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Por que Clarice Lispector é homenageada hoje pelo Google?

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(Google/Reprodução)

 

Uma das maiores escritoras brasileiras, Clarice Lispector ganhou uma merecida homenagem em forma de Doodle nesta segunda-feira (10)

Publicado no M de Mulher

Chaya Pinkhasovna Lispector, ou, em bom português, Clarice Lispector, é considerada uma das maiores escritoras brasileiras do século XX. Nesta segunda-feira (10) ela é homenageada pelo Google com um Doodle em sua página principal. Se estivesse viva, hoje ela completaria 98 anos. Mas Clarice nos deixou há 41 anos: ela morreu na véspera do aniversário de 57 anos, em 9 de dezembro de 1977, vítima de um câncer de ovário.

Ucraniana de nascimento, Clarice mudou-se para o Brasil com os pais e duas irmãs em 1922. Tinha, portanto, dois anos de idade. Eles vieram fugindo da perseguição que os judeus sofriam à época, logo depois da Primeira Guerra Mundial.

Clarice considerava-se brasileira, e aqui viveu por pouco tempo em Maceió e depois no Recife, onde passou a infância e início da adolescência. Aos oito anos de idade perdeu a mãe, e aos 14 foi morar com o pai e as duas irmãs no Rio de Janeiro.

Lá, ela estudou Direito, mas gostava mesmo era de escrever. Decidiu migrar para o jornalismo, e para entrar no círculo restrito de escritores, repórteres e editores da época, venceu a timidez e passou a oferecer seus contos nas redações. Publicou seu primeiro texto na revista “Vamos Ler!”, que tinha como principal público os homens ricos da época.

Trabalhou como tradutora, repórter, ensaísta. Em 1942, aos 22 anos, publicou seu primeiro livro, “Perto do Coração Selvagem”. Logo na obra de estreia foi aclamada pela crítica, que a comparava com autores renomados como Virginia Woolf e Marcel Proust.

Casada com um diplomata, Clarice passou a viver em outros países. Morou na Itália, na Suíça e nos Estados Unidos. Teve dois filhos, Pedro e Paulo. Na adolescência, Pedro foi diagnosticado com esquizofrenia, o que motivou Clarice a, em 1959, parar de acompanhar o marido em tantas mudanças, separar-se e morar novamente no Rio de Janeiro para cuidar do filho.

No Rio, voltou a trabalhar em jornais, assinando colunas e escrevendo como ghost-writer. Ao longo da vida, escreveu oito romances: “Perto do Coração Selvagem”, “O Lustre”, “A Cidade Sitiada”, “A Maçã no Escuro”, “A Paixão segundo G.H.”, “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”, “Água Viva” e “Um Sopro de Vida”.

Além disso, escreveu uma novela, “A Hora da Estrela”, contos e livros infantis. Em 1977 Clarice foi hospitalizada e descobriu um câncer de ovário já em estado avançado. O tumor era inoperável e rapidamente se espalhou para outros órgãos, causando a morte precoce de uma das maiores escritoras do Brasil.

Sua obra é reconhecida mundialmente, tendo sido traduzida para mais de 10 idiomas. Recentemente, em 2009, o escritor e historiador norte-americano Benjamin Moser publicou uma biografia bastante celebrada de Clarice, e deu novo fôlego à sua obra fora do Brasil. Por aqui, além dos livros de Clarice serem sempre celebrados, ela se tornou um ícone da cultura digital, tendo frases atribuídas a ela replicadas em imagens e textos que circulam pela internet.
Doodle feito pela neta

A importância de Clarice fora do Brasil é tamanha que o Doodle desta segunda-feira está sendo exibido em diversos países – entre eles, Argentina, Portugal e Japão.

A imagem que estampa o Doodle é uma colagem feita pela artista Mariana Valente, que é neta de Clarice. De acordo com Mariana, foi “muito estimulante poder fazer uma homenagem à minha avó Clarice”.

Ela explica que escolheu contar um pouco sobre a história da avó na imagem: “a fuga da perigosa Ucrânia como refugiada (…) o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um de seus santuários favoritos, uma barata escondida e o prédio onde trabalhou pela primeira vez no centro do Rio representam cenas cotidianas”.

Quem é a artista homenageada pelo Doodle por seus 90 anos?

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A escritora e ativista Maya Angelou – Reprodução Instagram

Falecida em 2014, Maya Angelou foi uma escritora, poetisa e ativista negra

Jan Niklas, em O Globo

RIO — Nome que lutou ao lado de Martin Luther King e Malcom X, escritora, poetisa e ativista, Maya Angelou completaria 90 anos nesta quarta-feira. A americana recebeu uma homenagem em um “Doodle”, onde um de seus poemas mais famosos “Still I Rise”, é recitado por ela e artistas como Alicia Keys e Oprah Winfrey.

Nascida em 4 de abril de 1928 no Missouri, Estados Unidos, Maya ( seu nome de nascimento era Marguerite Johnson), ficou conhecida por sua série de sete livros autobiográficos, onde aborda temas como racismo, gênero, identidade e família (principalmente sua condição de mãe solteira). Sua obra não é traduzida no Brasil.

Doodle de Maya Angelou – Reprodução

Seu primeiro livro “I Know Why the Caged Bird Sings ” (“Eu sei porquê os pássaros presos cantam”, em tradução livre), conta sobre suas primeiras experiências como criança e adolescente negra nos EUA até completar 17 anos.

DANÇARINA, JORNALISTA E ATÉ PROSTITUTA ANTES DA FAMA

Antes de obter reconhecimento internacional como escritora e intelectual, Maya teve diversas ocupações. Chegou a ser cozinheira e até dançarina de clubes noturnos e prostituta.

Depois despontou na carreira artística como atriz atuando em alguns musicais e programas na TV americana. Também atuou como produtora, diretora e chegou a gravar alguns álbuns, como o “Miss calypso” de 1957.

Nos anos 1960 atuou ainda como jornalista, cobrindo na África os processos de independência do Egito e de Gana.

Na década seguinte, tornou-se a primeira mulher negra a escrever o roteiro de um filme: “Georgia-georgia”, produção sueco-americana de 1972.

Com o reconhecimento de seu trabalho literário e político, foi nomeada para uma cátedra de estudos americanos na Wake Forest University, no estado da Carrolina do Norte.

Teve um dos seus momentos mais lembrados em 1993, quando foi convidada a recitar seu poema “On the Pulse of Morning” (“No pulsar da manhã”) na cerimônia de posse de Bill Clinton.

Maya Angelou morreu aos 85 anos em 2014. Ela trabalhava em um novo livro que iria contar sobre suas experiências com líderes americanos e internacionais.

Cora Coralina, a poeta do cerrado, é homenageada pelo Google

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Publicado no El País

O Google celebrou neste domingo, com um doodle, o 128º aniversário da poeta brasileira Cora Coralina (1889 – 1985), uma das mais importantes escritoras brasileiras. Contista do cerrado, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que utilizava o pseudônimo Cora Coralina, nasceu em Cidade de Goiás e começou a escrever e publicar em jornais locais seus primeiros textos aos 14 anos. Apesar disso, seu primeiro livro foi publicado somente em 1965, aos 76 anos: Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais.

Depois disso, Cora Coralina ainda publicou mais três livros: Meu livro de cordel (1976) e Vintém de cobre – Meias confissões de Aninha (1983), ambos de poesia, e um de contos: Estórias da Casa velha da ponte (1985). Após a sua morte, outros cinco livros foram publicados, dois deles para o público infantil.

Muitos de seus contos e poemas são hoje levados para o palco em teatros por todo o país. Em 2013, a cidade de Goiânia inaugurou a Vila Cultural Cora Coralina, um espaço cultural administrado pelo Governo do Estado de Goiás.

Um de seus poemas mas conhecidos chama-se Assim eu vejo a vida.

Assim eu vejo a vida

A vida tem duas faces:

Positiva e negativa

O passado foi duro

mas deixou o seu legado

Saber viver é a grande sabedoria

Que eu possa dignificar

Minha condição de mulher,

Aceitar suas limitações

E me fazer pedra de segurança

dos valores que vão desmoronando.

Nasci em tempos rudes

Aceitei contradições

lutas e pedras

como lições de vida

e delas me sirvo

Aprendi a viver

Cecília Meireles é homenageada em Doodle do Google

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Thiago Barros, no TechTudo

Cecília Meireles recebeu uma homenagem do Doodle nesta sexta-feira (7). A imagem comemora o 113º aniversário da escritora carioca. Cecília foi poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira, além de ter sido considerada uma das vozes líricas mais importantes da língua portuguesa. A imagem do Doodle mostra Cecilia escrevendo sob a luz do luar.

113º aniversário de Cecília Meireles é comemorado com Doodle (Foto: Reprodução/Google)

113º aniversário de Cecília Meireles é comemorado com Doodle (Foto: Reprodução/Google)

Autora de obras consagradas, como “Ou isto ou aquilo” e “Romanceiro da Inconfidência”, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, no bairro da Tijuca. Filha dos portugueses Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil, e Matilde Benevides Meireles, professora, a escritora carioca ficou órfã muito cedo. Seu pai faleceu três meses antes de seu nascimento, e sua mãe quando ela tinha só três anos de idade. Por isso, foi criada pela avó, Jacinta Garcia Benevides.

Casada duas vezes, em 1922 com o pintor português Fernando Correia Dias, que veio a se suicidar em 1935, e em 1940 com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinicius da Silveira Grilo, Cecília teve três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, além de cinco netos. Faleceu aos 63 anos, de câncer, em 9 de novembro de 1964.

Talento de infância

Seu talento para a escrita vem da infância. Aos nove anos, começou a escrever poesia. Completou o curso primário em 1910 recebendo uma medalha de ouro por “distinção e louvor”. Em 1917, com apenas 16 anos, formou-se no Curso Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro e passou a exercer o magistério no estado do Rio de Janeiro.

Cecília é uma das maiores poetisas da história do Brasil (Foto: Reprodução/Ibamendes)

Cecília é uma das maiores poetisas da história do Brasil (Foto: Reprodução/Ibamendes)

Aos 18, publicou o seu primeiro livro de sonetos, Espectros. E logo fez sucesso por ser uma escritora atemporal. Ou seja, tinha a influência do Modernismo da sua época, mas apresentava também técnicas do Simbolismo, Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Panasianismo, Realismo e Surrealismo. Depois, vieram, em 1923, “Nunca mais… e Poema dos Poemas” e “Baladas para El-Rei”, em 1925.

Entre aulas e poemas, Cecília ainda arrumou tempo para trabalhar como jornalista, de 1930 a 1931, no Diário de Notícias, com uma página diária sobre educação. Em 1934, organizou a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, em Botafogo. De 1935 a 1938, virou professora universitária na antiga Universidade do Distrito Federal, hoje UFRJ. No mesmo período, colaborou ativamente no jornal A Manhã e na revista Observador Econômico.

Mas foi em 1939, quando lançou “Viagem”, que ganhou ainda mais reconhecimento. Recebeu o Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pela Academia Brasileira de Letras. Nos anos seguintes, fez diversas viagens pelo mundo, fazendo conferências sobre Literatura, Educação e Folclore. Na década de 40, lançou seis publicações. Já nos anos 1950, foram 15, incluindo o clássico “Romanceiro da Inconfidência”.

No entanto, seu legado é eterno na literatura brasileira. Prova disso é que não faltaram homenagens a ela. Em 1964 mesmo, ganhou o Prêmio Jabuti, concedido pela Câmara Brasileira do Livro. No ano seguinte, recebeu o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Em 1989, uma cédula de cruzados novos com a sua efígie foi feita em sua homenagem.

Nota com homenagem à poetisa foi lançada em 1989 (Foto: Reprodução/Instituto Cecília Meireles)

Nota com homenagem à poetisa foi lançada em 1989 (Foto: Reprodução/Instituto Cecília Meireles)

Legado internacional

Seu reconhecimento é internacional. Cecília é Sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura, Sócia honorária do Instituto Vasco da Gama (Goa), Doutora “honoris causa” pela Universidade de Delhi (Índia) e Oficial da Ordem do Mérito (Chile). Na cidade chilena de Valparaíso, tem até uma biblioteca com seu nome. Em Portugal, nos Açores e em Lisboa, há ruas com seu nome.

Hannah Arendt é homenageada com Doodle do Google no seu 108º aniversário

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Paulo Alves, no TechTudo

O 108º aniversário de Hannah Arendt foi lembrado em Doodle do Google nesta terça-feira (14). A homenagem à escritora alemã pode ser vista na página inicial do buscador em diversos países. Considerada uma grande filósofa, Hannah rejeitava constantemente esse título por dizer que “os homens, e não o Homem, vivem na terra e habitam o mundo”, em oposição à filosofia, que analisa “o homem no singular”. A alemã é mais conhecida pelo livro “A Condição Humana”, que relata o desenvolvimento histórico da existência humana, da Grécia Antiga até a Europa moderna.

108º aniversário de Hannah Arendt no Doodle do Google (Foto: Reprodução/Google)

108º aniversário de Hannah Arendt no Doodle do Google (Foto: Reprodução/Google)

Hannah Arendt é uma filósofa política alemã de origem judaica, considerada uma das mais influentes do século XX. Ela nasceu no dia 14 de outubro de 1906 em Linden, Alemanha, e faleceu no dia 4 de dezembro de 1975 em Nova Iorque, Estados Unidos, com 69 anos. Ela se mudou para a América após a perseguição dos judeus a partir de 1933, ano em que foi presa. Mas, a cidadania americana só veio anos mais tarde, em 1951. O trabalho filosófico de Hannah Arendt envolve política, a autoridade, o totalitarismo, a educação, as relações e condições de trabalho, a violência e a condição feminina.

Hannah refutava o rótulo de filósofa também pois dizia que o termo não cabia dentro das ciências políticas. Mas, teve aula com nomes da filosofia enquanto esteve na Alemanha, como Martin Heidegger e Nicolai Hartmann, além do teólogo Rudolf Bultmann. A relação próxima com Heidegger resultou em um caso amoroso, apesar da grande diferença de idade entre os dois – Hannah Arendt tinha 18 anos e Heidegger 35. Foi o fim da relação que a fez mudar da Universidade de Marburg para Freiburg, estudando ali sob a orientação de Edmund Husserl.

Paradoxalmente, seu primeiro livro teve o título “O conceito do amor em Santo Agostinho: Ensaio de uma interpretação filosófica”. É, na verdade, a primeira edição de sua tese de doutoramento, de 1929, em que usa Heidegger e Jaspers para enfatizar a importância do nascimento, tanto para o indivíduo como para seu próximo. A crítica a seu trabalho veio para considerar que ela não considerava Santo Agostinho como como sacerdote, mas como filósofo, destacando a falta de uso de literatura teológica recente.

Arendt ao lado de Heidegger, um de seus maiores mentores que também foi amante nos anos 1920 (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)

Arendt ao lado de Heidegger, um de seus maiores mentores que também foi amante nos anos 1920 (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)

Leu Marx e Trotsky, analisou a exclusão social dos judeus, e criou o termo arrivista para opor o conceito de “pária”, empregado pela primeira vez por Max Weber para falar dos judeus. Em 1932, publicou o artigo O Iluminismo e a questão judaica, no qual expõe suas ideias sobre a independência do judaísmo, e escreve uma crítica sobre feminismo em que comenta a emancipação da mulher na vida pública, destacando as limitações que ainda havia no casamento e na vida profissional. Hannah Arendt foi uma fervorosa defensora de conceitos feministas os movimentos feministas tanto quanto os movimentos juvenis pelo desejo de ambos desejavam criar partidos políticos influentes.

Em “As origens do totalitarismo”, seu segundo livro mais famoso, a autora compara nazismo e stalinismo, colocando-as lado a lado como ideologias totalitárias como explicação compreensiva da sociedade mas também relacionando com o individual. Mostra que a banalização do terror causa o totalitarismo, que decorre também da manipulação das massas, da falta de crítica ao governo. Ela define Hitler e Stalin como iguais, já que usaram as insatisfações individuais de dois Estados decadentes para subir ao poder.

A condição humana veio sete anos depois, em 1958, em uma obra torna relevante o papel da política como ação e processo, que permeia a luta pela liberdade. A clássica tripartição grega foi e metodologia utilizada pela cientista política, que viria a ser reconhecida como uma das maiores mulheres na Filosofia. No fim de sua carreira, deu aulas na Universidade de Chicago, em 1963, e na New School for Social Research, em Nova Iorque, para onde se mudou em 1967 e permaneceu até sua morte por causas naturais em 1975.

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