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Posts tagged Dracula

Drácula | Série com criadores de Sherlock é confirmada

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Produção será da BBC e terá distribuição pela Netflix

Julia Sabbaga, no Omelete

Drácula, o livro de Bram Stoker, ganhará uma adaptação para TV pela BBC, comandada pelos criadores de Sherlock, Steven Moffat e Mark Gatiss. A informação é da Variety, que informa também que a produção será distribuida pela Netflix para territórios além do Reino Unido.

A BBC encomendou três episódios de 90 minutos. A produção contará a história do conde sedento por sangue da Transilvânia, e sua ida à Londres.

Moffat e Gatiss, que escreverão o programa, comentaram: “Sempre existiram histórias sobre o mal. O que é especial em Drácula é que Bram Stoker deu ao mal o seu próprio herói. Não há nada como sangue fresco”.

Dracula será o primeiro projeto da dupla após a conclusão de Sherlock em janeiro. O seriado estrelado por Benedict Cumberbatch e Martin Freeman teve quatro temporadas e um especial de ano novo, todos disponíveis da Netflix. Um retorno ainda não foi oficializado.

Onze livros para ler sozinho (e às escuras) neste Halloween

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Dia 31 de outubro é dia das bruxas e uma boa oportunidade para ler alguns dos melhores clássicos de terror. O Observador selecionou os que lhe vão deixar os cabelos em pé.

Publicado no Observador

Diz a tradição que na noite de 31 de outubro o véu que separa o mundo dos vivos do dos mortos fica mais tênue. Os antigos celtas, os primeiros a celebrarem o Halloween, acreditavam que, nessa data, os mortos regressavam à terra e que os deuses e os outros seres do submundo passeavam por entre os vivos. O Halloween era, por isso, uma época de festa mas também de homenagem àqueles que já tinham partido.

Passados vários séculos, a tradição celta ainda sobrevive. A sua popularização pela cultura norte-americana fez com que se tornasse numa celebração transversal a todas as nacionalidades e crenças. O Halloween é hoje celebrado da mesma forma nos quatro cantos do mundo — crianças e adultos mascaram-se de personagens aterradoras e saem à rua para assustar os vivos, pedem-se doces e há quem goste de ver filmes de terror. Porque o Halloween é o tempo do fantástico e do sobrenatural.

Por esse motivo, este ano decidimos escolher 13 livros que são ideais para ler no Dia das Bruxas — de Tim Burton a Edgar Allan Poe, passando pelo mestre Stephen King e pelo maior clássicos de todos, Drácula. Tudo para que não passe o feriado de 1 de novembro no sofá a rever o Sexta-Feira 13 (que certamente estará a dar num qualquer canal de televisão).

1 -A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Histórias, Tim Burton

Todas a gente conhece Tim Burton, o realizador, mas nem todos conhecem Tim Burton, o escritor. A verdade é que, em 1997, Burton publicou um pequeno livro de histórias onde as personagens principais são crianças como a Rapariga Vodoo ou o Rapaz Robô — crianças híbridas, “estranhas” e desajustadas que se esforçam por ser amadas num mundo que não as consegue compreender.

A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Histórias foi publicado em Portugal pela primeira vez em 2007, pela Antígona, e ainda se encontra disponível para compra. A tradução foi feita por Margarida Vale Gato, que traduziu os poemas de Edgar Allan Poe publicados pela Tinta-da-China.

Diz a lenda que o título da obra é o mesmo que um texto do romancista e guionista Michael McDowell destinado à Taboo, uma antologia de banda desenhada de terror criada por Steve Bissette, e que nunca viria a ver a luz do dia. Quer seja verdade ou não, o livro Burton é ideal para todos os fãs do criador de Eduardo Mãos de Tesoura, mas também para todos aqueles que dizem que não a um bocadinho de humor negro.

2 – O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares, Ransom Riggs

Ransom Riggs sempre teve uma coisa por fotografias antigas. A sua coleção, composta por dezenas de exemplares, é de tal forma curiosa que o seu editor tentou convencê-lo a lançar um livro. Só que, em vez disso, Riggs decidiu usar as imagens como ponto de partida para uma narrativa que se viria a transformar no seu romance de estreia (antes disso só tinha publicado um livro sobre Sherlock Holmes).

O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares saiu em 2011 (com as próprias fotografias de Riggs a ilustrar) e o sucesso foi tão grande que chegou ao top dez do The New York Times, já depois de ter vendido dois milhões de exemplares. A Portugal chegou este ano, a poucas semanas da estreia da adaptação de Tim Burton, que conta com a atriz Eva Green num dos papéis principais.

O romance segue a historia de Jacob, um jovem de 16 anos que se vê obrigado a viajar até a uma remota ilha no País de Gales depois de uma tragédia familiar. Aí, encontra as ruínas de um lar para crianças “peculiares”, ao cuidado da Senhora Peregrine.

3 – Contos Fantásticos, Edgar Allan Poe

Editado pela Ulisseia, Contos Fantásticos reúne as melhores histórias de Edgar Allan Poe, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica e considerado por muitos um dos pais da literatura policial moderna. Este volume inclui alguns dos seus contos emblemáticos, como “A queda da casa de Usher”, “O coração revelador” ou “O barril de Amontillado”. A quantidade de horror perfeita para o Halloween.

Se prefere antes mergulhar a fundo na obra em prosa do escritor norte-americano, nascido em 1809 em Boston, pode sempre optar pela obra completa — Todos os Contos — lançada pela Temas e Debates em 2014. A Tinta-da-China tem também uma edição ilustrada (e em capa dura) da obra poética completa do autor, com tradução, introdução e notas de Margarida Vale de Gato. As ilustrações são de Filipe Abranches.

Se, por outro lado, tiver curiosidade em conhecer mais sobre a vida de Poe, que morreu precocemente em 1849, com apenas 40 anos, a Saída de Emergência publicou em 2009 a extraordinária biografia de Peter Ackroyd — Poe, Uma Vida Abreviada. Vale a pena ler.

4 – Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft, H.P. Lovecraft

Quando se fala de literatura fantástica e de terror, é difícil não falar de Howard Phillips Lovecraft. Considerado por muitos como um dos mais importantes escritores do género do século XX, Lovecraft escreveu poemas, contos e uma extensa correspondência que muitos consideram ser a sua obra-prima. Apesar da produção literária variada, foi pelo Mito de Cthulhu — uma personagem mítica parte polvo, parte homem e parte dragão — que acabou por se tornar conhecido, várias décadas depois da sua morte, em 1937.

É exatamente com a história do monstro, “O Despertar de Cthulhu”, que se inicia o primeiro volume de Os Melhores Contos de H.P. Lovecraft, editado pela Saída de Emergência. Ao todo, a editora lançou quatro volumes com textos curtos escritos pelo escritor norte-americano, com organização de José Manuel Lopes, professor na Universidade Lusófona, em Lisboa, e introduções escritas por Fernando Ribeiro, vocalista da banda de heavy metal Moonspell.

Publicado originalmente em 2009, o primeiro volume dos contos de Lovecraft esteve esgotado durante mais de dois anos. Foi recentemente editado numa tiragem “super limitada”.

5 – Harry Potter e a Câmara Secreta, J.K. Rowling

“A Câmara secreta foi aberta. Inimigos do herdeiro, cuidado.”

No Halloween, não podia faltar um dos livros de Harry Potter. É que na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, a data é sempre assinalada de forma especial. O grande salão enche-se de abóboras flutuantes e velas, caldeirões recheados de dores de todas as cores e bolo de cenoura e abóbora. É uma das festas mais esperadas do ano — para os alunos mas também para os fantasmas residentes, que fazem sempre questão de aparecer nas celebrações.

Harry Potter e a Câmara dos Secreta é, provavelmente, um dos livros mais negros da saga escrita por J.K. Rowling. Repleto de mistério, o romance, publicado originalmente em 1998, tem todos os ingredientes de um bom thriller — suspense e muito mistério. Além disso, é o primeiro livro onde surge Dobby, o elfo doméstico, uma das personagens mais acarinhadas pelos potterheards, o que torna a obra ainda mais especial.

6 – O Aperto do Parafuso, Henry James

Conhecido pelo romance Retrato de Uma Senhora, Henry James também se dedicou à literatura de terror. Uma das suas obras mais conhecidas é o conto “O Aperto do Parafuso”, criado no final do século XIX em resposta a um desafio lançado pela revista Colliers’ Weekly, que lhe propôs que que escrevesse “um produto da época”.

O século XIX foi o século das histórias de terror e da literatura gótica, e foi exatamente isso que James se propôs a fazer. Baseando-se numa história que (mais…)

Drácula, de Bram Stoker

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Douglas Pereira, no Cafeína Literária

Hoje, meu filho de seis anos pegou meu aparelho de barbear e fingiu que o usava. Assim como ele, nesta mesma idade, eu também me via ansioso para ter barba e poder fazê-la. É o tipo de coisa que ansiamos na vida e que, depois que descobrimos como verdadeiramente é, ocorre uma decepçãozinha. A barba começa na adolescência, quando estamos com a cara cheia de espinhas, tornando um castigo ter de fazê-la. O que é uma sacanagenzinha da mãe natureza. No meu caso, em que a barba é relativamente desalinhada, com fios que crescem em sentidos diferentes e com a pele irritadiça, é até hoje um pouquinho incômodo ter de fazer.

A vida é cheia de pequenas decepções desse tipo. Quem é humano sabe. Às vezes, ídolos de infância se tornam repugnantes e até mesmo já adultos há experiências com as quais sonhamos que, ao se realizarem, olhamos meio embaraçados e pensamos… “mas era só isso?”. Porém, nada de drama. Este não é um texto depressivo do tipo desabafo. Meu ponto é outro. Essas coisas fazem parte do nosso amadurecimento.

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Quando Bram Stoker publicou Dracula em 1897, já tinha uma série de outras publicações pouco expressivas e uma proeminente carreira como administrador do Royal Lyceum Theatre em Londres. Portanto, suponho que não era esperado o sucesso estrondoso a ponto de tornar-se obra referência para a mitologia do vampiro.

Embora pareça desnecessário dizer do que se trata a história, pois o livro é um dos mais conhecidos do mundo, creio que seja conveniente comentar que a história original é bem discrepante do que se tornaram hoje em dia os paradigmas vampirescos. Isto é: a lenda proposta por Stoker é bastante diferente do que vemos hoje em dia sobre o tema. Por isso, segue uma micro-sinopse do que fala o livro:

Escrito em modo de narrativa epistolar (onde tudo é contado através de cartas, diários, recortes de jornal, etc), a história se desenvolve a partir de diversos pontos de vista. Cada personagem conta a seu modo o que se está desenrolando. O protagonista, presume-se, é Jonathan Harker, que vai ao castelo de Conde Dracula, na Transilvânia, para tratar dos interesses do velho na compra de um imóvel nos arredores de Londres. Uma série de coisas estranhas começam a acontecer por lá e o jovem se torna refém do Conde. Até que Jonathan consegue fugir. O problema começa realmente quando o vampirão chega a Londres e alicia Lucy, uma amiga de Mina, que por acaso é noiva de Jonathan.

Agora vem o vínculo com a introdução: fiquei ligeiramente decepcionado com alguns aspectos do livro. Tratando-se de um clássico secular, esperava ficar embasbacado com o que iria encontrar, quando na verdade apenas observei com cara de interrogação e com aquele gosto na boca de “Mas… era só isso?”. Portanto, claro, fico me sentindo um ignorante, pois acredito que não tive capacidade intelectual para absorver a obra como deveria.

Apesar dos diferentes personagens narrando a história, me parece que o autor explorou pouco as diferenças entre cada um. Além das coisas óbvias como suas profissões (entre corretores de imóveis, médicos, nobres, burgueses, etc), creio que se fossem retirados os enunciados das cartas e diários, dir-se-ia que tudo fora escrito por um único narrador. Além disso, este estilo de narrativa leva o escritor a fazer alguns malabarismos esquisitos: nas cenas de ação, por exemplo, como acreditar que, no instante em que estão fugindo de lobos assassinos, o personagem deu uma paradinha para atualizar seu diário? Nem que fosse o Caco Barcellos, fazendo reportagem no Oriente Médio…

dracula-gary-oldmanO personagem sedutor e dramático tal como Drácula é representado nos dias de hoje passa longe do velho esquisito representado no livro. Aqui ele está obviamente posicionado com o lado mau, cruel e sádico, numa premissa absolutamente maniqueísta, sem margem a questionamentos em relação a seus motivos e objetivos particulares. O tempo inteiro fiz mentalmente uma analogia com o conto da Chapeuzinho Vermelho: o lobo mau que come a vovó para depois pegar a menininha que, por fim, é salva pelo caçador.

Com base na pesquisa que fiz de sua biografia, apesar não muito profunda, pode-se ter um vislumbre das motivações para sua história. Proveniente de uma família ferrenhamente cristã, entende-se o porquê de haver a mão oculta de Deus, através de inúmeras referências, auxiliando os heróis a vencerem o vilão. É o poder divino vencendo o diabo.

Apesar de ter feito uma extensa pesquisa sobre a mitologia do vampiro, o autor não chegou a mostrar muitos detalhes de onde e como tudo começou. Isso não é algo que atrapalhe. Até corrobora para o mistério da trama. Porém, o personagem de Van Helsing (o mentor que vem para ajudar a caçar o monstro) denota um extenso e inexplicável conhecimento sobre o assunto que em alguns pontos fica difícil de engolir. Quase um “deus-ex-machina”.
(Um parênteses: em O senhor dos anéis, o personagem de Gandalf passa anos pesquisando a história do Um Anel antes de vir ajudar Frodo a destruí-lo. Funciona bem melhor quando se precisa explicar alguma coisa da história ao leitor).

Também penso que muito poderia ter sido aproveitado da história de Vlad III, o verdadeiro Conde Drácula. Visto que alguém que foi conhecido como “O Empalador” deve ter inúmeras crônicas reais (!) de arrepiar os cabelos.

O filme de Copolla (Bram Stoker’s Dracula, de 1992) conta a mesma história, porém de forma bem mais amadurecida e tapa muito bem esses buracos. A obsessão por Mina (no filme) dá ao Conde um objetivo mais tangível e uma profundidade dramática, fazendo o espectador se afeiçoar ao personagem. No livro, ele só quer espalhar o mau e comer as menininhas da vizinhança (comer no sentido literal). O que me faz pensar que, no fundo, quem mitificou Drácula e o consagrou como lenda foi o cinema, começando com o filme de 1931, com o ator Béla Lugosi e não o livro em si.
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Decepções à parte, a novela gótica cumpre sua missão de entretenimento. Explora o oculto de forma quase subjetiva, sem exageros, criando a atmosfera de suspense. Possivelmente foi um grande frisson para a época. Mas se fosse lançado nos dias de hoje em dia possivelmente venderia menos que a saga Crepúsculo.

★★★★★

P.S.: Leia também a resenha escrita pela Cris.

Fatos que você desconhece sobre o autor de “Drácula”

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Publicado no Dito pelo Maldito

 

Em meados do século retrasado nascia o contista irlandês Bram Stoker. Um prolixo escritor mundialmente conhecido pelo seu romance de horror gótico ‘Drácula’, de 1897. Sua obra popularizou os vampiros de tal forma, que as grandes produtoras afundaram seus dentes em numerosas vertentes derivadas dessas criaturas que até hoje rendem filmes, peças de teatro, quadrinhos, séries e mais algumas centenas de outros livros sobre o assunto. Alguns piores que outros.
Com tanto material disponível a respeito, a gente pode acabar ficando com a amarga impressão de que já sabemos tudo que se há para saber sobre os vampiros, mas será que o mesmo se aplica ao maior difusor desse mito? Mesmo sendo o padrinho dos vampiros atuais, a vida de Stoker ainda é desconhecida por grande parte dos leitores modernos. 
Em homenagem a esse grande escritor, resolvemos levantar aqui os mistérios ocultos sobre sua capa, e revelar alguns fatos que você desconhecia sobre o autor de ‘Drácula’:
 
✔ Até os sete anos de idade ele era um menino doente à beira da morte.
Sendo o terceiro de sete filhos, Stoker foi um menino de saúde muito frágil. De acordo com o próprio, ele era uma criança acamada que nunca ficou em pé até a idade de sete anos. Em seu livro de memórias ele afirma: “Na minha infância eu ouvi muitas vezes que estava à beira da morte. Certamente, até os meus sete anos eu nunca soube o que era ficar de pé.”
✔ Stoker não era conhecido como um escritor
Durante a maior parte de sua vida Stoker não foi conhecido como um romancista, mas como o assistente pessoal do ator Henry Irving, gerente de negócios do Lyceum Theatre em Londres , cargo que ocupou por 27 anos. Como um crítico de teatro para o Dublin Evening Mail, ele começou escrevendo avaliações de peças teatrais. E o seu primeiro livro de não-ficção foi um guia de administração legal burocrático.
Stoker começou a escrever romances em 1890, começando com “The Snake’s Pass” em 1890, e “Drácula” em 1897.
 
✔ O título original de ‘Drácula’ seria algo como “O Desmorto”
As 541 páginas do manuscrito original de “Drácula” tinham sido perdidas, até que foram encontradas em um celeiro na Pensilvânia durante a década de 80. Embora o manuscrito tenha sido digitado, o título era escrito à mão, e dizia “The Un-Dead” (algo como ‘O Desmorto’ na tradução). O título do romance mais famoso sobre vampiros, ao que parece, foi alterado no último minuto.
Além do mais, se não fosse por outra mudança similar de último minuto, Drácula poderia nunca ter emplacado no mercado literário. O temível “Conde Drácula”, foi originalmente concebido como “Conde Wampyr”.
Quanto a esse manuscrito original que se pensava perdido, foi comprado pelo co-fundador da Microsoft Paul Allen, e agora ele repousa em sua biblioteca pessoal.
✔ “Drácula” foi uma peça de teatro antes de ser um livro
Diferente da maioria das adaptações que normalmente aparecem anos após a publicação do livro em que se baseiam, a adaptação teatral de “Drácula” foi escrita pelo próprio Stoker e apresentada antes da publicação do romance. Ela estreou no Lyceum Theatre, onde Stoker ponderou sob o título “Dracula”, ou “The Undead”, e foi realizada apenas uma vez.
Após essa primeira adaptação teatral, e, claro, o próprio livro, surgiram uma enxurrada de filmes inspirados em Drácula. Estima-se que cerca de 220 filmes americanos foram lançados com Drácula em um papel principal, e cerca de 300 filmes estrangeiros inspirados em vampiros.
 
✔ O nome “Drácula” foi inspirado pela família real “Dracul”
Depois de ler um relato histórico das regiões romenas da Valáquia e Moldávia, Stoker ficou fascinado com o nome “Drácula”. De acordo com fontes históricas, os descendentes de Vlad II, Duque de Valáquia, adotaram esse nome “Dracul” depois de ingressarem na Ordem de Cavalaria do Dragão, em 1431. Em romeno, “Dracul” significa “dragão” ou “o diabo”.

✔ “Drácula” não foi o primeiro romance sobre vampiros 
Claro, é o romance mais famoso de vampiros, mas “Drácula” não é o primeiro a respeito dos sugadores de sangue. Nem é o mais inusitado. 
Sheridan Le Fanu escreveu “Carmilla”, sobre uma vampira lésbica que persegue as mulheres jovens solitárias, em 1871. “Varney o Vampiro” (1845-1847) de James Malcolm Rymer, foi uma série de terror gótico, também anterior a “Dracula”. (Na verdade, ” Drácula “foi provavelmente inspirado em” Carmilla “e” Varney o Vampiro. “) e, em 1819, John Polidori escreveu “The Vampyre” baseado no verão que passou com Mary Shelley a criadora de Frankenstein, seu marido o poeta Percy Bysshe Shelley e Lord Byron . Estas e muitas outras obras e experiências de vida ajudaram a inspirar Stoker a escrever “Drácula”.
✔ A mesa onde foi escrito ‘Drácula’ foi recentemente leiloada por 100 mil dólares
Isso mesmo, a mesa onde Stoker escreveu seu romance de horror foi vendida, e não faz muito tempo. De acordo com a empresa que realizou o leilão, ao longo do último século a peça de mobília teve suas pernas serradas, gavetas desaparecidas, ganhou cicatrizes e marcas de desgaste. Mas foi restaurada e promovida como “uma peça apropriada para as inspirações e imaginação do grande homem”. A obra também inclui dois compartimentos secretos que só foram revelados para o novo proprietário.
 
✔ Você pode agradecer ao Stoker pela overdose de vampiros modernos na literatura 
Embora ele não seja o primeiro escritor a escrever um romance sobre vampiros, e certamente não inventou tal criatura, Stoker criou o formato contemporâneo da mitologia dos sugadores de sangue. Como tal, ele é considerado como o herói anônimo da cultura moderna de vampiros que Hollywood, e a indústria editorial, sugam constantemente com coisas como “Crepúsculo”, “Vampire Diaries”, “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros”, “True Blood”, e outros. Graças ao Stoker, os sanguessugas modernos nunca cansam de se alimentar dos vampiros.
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