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Posts tagged Dito

Quem tem medo dos críticos?

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Daniel Prestes, no Vá ler um livro

Tenho percebido a algum tempo que blogs literários dificilmente tem muitos comentários, salvo algumas exceções e, é mais raro ainda que, quando há, o leitor fuja do já dito pelo autor ou, ainda, apresente argumentos para justificar a concordância. No geral, os comentários se resumem a um “concordo plenamente”, “assino embaixo” e suas variações.

E aí eu me pergunto: Que tipo de leitores estamos formando? Que tipo de leitor é esse que não consegue reestruturar o pensamento posto pelo texto? Que leitor é esse, que não consegue apontar elementos no que está escrito para a sua concordância? Que gosta de tudo, porque achasse contemplado ipsi literis, vírgula por vírgula, em cada ponto?

É ainda pior quando, conversando com algumas pessoas, ouço as seguintes justificativas: “tenho medo de parecer tolo”, “não sei o que comentar” e “e se eu estiver errado?”.

Ora, você leu o texto e tem sua experiência de vida, de leitura de outros textos, assim, não me parece possível que você não tenha nada a acrescentar ao que está posto. Posicionar-se nos comentários, ir além do gostei, é também parte do ato de ler, pois nele, você constrói um sentido, “re”-significa e entra em diálogo com o autor. É justamente por isso que temos o espaço para comentários, para que esse diálogo aconteça e, quando isso ocorre, é uma dádiva, porque você trabalha os sentidos postos no texto e faz com que o autor trabalhe ainda mais as suas próprias ideias.

O crítico, o cara que escreve o artigo de opinião não é detentor da verdade, ele é alguém que olha o mundo sob uma determinada perspectiva, essa a qual ele lhe convida a conhecer, e quando você entra em contato com ela, a sua própria noção de mundo se alarga e expande.

Porque não oferecer essa mesma oportunidade de alargamento ao autor do texto que você leu? Porque não sair dessa postura passiva de leitura, de recolha de ideias e entrar no jogo do diálogo e, assim, ser um participante na construção de conhecimento?

A crítica precisa de críticas. A crítica precisa do diálogo.

Professor de SP que faltar vai receber bônus menor

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Fábio Takahashi, na Folha de S.Paulo

A Prefeitura de São Paulo decidiu diminuir o valor do bônus pago aos professores que tiverem faltas neste ano.

Até o ano passado, ausências ao trabalho poderia significar redução de até 50% no valor (pago geralmente em duas parcelas). Agora, o peso das faltas subiu para 90%.

Os outros 10% referem-se à proporção de vagas a estudantes ocupadas na escola (que antes eram 50%).

Desde que assumiu a prefeitura, a gestão Fernando Haddad (PT) tem dito publicamente que o número de ausências é uma das principais dificuldades para a melhoria no ensino no município.

Segundo a Folha apurou, em 2012, em média, cada professor faltou 30 dias.

Como no ano passado, a gratificação será de R$ 2.400. Terão o desconto professores que tiverem faltas por licença médica, abonadas, justificadas, injustificadas, para tratar de assuntos particulares ou os que se afastarem para outros órgãos.

Cada tipo de ausência tem um peso. A que impacta menos é a de licença médica. As referentes a assuntos particulares e afastamentos para outros órgãos são as com os maiores impactos.

Se o docente faltar quatro vezes ou mais devido a assuntos particulares, por exemplo, receberá até R$ 22. Se faltar dez vezes devido a licenças médicas, ganhará até R$ 1.728.

“Não vemos como uma punição a quem faltar, mas um incentivo à assiduidade”, afirmou o secretário de Educação, Cesar Callegari.

Segundo ele, mesmo as faltas por licença médica descontarão do bônus porque a prefeitura criou um programa específico para melhorar a saúde dos docentes, que prevê ações como exames e vacinas aos educadores.

Os números apurados pela Folha mostram que 50% das faltas em 2012 ocorreram devido a motivos de saúde.

A primeira parcela do bônus será pago nos próximos dias. A segunda parcela será em janeiro de 2014 -quando haverá os eventuais descontos. Caso os cortes sejam maiores que essa parcela, haverá desconto no salário.

No ano que vem, será considerado ainda a nota das escolas no Ideb, exame federal a alunos da rede pública, aplicado a cada dois anos.

10 famosos personagens literários mais novos do que você imagina

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Lorena Robinson, no Literatortura

Quando um autor cria uma personagem, ele ou ela confere a sua pessoa fictícia atributos e características específicas – como idade, aparência, certas propensões – que, combinadas, fundamentam uma personalidade determinante para toda a trama. Algumas características são marcantes, icônicas e essenciais para o desenrolar e coerência do enredo; outras são responsáveis por fornecer ao leitor prazerosas divagações a respeito da personagem, através de uma “visualização mental”, fruto da nossa imaginação, possível apenas pelos elementos fornecidos pelo autor. Há características inerentes a personagem, no entanto, que podem não ser explícitas na página. Mas seja a personagem plenamente apresentada ou não, não podemos prever o que acontecerá a ela quando determinados meios culturais a alcançarem; especialmente a indústria cinematográfica.

Dito isso, prepare-se para chocar-se com 10 personagens literários que são significativamente mais novos do que você (provavelmente) imagina.

Holly Golightly: 18 anos

Para alguns a surpresa começa no fato do filme ser uma adaptação. O livro homônimo ao filme (Breakfast at Tiffany’s – Bonequinha de Luxo, no Brasil), de Truman Capote, apresenta a personagem Holly Golightly, que tornou-se icônica após a encarnação vencedora de Oscar de Audrey Hepburn – a princesa dos olhos dos amantes de retrô. Muitos se surpreenderão ao descobrir que no romance de Capote, Holly é colocada como uma adolescente, enquanto Hepburn tinha 31 anos quando começaram as filmagens. Truman Capote não ficou muito contente com a escolha – ele queria como Holly ninguém menos que Marilyn Monroe, ainda mais velha que Audrey.

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Scarlett O’Hara: 16

Protagonista no romance de Margaret Mitchell’s, …E O Vento Levou e no posterior filme de mesmo nome, Scarlett tinha apenas 16 anos no início do livro (e no início da Guerra Civil). A mesma idade com que ela casa, tem um filho e então torna-se viúva. Ao final do romance, ela tem 28 anos de idade e, como são fadados os personagens literários particularmente vibrantes, já viveu diversas histórias dignas de drama. E O Vento Levou é considerado um dos filmes mais vistos de todos os tempos, assistido por mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Scarlett foi interpretada por Vivien Leigh, com cerca de 26 anos na época, que acabou ganhando um Oscar pelo papel.

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Miss Havisham: 37 a 50 anos.

Sempre que surge uma adaptação cinematográfica de Great Expectations (da obra homônima de Charles Dickens), surgem junto questões a respeito da idade de Miss Havisham. Tradicionalmente, ela é retratada como uma idosa, mas não sem embasamento no próprio romance, no qual Pip a descreve como “um esqueleto” e uma “figura de cera”. Mas, dependendo de como você faz as contas, chega-se a conclusão de que ela tem entre 37 e 50 anos; considerando que os eventos do romance decorrem 25 anos após ela ser abandonada no altar, e que as pessoas casavam-se muito novas naquela época. Envelheceu precocemente por conta de todo o desgosto? Provavelmente. Mas uma idosa? Na verdade, não.

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Tintin: 17

Talvez alguns conheçam pela história em quadrinhos de Hergé, As Aventuras de Tintin, ou mesmo pela adaptação cinematográfica de Steven Spielberg e Peter Jackson. De qualquer forma, é capaz que você tenha se surpreendido.

“Quando pensei nele pela primeira vez,” disse Hergé em uma entrevista extremamente encantadora com uma criança francesa (link: aqui!), “Eu o imaginei como tendo entre 14 ou 15 anos de idade. Mas agora, digamos que ele tenha 17. Ele envelheceu somente 3 anos no decorrer de 50, está ótimo!”. Como Hérge pontua na entrevista, Tintin é deveras maduro para a sua idade. – Mas então como ele sabe pilotar todos aqueles aviões? – Ao que parece, ele apenas aprende tudo bem, bem rápido.

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Canção ‘Octopus’s garden’, de Ringo Starr, vai virar livro infantil

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O ilustrador Ben Cort será o responsável pelos desenhos

O ex-Beatles Ringo Starr vai lançar livro infantil Agência O Globo

O ex-Beatles Ringo Starr vai lançar livro infantil Agência O Globo

Publicado em O Globo

RIO – A canção “Octopus’s garden”, escrita por Ringo Starr, vai se tornar um livro infantil de figuras. O ilustrador Ben Cort, conhecido pela série “Aliens love underpants”, será o responsável pelos desenhos.

“É uma grande satisfação trabalhar com Ben Cort e a (editora) Simon & Schuster para as futuras aventuras do ‘Octopus’s garden’. Paz e amor, Ringo”, disse o ex-baterista dos Beatles em comunicado aos fãs.

O livro, que será lançado em outubro no Reino Unido, virá acompanhado por um CD com uma leitura feita por Ringo e uma versão inédita da canção, originalmente feita para o álbum “Abbey Road”, de 1969.

A ideia da música surgiu depois de uma viagem de barco que pertencia ao humorista Peter Sellers pela Sardenha, em 1968. Ringo pediu peixe e batatas de almoço, mas, no lugar, veio uma lula. O comandante do barco teria dito ao músico que polvos carregavam objetos brilhantes do fundo do mar para construir “jardins” perto de suas cavernas. “Octopus’s garden”, em português, é “Jardim do polvo”.

Sasha Grey: a ex-estrela pornô lança o seu primeiro romance

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Entrou em mais de 200 filmes para adultos, mas nos últimos anos deu um novo rumo à sua carreira. Agora estreia-se na literatura.

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Publicado por Público

Entrou em mais de 200 filmes para adultos, mas nos últimos anos a americana Sasha Grey, 25 anos, tem dado um novo rumo ao seu percurso.

Primeiro foi a protagonista do filme The Girlfriend Experience de Steven Soderbergh, tendo depois participado em vários projectos no universo da arte contemporânea (por exemplo, o artista plástico Julião Sarmento criou retratos dela) e lançou-se também na música com o projecto aTelecine, para além de actuar regularmente na condição de DJ pelo mundo. Faltava a literatura.

Dizemos faltava, porque acaba de lançar o seu primeiro romance, The Juliette Society, à volta de uma mulher que entra para um clube secreto, explorando os universos do sadomasoquismo. Trata-se de uma novela erótica que está a gerar enorme expectativa. Em Inglaterra diz-se mesmo que o seu livro se poderá tornar no sucessor do enorme sucesso de Cinquenta Sombras de Grey de EL James (Lua de Papel) , o livro em torno do sexo que se tornou num êxito o ano passado, vendendo pelo mundo cerca de 40 milhões de cópias.

O livro vai ter edição em mais de 40 territórios e, ao que parece, Hollywood já mostrou interesse em passar a história para o ecrã. Sasha Grey retirou-se da indústria porno há quatro anos. Agora escreve sobre Catherine, uma jovem estudante de cinema, que entra para um clube de sexo secreto. À imprensa tem dito que tentou criar qualquer coisa de muito diferente. “A maior parte das novelas desde género existem num mundo híper-fantasista, na linha das comédias românticas. Eu quis criar qualquer coisa que as pessoas pudessem sentir que lhes poderia acontecer também a elas. O meu personagem não anda à procura do par ideal.”

No livro, sexo e violência, andam a par, o que tem gerado algumas críticas junto das poucas pessoas que já leram a obra. Mas ela defende-se: “algumas coisas podem ser vistas como ofensivas por algumas pessoas, mas é preciso entender que existe uma larga comunidade de pessoas à volta do mundo que se sente ostracizada pelas suas manias sexuais e é necessário falar disso de uma forma totalmente aberta”, justificou.

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