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Posts tagged Dois Meses

Por problemas estruturais, alunos do RS têm aulas em igrejas e CTGs

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Na cidade de Montenegro, região metropolitana de Porto Alegre, duas escolas foram fechadas por falta de PPCI (Plano de Prevenção e Combate a Incêndios). Até o problema ser resolvido, os alunos estudam em igrejas e CTGs (Centros de Tradição Gaúcha) / Charles Dias/Agência RBS

Na cidade de Montenegro, região metropolitana de Porto Alegre, duas escolas foram fechadas por falta de PPCI (Plano de Prevenção e Combate a Incêndios). Até o problema ser resolvido, os alunos estudam em igrejas e CTGs (Centros de Tradição Gaúcha) / Charles Dias/Agência RBS

Publicado por UOL

Quase dois meses depois do início do ano letivo, mais de cem escolas estaduais do Rio Grande do Sul enfrentam problemas para cumprir o calendário de aulas devido a problemas estruturais. A solução, para mais de 10 mil alunos dos cerca de 2 milhões matriculados na rede pública, é improvisar salas de aula em igrejas e CTGs (Centros de Tradição Gaúcha), como na cidade de Montenegro –região metropolitana de Porto Alegre.

Um levantamento feito pelo CPERS (Centro de Professores do Rio Grande do Sul) mostrou que metade das escolas estaduais públicas não têm ou não sabem se têm plano de prevenção contra incêndio. De acordo com o estudo, realizado por sistema de amostragem em 355 unidades de ensino de todas as regiões do Rio Grande do Sul, 61% das escolas que responderam ao questionário afirmaram não ter condições mínimas de funcionamento. Nos casos mais graves, a única alternativa é os alunos saírem da escola para terem aulas em outro lugar.

É o caso de escola estadual Coronel Alvaro de Moraes, em Montenegro. As turmas de 1º ano à 5ª série do ensino fundamental foram abrigadas na Estação da Cultura, onde ocorrem atividades artísticas da cidade. Os estudantes da 6ª a 8ª série, por sua vez, foram encaminhados a um CTG. De acordo a Associação de Pais e Mestres da escola, o local é úmido, não tem classes e nem a estrutura didática de uma sala de aula. Além disso, nas sextas-feiras em que há baile as atividades são suspensas mais cedo.

Na escola Coronel Januário Corrêa, também em Montenegro, um princípio de incêndio foi registrado em março devido a um vazamento de gás na central do prédio. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros da cidade, Jorge Oscar Soares, as duas escolas foram consideradas inseguras pela corporação e tiveram as aulas suspensas.

Segundo a 2ª Coordenadoria Regional de Educação, as obras na escola Coronel Álvaro de Moraes já se iniciaram e serão concluídas em até 90 dias. Na escola Coronel Januário Corrêa há uma ordem de serviço assinada, mas a reforma não tem data para começar.

A Divisão Técnica de Prevenção de Incêndios do Comando do Corpo de Bombeiros explica que as vistorias em escolas só são feitas após a elaboração do PPCI (Plano de Prevenção e Combate a Incêndio).

A secretária adjunta da Educação, Maria Eulalia Nascimento, não informou quantas escolas estão interditadas no Estado. Segundo ela, se a situação for considerada emergencial e o valor da reforma for de até R$ 410 mil o governo pode encaminhar dispensa de licitação.

Reformas
O estudo do CPERS também apontou que 40% das escolas estaduais necessitavam de algum tipo de reforma no início das aulas, no final de fevereiro. Isso significa pouco mais de mil escolas das cerca de 2,6 mil existentes no Estado.

Segundo a Secretaria Estadual da Educação, 139 reformas em escolas estaduais estão atualmente em andamento. A promessa da pasta é revitalizar todas as instituições de ensino da rede estadual até o final de 2014. “Ainda temos demandas emergenciais, pontuais, que estamos dando andamento. Mas a nossa ação hoje é fazer projetos completos e permitir que as escolas tenham uma qualidade melhor”, afirma o diretor administrativo da secretaria, Cláudio Sommacal.

dica do Rodrigo Cavalcanti

Após 40 anos, alagoana ganha na Justiça direito de estudar medicina

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Publicado no TNH1

foto: Facebook

Uma alagoana conseguiu na Justiça o direito de ingressar na universidade após ter sido aprovada no vestibular há quarenta anos. Margarida Dorvillé Guerra, de 58 anos, passou no vestibular para o curso de medicina da antiga Escola de Ciências Médicas de Alagoas (Ecmal) – hoje Universidade de Ciênciaas da Saúde de Alagoas (Uncisal) – em 1973, mas foi impedida de cursar, sem nenhuma explicação concreta.

Segundo o advogado de dona Margarida, o seu filho Fernando Guerra, a mãe foi preterida do curso em favor de outra pessoa sem qualquer justificativa, mesmo com seu nome constando na lista dos alunos aprovados, com matricula devidamente efetuada e já tendo freqüentado às aulas por dois meses.

“O nome da minha mãe simplesmente desapareceu dos registros da universidade e o de outra pessoa foi colocando no lugar”, explicou Guerra, em entrevista ao Jornal da Pajuçara Noite, da TV Pajuçara, em reportagem exibida nesta quarta-feira (21). “Isso aconteceu na época do ditadura, quando não havia direitos, regras ou parâmetros precisos e assegurados pelo regime militar para o ingresso na universidade.”

A saga de quarenta anos da dona de casa, que começou quando ela tinha 18 anos, só terminou no dia 13 de novembro deste ano, após o juiz da 17ª Vara Cível de Alagoas, João Paulo Monteiro da Costa, determinar o reingresso de Margarida na universidade, concretizando uma decisão inédita no país.

“Eu nunca desisti, mesmo com todos os entraves jurídicos que apareceram. Sempre confiei na Justiça para realizar o meu sonho”, relatou dona Margarida, emocionada com a perspectiva de estudar medicina, que sempre foi sua vontade.

A decisão judicial assegura o ingresso da vestibulanda na Uncisal já em 2013, quando a próxima turma começar a cursar, sob pena de a instituição pagar multa de R$ 60 mil para cada turma do curso de medicina em que o nome de Margarida não for incluso, a partir da data de publicação no Diário Eletrônico de Justiça.

Mãe de três filhos e avó de três netos, Margarida tem recebido o incentivo de toda a família para iniciar a jornada nessa nova fase de sua vida. ”Estou muito animada com o apoio do meu marido e dos meus filhos. Não posso expressar a felicidade por ter meu direito assegurado depois de tanto tempo.”

“Vou terminar o curso velhinha, mas vou realizar o sonho da minha vida”, conclui dona Margarida com um sorriso feliz.

Fonte: TV Pajuçara

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