Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged DNA

Microsoft consegue armazenar vídeos e livros em DNA humano

0
Memória: o DNA pode guardar uma enorme quantidade de dados por milhares de anos

Memória: o DNA pode guardar uma enorme quantidade de dados por milhares de anos

 

Marina Demartini, na Exame

São Paulo – No futuro, talvez você não precise de um pen drive para salvar seus arquivos, mas apenas do seu DNA. A Microsoft conseguiu escrever cerca de 200 MB de dados na estrutura de um DNA. Entre as informações estavam 100 clássicos da literatura e um vídeo da banda americana OK Go.

Está é a maior quantidade de dados já gravados em um DNA. O recorde anterior, estabelecido em junho deste ano, era de 22 MB. “É mil vezes mais do havia sido feito no ano passado. Apenas demonstrar que podemos ampliar nossos métodos, já é algo muito importante”, disse Luis Ceze, professor da Universidade de Washington (instituição parceira da Microsoft) ao site Mashable.

Uma das vantagens do DNA é que, em teoria, ele pode guardar enormes quantidades de informação. Karin Strauss, pesquisadora-chefe da Microsoft, disse em entrevista para o MIT Technology Review que estima que uma caixa de sapatos cheia de DNA poderia deter o equivalente a 100 centros de dados gigantes.

Além disso, se mantido em um local fresco e seco, a estrutura pode manter os dados por até milhares de anos. Para vias de comparação, a fita magnética utilizada para guardar arquivos por longos períodos de tempo duram algumas décadas.

O motivo para realizar o projeto, segundo Strauss, está relacionado ao fato de que tecnologia de armazenamento não está evoluindo na mesma velocidade que a quantidade de dados cresce.

Mas o que está nessa fita de DNA? Além dos livros e do vídeo, também foram armazenadas cópias da Declaração Universal de Direitos Humanos em várias línguas e o banco de dados da Crop Trust, um órgão que protege a diversidade de cultivos.

Aliás, os pesquisadores colocaram o clipe musical, pois “eles [a banda] são inovadores e estão trazendo diferentes coisas de áreas distintas para a sua área, e nós sentimos que estamos fazendo algo similar”. Veja o vídeo da música abaixo:

Como o armazenamento foi feito

Você lembra quando o professor de biologia explicou que cada cadeia de DNA é constituída por um padrão repetido de quatro bases químicas: adenina (A), citosina (C), guanina (G) e timina (T)? Para tornar os dados compatíveis com o DNA, os pesquisadores precisaram converter os 1s e 0s de arquivos digitais binários para essas letras: ACGT.

A segunda parte do armazenamento foi feita com a ajuda da empresa Twist Bioscience. Os cientistas converteram os dados recém-mapeados em DNA sintético. Ceze explica que o DNA natural já é um dispositivo de armazenamento, afinal ele é usado para guardar as informações sobre os genes. “Nós estamos apenas mapeando um tipo diferente de dado na estrutura.”

Para tornar possível a leitura dos dados, os pesquisadores utilizaram uma técnica chamada de “reação em cadeia de polimerase”. Ela serve para amplificar as fitas do DNA. Desse modo, os cientistas conseguiram retirar um pedaço da estrutura e converte-la em bits para que as informações pudessem ser lidas em uma memória RAM codificada.

Apesar de a iniciativa ser incrível, ela custa caro. Strauss acredita que o valor para escrever e ler o DNA irá cair com o decorrer dos anos. Ceze também especula que em futuro próximo esse processo será rápido e barato. “Eu acho que é justo dizer que nós iremos ver algo concreto nesta década e isso vai afetar a vida das pessoas e o uso de computadores.”

DNA revela identidade de Jack, o estripador, garante novo livro

0

Segundo empresário, assassino era imigrante polonês de 23 anos.
Análise foi feita em xale ensanguentado de uma das vítimas.

HULTON ARCHIVE/GETTY IMAGES

HULTON ARCHIVE/GETTY IMAGES

Publicado por G1

Jack, o estripador, um assassino em série que aterrorizou Londres nos anos 1880, foi finalmente identificado a partir de material genético presente em um xale ensanguentado de uma de suas vítimas, de acordo com um novo livro.

O autor Russell Edwards identifica o imigrante polonês Adam Kosminski, de 23 anos, como o célebre serial-killer, acusado dos violentos assassinatos de pelo menos cinco mulheres em 1888.

Em seu livro “Naming Jack the Ripper”, que será lançado na terça-feira (9), um empresário do norte de Londres liga Kosminski aos crimes através do DNA encontrado em um xale apreendido por um policial na cena do crime do quarto assassinato cometido por Jack, o de Catherine Eddowes.

O xale, que nunca foi lavado e foi mantido em segurança por descendentes do policial, foi comprado por Edwards em um leilão em 2007.

Com a ajuda de especialistas em genealogia que encontraram os descendentes de Eddowes e Kosminksi e auxiliados pela atual tecnologia de reconhecimento por DNA, Edwards afirma ter sido possível confirmar a autenticidade do xale e atribuir os assassinatos a Kosminski.

Jack, o estripador, ganhou fama com uma série de assassinatos na região leste de Londres no final do século XIX. Seus alvos eram prostitutas do então empobrecido distrito de Whitechapel.

De acordo com o livro, Kosminski, que havia imigrado com sua família da Polônia para a região leste de Londres antes dos assassinatos, era conhecido pela polícia como um potencial suspeito.

Ele foi internado em um manicômio em 1891 e posteriormente morreu devido a uma gangrena.

A teoria de Edwards é a mais recente tentativa de descobrir a identidade do assassino cuja história deu origem a uma série de livros e filmes e que continua fascinando interessados até hoje.

Em 2002, a autora de romances policiais Patricia Cornwell pensou ter descoberto o DNA de Jack, o estripador, ligando-o ao artista britânico Walter Sickert, que gostava de pintar cenas mórbidas, algumas com cenas de violência contra mulheres.

Go to Top