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Arqueólogos encontram túmulo ligado aos povos ‘dothraki’, que aparecem em Game of Thrones

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Na região de Tuva, na Sibéria, extremo leste da Rússia, arqueólogos encontraram vestígios da civilização cita, conhecida como “dothraki”, que serviu de inspiração para Game of Thrones (foto: Twitter/naukaizhizn/Reprodução)

A civilização cita serviu de inspiração para os guerreiros criados por George R. R. Martin

João Paulo Martins, na Revista Encontro

Um grupo de arqueólogos russos e suíços descobriu vestígios de um monumento na região sul da Sibéria, no extremo leste da Rússia, que era composto por túmulos construídos pelo povo cita. Nômade, essa civilização habitou grande parte da região da Eurásia e ficou conhecida como “dothraki”. Isso mesmo, os citas serviram de inspiração para o escritor americano George R. R. Martin criar o povo guerreiro liderado por Khal Drogo nos livros As Crônicas de Gelo e Fogo, que deram origem à premiada série Game of Thrones, exibida pelo canal de TV por ssinatura HBO.

Numa área pantanosa da região de Tuva, na Sibéria, a equipe liderada pelo arqueólogo Gino Caspari, da Universidade de Berna, na Suíça, descobriu o túmulo tunnug-1, após análises de imagens de satélite. Com o apoio de pesquisadores da Academia de Ciências da Rússia, foi confirmada a existência de um complexo funerário milenar, pertencente à época de transição da Idade do Bronze para a Idade do Ferro, ou seja, aproximadamente entre os séculos IX e VIII a. C. O achado foi publicado na revista científica Archaeological Research in Asia.

O enorme complexo de túmulos perfeitamente preservado no pergelissolo (tipo de solo constituído por terra, gelo e rochas congelados) é maior do que um campo de futebol e, segundo os especialistas, deve abrigar os restos mortais de vários reis citas. Contudo, são necessárias mais escavações arqueológicas para estabelecer com mais precisão o que se encontra neste local.

Os citas eram famosos por serem uma cultura baseada no pastoreio e na criação de cavalos. Eles dominaram uma vasta região da Eurásia do século IX até o século I a.C. Por serem nômades, eles não construíam assentamentos e, assim, não deixaram nenhum registro escrito.

Todas as informações que temos, hoje, desse povo tem origem nos achados arqueológicos. As tumbas descobertas continham joias e peças em ouro.

De qualquer forma, a estimativa é que eles tenham sido a primeira civilização a apostar na cavalaria de guerra. Segundo o historiador e geógrafo Heródoto, os citas bebiam vinho dos crânios de seus inimigos.

(com Agência Sputnik)

Dothraki, Klingon ou Élfico, escolha a sua língua favorita

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Publicado por Revista Bang!

Com a recente notícia do lançamento de uma aplicação no iTunes para aprender a língua Dothraki, decidimos fazer uma breve pesquisa ao maravilhoso mundo das línguas inventadas de fantasia e saber o que tem sido feito em interação com a tecnologia das aplicações.

Khal Drogo e Daenerys Targaryen na série “Guerra dos Tronos” (HBO)

Khal Drogo e Daenerys Targaryen na série “Guerra dos Tronos” (HBO)

Na verdade, George R. R. Martin não desenvolveu grandemente a língua Dothraki (ou mesmo a Valiriana). Criou algumas palavras, mas deixou ao linguista norte-americano David J. Peterson a tarefa de desenvolver a sintaxe, semântica e vocabulário da tribo dos cavaleiros nómadas. Graças a essa nova aplicação, é possível aceder a jogos interativos, 300 fichas de vocabulário, resumos de gramática, dicas sobre a cultura dos cavaleiros e sugestões de diálogos para treinar o idioma.

Mas não é só o Dothraki que se encontra disponível em aplicação. Há muito que os amantes de literatura fantástica sabem que uma das línguas mais interessantes desenvolvidas nos reinos de fantasia é a linguagem élfica de J. R. R. Tolkien. Tendo o autor sido um professor de Filologia e amante das línguas, devotou muito do seu tempo livre à criação do Quenya, a língua primordial dos elfos (mais tarde surgiu a variante do Sindarin). Foi do seu intenso amor por línguas que nasceu depois a mitologia que deu origem à Terra Média e a Valinor. Não podia faltar uma aplicação gratuita de Elvenspeak, um guia para a cultura e língua Quenya; contém um dicionário Inglês-Quenya, curso de língua, alfabeto, vocabulário, lições e tudo o necessário para aprender a ter uma conversa em élfico.

“Morgoth e Fingolfin” de John Howe

“Morgoth e Fingolfin” de John Howe

Mas a linguagem ficcional mais popular do mundo não é o élfico nem dothraki. Essa honra cabe à língua Klingon, do universo de ficção científica Star Trek. Os Klingon são uma raça extraterrestre com uma cultura guerreira e códigos de conduta marciais. A língua criada por Marc Okrand já está desenvolvida o suficiente para permitir uma tradução de Hamlet de Shakespeare para Klingon (!) ou do clássico universal Gilgamesh. Não se surpreendam por saber que existe um Instituto de Língua Klingon e muitos fãs dedicados estudam a língua e desenvolvem-na em comunidade.

Avatar de James Cameron foi um sucesso tão esmagador, com a promessa de mais filmes nos próximos anos, que os fãs ganharam a oportunidade de aprender melhor a linguagem Na’vi, falada pelo povo que habita a lua Pandora. Paul Frommer começou a criá-la em 2005 e esta constitui parte essencial do enredo do filme. O Avatar de Jake Sully é levado por Neytiri ao seu clã Na’vi, sendo forçado a aprender a língua e os costumes.

Avatar de James Cameron

Avatar de James Cameron

Para os interessados em aprender um pouco mais sobre a criação fascinante destas quatro línguas artificiais, sugerimos a visualização do vídeo “Serão o Élfico, Klingon e Na’vi línguas verdadeiras?”

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