos e meio fechadão, o rapaz de 18 anos é um mistério para ela. Filho de um padeiro, Peeta, por sua vez, não faz o tipo comum de galã. Ele é claramente apaixonado por Katniss e faz de tudo pela garota. A heroína corresponde o sentimento o protegendo dentro da arena dos Jogos Vorazes.

Facções x Distritos
Na história de Veronica Roth o mundo foi dividido, de acordo com as virtudes que eles consideravam mais importantes, em cinco facções — Abnegação, Amizade, Franqueza, Erudição e Audácia — depois de uma grande guerra. Os Distritos de Suzanne Collins foram criados para possibilitarem um maior controle dos habitantes de Panem e para que, isolados um dos outros, eles exercessem apenas seu afazeres, não tendo como discutirem a situação em que vivem.

Chicago x Panem
“Divergente” se passa em uma versão distópica da cidade de Chicago, onde, em meio às ruínas, as cinco facções convivem em harmonia, cada um desempenhando um papel na manutenção da sociedade, tomando as decisões através de um conselho. “Jogos Vorazes”, no entanto, tem como locação um país fictício, Panem. Dividido em 12 distritos, este lugar vive sob o poder do regime totalitário da Capital. Ao contrário dos moradores dos distritos, onde há fome e privações, os habitantes da Capital têm um estilo de vida baseado no prazer e no desperdício.

Jeanine Matthews x Presidente Snow
Enquanto Jeanine é uma mulher elegante e excepcionalmente inteligente, o Presidente Snow é um senhor de idade com um hálito que cheira a sangue. A líder da Erudição escreve artigos contra a Abnegação com a pretensão de assumir o controle das cinco facções. Snow, por sua vez, quer apenas manter o poder em suas mãos promovendo, todos os anos, os Jogos Vorazes.

Teste de aptidão x A Colheita
Em ambas as sagas, as protagonistas passam por “ritos de passagem”. Em “Divergente”, os jovens de 16 anos passam por um teste: em uma simulação, situações de perigo mostram as aptidões para cada facção. Já em “Jogos Vorazes”, meninas e meninos de 12 aos 18 anos participam de um sorteio, A Colheita, onde são sorteados aleatoriamente os nomes dos dois tributos que representarão seus distritos nos Jogos Vorazes.

Caleb x Prim
Tanto Tris como Katniss têm uma ligação muito forte com seus irmãos. A protagonista de “Divergente” tem quase a mesma idade do irmão mais velho Caleb. Os dois passam pelo teste de aptidão juntos, onde seus caminhos acabam sendo separados. Em “Jogos Vorazes”, Katniss sempre cuidou de sua irmã mais nova, Prim. Tanto que, quando ela é sorteada na Colheita, ela se voluntaria vai para a arena da morte em seu lugar.

Treinamento x Jogos Vorazes
A grande diferença entre as histórias de Roth e Collins são as situações de risco em que as protagonistas são colocadas. Ao passar pelo teste de aptidão, Tris escolhe ir para a facção da Audácia. Para se tornar um membro, ela passa por um rigoroso e competitivo processo de iniciação que inclui aulas de lutas e de tiro. Muito diferente do que Katniss encontra na arena da morte: ali ela precisa usar habilidades que aprendeu durante a vida para sobreviver a uma competição em que outros jovens como ela precisam matar uns aos outros.

Veronica Roth x Suzanne Collins
Enquanto Veronica Roth, de “Divergente”, é ainda uma “novata”, Suzanne Collins, autora de “Jogos Vorazes”, é veterana no mundo da literatura de jovens adultos. Roth era uma universitária do último ano quando escreveu a trajetória de Tris, que chegou às lojas em 2011, durante as férias de inverno. Até então, ela tinha escrito alguns contos, mas nunca havia publicado nada. Em 2008, quando “Jogos Vorazes” foi lançado, Collins já tinha escrito uma coleção inteira, “As Crônicas do Subterrâneo”, composta por cinco livros, e trabalhava como roteirista do canal Nickelodeon.

Shailene Woodley x Jennifer Lawrence
Apesar de Jennifer Lawrence, a intérprete de Katniss, ser um ano mais velha do que Shailene Woodley, que interpretará Tris no cinema, a segunda atriz começou a trabalhar um pouco antes. Em 1999, Woodley estreou fazendo uma ponta no filme para TV “Replacing Dad”. Sua carreira sempre foi voltada para o drama, tanto que recebeu uma nomeação ao Globo de Ouro por “Os Descendentes”. Ela ficou mais conhecida nos EUA com a série “A Vida Secreta de uma Adolescente Americana”. Além de “Divergente”, Shailene protagoniza, neste ano, o longa “A Culpa é das Estrelas”. J-Law, por sua vez, estreou em uma participação humorística no seriado “Monk”, em 2006. Depois disso fez séries de comédia, como a “The Big Engvall Show”, que foi ao ar de 2007 a 2009. Mas foi no drama que ela se destacou: em 2011, a artista foi indicada ao Oscar por “Inverno da Alma”. Em 2013, levou a estatueta de melhor atriz por “O Lado Bom da Vida”.

Go to Top