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E.L. James diz que sua trilogia erótica ajuda as jovens a escolher melhor os parceiros

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SUCESSO
A autora inglesa E.L. James, de 49 anos, em Londres, em maio. Sua trilogia, Cinquenta tons de cinza, vendeu 40 milhões de exemplares em quatro meses. O segundo volume chega ao Brasil (Foto: Bohdan Cap/Contour/Getty Images)

Luis Antonio Giron, na Revista Época

Meio-dia, soa o Big Ben. É uma sexta-feira quente de verão. Estou numa sala no 1º andar da agência literária Valerie Hoskins, no centro de Londres. De repente, uma moça vestida com uma calça âmbar aparece na outra sala, agacha-se para verificar se seu laptop branco está carregando, vira-se, olha, sorri e me acena. Sim, é ela: espevitada, jovial, roliça e… ouso dizer… sensual. Erika Leonard James, ou E.L. James, aparenta menos que seus 49 anos. Parece ter 30 e poucos. É mais bonita que nas fotos.

Erika – ela concede que eu a chame assim – diz que ainda pode andar pelas ruas de sua cidade sem ser assediada. “Acho bom ter vida normal”, afirma. “Não me interessa essa coisa de celebridade. É tudo o que não quero.” É uma questão de tempo para que comece a causar tumulto nas ruas. E.L. James ostenta hoje o título de maior sucesso de vendas mundial com sua trilogia de romances eróticos Cinquenta tons de cinza. A história está em adaptação para o cinema, com sua supervisão. Deve reprisar o furor da saga Crepúsculo – em cujo enredo Erika se inspirou para contar a iniciação sexual da jovem Anastasia Steele pelo bilionário Christian Grey, em sessões de sadomasoquismo embaladas por música erudita. De abril até hoje, 40 milhões de volumes da série erótica foram vendidos no mundo todo. No Brasil, o primeiro volume, que dá nome à trilogia, atingiu os 300 mil exemplares e 10 mil e-books vendidos. O segundo, Cinquenta tons mais escuros (Intrínseca, 512 páginas, R$ 39,90; e-book: R$ 24,90), chega ao Brasil com uma tiragem de 350 mil cópias. Os americanos apelidaram a saga de “pornô da mamãe”, porque as cenas são tão picantes como o vocabulário para descrevê-las soa respeitável e sem palavrões.

“Evitei o palavreado grosseiro típico da literatura pornô, até porque fica mais excitante quando você descreve as cenas de sexo em bom estilo”, diz. Ao contrário do que eu poderia prever, Erika se mostra mais “pornô” do que “mamãe” ao longo de nossa conversa. Bem-humorada e despretensiosa, não se furta de falar abertamente sobre sexo e vida literária. Ela afirma que jamais contava com o sucesso. “Meu único sonho era ver um dia meu livro numa vitrine de livraria”, diz. “Tudo começou com um grupo de fan fiction de Crepúsculo. O primeiro livro saiu em e-book, só depois interessou a uma editora.” As redes sociais ajudaram. “Sou louca por Twitter, e isso criou curiosidade. Mas o que valeu foi o boca a boca.”

Erika trabalhava havia dezenas de anos como produtora executiva na área de direitos autorais de uma emissora de televisão, quando entrou para o grupo de fan fiction, que escreve variações das obras que admira. A proposta do grupo era criar uma história de amor ambientada nos Estados Unidos. Foi assim que Erika, fã de autoras de best-sellers como Stephenie Meyer e Norah Roberts (jamais leu Sade nem Anaïs Nin), procurou no Google dados sobre Seattle e Portland, onde se passa o livro. São cidades que ela só conhecerá em outubro. “Meu livro mistura Google e fantasia”, afirma. “Queria realizar minhas fantasias sexuais no texto. Não imaginava que tantas mulheres tinham os mesmos desejos.” Diz que leitoras de 15 a 80 anos lhe pedem conselhos. “Os homens agora me procuram. Adoram ler porque esclareço dúvidas deles sobre sexualidade feminina.”

Uma das lendas sobre Erika foi a reação dos filhos, dois meninos de 15 e 17 anos. Segundo jornais ingleses, eles ficaram com vergonha por causa do livro. “Eles me disseram que acham ‘bacana’ a mãe deles fazer livros eróticos. Na escola, os colegas passaram a admirá-los.” Segundo ela, seu marido, o autor de séries de TV Naill Leonard, ficou orgulhoso. “Ele me ajudou a montar a estrutura do livro e se animou para estrear no romance.” Diz que os dois levam uma vida amorosa discreta, o que não significa que não façam o que ela narra no livro. “Não interessa a ninguém o que as pessoas fazem na cama”, diz, piscando um olho.

Ela não se importa com a reação dos conservadores que a acusam de desencaminhar jovens. Nem das feministas que apontam a trilogia como reforço ao machismo. Erika não vê problema em incitar as jovens (adultas) a práticas de perversão sexual. “Espero que as meninas escolham melhor seus parceiros com o livro. Sobre o sadomasoquismo, ele pode ser saudável se as partes envolvidas estiverem de acordo, se o ambiente for controlado e seguro.” Quanto às feministas, ela começa a rir: “Elas não leram o livro. Acham que Anastasia é passiva. Ela é que domina aos poucos. Ela é virgem de corpo, mas
Christian é virgem de alma”.

Cinquenta Tons de Cinza é responsável por criação de verbete em dicionário americano

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Expressão de best-seller vira verbete de dicionário /Foto: Reprodução The Guardian

Bruno Astuto, na Revista Época

O best-seller Cinquenta Tons de Cinza, de E. L. James, consagrou a expressão Mommy Porn (pornô para mamães) e acabou virando verbete no famoso dicionário online Collins, como “literatura erótica voltada para mulheres”.

O livro mais falado dos últimos tempos é o primeiro da trilogia sobre o relacionamento sexual de Christian Grey e a estudante de jornalismo Anastasia Steele. Virgem, a garota se submete aos jogos de sedução sadomasoquistas de Christian Grey, que lhe ensina a prática sexual e avalia seu desempenho na cama. O Collins também incluiu 80 novos verbetes como frenemy (inimigo disfarçado de amigo), blooted (palavra escocesa para bêbado) e floordrobe (pilha de roupas deixada no chão).

E.L. James: ‘Há sexo selvagem. Mulheres gostam de ler sobre isso’

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E L James. Depois de sacudir o mercado editorial, inglesa procura roteirista para o filme da saga
Divulgação

Publicado originalmente no O Globo

Uma mulher risonha, simpática, que responde às perguntas mais escabrosas sobre sadomasoquismo com um misto de vergonha e orgulho. Essa é Erika Leonard, mais conhecida como E L James, autora da trilogia “Cinquenta tons”, que vem turbinando as vendas editoriais no mundo. Só no Brasil, foram 260 mil exemplares de “Cinquenta tons de cinza” em apenas 40 dias. Neste fim de semana, chega às livrarias o segundo volume, “Cinquenta tons mais escuros”. A criadora de Anastasia Steele e Christian Grey fala aqui sobre a concepção da obra, seus personagens, a adaptação para o cinema, sua vida conjugal, e, claro, sexo.

Por que a trilogia fez tanto sucesso?

É uma história de amor apaixonante, um conto de fadas. É narrada na primeira pessoa, você vive o que Ana está experimentando. Há sexo selvagem. Mulheres certamente gostam de ler sobre isso. E também porque uso uma linguagem que não assusta as pessoas.

As situações narradas são factíveis na vida real?

É tudo fantasia. Christian e seu estilo de vida. Ele é incrivelmente rico, realizado, excepcional dentro e fora da cama, um mistério. Você tem uma ideia do que está acontecendo com ele, mas não sabe ao certo. Acho que as mulheres estão conscientes disso. É como ver um filme. É como aceitar Hogwarts (a escola de mágicos de “Harry Potter”). E depois, você volta para o mundo real.

Então Christian é uma versão moderna do príncipe encantado?

Levando em conta que é uma história romântica, com paixão e amor, então, sim, ele é um príncipe. Ele é o tipo de pessoa que quando decide fazer algo, faz bem. Mas eu acho que ser igual a ele… seria bem cansativo.

Você acha que os seus livros agradam tanto aos homens quanto às mulheres?

Eu escrevi o livro para mim mesma, usando as fantasias que estavam perdidas na minha cabeça. Então fico bastante desconfortável com a ideia de que os homens estão lendo o livro, porque mostra a maneira como a minha mente funciona. Mas eu recebi uma mensagem de um senhor de 71 anos que disse: “Obrigado por essa alegria, é como me apaixonar novamente”. Foi adorável. E ainda um cara chamado “Gorgeous days” no Twitter me perguntou: “Por que Christian Grey gosta só de mulheres?” (risos).

Há uma justificativa moral no livro para a prática do BDSM (sigla para Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo)?

Christian está perdido, e sua vida é levada para isso. Mas isso não quer dizer que quem pratica BDSM tem um passado tortuoso, de maneira alguma. Eu acho que, se há uma relação segura e consensual, ótimo. O que acontece na cama, pela casa ou em qualquer lugar, é da conta de cada um, não tenho nada com isso. Esse comportamento de Christian funciona para essa história. Eu não tinha ideia de aonde eu iria chegar quando comecei a escrever. Apenas que o BDSM seria o pano de fundo.

Por quê?

É incrivelmente sexy. E eu fiquei imaginando: como seria encontrar alguém que vivesse nesse estilo de vida?

Por que quase não há personagens confiantes no livro?

Alguém confiante talvez não rendesse uma história (risos). Pessoalmente não acho o tipo confiante muito interessante. Eu prefiro refletir sobre mim mesma — e talvez eu esteja revelando demais.

Como está a adaptação para o cinema?

Nós visitamos todos os estúdios, com a exceção da Disney (risos). A Universal aceitou fazer o filme do nosso jeito. E, enquanto procurávamos produtores, nós nos encontramos com Michael De Luca, que fez um trabalho extraordinário com “A rede social”. Estamos agora procurando por um roteirista…

E então você disse: “meu marido” (o roteirista e escritor Niall Leonard)?

Na verdade eu gostaria que um americano escrevesse o roteiro, porque sendo britânica, eu tenho muito o jeito daqui de me expressar. E eu quero manter o meu casamento (risos). Porque, se trabalharmos juntos, podemos ficar loucos. E o filme está nesse ponto, até o momento.

Nada de elenco?

Há muitos rumores. A especulação é simplesmente ridícula.

Você menciona aspectos brasileiros como o samba, Carmen Miranda, que não é brasileira, mas é bem associada ao Brasil, e Villa-Lobos. Por quê?

Minha mãe é chilena, e eu cresci com muita música brasileira, Astrud Gilberto, Villa-Lobos, todos os clássicos, como “Corcovado”, “Manhã de carnaval”. São obras lindas. Eu amo bossa nova. É parte do meu DNA.

Como é ser a responsável pela onda de livros eróticos?

Eu acho extraordinário. Mulheres gostam de livros de sexo. Preferem ler isso do que ver pessoas transando em uma tela.

Como foi escrever as cenas de sexo?

Eu acho que nunca mais vou escrever um livro assim de novo (risos). É realmente difícil para não ficar brega. A coreografia é muito importante. Além do sentido, saber para onde aquilo está se direcionando… Você não pode se esquecer de nada. Onde eu coloco aquela mão? O engraçado é que, enquanto eu escrevia, eu gritava para o meu marido: “Será que a gente pode tentar… sua mão… ali… assim…?” (risos). Nós pesquisamos bastante (gargalhadas).

Temática sexual invade livros de romance em tempos de crise

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Imagem Google

Publicado originalmente no Terra.com

Para Mario Vargas Llosa, “fazer amor em nossos dias, no mundo ocidental, está mais relacionado à pornografia do que ao erotismo”, uma ideia que se reflete em livros de grande êxito no mercado atual, como a trilogia “Fifty Shades of Grey” (Cinquenta Tons de Cinza), de E.L James, e outros títulos que devem chegar ao mercado até o final do ano.

Uma tendência que algumas editoras passaram a chamar “pornô para mamães”, um novo pseudo gênero comercial voltado para mulheres – que são as que mais livros leem, segundo todas as pesquisas -, e que faz com que as editoras busquem títulos dentro dessa linha para fugir das adversidades da crise.

Assim, a HarperCollins, uma poderosa editoria anglo-americana, parece que já encontrou o sucessor da trilogia “Cinquenta Tons de Cinza”, que já vendeu mais de 15 milhões de exemplares. Trata-se de “Indiscretion”, de Charles Dubow, a nova aposta de tema sexual que, curiosamente, será lançada na Espanha (em outubro, pela Editora Planeta) primeiro que nos Estados Unidos, onde deverá chegar somente em 2013 No Brasil, ainda não há previsão para este lançamento.
“Indiscretion” deve subir um degrau em relação à temática sexual, já que conta com abundantes cenas explícitas e será dirigido às “mulheres que querem mais”, como informa seu anúncio publicitário.

Temas como infidelidade e descontentamento com a relação percorrem as páginas deste livro com grande tensão erótica e sexualidade, exaltando glamorosos cenários (Nova York, Paris e Roma), cenas sofisticadas e um ambiente cosmopolita, além do bem-sucedido (financeiramente) casal de protagonista – ingredientes que os editores julgam ideal para superar a crise econômica.

“Esta vez não há como resistir, não pode. Então, ela está sobre ele, a cavalo, e tira o vestido pela cabeça. Os pontos negros de seus peitos ressaltam sobre seu pálido corpo no resplendor azul do quarto. Seus braços lhe rodeiam, seu cheiro, a suavidade de sua pele “, diz o trecho do romance do norte-americano Charles Dubow.

Mas, antes da chegada deste suposto novo sucesso, o mundo editorial – que sentiu de maneira significativa os efeitos da crise, com uma grande queda de vendas -, está cheios de títulos com conteúdo amparado no tom erótico, sexual e mórbido, outra característica que também anda sendo muito usada nos romances atuais.

“Cada Gota de Tu Vida” (Alienta), por exemplo, é outro livro que veio a ser classificado como “pornô para mamães”. Trata-se do primeiro romance da poeta Yolanda Saénz de Tejada, que propõe, através de quatro mulheres protagonistas, um jogo erótico com o objetivo de encontrar o “eu” oculto de cada uma delas e experimentar seus próprios limites.

O livro da escritora catalã Roser Amills, “As 1.001 Fantasias Eróticas e Selvagens da História” (Parentésis), também apresenta um texto carregado de sensualidade. Isso porque, o livro tem objetivo de relatar as fantasias eróticas de célebres personagens, como Frida Kahlo, Marilyn Monroe, Einstein, Patti Smith, Salvador Dalí e Fidel Castro.

O italiano Fabio Volo, com seu livro “A Primeira Luz da Manhã”, também leva calor às prateleiras com esse êxito de vendas não só em seu país, onde ocupou o primeiro posto das listas dos mais vendidos, mas no mundo todo.

Neste, o autor se introduz na pele de uma mulher insatisfeita com seu casamento, mas incapaz de romper a relação ou tentar melhorar as coisas.

Com muitas descrições de cenas sexo em suas páginas, Volo se põe na pele desta mulher que, no final, descobre seu real desejo e se revela ao leitor, embora o autor tenha dito, em entrevista à Agência Efe, que não foi fácil de pontuar essa trama, já que falar de sexualidade é difícil para um narrador. EFE

Pornô papai-e-mamãe de ‘Cinquenta Tons de Cinza’ bate Harry Potter na Amazon britânica

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A escritora E.L. James

A escritora E.L. James (Dave Kotinsky/Getty Images)

Publicado originalmente na Veja.com

Era uma vez Harry Potter. Ao menos, no topo dos mais vendidos da Amazon britânica. A saga da escritora J. K. Rowling acaba de ser superada, em vendas, por outro fenômeno inglês, este para um público mais crescidinho: a trilogia pornô leve Cinquenta Tons de Cinza.

O site não divulga números, mas afirma em comunicado que os três livros de E. L. James, que começam a chegar nesta semana ao mercado brasileiro pela editora Intrínseca, foram mais comprados em quatro meses que os sete volumes da saga do menino bruxo em catorze anos.

E que o primeiro livro da série erótica, aquele que lhe dá nome, já vendeu o dobro de Harry Potter e as Relíquias da Morte. O título de J. K. Rowling era o mais comercializado na Amazon britânica até hoje.

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