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Concorrido vestibular chinês usa até drone para evitar cola

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Mais de 9 milhões de estudantes chineses fizeram prova este ano

Mais de 9 milhões de estudantes chineses fizeram prova este ano

Todos os anos, mais de 9 milhões de estudantes na China fazem o vestibular unificado chinês, conhecido como gaokao. Este ano, a prova foi realizada na semana passada.

Tessa Wong, na BBC Brasil

Pelo alto número de concorrentes e a importância dada ao diploma na busca por um emprego, dá para entender porque as autoridades usam até drones para evitar fraudes.

Mesmo assim, centenas de pessoas foram desclassificadas em várias províncias por tentativas de burlar o sistema.

Passar no gaokao é a única forma de entrar na universidade na China. Os alunos sofrem pressão não apenas da família, mas da sociedade como um todo.

Muitos estudantes, pais, professores e políticos criticam esse sistema de prova única, dizendo que ela não leva em conta a criatividade dos estudantes, que o gaokao – cujas matérias obrigatórias são matemática, chinês e uma língua estrangeira – privilegia a famosa decoreba.

Guardas usam detectadores de metal na entrada de locais de prova

Guardas usam detectadores de metal na entrada de locais de prova

Mas o fato é o gaokao praticamente define as chances de sucesso na vida dos jovens chineses, em particular os que vêm de famílias mais pobres, já que, na China, ter um diploma universitário é essencial para conseguir um emprego. E, quanto melhor a universidade, melhor o emprego.
Vigilância

As autoridades usam câmeras de seguranças e detetores de metal na entrada das escolas para evitar que estudantes entrassem com smartphones ou relógios computadorizados.

As provas também são rastreadas por sistema de GPS até serem entregues aos colégios onde serão aplicadas.

Na província de Henan, funcionários chegaram a usar um drone com um scanner de rádio para pegar trapaceiros.

Centros de assistência foram montados para pais que aguardavam os filhos nos exames

Centros de assistência foram montados para pais que aguardavam os filhos nos exames

O veículo aéreo não tripulado voou sobre dois centros de exame na cidade de Luoyang em busca de sinais de rádio, segundo o site do Departamento de Educação.

Segundo os funcionários, sinais de rádio poderiam indicar que informações estavam sendo enviadas a dispositivos introduzidos ilegalmente nos locais de prova.

Este ano, nenhuma atividade suspeita foi detectada pelo drone.

Mas alguns estudantes foram flagrados tentando colar.

As autoridades de um colégio da região autônoma da Mongólia Interior desclassificaram 1.465 estudantes, incluindo os filhos de vários funcionários do Partido Comunista, após a descoberta de que eram “imigrantes ilegais do gaokao”, segundo o Beijing News Daily.

Essa região do norte da China atrai estudantes de todo o país porque a exigência de pontuação para ser aprovada é mais baixa que em outras províncias, por ser uma área menos povoada.

Matérias obrigatórias são chinês, matemática e língua estrangeira

Matérias obrigatórias são chinês, matemática e língua estrangeira

Cada província determina sua própria série de perguntas para o gaokao, e o exame da Mongólia Interior é visto como um dos mais fáceis.

Mas um estudante só pode fazer a prova lá se cumprir a exigência de ter estudado em um colégio local por pelo menos dois anos. Não se sabe ainda como os estudantes desclassificados conseguiram chegar a ponto de fazer a prova.

A polícia também descobriu, nas províncias de Hubei e Jiangxi, um sindicato que pagava pessoas para se fazer passar por estudantes e faziam a prova por eles.

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Livros e drones estão entre presentes preferidos dos franceses no Natal

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Apesar da crise persistente, os franceses jamais deixaram de reservar uma quantia considerável do orçamento para o Natal. Neste ano, a estimativa é de que cada francês gaste € 518 (R$ 1.680) nas comemorações da principal festa católica. Entre os presentes mais pedidos ao Papai Noel estão os tradicionais, como livro, e novidades tecnológicas, em especial os brinquedos conectados.

Publicado no RFI

As tradicionais Galerias Lafayette, em Paris. A. Notaras

As tradicionais Galerias Lafayette, em Paris.
A. Notaras

Completam a lista roupas, tablets, celulares e brinquedos clássicos há muitas gerações, como Lego e Playmobil. Para as meninas, a coleção de bonecas Violetta é uma novidade que agradou neste Natal.

Mas segundo uma pesquisa realizada pela agência Deloitte, o bom e velho livro é o presente mais desejado pelos franceses, pela primeira vez em 17 anos. “Estamos vendendo bem mais livros do que no ano passado. Será que os pais querem trazer os filhos de volta para produtos mais tradicionais, em um momento em que eles estão cada vez mais diante das telas, em vez de verdadeiros livros? Não sei. O que eu sei é que estamos vendendo muitos livros”, constata Agnès Vigneron, diretora das Galerias Lafayette, um templo das compras em Paris.

No lado oposto, os produtos de tecnologia continuam em destaque entre os mais pedidos no Natal. E em 2014, os chamados brinquedos conectados chamam a atenção das crianças, como bonecos que interagem uns com os outros, os Dizzy Birds, ou a boneca Kyla, que canta e conta histórias. Os drones também se adaptaram ao público infantil.

“A venda de produtos com controle remoto, como drones, está funcionamento muito bem. Digamos que os pais encontraram o substituto do trem elétrico para brincar com os seus filhos”, analisa a diretora das Galerias Lafayette.

Presentes clássicos são garantia de agradar

Já os adultos gostam de presentear os próximos com roupas para o inverno: blusões, luvas e toucas são as peças mais vendidas. Os produtos de perfumaria e beleza também são uma escolha segura.

“Estamos vendendo um perfume a cada 30 segundos, neste momento. Todos os objetos um pouco personalizados, exclusivos, como gravar uma palavra no perfume, vendem bem”, destaca Pierre Pellarey, diretor-geral da Printemps Haussmann, outra das famosas lojas de departamentos de Paris. “O esmalte Louboutin em forma de salto agulha também está funcionando muito bem.”

Agnes Vigneron observa que, em geral, os franceses preferem não ousar na hora de escolher um presente de Natal. “A data permanece um momento de festa familiar, então o francês gosta de dar um presente que ele tem certeza de que vai agradar. As coisas que estão na moda demais ou são vistas como superficiais demais em geral não são a escolha para dar de Natal.”

Estrangeiros trazem alívio para receitas

As lojas devem se contentar com lucros baixos, já que a crise continua a afetar o poder aquisitivo dos franceses. Na Printemps, Pellarey percebe que os gastos dos clientes estrangeiros, principalmente chineses e árabes, compensam as limitações financeiras dos parisienses.

“Continuamos a sentir a crise neste ano, em especial na clientela local, que talvez segure mais nas compras. Nós temos a vantagem de poder contar com a clientela local e internacional, que aumentou bastante em dezembro, o que não é comum”, constata.

Brasileiros sumiram

Os dois diretores ressaltam que o número de turistas brasileiros caiu bastante em 2014 – eles saíram do ranking das 10 nacionalidades que mais compram. “Faz dois anos que há menos brasileiros. Com a forte desvalorização do real, sentimos uma verdadeira queda dessa clientela”, afirma Vigneron. “Temos bem menos. Não temos mais visto brasileiros”, diz Pellarey.

Apesar de permanecer elevado, o orçamento médio dos franceses para o Natal registrou queda de 3,8% em 2014.

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