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Posts tagged E. L. James

Diretora de ’50 Tons de Cinza’ briga com autora dos livros e pode abandonar sequências

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Diretora de ’50 Tons de Cinza’ briga com autora dos livros e pode abandonar sequências

Sam Taylor-Johnson e E.L. James não tem bom relacionamento.

Publicado no Almanaque

A diretora do filme “Cinquenta Tons de Cinza” e a autora dos livros, E.L. James, não têm um bom relacionamento. Assim, a cineasta Sam Taylor-Johnson quer se afastar das sequências cinematográficas da saga erótica.

De acordo com o jornal britânico “The Sun”, as duas se desprezam “e culpam uma a outra pelos problemas do longa-metragem”.

Sam revelou à revista “Variety” que ficou bastante desapontada com a autora, principalmente porque E.L. queria que a adaptação do primeiro livro da série tivesse cenas de sexo mais explícitas.

Apesar de revelar novos autores, autopublicação ainda gera pouco lucro

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Origem de autores como E.L. James, iniciativa sofre com baixa remuneração e visibilidade

O popular e-book Kindle - / AFP

O popular e-book Kindle – / AFP

Publicado em O Globo

FRANKFURT — Para qualquer escritor frustrado por rejeições de editoras ou querendo cortar intermediários, nunca houve um momento mais fácil (ou mais barato) de ser um autor autopublicado. Uma série de plataformas gratuitas oferecidas por Amazon, Apple e serviços como o Smashwords criaram novas oportunidades e um enorme mercado — tanto para desconhecidos que galgam lugares mais altos quanto para escritores estabelecidos.

Louvada por alguns (pois teria democratizado o mercado), e criticada por outros (porque teria banalizado a cultura literária), a autopublicação transformou a ideia de o que significa ser um escritor. O ato de enviar um arquivo PDF e gastar um pouco com o design da capa pode transformar qualquer um em um autor publicado através de uma plataforma de livros digitais como o Kindle, da Amazon, recebendo até 70% do preço de capa.

Este fenômeno reflete uma eliminação do papel tradicional das editoras — fazer a seleção entre vários manuscritos, editar os selecionados e criar o pacote, fazer o marketing e distribuir o livro finalizado. Elas, no entanto, não estão muito preocupadas. A autopublicação pode funcionar a favor das companhias também.

A escritora E.L. James é um exemplo. Seu mega-seller “Cinquenta tons de cinza” foi autopublicado. A obra foi então selecionada pela Random House e se tornou um livro físico — que hoje acumula centenas de milhões de exemplares vendidos, somando-os com os digitais. No Brasil, fato semelhante aconteceu com a brasileira Camila Moreira, que com “O amor não tem leis”, erótico a la “Cinquenta tons”, era autopublicada e acabou contratada pelo selo Suma de Letras, da Objetiva.

Jeff Bezos revolucionou o mercado editorial e inovou no varejo digital - Terceiro / Agência O Globo

Jeff Bezos revolucionou o mercado editorial e inovou no varejo digital – Terceiro / Agência O Globo

No entanto, poucos escritores autopublicados veem este tipo de sucesso. Mas aqueles que promoverem ativamente seus próprios trabalhos e definirem preços com perspicácia — às vezes tão baixos quanto 99 centavos por cópia — podem conseguir uma audiência de massa.

“Muitos livros autopublicados, embora não atendam os padrões que as editoras estabelecidas desejam, são bons o bastante”, diz o editor-chefe da revista online Publishing Perspectives, Edward Nawotka, durante a Feira do Livro de Frankfurt, maior congregação do mercado editorial. “Eles têm preços em um ponto que atende a demanda do leitor. Acredito que isso tenha ampliado o mercado para outro tipo de livros.”

Para se conseguir viver da escrita é preciso “uma sorte incrível, ou determinação e senso de negócios”, afirma a escritora alemã de ficção Ina Koerner. Ela vendeu mais de 300 mil livros pela Amazon sob o pseudônimo Marah Woolf.

“Você tem que entregar um livro a cada meio ano, caso contrário será esquecido”, diz a autora de 42 anos, mãe de três filhos. “Eu escrevo para um mercado e o livro é um produto.”

Se os resultados pessoais são pouco efetivos, o aumento pela procura é marcante. Em 2014, cerca de meio milhão de títulos foram autopublicados somente nos Estados Unidos, um aumento de 17% na comparação anual e um salto de 400% frente a 2008, de acordo com um relatório publicado na semana passada pela empresa Bowker. O que resta saber é se, com a procura, quando os escritores do formato verão vantagem econômica.

Apple sai na frente na briga pelos e-books no Brasil

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Guilherme Felitti, na Época Negócios

Começou a guerra pelos livros eletrônicos no Brasil. Quem saiu na frente foi a Apple. No começo da semana, os primeiros livros brasileiros já tinham sido avistados na iBookstore. Nesta quinta (25), a Distribuidora de Livros Digitais (DLD), consórcio responsável pelos e-books de 6 editoras nacionais, formalizou o acordo com a Apple.

Donos de iPads, iPhones e iPods touch já podem comprar 1,5 mil títulos em português das editoras Objetiva, Record, Sextante, Intrínseca, Rocco e Planeta. Estima-se que um terço dos livros mais vendidos no Brasil venha do consórcio. Mas elas não são as únicas na iBookstore: é possível encontrar títulos de outras editoras não filiadas à DLD, como a Companhia das Letras, Arqueiro e LP&M. Autores como José Saramago, Paulo Coelho, Umberto Eco, Stephenie Meyer (da série “Crepúsculo”) e E.L. James (da série “50 tons de cinza”) estão disponíveis. Os livros ainda são cobrados em dólar.

O anúncio coloca ainda mais pressão na Amazon. Ainda que tenha começado a negociar antes, a gigante de e-commerce ainda enfrenta dificuldades para convencer as editoras nacionais. Há mais de dois anos, seu primeiro contato foi desastroso. A partilha proposta pelo preço dos livros foi considerada abusiva pelas editoras. Tanto que elas se uniram para peitar tais condições, formando a a DLD. A explicação na íntegra pode ser ouvida no meu comentário na CBN na semana passada.

A negociação emperrou e Google e Apple passaram na frente, ainda que tenham começado a conversar quase um ano depois. Tanto que o próximo acordo do tipo a ser anunciado será com o Google. O contrato está prestes a ser finalizado, afirmam editores ouvidos em off pela NEGÓCIOS. Se você tem um Kindle, vai ter que esperar um pouco mais pelos livros em português.

“Cinquenta tons de cinza” se torna febre entre os jovens ao redor do mundo

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Nova trilogia da literatura erótica (divulgação)


Gabriel Machado, no A Crítica

Alguns o consideram uma versão mais pesada do bestseller mundial “Crepúsculo”, outros já o acham uma tentativa desesperada de emplacar a próxima sensação da literatura juvenil. Fato é que não se fala em outra coisa: o livro “Cinquenta tons de cinza” se tornou uma febre ao redor do mundo e tem tudo para seguir os passos dos gigantes “Harry Potter” e “Jogos vorazes”.

A obra, escrita pela britânica E.L. James, não possui bruxinhos, jovens revolucionários ou vampiros. Pelo contrário, ela acompanha as aventuras sadomasoquistas de Christian Grey e Anastasia Steel, um executivo e uma estudante que firmam um acordo pouco comum: ele pede à garota que assine uma espécie de contrato, no qual ela concorda em desempenhar um papel de “submissa” numa série de “atividades eróticas”.

“Eu gostei muito do livro, mas reconheço que o seu conteúdo é bastante pesado e que possui cenas de sexo desnecessárias”, comentou a arquiteta Maria Margareth Pimentel, que leu a primeira parte da trilogia – completada por “Cinquenta tons mais escuros” e “Cinquenta tons de liberdade” – logo que ela saiu nos EUA, em março.

Apesar dos comentários dos fãs, que classificam a obra como “revolucionária”, o erotismo está longe de ser novidade na literatura. Ao longo dos anos, nomes como Marquês de Sade, Nelson Rodrigues e Sidney Sheldon também já abordaram o tema em seus livros. “Na verdade, o erotismo pode estar presente em várias obras. O conto de Machado Assis ‘Uns Braços’, por exemplo, descreve um rapaz que é seduzido pelos braços desnudados de uma senhora”, exemplificou Lajosy Silva, professor de Língua Inglesa e Literatura na Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Erotismo x Pornografia

Uma das polêmicas que cerca a trajetória de “Cinquenta tons de cinza” é o excesso de cenas de sexo, apimentadas por uma grande leva de descrições detalhadas. O que nos deixa a questão: onde termina o erotismo e começa a pornografia? Existe diferença entre os dois?

Segundo Lajosy, o primeiro está ligado ao sensorial e à sugestão do desejo, enquanto o segundo é a mera exposição da sexualidade nua e crua, sem floreios. O professor, responsável por lançar uma coleção de obras eróticas no ano passado, como parte do projeto “Clube do Autor”, porém, faz uma ressalva: “O que separa esses elementos tem mais a ver com os valores morais estabelecidos pela sociedade e o senso comum que se atribui a essas duas palavras”.

’50 Tons’ para homens: editoras agora investem no ‘daddy porn’

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Bruno Astuto, na Revista Época

O mercado está desesperado para encontrar uma “resposta” ao fenômeno 50 Tons de Cinza. A palavra de ordem nas editoras inglesas é descobrir quem será o próximo ou a próxima E.L. James com seus milhões e milhões de livros eróticos vendidos em todo o mundo. Uma autora contou recentemente a um tabloide que desistiu de oferecer seu romance infanto-juvenil, meio magia à la Harry Potter, meio vampiresco à la Crepúsculo, porque estava cansada de lhe “bateram a porta na cara”. Segundo ela, os editores avisavam que a prioridade agora eram os romances adultos, de cunho erótico, os chamados ‘mummy porn’.

É interessante essa evolução dos fenômenos editoriais nos últimos anos. As cifras espetaculares começaram com Dan Brown e seu Código da Vinci, uma ficção policialesca que tentava decifrar e dessacralizar os dogmas cristãos, evidenciando a religião como instrumento de controle. Em seguida, como se tivéssemos nascido de novo, veio Harry Potter e seu mundo mágico de bruxaria. Um menino bem ao estilo Avenida Brasil; educado durante toda a adolescência para vingar a morte dos pais pelo feiticeiro malvado, alternando momentos de inocência dignos de Rita/Nina e o caráter duvidoso de Carminha. Seguiu-se a saga Crepúsculo, com seus vampiros, lobos e zumbis açucarados e apaixonados, que freavam os ímpetos de morder o pescoço alheio em nome do coração. E foi a partir dela que E.L. James cunhou seus 50 Tons de Cinza, soltando, na base do chicote, a franga e a repressão sexual.

Durante o império do Código, muitos tentaram — sem sucesso — criar fábulas de mistérios religiosos almejando as listas dos livros mais vendidos. Enquanto Harry Potter voava em sua vassoura, nenhum outro herói infantil conseguiu roubar-lhe a vedete. Aberrações vampirescas também sobravam, empoeiradas, nas livrarias ao passo que as sequências de Crepúsculo desapareciam delas. De onde se deduz que a febre sadomasô de 50 Tons também tende a morrer com ele.

Mas há os que ainda tentam, caso da reedição da trilogia The Hand Reared Boy, de Brian W. Adliss. Para quem não conhece os livros, eles foram os 50 tons de toda uma geração de garotos sexualmente reprimidos do início dos anos 70. Trata-se da saga de um menino, Horatio Stubbs, durante a descoberta de sua sexualidade. A editora alardeia o relançamento como a “resposta masculina à trilogia de E.L. James”. O herói passa boa parte do tempo se masturbando, procurando mulheres em série, comendo o mundo inteiro. Até que vai para a guerra, perde as ilusões da juventude e se torna um homem mais consciente – embora não menos tarado. Tudo é descrito à maneira crua masculina, sem o requinte ou a frieza de Christian Grey, herói de 50 Tons. Horatio é um homem como todos os outros, que tenta, até o último momento, alimentar o garoto que existe dentro de si.

Nos 50 Tons, a protagonista encontra o amor à sua maneira; em The Hand Reared Boy, Horatio é até um pouco patético em suas desventuras sexuais. Ele não é sexy, não é um herói do coito. Na verdade, desperta até uma certa piedade diante de seu drama para levar as mulheres para a cama. É o anti-herói erótico, que se parece com a maioria dos homens da vida real. Talvez, por isso, os leitores masculinos possam até se identificar com ele.

Mas o mundo mudou, e não estamos mais no início dos anos 70 quando os garotos tinham que bolar peripécias para ver a vizinha pelada ou conseguir uma revista masculina que aliviasse seus hormônios em ebulição. O sexo está hoje escancarado em toda parte; nas novelas, nos filmes, nos comerciais e, sobretudo, na Internet. Garotos que sonhavam com os seios das atrizes de cinema hoje os encontram com uma banalidade frugal. As divas sexuais não estão trancadas nos dancings ou nos teatros de revista; elas estão, de biquíni, nos reality-shows da TV, rebolando o enorme patrimônio calipígio para todas as idades.

Muito mais excitáveis por estímulos visuais do que por palavras da literatura erótica, qualquer homem hoje em dia achará The Hand Reared Boy um conto de Chapeuzinho Vermelho. Não haverá, portanto, um ‘50 tons’ masculino ou um ‘daddy porn’. Você, aliás, conhece um único homem que tenha gostado do livro? A imaginação sexual dos adolescentes morre quando eles descobrem a senha do pay-per-view do pai ou encontram no YouTube o banho caudaloso de Viviane Araújo na Fazenda. Por isso, quem sabe, Christian Grey esteja fazendo tanto sucesso com as mulheres. Ele sabe manipular o Viagra que mais funciona com elas: a fantasia.

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