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Posts tagged e-books

Amazon lança serviço de aluguel de livros para estudantes

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Amazon oferece serviço de aluguel de livros

Amazon oferece serviço de aluguel de livros
FOTO: Reprodução

Publicado originalmente no Adnews

A vida de estudante não é fácil, tendo isso em mente, a Amazon resolveu fazer algo para facilitá-la. O site de vendas online irá oferecer a opção de alugar livros para universitários nos EUA, e até 70% de desconto para quem resolver efetuar uma compra.

Após clicar no botão “alugar”, o estudante receberá o item desejado em casa, junto com um recibo de aluguel. Quando o prazo de leitura terminar, o estudante retorna o livro sem custo de envio.

As informações são da BI.

Compra de livros cresce, mas pequenas livrarias, não

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O consumo de livros pelos brasileiros cresceu 7,2% em 2011 em comparação a 2010 (Foto: Dreamstime/Terra)

Publicado por Terra

Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgada na Câmara Brasileira do Livro (CBL) aponta que no ano de 2011 foram vendidos 470 milhões de livros no País. Isso representou um crescimento de 7,2% no total de exemplares comercializados em relação ao ano anterior. As editoras atingiram a casa dos R$ 4,837 bilhões em faturamento – um crescimento de 7,36% sobre 2010.

Segundo dados da Associação Nacional das Livrarias (ANL), o Brasil tem cerca de 88,2 milhões de pessoas que leram um livro nos últimos três meses. Os dados mostram que o mercado como um todo está realmente aquecido, mas as livrarias não acompanham o mesmo ritmo. Elas fecharam o ano de 2011 com um aumento de faturamento de 5,26%, o que não chegou a recuperar a inflação do período, que foi de 6,5%. E o crescimento veio principalmente das grandes empresas do setor. As redes com mais de cinco lojas representavam 29,41% do mercado em 2010 e subiram para 34,88% em 2011. “E estão em plena expansão”, conta o presidente da ANL, Ednilson Xavier.

Vera Lúcia Souza, proprietária da Livraria BKS, com duas lojas no centro de São Paulo, acredita que o comercio de livros por grandes redes tem características que dificultam a vida das pequenas empresas. “Eles têm outros produtos, além dos títulos. Podem abaixar os preços e até vender ao valor de custo, embutindo isso em outras coisas, como televisores. E quem vende só livro não pode fazer o mesmo”, afirma.

A livreira, que está há 15 anos no mercado, conta que há sete anos resolveu segmentar o negócio na venda de livros de arquitetura, para competir com as grandes. Há um ano e meio, inaugurou uma loja na Vila Buarque, no centro de São Paulo. Com tudo isso, aumentou seu faturamento em 6% em 2011 em comparação ao ano anterior. “Sendo uma livraria especializada, conseguimos oferecer títulos e exclusividades que as grandes, por serem mais genéricas, não conseguem. É assim que sobrevivemos no mercado”, diz.

Vagner Chimenes, gerente da Capítulo 4, localizada no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, afirma que as grandes são uma ameaça principalmente pela presença nos shopping centers. Para ele, a solução é apostar nas plataformas de comunicação e nas mídias sociais, visando conhecer melhor o público e criar interesse. Eventos, como palestras com autores ou encontros com contadores de histórias infantis, podem fazer das pequenas lojas um espaço mais visitado.

Venda online
Para Alexandre Martins Fontes, diretor e proprietário da Livraria Martins Fontes, que conta com três livrarias em São Paulo, a venda online é uma opção para reforçar a presença física. “Geralmente, o cliente entra no site olha o que lhe agrada, mas vem buscar na loja. Não vejo isso como um grande problema”, conta.

Segundo Alexandre, o que deve preocupar o mercado livreiro não são as novas formas de venda, mas a falta de leitores. “É excelente que o brasileiro esteja lendo mais. Quanto mais gente vendendo e divulgando, melhor. Afinal, o temor deve estar na falta de consumo do nosso produto”, pontua.

E-books
Vera afirma que os e-books ainda têm uma presença muito pequena no País e, por isso, até o momento não os vê como um concorrente forte. “Acredito que eles podem atrair os jovens para a leitura, mas não são uma ameaça aos livros”, diz.

A chegada da Amazon.com ao Brasil, no entanto, deve trazer mais movimentação a esse mercado. A empresa americana deve iniciar as atividades no País ainda neste ano. Vagner acredita que o impacto dos e-books na venda dos livros tradicionais é uma realidade distante. “Em outros países, eles já estão há algum tempo no mercado e não diminuíram as vendas”, avalia.

dica do Jarbas Aragão

Livros digitais são uma nova bolha?

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Imagem Google

Sérgio Rodrigues, na Veja.com

Estou convencido de que os livros digitais são uma nova bolha tecnológica, e de que ela vai estourar nos próximos 18 meses. Eis a razão: a publicação digital é inextricavelmente ligada às estruturas do marketing nas redes sociais e ao mito de que a mídia social funciona para vender produtos. Não funciona, e só agora começamos a ter estatísticas verdadeiras sobre isso. Quando o marketing das redes sociais entrar em colapso, destruirá a plataforma na qual se baseava o sonho de uma indústria formada por escritores autopublicados.

Em sua tentativa de demolir no “Guardian” de hoje (em inglês) a lógica da autopublicação digital – e não a do livro digital em si, embora o trecho acima não deixe isso tão claro – Ewan Morrison apresenta números desconcertantes e compra briga com muita gente, inclusive o brasileiro Paulo Coelho, um defensor da publicação gratuita na internet como estratégia para escritores se fazerem conhecidos do público.

Depois de viajar a Cuba, o escritor argentino [Julio Cortázar] iniciou uma lenta transformação. Pouco a pouco, ele deixou de buscar uma revolução cultural vanguardista que mudasse a vida e começou a defender as revoluções políticas que transformavam as sociedades. Cuba preencheu um vazio político que havia em sua vida e do qual antes não se envergonhava. A partir de 1968, ele se converteu em um militante ativo, convidado habitual a conferências e fóruns em apoio às revoluções que incendiavam a América Latina. Sua escrita também mudou. Em 1973, ele publicou o “Livro de Manuel”, um romance com estrutura vanguardista, mas com um conteúdo claramente ideológico. A fantasia deixava de iluminar as vidas surrealistas de seus personagens e começava a avivar a utopia latino-americana. Mas qual projeto tinha mais opções de triunfar? O dos surrealistas que pretendiam alterar as consciências e as vidas, ou o dos revolucionários que queriam transformar as estruturas do Estado? Cortázar morreu em 1984, quando ainda se vislumbrava a possibilidade de a revolução marxista transformar o mundo. Se tivesse vivido mais cinco anos, talvez houvesse percebido que a verdadeira revolução que mudou a vida no Ocidente foi outra, a vanguardista, a que incitava a ter uma existência beat, surrealista e apaixonada.

O antropólogo e ensaísta colombiano Carlos Granés publicou no Sabático um belo artigo sobre as raízes surrealistas (tardias) do escritor argentino Julio Cortázar, a propósito da reedição de “O perseguidor” pela Cosac Naify.

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Dickens é um estilista tão brilhante, sua visão de mundo tão idiossincrática e no entanto tão reveladora, que seria possível afirmar que seu tema é seu tratamento único de seu tema, num eco daquela frase de Mark Rothko, “O tema da pintura é a pintura” – a não ser, claro, pelo fato de que o grande tema de Dickens não era tão subjetivo nem tão exclusivista, mas incluía tanto do mundo quanto ele conseguisse abarcar. Se a prosa de ficção de Dickens tem “defeitos” – excessos de melodrama, sentimentalismo, tramas forçadas e finais felizes fabricados – trata-se de defeitos de seu tempo, ao qual, mesmo com toda a sua grandeza, Dickens não resistia, por não ser um espírito rebelde; no fundo ele era um artista das multidões, na linha do entretenimento teatral, sem nenhum interesse em subverter as convenções do romance como fariam seus grandes sucessores D.H. Lawrence, James Joyce e Virginia Woolf.

No “New York Review of Books”, a escritora americana Joyce Carol Oates resenha (em inglês) a recém-publicada biografia Charles Dickens: a life, de Claire Tomalin, e me faz mergulhar num exercício imaginativo provavelmente vão, mas irresistível: quais seriam os defeitos da grande literatura do nosso tempo, aqueles que só ficarão nítidos para os críticos do futuro?

“Estou disposto a morrer pelo livro físico” diz livreiro

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Publicado originalmente No Mundo & Nos Livros

O proprietário da Lemúria Bookstore, John Evans, discutiu o impacto, ou falta dele, que teve a disponibilidade de e-books para o seu negócio. “Eu não estou interessado em vender e-books”, disse ao ao Ledger “Eu estou, sim muito disposto em viver e morrer pelo livro físico em minha comunidade. Sim, e-books são mais baratos. A coisa que eu pergunto é quantas pessoas compram com a intenção de lê-los, mas nunca o fazem?”

Evans comentou ainda que se o livro fosse inventado hoje seria uma grande invenção. É portátil. É fácil de transportar com você. Se há algo que você gosta, você pode sublinhar ou fazer anotações.

A mesma coisa poderia ser dito sobre um jornal: Se ele acabasse de ser inventado que grande invenção seria. É portátil. É fácil para transportá-lo. Se há algo que você gosta, você pode escrever sobre ele, ou melhor, você pode arrancar algo para guardar para mais tarde. “Ler algo na tela do computador não é páreo para o prazer de manusear e ler um livro ou um jornal.”

Site da livraria: http://www.lemuriabooks.com/

 

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