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Posts tagged doação de livros

Shopping aceita livro como forma de pagar estacionamento

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Livros: o resultado da campanha será transformado em doação . Thinkstock/Connel_Design

Livros: o resultado da campanha será transformado em doação . Thinkstock/Connel_Design

Publicado na Exame

São Paulo – O Shopping Valinhos promove, a partir de hoje (24), uma campanha diferente para incentivar a leitura e a cultura no município.

Durante onze dias, a empresa vai abrir mão da receita do estacionamento e permitir que os clientes paguem o ticket com a doação de um livro em bom estado. A ideia é contagiar as pessoas e incentivar a troca de conhecimento que os livros proporcionam.

“Doar livro é doar conhecimento. É comum as pessoas terem livros parados dentro de casa. Em alguns casos, até esquecidos. Então, pensamos: por que não incentivar nossos clientes e colocarem este conhecimento para circular? Ler é uma experiência maravilhosa, não importa qual idade a pessoa tenha”, destaca o coordenador de Marketing do Shopping, Rhuann Destro.

Com a ação, o Shopping Valinhos quer mostrar que um único livro pode ser lido por centenas de pessoas e que a doação é o caminho mais fácil para atingir esta meta.

O resultado da campanha será transformado em doação. Os livros arrecadados ficarão expostos próximo ao guichê de pagamento do estacionamento e disponíveis para quem quiser ler e/ou levar para si.

Os que permanecerem no Shopping serão doados aos Patrulheiros de Valinhos, entidade fundada há 45 anos e que atende, atualmente, a mais de 200 jovens.

Menina de nove anos doa livros no Minhocão, em SP: ‘Educação muda vidas’

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Jéssica Nascimento, em UOL

Ela ganhou o seu primeiro livro quando tinha apenas três meses. O exemplar, de plástico, era utilizado para brincadeiras na hora do banho. Hoje, com nove anos, a paulista Giovanna Zambaldi Pampolin tem um acervo de dar inveja em qualquer adulto apaixonado por leitura. Com tantas obras em casa, “a menina que doa livros” decidiu compartilhá-las aos domingos de 15 em 15 dias no Elevado Presidente Costa e Silva, conhecido como Minhocão.

A ideia surgiu há pouco mais de oito meses. Na “biblioteca pública” de Giovanna podem ser encontrados livros infantis das mais diversas temáticas, como conto de fadas, clássicos infantis, aventuras e gibis. Para os adultos há romance, suspense, poesia, crônicas, livros de fotografia, livros técnicos de comunicação, história e até biologia.

Segundo o fotógrafo e pai de Giovanna, Paulo Henrique Pampolin, 44, não há um registro de quantos livros já foram doados no Minhocão. “Sabemos que foram muitos. Sempre estamos comprando novos, que após lermos, são doamos também”.

Na biblioteca pública ninguém precisa devolver os livros. O único compromisso firmado é de após a leitura, a obra seja doada para outra pessoa. “Não queremos que o livro simplesmente troque de estante, passe da nossa para a de alguém. Queremos que fique em uso constante”, diz Paulo. O projeto vem dando tão certo que a pequena Giovanna já recebe encomendas pelo Facebook.

“Quando alguém pede um livro que não temos, eu anoto o nome da pessoa, o livro, e-mail e telefone de contato. Se um dia viermos a ter a obra, avisamos”, explica Giovanna que quer ser pediatra e cientista quando crescer. O seu grande sonho é desenvolver vacinas e remédios para a população. “Nos dias de lazer amo ir ao Butantã, especialmente no Museu de Microbiologia, onde passo horas olhando bactérias no microscópio”.

Por amar química, Giovanna ganhou da mãe um laboratório que fica no subterrâneo da casa, onde ela faz suas próprias experiências. Um vídeo da estudante treinando experimentos foi divulgado em sua página, que já conta com mais de 3.400 curtidas.

“Educação é a porta para um mundo melhor”

O pai de Giovanna comemora a iniciativa da filha. Para ele, a educação é a porta de entrada para um mundo melhor. “A leitura é o acelerador para isso. Os livros são as armas que precisamos para nos desenvolver pessoalmente e também para desenvolver o país. Não existe caminho de desenvolvimento que não passe por uma profunda reforma da educação”.

Giovanna conta que lê de um a dois livros por semana. Os preferidos são de aventuras. “A educação pode mudar a vida. Lendo a pessoa fica mais inteligente”, enfatiza. A jornalista Thayse Lopes, 26, concorda com a menina. Moradora de São Paulo, ela sempre passa pelo Minhocão para ver as obras disponíveis. “Achei incrível a iniciativa. Precisamos estimular a leitura e tornar a prática o mais comum possível. Espero que o projeto se estenda para outras cidades”.

Quem quiser ajudar o projeto “A menina que doa livros” basta ir até o Minhocão nas datas marcadas, ou seja, domingo sim, outro não. Pessoas de fora de São Paulo podem enviar as obras pelos correios. O endereço pode ser solicitado na página do Facebook.

Campanha em Brasília distribui abraços e doa livros a escola

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Publicado no Terra

Quem passou pela Praça dos Três Poderes, em Brasília, na manhã deste domingo (24), viu um grupo de voluntários de uma organização não governamental distribuindo abraços. Seus integrantes também doaram livros para uma escola pública de Brasília que atende jovens em situação de rua. Os livros foram arrecadados por integrantes da ONG organização voluntária internacional AFS Intercultura Brasil.

“Distribuímos abraços para fazer o dia das pessoas melhor. Nossa missão é contribuir para a paz mundial por meio de interculturalidade e contribuir para uma melhora social”, disse Richardson Reis, presidente do comitê de São Paulo da organização. Com um papel escrito Free Hugs, que significa abraços grátis em português, Richardson foi um dos voluntários que abraçou turistas e moradores de Brasília, na Praça dos Três Poderes.

A organização ainda contabiliza os livros a serem entregues à Escola de Meninos e Meninas do Parque, localizada no Parque da Cidade. O volume da doação vai depender do espaço físico que a escola dispõe para armazenar as publicações.

A presidente do comitê de Brasília da AFS Intercultura Brasil, Júlia Herszenhut, explica por que a escola que atende jovens em situação de rua foi a escolhida. “Essa é uma escola especial que precisa de uma atenção diferenciada por atuar junto a esse público. Acho que tínhamos a obrigação de dar apoio a esses jovens”, disse. Os livros são de literatura infanto-juvenil. Segundo Júlia, apenas um autor doou 160 exemplares de uma publicação sobre o Hino Nacional.

Em março, a organização já havia promovido um evento para distribuir abraços em Brasília e divulgar sua atuação na promoção de intercâmbios culturais de jovens.

Alunos deixam livros em pontos de ônibus para incentivar leitura, em GO

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Projeto é realizado no Conjunto Riviera, em Goiânia, desde início do ano.
População, que pode levar livros gratuitamente, é estimulada a doar itens.

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Publicado no G1

Um projeto desenvolvido por alunos do Colégio Metropolitano, que fica no Conjunto Riviera, em Goiânia, visa promover o hábito pela leitura. Os estudantes deixam livros nos pontos de ônibus e, enquanto esperam pelo transporte, os usuários podem passar o tempo e adquirir cultura. Além disso, a ação incentiva que as pessoas doem os livros que não são mais usados para que outros possam usufruir do conhecimento.

O projeto “Leitura no Ponto” é realizado desde o início deste ano. “Nós vimos a necessidade de influenciar os nossos alunos para a leitura, assim como todas as pessoas do bairro em que a gente mora. Com isso, surgiu a ideia de colocar os materiais nos pontos, quando a população está ociosa. Aí, ela pode se distrair e ao mesmo tempo aprender”, afirmou a professora Iara Dias.

No total, os alunos já arrecadaram cerca de 200 livros, que foram distribuídos pelo bairro. Pelo menos três vezes na semana um grupo sai pelas ruas, acompanhado pelos diretores e professores, para repor e reorganizar as publicações. “Muita gente que não tem condições, então o projeto é um incentivo a leitura”, ressaltou a estudante Luiza Vieira.

O diretor do colégio, Paulo Cesar Arcanjo, diz que a ideia já traz resultados positivos. “O que mais impressiona as pessoas é a liberdade de poder pegar um livro e levar para casa, gratuitamente. Aí, quando a gente chega para repor esse material, as caixas continuam cheias por outros livros que foram doados por elas”, relatou.

O estudante Kelvin Leonardo, que estava em um dos pontos esperando o ônibus, aprovou a iniciativa dos alunos. “Acho interessante, pois é um tempo ocioso, que você não está fazendo nada, e qualquer leitura é bem-vinda”, disse.

Já o aposentado João Gualberto destacou que o projeto ajuda a amenizar o tempo de espera pelo transporte. “Demora, quando perde um [ônibus], tem que esperar pelo outro e, com os livros, fica melhor”, disse.

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Grupo de Joinville leva livros a 5 mil crianças do Sertão e da África

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Omunga é uma empresa criada há dois anos sem fins lucrativos mas com objetivos sociais

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Publicado em A notícia

Um solo árido de sertão regado de ideias começou a render frutos em duas cidades do Piauí. As vizinhas Betânia e Curral Novo ganharam mais de 4 mil livros que fazem a estrutura de bibliotecas construídas com recursos “de grife”. As cartilhas didáticas fornecidas pelo governo federal deram lugar às fábulas quando o projeto “Escolas do Sertão” chegou a locais onde só se entrava de jegue ou de motocicleta. A leitura de um futuro novo foi possível pela atuação da grife social Omunga, que completa dois anos em abril, com o trabalho “Livros para África”.

 

Com a chegada dos livros as províncias de Boroma, em Moçambique, e Viana, em Angola, serão 5,6 mil crianças beneficiadas pelo projeto da grife social. Um container deve aportar com livros e computadores em solo africano nos próximos meses, de acordo com Roberto Pascoal, que fundou a Omunga para ser uma empresa sem fins lucrativos e com objetivos sociais. Ele e uma equipe de voluntários criam produtos para vender e subsidiar os projetos. O carro chefe são as camisetas.

Nem só de estampas brotam os livros. Muitas empresas e até a prefeitura das cidades beneficiadas contribuem para a abertura das bibliotecas. Pascoal teve a ideia em um período sabático de quatro anos que passou na África. Hoje ele é o responsável por elaborar os planos de viabilidade. Vai aos locais que podem receber a Omunga e avalia se a comunidade tem engajamento para continuar o projeto.

— Cada lugar tem uma característica. Justamente por isso a gente se empenha tanto no diagnóstico — esclarece ele, que atravessa ainda a parte inicial e de testes dos primeiros trabalhos da Omunga.

Ao lado de Roberto existem profissionais com mais de 30 anos de carreira. É o caso da bibliotecária Maria da Luz. Os livros passam pelas mãos s experiência dela, que tem selecionado exemplares infantis, infanto-juvenis e algumas unidades voltadas a adultos. Além de oferecer tudo o que uma biblioteca tem por dentro, o projeto capacita professores a colocar a literatura dentro do plano de ensino. É preciso trabalhar na formação de leitores.

— Sem leitores não tem sentido — constata Maria, ao se referir à capacitação que incentiva os professores a contarem histórias para despertar o interesse das crianças.

São imaginações do 1º ao 9º ano que recebem o incentivo extra para a leitura. Lá na única escola do Baixio do Belo, num cantinho de Curral Novo, o livro chegou e não foi de Jegue.

Tudo de esperança

— Olha, seu pascoal, não sei  de onde o senhor vem, se é de igreja ou sei lá. Eu nunca tinha visto um carro. Eu tenho 35 anos. Acredito a partir de hoje que o meu filho não terá um futuro tão miserável quanto o meu — foi assim que o fundador da Omunga repetiu as palavras de um pai piauiense.

Nas terras do serão, criança quer ser zeladora de escola para escapar da lavoura. Quando a imaginação voa alto, tem menina e menino que deseja dar aula.

— Ser professor é como ser presidente — compara Pascoal.

É para as regiões de extrema vulnerabilidade que os olhos de Omunga, que significa unidade no dialeto africano Umbundu, estão voltados. Com os projetos desenvolvidos no Sertão e na África, os voluntários querem chegar a 450 professores. Jorlândia Maria Vieira da Silva é uma delas. Apesar de não ter nenhuma turma na escola do Baixio, ela já esteve por lá para algumas aulas.

— Lá não tem nada, nada, nada. Sabe o que é nada. Só a escola  — conta Jorlândia ao apontar mudanças — Não tinha nada de atrativo, de conhecer, de esperança para a comunidade.

Até a chegada do projeto da Omunga, as crianças mal sabiam a história da Chapeuzinho Vermelho ou do Sítio do Pica Pau Amarelo. A professora conta que hoje eles têm a “perspectiva de uma nova vida”. Do nada que era o baixio cresce um tudo de esperança entre pessoas que pensam, nas palavras da mestre piauiense, “vou estudar até aqui, porque daqui não tem mais nada pra mim”. Assim como as crianças, Jordânia também percebe algo nela mudou:

— Na capacitação a gente aprendeu a ser transformador dentro da realidade que a gente vive. Não de uma forma mágica, mas do jeito que a gente é.

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